23 de agosto de 2026

Os Cantores de Ébano

Sugerido por jns

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Do Cliquemusic

 
Esse é o tipo do disco que se enquadra na categoria péssima capa, ótimo CD. Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano apareceram na MPB no início dos anos 60 e fizeram uma espécie de gospel à brasileira – mas sem a xaropada religiosa do que hoje é conhecido como gospel. Era um coro de vozes negras com algo de brejeirice em números os mais ecléticos possíveis, indo do sertanejo (Fiz a Cama na Varanda, Vaqueiro Prevenido) ao pop internacional de então (Tammy). Infelizmente, depois de gravar dois álbuns na Odeon (em 1961 e 1963) – reeditados nesta coletânea quase na íntegra – ainda gravaram um ou outro álbum em selos menores e desapareceram. Uma pena, porque é originalíssimo e renovador e deixou para a posteridade pelo menos um sucesso – Leva Eu Sodade (“Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir…”), do qual os cinqüentões devem se lembrar. Nilo tem voz agradável, mas quem dá o toque especial em várias faixas é Noriel Vilela e sua voz de baixo cantante – que chega a ser engraçado em determinado momento, mas depois de umas três músicas o ouvinte entra no clima. Bastante afinado, o grupo contava com ainda com vozes masculinas e femininas de diversos matizes. Seu uníssono quase sacro chega a comover em números de mistério, com um pé no nosso folclore interiorano, como A Lenda do AbaetéA Lenda do Rio AmazonasAzulãoMinha GraúnaCanção de Ninar Meu BemUrutau, alternando-os com sambas-canções bem cariocas rearranjados, Suas Mãos e Devaneio, e até um pré-iê iê iê, Eu e Você. De fundo religioso, apenas alguns spirituals no original em inglês datadas aproximadamente de 1865 – Down By the Riverside Nobody Knows the Trouble I’ve Seen – que voltaram ao sucesso nos anos 50 em vozes como as de Nat King Cole. Nesse clima criado pelo estalar os dedos, há uma canção deliciosa em português, Boa Noite. Num momento em que ter voz não é muito valorizado, é bonito ver o que um belo coro delas é capaz de fazer. 

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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10 Comentários
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  1. Gilson AS

    31 de outubro de 2013 2:45 pm

    Musica 20 toneladas.

    Eu gosto da musica 16 toneladas com Noriel Vilela.

    Vale conferir !

    [video:http://youtu.be/Beo_jHowU-I%5D

    http://youtu.be/Beo_jHowU-I

     

    1. Gilson AS

      31 de outubro de 2013 2:48 pm

      Versão metal

      Versão metal

      [video:http://youtu.be/8sn8SmNNZ8c%5D

  2. jns

    31 de outubro de 2013 3:02 pm

    Eis o ‘Ôme’

    Noriel cantou umbanda em ritmo de sambalanço

    [video:http://youtu.be/cPJakH5Scfk%5D

    Precursores da música gospel no Brasil, Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano gravaram em 1961 e 1963 dois belos discos pela Odeon.

    O maior sucesso do grupo era a singela Leva Eu, Sodade, de Alventino Cavalcanti e Tito Neto.

    No coro de cantores e cantoras negras, destacava-se a voz grave e aveludada de Noriel Vilela.

    Nascido no bairro carioca de Lins Vasconcelos, o torneiro mecânico exibia a voz privilegiada em serestas que iam até as altas da madrugada.

    A grande chance veio no programa de calouros do exigente Ary Barroso: levou nota 4 (a máxima era 5).
    No início da década de 1960, entrou para os Cantores de Ébano e, com a dissolução do conjunto, retomou a antiga profissão até ser contratado pela gravadora Copacabana.

    Em carreira solo, lançou dois compactos de sucesso: 16 Toneladas (versão em português de Sixteen Tons, de Ernie Ford e Merle Travis) e Só o Ôme.

    Em 1968 gravou seu primeiro e único LP solo, Eis o “Ôme”.

    [video:http://youtu.be/am8NvEuEyb0%5D

    Bastante diferente do repertório dos Cantores de Ébano, calcado em clássicos da MPB, do folclore e da música negra norte-americana, o disco tem 12 faixas modernas e dançantes em ritmo de sambalanço.

    A temática é uma só: umbanda. 

    Eu acredito, sim / Não falem mal da umbanda perto de mim, canta em Acredito Sim.

    Noriel morreu pouco depois do lançamento do disco.

    Voltou à tona no século 21 com a regravação de 16 Toneladas pelo grupo Funk Como Le Gusta e com o lançamento de Eis o “Ôme”, antes uma raridade, em CD.

    A reedição de Eis o “Ôme” em CD traz uma breve biografia de Noriel, escrita por Malu Rodrigues e publicada na Gazeta de Notícias em 1968

    Escrito por Rafael Capanema   | 27 de Setembro – Dia do Cantor

    1. agincourt

      31 de outubro de 2013 5:19 pm

      Noriel Vilela

      Maldita hora em Noriel sentou na cadeira do dentista.

      Um amigo meu disse que, com a marcha evangélica, dificilmente, hoje, se ouviria “Só o Ôme”.

      1. morallis

        31 de outubro de 2013 5:48 pm

        No rádio certamente que não,

        No rádio certamente que não, mas toca muito nas baladas de gente “maluca ( de verdade) , pelo menos

        aqui em Sp.

  3. jns

    31 de outubro de 2013 3:28 pm

    Salve Charles Gavin

    Noriel Vilela

    ‘Esquecido luminar do samba-rock, o cantor de voz potente chega com seu disco crucial’

      

    A coleção Odeon 100 Anos de Música no Brasil, comemorou o século de fundação da própria EMI (de matriz inglesa).

    Nada menos que 45 discos, quase todos ainda inéditos em CD, foi “desovada” com zelo pelo pesquisador (e baterista dos Titãs) Charles Gavin.

    Os relançamentos vêm com som remasterizado, artes de capa e contracapa preservadas e fichas técnicas devidamente incluídas.

    Vale lembrar que muitos dos discos podem continuar sendo raridades, pois a tiragem máxima de cada um dos títulos será de dois mil CDs. 

    Seria exagero dizer que tratam-se de 45 “clássicos” de nossa música.

    Há muita coisa de muita importância na coleção, mas o grande interesse recai mesmo no caráter arqueológico das raridades desencavadas por Gavin.

    Não espere ver (ou rever) grandes sucessos de vendagem entre os títulos, e sim aquelas pepitas semi-obscuras que podem ter influenciado muita gente, mas que não resistiram ao teste do tempo (por falta de interesse das gravadoras, por mudanças de mercado, por terem “saído de moda”…).

    O samba e suas variantes menos ortodoxas compõem o grosso da coleção, com espaço para bossa nova, samba-jazz, samba-rock, samba-soul…

    Espetadas aqui e ali, deliciosas esquisitices fazem o contraponto das verdadeiras pérolas.

    http://cliquemusic.uol.com.br/materias/ver/perolas-e-curiosidades-do-bau-da-odeon

    O programa O Som Do Vinil resgata e preserva a memória da música brasileira.

    A cada episódio Charles Gavin recebe músicos, compositores, produtores e jornalistas para um bate-papo descontraído e informativo, onde são reveladas histórias e fatos sobre a criação, gravação e produção de álbuns fundamentais no estudo e na apreciação da música brasileira.

    O Som Do Vinil, líder de audiência do Canal Brasil, completou seis temporadas, atingindo mais de cem episódios exibidos.

    Apresentação e pesquisa: Charles Gavin.

    Direção: Darcy Burger, Gabriela Gastal e Charles Gavin.

    Pauta: Tarik de Souza.

    Toda sexta no Canal Brasil,l às 21p0

    1. morallis

      31 de outubro de 2013 9:30 pm

      Se liga! 

      Se liga..Charles..

       

      [video:http://youtu.be/Bzzmq7qwkAc%5D

       

      1. jns

        1 de novembro de 2013 12:49 am

        OS TITANS: o baterista e o tecladista e mandam notícias

        Trata-se do álbum de um grupo solitário chamado Os Titans. Isso mesmo é homônimo, só que com grafia diferente. Confesso que desconhecia a existência dessa banda. Procurei nos meus livros e pela internet e praticamente não consegui muita informação a respeito. Quem souber mais, repasse para a comunidade.

        O pouco que se sabe do grupo é que eram oriundos de São Paulo, composto por seis integrantes e gravaram, em 1968, o único disco LP, pela gravadora Beverly, mesclando músicas com vocais e instrumentais. A curiosidade dessa banda é que tinha quatro guitarristas.

        Nesta postagem apresentamos o único álbum gravado, contendo principalmente sucessos da Jovem Guarda, com as seguintes músicas:

        1. O pic-nic; 2. O caderninho; 3. Queria; 4. Estou feliz; 5. Esqueça e perdoe; 6. Eu não sabia que você existia; 7. Music to watch girls by; 8. Georgia girl; 9. Cuore matto; 10. Cavalaria ligeira; 11. É preciso sofrer; 12. Sei que voltarás.

        O batera e o tecladista dos Titans

        Anônimo 7 de fevereiro de 2013 12:49

        Eu fui o baterista desta banda, (o primeiro da esquerda na foto),meu nome é Angelo Cyrillo e meu email é [email protected]. Perdi o contato com os outros integrantes e se alguém souber por onde eles andam por favor faça contato.

        Anônimo 10 de março de 2013 15:33

        Olá Hedson
        Gostaria de me apresentar pois fui o tecladista dos Titans que fui agraciado pela informação desse Blog através do Ângelo (baterista dos Titans) que me viu postando um comentário no Blog: http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=2220 e o Ângelo ao abrir esse blog, ficou surpreso e através dos e-mails nos comunicamos e matamos a saudade dos velhos tempos.
        Quero aqui parabenizá-lo por essa iniciativa que fundamenta cada vez mais a nossa história artística que normalmente já é abafada e esquecida pela própria Midea.

        De qualquer forma, um abraço
        Paulo

        ***

        Os comentários acima foram enviados ao blog La Playa Music

        http://laplayamusic.blogspot.com.br/2012/09/os-titans-1968.html

  4. morallis

    31 de outubro de 2013 5:46 pm

    A quem afirme que Noriel não

    A quem afirme que Noriel não falava pela manhã, as cordas vocais não permitiam , levava pelo menos uma hora  

     para tal, mantenho meus vinis…se liga Charles!?

  5. Maria Luisa

    31 de outubro de 2013 8:49 pm

    Minha tia Chica adorava isso

    Minha tia Chica adorava isso tudo. Ah! as tias queridas! E a musica como recordação.

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