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Xadrez da sinuca de bico da mídia

Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior.

Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação. Houve um bom período em que mesmo os adversários mais ferrenhos do Estadão respeitavam a seriedade com que tratava os fatos.

Desde que a mídia brasileira caiu de cabeça no pós-verdade e no jornalismo de guerra, esse quadro mudou.

No Olimpo da mídia de massa, há dois tipos de jornalistas e de celebridades: os que seguem cegamente a linha criada pelos veículos; e os que já têm ou caminham para ter personalidade própria, inclusive para se contrapor aos movimentos de manada.

Nesse grupo abrigado pela mídia, pequeno, mas influente, há um mal-estar crescente em relação ao governo Temer, à parcialidade da Lava Jato e ao próprio esforço da mídia em dourar a pílula do governo com um jornalismo eminentemente chapa-branca.

Por outro lado, após perder os leitores de esquerda, a velha mídia começa a perder os de direita, que se agrupam em torno de outros veículos. E está diante de um grave problema moral e jornalístico: qual a cara dos jornais? Que tipo de pensamento eles representam? Qual é seu caráter?

A imagem que passam é dúbia. E a aproximação com Temer agravou radicalmente esse quadro:

1.     Eu sei, os jornais sabem, a torcida do Flamengo sabe que o governo Temer é eminentemente corrupto.

2.     Mesmo assim, os jornais teimam em apoiá-lo, depois de justificar o impeachment como combate à corrupção.

Como pretendem se diferenciar dos blogs e sites jornalísticos sem tradição? Publicando artigos sobre a pós-verdade e, ao mesmo tempo, continuando adeptos incondicionais do jornalismo de guerra? E, agora, perdendo qualquer veleidade de encenação de superioridade moral, apoiando uma plutocracia unanimemente reconhecida como corrupta.

Peça 2 – o jornalismo chapa-branca

A maneira como os jornais atuam, sempre de forma concatenada, é sinal indiscutível de uma articulação, como a de um cartel combinando preços.

Analisem os jornais de hoje. Todos batem em três teclas simultaneamente: a de melhoria da economia e a leitura enviesada do depoimento de Marcelo Odebrecht, e a repetição das denúncias contra o PT, todas buscando beneficiar o governo Temer.

A crise está longe de ser vencida. Persiste a crise fiscal da União e dos estados, os principais setores – como o automobilístico – amargam quedas recordes, o pior bimestre nos últimos 11 anos, o desemprego avança de forma avassaladora. E a cada dia que passa mais se escancara a natureza fundamentalmente corrupta do governo Temer.

Como gerar notícias positivas?

O Valor Econômico, que já praticou um jornalismo mais objetivo, recorre a uma entrevista com Michel Temer e transforma em manchete sua “previsão”: “Temer aposta em alta do PIB acima de 3% em 2018” (https://goo.gl/tMvvs5). Fantástico! Um deputado que jamais se interessou por temas econômicos, que não tem nenhum histórico de previsões ou cenários, “aposta” em PIB acima de 3% e a aposta merece manchete principal do jornal.

Já a Folha prefere transformar a pessoa física de Temer em “gestão Temer”, e coloca na manchete principal a extraordinária informação de que a gestão vê retomada da economia e diminui corte orçamentário. E quais os indicadores? A informação de que a arrecadação continua caindo, sim, mas em ritmo mais lento. Ou seja, após 8% de queda do PINB, ainda não se chegou ao fundo do poço.

Em outros cantos, o jogo de previsões sombrias de que a saída de Temer poderia comprometer a salvação nacional, que são as reformas constitucionais empurradas goela abaixo da população – e, por isso mesmo, extremamente vulneráveis a futuros governos.

Assim, o jornalismo econômico e político na velha mídia fica dependendo de alguns raros praticantes de jornalismo efetivo, como José Paulo Kupfer, do Globo, e Vinicius Torres, da Folha. Ou ainda de analistas políticos escondidos pelo jornal, como José Roberto Toledo, do Estadão, ou, menos escondida, Maria Cristina Fernandes, do Valor e Bernardo Mello Franco, da Folha, Kennedy Alencar, da CBN. E os referenciais de sempre, como Jânio de Freitas.

Peça 3 – a desinformação de quem informa

Esses contrapontos são utilizados pelos jornais não como elementos de análise, mas como exemplo restritíssimo de biodiversidade política. No fundo, a inteligência interna, a visão estratégica dos veículos é tão rasa quanto a do público que cultivam, tal o desleixo com que trabalham as notícias, tal a mesmice das análises econômicas e políticas, sem nenhum controle de qualidade, nenhuma punição aos grandes erros factuais, e nenhuma visão de futuro.

Foi esse mesmo espírito que levou, no início de 1999, as empresas jornalísticas à maior crise da história porque acreditaram em suas fontes do mercado financeiro – e, muitas delas, em seus colunistas financeiros – de que não haveria desvalorização do real.

Agora, incorrem na mesma falta de visão estratégica, no simplismo de quem não consegue analisar os múltiplos desdobramentos do quadro econômico e político e, especialmente, as resultantes da própria ação midiática.

Mesmo estando em jogo o futuro do jornalismo e deles, como empresas, são incapazes de montar um conselho diversificado, capaz de traçar cenários minimamente complexos para orientar as estratégias editoriais. Subordinam-se à cartelização, provavelmente montada dentro do fórum do Instituto Millenium, que é a melhor maneira de minimizar responsabilidades: afinal, se houver erros, será coletivo. Para quem não sabe o que fazer, não deixa de ser um consolo.

Se não houver uma correção de rumos, se terá o seguinte quadro pela frente:

1.     A velha mídia vai continuar bancando um plano econômico sem nenhuma condição de superar a crise. O plano não tem nenhum componente anticíclico. Vai apenas prolongar a recessão e aprofundar as tensões sociais e políticas.

2.     Passar o desmonte da Previdência e do fim dos direitos sociais, sem nenhuma espécie de negociação, em um quadro de ampla recessão, é jogar gasolina na fogueira.

3.     Como intermediária e avalista da Lava Jato e, agora, de Temer perante a classe média, conseguirá se desmoralizar cada vez mais perante seu público, a exemplo do que está acontecendo com seus candidatos do PSDB, nenhum deles em condição competitiva para 2018. Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio.

Peça 4 – o desafio das delações da Odebrecht

É assim, sem nenhuma visão, que a mídia entrará agora na cobertura das delações da Odebrecht.

Já está delineada uma estratégia para impedir que a Lava Jato chegue nos seus.

1      A denúncia dos abusos cometidos no período anterior, no qual as vítimas foram Lula e o PT. O destaque dado pelo Estadão à entrevista do ex-Ministro Nelson Jobim – no qual ele desanca as ilegalidades da Lava Jato e reclama da falta de punição aos abusos mais ostensivos – com mais de um ano de atraso.

2      A parceria renovada de Jobim com Gilmar Mendes.

3      Os inquéritos internos contra os delegados da Lava Jato, pela colocação de escuta clandestina na cela de Alberto Yousseff e outros. Até agora empurrou-se com a barriga o inquérito. Bastará trata-lo com seriedade para se enquadrar os dois principais delegados da Lava Jato. Que, assim como José Serra, decidiram abdicar de seus cargos em Curitiba e buscar paragens mais amenas.

4      O jogo de postergações de inquéritos envolvendo os parceiros da mídia e da Procuradoria Geral da República (PGR).

Todos esses movimentos são carne fresca a alimentar o leão das ruas, que vem embalando os sonhos de Bolsonaro, ou os sonhos com o general Villas Boas.

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103 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

É uma das piores imprensas do

É uma das piores imprensas do mundo, sem dúvida. Tirando países como Coreia do Norte, ou ditaduras árabes e africanas, dificilmente se encontrará tantas "qualidades" reunidas. Ignorância, puxa-saquismo de patrão, má-fé, mal caratismo e muitas vezes acrescido de arrogância.

Como no caso do Merval, que é burro, medíocre, escreve mal, lambe o saco dos Marinho quantas vezes for necessário, e ainda encontra tempo de ser arrogante. Um burro arrogante é insuportável. Igualmente medíocre é a dondoca dublê de jornalista, Dona Eliane tucanede. Essa é quase uma Danuza Leão.

Mas sim, Nassif, a imprensa brasileira já foi melhor, ainda que sempre porta-voz da elite econômica. Os patriarcas, noves fora tudo que eram, se preocupavam com a qualidade de seus veículos. Tinham por isso, uma certa tolerância com jornalistas de esquerda, porque eram os melhores. Como diz PHA o direito de herança acabou com a imprensa brasileira. A melhor é a Carta, que o Mino não herdou de ninguém, construiu com seu próprio esforço e competência.

Mas mesmo assim, o grande problema da grande imprensa brasileira estava lá e continua estando. Ela é anti-democrática. Não consegue conviver com a democracia, quando esta leva a caminhos que não lhe agrada

 

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Juliano Santos

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Eduardo Outro

"Virtus in medium est", o

"Virtus in medium est", o velho adágio latino que não fica velho. Algum dia o ponto de equilíbrio será alcancado. É verdade que vagarosamente, muito mais do que desejaríamos, mas inevitável. Os de baixo sobem e num ponto qualquer encontrarão os de cima que descem. Explico a quem possa estar estranhando meu delírio. Comparar os fundadores do Estadão com os remanescentes de sua família é comparar ouro com pirita. Isso para usar uma expressão cabível em qualquer ambiente familiar, não quero falar de coisa malcheirosa. Mas não tem jeito, relembrando charge que me parece ter sido do Jaguar, no imortal Pasquim, um banhista olha o mar de Copacabana cheio de massa malcheirosa boiando e dá o veredictum, "olha quantos robertomarinhos vindo em nossa direcão" ! Mesmo assim ele era infinitamente melhor que sua geracão. A geracão da FSP dispensa comparacões explicativas, por si só se explica. Enfim, todos descendo. Enquanto isso, negra, pobre, 17 anos, somente mãe presente, consegue aprovacão em primeiro lugar no vestibular disputadíssimo da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto ! E não foi só por méritos próprios, ela reconhece, foi beneficiada por pessoas. Que bela subida ! Alguém que analise superficialmente dirá, "é um caso isolado, um ponto fora da curva".  Não, não é, aqui já vimos diversas vezes os posts e comentários a respeito dos jovens secundaristas, impossível não se lembrar do discurso daquela "leoa"no Congresso, das meninas antenadas discutindo os males do machismo, enfim uma geracão que dá alento ao futuro. Todos subindo ! E tem mais, quando se der o encontro, os que sobem assim continuarão, olhos perscrutando o infinito, enquanto que os que descem caminham à extincão, por selecão natural daqueles que não estão adaptados a viver uma vida que não seja a inútil, fútil, preconceituosa, vazia, exclusiva, que vivem agora. O ruim é que o "medium" virá não por imposicão de uma política beneficiadora de todos, como o minúsculo exemplo 2002/2014. O imperativo será a necessidade de sobrevivência, direito absurdamente não entendido e negado pelos atuais detentores do poder, com as loas dessa imprensa condenada à morte, ao que parece já não lenta, por eles próprios.

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Boiadeiros & Berrantes

 

Pode-se comparar a gestão do sistema capitalista à necessária habilidade de condução de uma grande mamada de gado rumo ao matadouro. Sem experientes boiadeiros dotados de possantes berrantes, a coisa se complica e a boiada dispersa. A regra de ouro está na ignorância da manada conduzida para o abatedouro sem desconfiar de coisa alguma, simplesmente, seguindo experientes boiadeiros e seus sonoros berrantes.

Tradução gratuita do óbvio:

a)      Boiadeiros, são os políticos;

b)       Berrantes, a grande mídia “livre”.

 

Assim mesmo.  Não?

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Acho que a ordem é outra..

A)  a Casa-Grande no comando sempre !!

B) os políticos/mídia :  são os eternos capitâes-do-mato a  espreita dos negros-fujões  da Senzala !!

E  isto vai durar  até o século XXV  , quando, em minha  análise, o planeta  Terra irá se acabar  por si só !!

 

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

Pra baixo não da mais

Temos que ir ao cerne da questão: as familias que detêm o poder de midia no Brasil. Se elas estão conectadas, ligadas a interesses comerciais nem sempre licitos, como o caso do Grupo Globo, mas não somente, e sua ideologia sempre foi a de defender seus proprios interesses, passando por cima dos interesses da nação. Utizando-se de politicos que fazem o papel que lhes interessa, nos estamos apenas assistindo uma catarse de suas praticas agora, tal qual o governo Temer, liberadas para quem tiver discernimento ver. Eh muito triste e horrenda a imagem que tem nos servido de sua cupidez, mas dai para baixo não tem muito mais para ir.

Precisamos sim de uma outra imprensa. E ela so existira no dia em que um governo forte reforme os meios de comunicação. Não aquilo que "gritam" contra, dizendo ser censura ou mordaça, mas uma reforma profunda nas concessões de tevês e radios e que dê meios para que uma outra imprensa possa aflorar com força e contrapor à ideia unica que permeia hoje na tal grande imprensa, que não possui nenhuma grandeza.

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Sergio Bandeira

Foi o que o golpe de 64 fez

Foi o que o golpe de 64 fez. Acabou com a mídia progressista e instalou a Globo para apoiar o golpe da Casa Grande. Mas as esquerdas tem que aprender, a mídia não pode ser censurada, mas não pode ficar na mão de oligarquias.

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O que me impressiona é o

O que me impressiona é o fatalismo comodista(prefiro covarde)do POVO Brasileiro,me irrita(prefiro enraivecce) enormemente ouvir dizerem ser um fenômeno mundial o fascismo midiático assim como;golpes no Brasil são cíclicos,logo retornamos apóps o sofrimento. De minha parte contesto essas covardes posições e depois excluo de meu face,ter gente de esquerda com  o mesmo caráter das amebas coxinhas é inconcebível a quem frequenta as redes sociais a anos e nada aprende.

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Paulo Dantas

Beleza , mas ...

Beleza , mas a mídia de esquerda também trata Temer como um ET invasor e não como o vice escolhido pelo PT ...

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Álvaro Noites

Mais um que achou que aqui

Mais um que achou que aqui era o G1

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Bestial

Nossa que afirmativa bestial! Era só o que faltava, até o (des)governo Temer é culpa do PT...

O fato de o Temer ter composto um novo governo com vários ministros do partido que perdeu a eleição (aquele cujo símbolo é uma ave bicuda) em postos chave, ter virado do avesso toda a política socio econômica e tentado aplacar a Vaza a Jato depois que os partidos que o sustentam, inclusive e principalmente o PSDB, estão altamente implicados, não lhe diz nada além desse pensamento idiota?

O Sr. sabe o que significa traição e golpe?

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"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

E direitista pensa?

Direitista não pensa, é burro por definição! Nunca vai saber a diferença nem entre 1 e 2, que dirá saber o que significa golpe e traição...

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Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

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Leandrol

que comparação

Comparar a gigantesca imprensa corporativa com alguns blogs de esquerda... só vcs mesmos

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Leandrol

que comparação

Comparar a gigantesca imprensa corporativa com alguns blogs de esquerda... só vcs mesmos

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Nassif, sua avaliação até faria sentido

Num país em que as pessoas pensassem minimamente.

O Brasil hoje é uma massa amorfa e vegetativa de pessoas. Passada a fúria em depor Dilma, resta uma fúria residual em prender Lula. E só. Quase ninguém vai além disso. E quem vai é uma minoria tão ínfima que não faz diferença.

A verdade é que o discurso contra corrupção foi pontual, e isso é aceito até pelos manés que foram às ruas e bateram panelas. Eles não se importam com a corrupção que não é do PT. Prova disso é que o problema visto pelos feicebuquianos e comentaristas dos portais da grande mídia ainda é o PT. Temer e sua quadrilha PMDB/PSDB estão no poder há um ano, mas o problema continua sendo o PT. Mais importante que expurgar a quadrilha que tomou o poder é impedir a candidatura de Lula em 2018...

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Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Xadrez da sinuca de bico da mídia

sendo ou não reconstruída a Democracia no Brasil, tem coisas que não irão se recuperar. uma delas é esta mídia-empresa familiar cúmplice do golpe. pode se debater o quanto quiser, já está morta.

do outro lado, grande parte da blogosfera,  que se apresenta como alternativa a grande mídia, dela é apenas a contra-face.  o paradigma é o mesmo, apenas com sinal trocado. disto há inúmeros exemplos vexatórios.

sem democratizar a mídia, não há Democracia. e para isto, não basta inverter o pólo. é preciso construir uma mídia multipolar.

neste sentido, uma das questões cruciais seria: que tipo de consumo de informação garante uma mídia democratizada?

p.s.:

- basta ter a informação correta para se fazer a opção correta?

dito de outra forma: bastaria a Rede Globo divulgar a informação correta para as pessoas fazerem a opção correta?

o exemplo do cigarro nos mostra que não. o próprio fabricante exibe nas embalagens a informação correta, ilustrada com fotos: fumar é prejudicial à saúde. mesmo assim as pessoas compram e consumem.

elas tem a informação correta, mas fazem a opção errada.

outro clássico exemplo são os relacionamentos afetivos. a pessoa sabe muito bem que determinada relação lhe está sendo prejudicial, as pessoas amigas corroboram, e mesmo assim não se faz a opção correta, e se mantém a relação.

é isto o mais importante, e ao mesmo tempo o mais difícil, de se compreender. é mais profundo e mais complexo do que apenas se ter a informação correta:

- por que se deseja algo contrário ao próprio interesse?

não basta a Rede Globo, nem mesmo uma “vanguarda revolucionária”, levar ao povo a informação correta, ainda assim muitas vezes as pessoas vão fazer opções incorretas contrárias aos seus interesses.

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WG

Olá arkx. Mas até mesmo

Olá arkx. Mas até mesmo aquilo que achamos que é a informação correta, pode não ser.  Entendo que a questão fundamental não está em quem dá a informação, seja a correta ou não. E sim em quem recebe a informação. Não acredito em uma sociedade verdadeiramente democrática sem um sistema de ensino que ensine a criança a pensar, a ter senso crítico, a questionar.  Nosso Estado é dominado por uma elite perversa e estúpida. Por outo lado, é ingênuo esperar que essa plutocracia permitirá a construção de um sistema educacional  com esse poder de transformação. Essa é a grande sinuca de bico. 

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Junior Sertanejo

Quando eu erro,costumo pedir

Quando eu erro,costumo pedir desculpas duas vezes.Em verdade o Dr.Alexandre Garcia não é um Psicólogo,e sim um Psiquiatra. 

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Xadrez da sinuca de bico da mídia

-> Quando eu erro,costumo pedir desculpas duas vezes.Em verdade o Dr.Alexandre Garcia não é um Psicólogo,e sim um Psiquiatra. 

só neste comentário já errou pelo menos três vezes. assim vai passar o resto da vida se desculpando. esqueça as desculpas. aliás, foi esta a recomendação do seu psiquiatra. não perca o foco: vc não tem problema algum. simplesmente está ficando velho. e sentindo a passagem dos anos.

mas voltando para o foco do post, o trecho abaixo também não se aplicaria às pessoas? dito de outra forma: não se aplicaria a cada um de nós que aqui publica, mesmo que seja um breve comentário?

“Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação.”

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"Por que se deseja algo contrário ao próprio interesse?"

“Não, os culpados não eram os que passeavam, os indolentes, os despreocupados, mas unicamente os que, pela palavra, estimulavam a guerra. E nós éramos culpados, nós também, se não lhe opuséssemos nossa própria palavra”.

As palavras são de Stefan Zweig, escritor austríaco, em seu livro mais reconhecido, O mundo que eu vi, um relato autobiográfico do período que antecedeu a primeira guerra e do início da própria guerra. Após os conflitos se iniciarem, ele se vê obrigado a usar um trem-hospital, onde tem contato, pela primeira vez, com os aspectos mais trágicos e miseráveis da guerra: vagões emporcalhados, cheios de sangue, transportando feridos e mutilados, sem remédios, sem instrumentos, sob supervisão de profissionais sem formação adequada. Ao chegar em Budapeste, porém, ele encontra uma sociedade inteiramente alienada do horror que já batia às suas portas. Janotas bem vestidos, despreocupados, desfilando pelas praças, ao lado de lindas e encantadoras moças. Primeiramente o contraste lhe deixa estupefato. Ao sentar num café e pedir um jornal, ele entende, porém, o que acontecia. Os jornais mentiam descaradamente. Inventavam vitórias que não existiam. Negavam massacres, minimizavam crises. Enfim, era a grande “mentira da guerra”.

Esse trecho me lembrou um parágrafo do livro A Decadência do Ocidente, de Spengler, que ele escreve, com profundo pessimismo, sobre o advento da imprensa. É um pessimismo curioso, sobretudo em virtude da época em que o livro foi publicado, 1918, por seu contraste com esse entusiasmo louco pelo progresso que marcam as duas décadas que antecedem as grandes guerras.

Ele lembra que os reis que quisessem iniciar uma guerra, antes da existência dos jornais, precisavam fazer terríveis ameaças contra o povo. Ameaçá-los com prisões, torturas e mortes horríveis. Após o advento da imprensa, porém, bastavam meia dúzia de editoriais ufanistas para que os povos caminhassem alegremente, por vontade própria, na direção do matadouro."

http://www.ocafezinho.com/2017/02/20/resiliencia-de-lula-nas-pesquisas-d...

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Xadrez da sinuca de bico da mídia

vc expôs com tamanho brilhantismo o poder da mídia, e da propagando & marketing, que chega a ser constrangedor lhe retrucar afirmando: nada disto invalida minha argumentação, nem a ela diretamente se refere.

é inegável o poder da mídia. isto não se discute. minha argumentação não é esta, e sim:

- por que mesmo de posse da informação correta as pessoas fazem a opção errada?

daí o exemplo da propaganda na embalagem do cigarro. ainda assim, as pessoas compram e fumam.

mais um exemplo: vivemos numa sociedade de drogados. quase todos se drogam. e nem me refiro apenas as drogas ilícitas pesadas (cocaína, heroína, crack). mesmo sabendo que o álcool é uma das piores drogas as pessoas consomem, se embriagam, bebem o tempo todo. o índice de alcoolismo não declarado é altíssimo.

o mesmo em relação a medicamentos. enorme índice de consumo de remédios. qualquer probleminha, qualquer incômodo, toma remédios, pílulas. mas na bula estão os efeitos colaterais mais assustadores. e quem liga prá bula?

nos relacionamentos é ainda pior. inclusive no auto-relacionamento. as pessoas sabem que estão se fazendo mal, ainda assim prosseguem com hábitos e relações nocivas. e quando questionadas, respondem: “ah! mas eu gosto tanto...”

não é tão simples quanto apenas a manipulação da mídia. é bem mais profundo e complexo do que isto.

as pessoas gostam do que sabem muito bem que lhes faz mal. por quê?

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Problema dificil...

Arkx,

o texto brilhante que postei acima e do Miguel do Rosario.

Desculpe a falta de acentuacao no que escrevo agora.

Sua questao e interessante: por mais que haja ma fe e manipulacao por parte da midia, o publico que ela tapeia tambem tem sua parte de responsabilidade em deixar-se usar dessa maneira. Sao paixoes humanas, demasiado humanas, que os Mervais e Catanhedes sabem convocar a favor de seus propositos canalhas: o desejo de saber o menos possivel e pensar o menos possivel, o gosto de fazer parte da manada que parece mais bacana, o odio a quem porta tracos que lembram fragilidade e inferioridade (racismo, por ex.) ou que evocam desejos que se procura recalcar (homofobia, por ex.)...

Pos verdade supoe por parte dos leitores a inclinacao, o desejo de deixar-se enganar, talvez a servico de algo proximo das adiccoes que voce citou. Muitos sao viciados em poder, status, dinheiro, distincao, etc, mesmo que isso custe caro demais, e seja disfuncional, ate suicida. De que e suicida, disfuncional, insustentavel, prefere-se fingir que nao se sabe. A essa verdade prefere-se a pos verdade...

Freud conceituou a pulsao de morte para dar algum tratamento teorico a essa tendencia que temos de buscar o que vai contra o nosso proprio bem, como quer que o concebamos.

Isso me parece um elemento incontestavel da condicao humana, esse empuxo para um alem do principio do prazer. Pode ser que isso responda ao saber da finitude, por menos que efetivamente possamos subjetivar a morte. Sabemos que vamos morrer, e isso nos tensiona exigindo compensar o limite de quantidade de tempo com um acrescimo de intensidade.

Ha outras hipoteses alternativas para explicar esse pendor humano ao excesso destrutivo (de si e do proprio entorno). A discussao nos levaria longe. Mas creio que devemos, sim, levar esse elemento em conta, e considera-lo universal.

Nao esta claro ainda se nos seres humanos seremos capazes de sobreviver a nos mesmos, inventando modos de administrar as variantes mais devoradoras dessa " coisa" . A conferir.

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Xadrez da sinuca de bico da mídia

-> Freud conceituou a pulsao de morte para dar algum tratamento teorico a essa tendencia que temos de buscar o que vai contra o nosso proprio bem, como quer que o concebamos.

pois então! é muito mais complexo do que apenas uma pura e simples manipulação da mídia!

porque são as próprias relações sociais que estão doentes. este é o definitivo problema. é o modo de vida que não presta. esta é causa de todas as nossas “doenças”: o jeito de se viver.

e não a abominável “pulsão de morte” cunhada por Freud. mas o que esperar de um dependente químico, a não ser que moldasse uma teoria do inconsciente a partir de suas próprias repressões?

longe de ser uma técnica de libertação, a psicanálise é um poderoso instrumento de controle e dominação.

nossos problemas não se resolvem sob a perspectiva da neuroquímica, muito menos com eletroterapia ou lobotomia, tampouco tagarelando confortavelmente aninhados num divã.

não precisamos de psicólogos e psiquiatras. precisamos de política.

toda atividade política é também terapêutica. e todo processo terapêutico é eminentemente político.

por isto, não existe militância política separada da própria maneira de se viver.

abração

p.s.: claro que seu comentário abre inúmeras e amplas linhas para discussão, apenas foquei a que considero prioritária.

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Política?

Arkx, mermão,

no meu entender, nossos problemas não se "resolvem" nem com psicanálise, nem com lobotomia, nem com politica.

Somos incuráveis, para melhor e para pior. Podemos, na melhor das hipóteses, inventar maneiras de impedir que nossa insanidade nos conduza à destruição completa, e criar mecanismos de controle para limitar nossa inclinação à barbárie.

O que estamos vivendo hoje, no Brasil? Caminhamos a passos largos para a barbárie. Se as coisas continuarem do jeito que estão, pode ser que alguns privilegiados consigam sobreviver em guetos e bunkers -  cercados pelo caos da violência generalizada, protegidos por milícias privadas armadas até os dentes. Talvez faça parte dos planos deles que os sobrantes se matem entre si, sem incomodá-los; ou que se convertam a religiões resignatórias, sei lá. Ou talvez esse arranjo Mad Max seja em si mesmo insustentável e naufrague num colapso econômico e ambiental. Os ricos morrerão felizes, agarrados a seus fetiches de adicção; fechados em suas lindas mansões assinadas por arquitetos brilhantes, cercados de obras de arte, jatinhos, SUVs, griffes etc.

Ou talvez seja possível construir algum arranjo social, econômico e político alternativo, menos suicida e menos iníquo. Não temos escolha senão apostar nisso... e fazer política!

Por outro lado, acho que jamais inventaremos uma sociedade perfeita, isenta de conflitos e de mal estar. E nem sei se gostaria de viver numa sociedade assim, tipo xangrilá. Você gostaria?

A política é necessária, indispensável. Mas afirmar que "não existe militância política separada da própria maneira de se viver" é de uma ingenuidade, ou de um autoritarismo, extremos.

Olhe em volta e verá quantos dos mais ferrenhos (e necessários) militantes que subscrevem ideais libertários são abusivos e destrutivos com outros e consigo mesmos. (Olhe no espelho, também. Será que você próprio está à altura dessa coerência absoluta que exige entre militância e maneira de viver, entre ideal e prática cotidiana?) 

Abra um livro de história e veja como as mais generosas e brilhantes teorias libertárias degeneraram em novas modalidades de totalitarismos. É sempre em nome dos mais sublimes objetivos que a política degenera nas mais perversas formas de violência, dominação e tirania.

Estude antropologia e constatará: nenhuma cultura  humana prescinde de ritos, costumes e práticas baseados na truculência e na crueldade. Guerras por puro prestígio, por exemplo. Seguindo o seu raciocínio, todas as relações sociais são doentes, de um ou de outro modo. (Gente e relações sociais não seriam avesso e direito de uma banda de moebius?)

Saber disso não nos dispensa da política. Muito pelo contrário. Precisamos estar advertidos contra essa tendência permanente ao excesso disfuncional, suicida, destrutivo, que a meu ver está presente o tempo todo em todo empreendimento humano.

Isso também tem a ver com política! Acho recomendável desistirmos de "curar" os seres humanos E as relações sociais. Baixar a bola. Limitar nossas pretensões a simplesmente inventar formas de administrar o nosso pathos individual e coletivo - se possível, evitando a barbárie e o colapso.


 

 

 

 

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-> Guerras por puro prestígio, por exemplo. Seguindo o seu raciocínio, todas as relações sociais são doentes, de um ou de outro modo. (Gente e relações sociais não seriam avesso e direito de uma banda de moebius?)

poderia mesmo afirmar que: se não existe tal coisa de sociedade, tampouco existe tal coisa de indivíduo. só existem as relações sociais. indivíduo e sociedade como nada mais do que duas perspectivas de enfoque das relações sociais. uma mais de perto, os indivíduos, e outra mais distante, a sociedade.

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Xadrez da sinuca de bico da mídia

-> A política é necessária, indispensável. Mas afirmar que "não existe militância política separada da própria maneira de se viver" é de uma ingenuidade, ou de um autoritarismo, extremos.

Olhe em volta e verá quantos dos mais ferrenhos (e necessários) militantes que subscrevem ideais libertários são abusivos e destrutivos com outros e consigo mesmos. (Olhe no espelho, também. Será que você próprio está à altura dessa coerência absoluta que exige entre militância e maneira de viver, entre ideal e prática cotidiana?) 

novamente temos inúmeras linhas para desenvolver. mas creio que preciso me expressar melhor sobre um ponto fundamental:

- "não existe militância política separada da própria maneira de se viver"

nem ingenuidade e muito menos coerência absoluta. apenas a constatação, e aceitação, de que a militância política e a vida cotidiana não são estanques, não podem ser compartimentalizadas. segregadas.

exemplo, inclusive no escopo que vc mesma citou: um homem é dominado e explorado no trabalho, mas em casa oprime a mulher, que por sua vez oprime a empregada doméstica, que por sua vez oprime a filha trans, que por sua vez oprime o vizinho negro, que por sua vez oprime o nordestino, que por sua vez oprime o imigrante, etc...

não existe um espaço onde fazemos política e outro no qual vivemos a vida cotidiana. é tudo junto e misturado, ao mesmo tempo.

outro ponto: não se trata de “cobrar coerência”. nenhum moralismo. e sim de desenvolver um processo de harmonização e de transformação. sempre compreendendo que a transformação social é de mão dupla, tanto para fora quanto para dentro. a medida que modificamos o mundo, também nos modificamos. e vice-versa. gerando um feed-back positivo.

-> Acho recomendável desistirmos de "curar" os seres humanos E as relações sociais. Baixar a bola. Limitar nossas pretensões a simplesmente inventar formas de administrar o nosso pathos individual e coletivo - se possível, evitando a barbárie e o colapso.

veja bem, o que todos fazemos em nossa vida cotidiana nada mais é do que: política de gestão do capitalismo. porque precisamos todos sobreviver. mas não basta apenas sobreviver. o que desejamos mesmo é viver. viver intensamente. sobreviver faz parte de nossa tática. viver intensamente deve ser nosso objetivo estratégico.

abraços

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Demoulidor

Um olhar sobre o tema Masoquismo talves ajude a responder...

 

"Desbravar algo diferente, arriscar-se, apostar em si mesmo, é algo muito obscuro, pois a busca do sofrimento é contínua. Afinal, é somente dessa maneira sofrida que a pessoa sabe gerenciar sua vida".

https://artigosdepsicologia.wordpress.com/2011/04/24/masoquismo/

 

MASOQUISTA

Preocupação/tensão central: Sofrimento/perder uma relação ou a autoestima

Afetos centrais: Tristeza, zanga, culpa

Crença patogénica característica sobre si próprio(a): Manifestando sofrimento eu posso demonstrar a minha superioridade moral e/ou manter os meus vínculos

Crença patogénica sobre os outros: As pessoas apenas prestam atenção quando alguém está com problemas

Subtipos:

Masoquista Moral

A autoestima depende do sofrimento; a culpa inconsciente impede experiências de satisfação e sucesso.

Masoquista Relacional

Há uma crença inconsciente de que os relacionamentos estão dependentes do sofrimento ou da vitimização pessoais. A vida fora da relação atual, por mais abusiva que seja, pode parecer inimaginável

http://www.psicronos.pt/artigos/personalidade-masoquista_40.html

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Xadrez da sinuca de bico da mídia

pois é! é nas relações sociais perversas que se deve buscar a causa de se desejar algo obviamente contrário ao próprio interesse. a origem do sado-masoquismo é social. portanto, só pode ser de fato superado por um processo de transformação social. não com medicamentos ou no divã, e sim pela política!

abraços

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Celso Paulo da Silva

Nassif, lá pelo anos oitenta

Nassif, lá pelo anos oitenta tinha o sonho de possuir uma revistaria para poder ter informaçoes a cada momento que quisesse, mas hoje vendo a prática nefasta da folha , veja, estadão e afins, fico pensando "meu Deus, como pude acreditar nesses caras". Infelizmente não creio mais em nada que venha dessa podridão que pode ser chamada de velha mídia.E sinceramente, acho que soltarei uma caixa de foguete quando fecharem as portas.

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Sabujice crônica

Eliane Catenhede defendendo a volta da família Temer ao Jaburu. 

Aviso importante: só para quem estômago muito forte.

http://www.tijolaco.com.br/blog/cantanhede-defende-temer-o-alvorada-nao-...

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A perda de rumo é tamanha que

A perda de rumo é tamanha que temos visto jornalista fazendo esse papel sem nenhuma vergonha em tanta superficialidade e sabujice. A nos cidadãos de ficarmos constrangidos ao assistirmos tamanho papel. E na falta do que dizer de bom ou de simpatico a Temer, os pobres lambe-botas se apegam às migalhas, tão caras também ao pobre Temer...

Aristoteles nos legou um pequeno e importante livro, o qual deveria ser livro de cabeceira para jornalistas e politicos. E o mesmo deveria ser ofertado aos filhos quando chegam à adolescência: Etica a Nicômaco. Atualissimo.

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Perfeito

Nassif retrata exatamente o que está acontecendo na mídia. Ontem desliguei a Band no momento em que deram os destaques. Impressionante a parcialidade em favor do Temer

A Globo News discute a delação da Odebrecht por vários minutos e, embora tocasse diversos temas, sempre ficou aparecendo a legenda abaixo da telinha: "PT recebeu 150 milhões..."

O assunto está asqueroso!

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Ugo

pinel sem mais remédio

Nesta mesma rede os comentários de economia a falar maravilhas do resultado financeiro da ambev, números positivos crescimento perspectivas etc., no mundo real na Bovespa o titulo em queda de 4% vendas -9% perspectivas acompanhando a tendência do desemprego, um economista fake a incensar a situação do Brasil Maravilha.

De tanto mentir a mídia já acredita nas próprias balelas.

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Marcos K

Acho que existe um pecado no

Acho que existe um pecado no artigo: o poder de persuasão e credibilidade que a grande mídia, em especial a Globo, tem sobre quase todo o povão e grande parte da classe média imbecil, idiota e conservadora.

Olha, tentar explicar a origem dos reais problemas do Brasil exigiriam um discussão profunda e intensa, mas o que importa é que nos últimos 70 anos a imprensa construiu uma narrativa baseada no fato de que todos os problemas do Brasil tem origem na corrupção e que todos os políticos são iguais, venais e corruptos. Pra não falar em bandidos... 

Esta narrativa é martelada dia e noite particularmente pela Globo sobre a cabeça de um público eminentemente analfabeto e imbecilizado. que, normalmente, nunca leu um livro na vida, mas tem a convicção religiosa de que o que dia a Globo é verdade. Quem se importa com artigos bem redigidos, claros e honestos?

Circulo entre pessoas de todas as classes, idades e níveis de instrução, portanto, afirmo sem medo de errar: eles acreditam no que a Globo manda que acreditem. Ponto final. Se não acreditassem o país já teria pegado fogo depois de tanto descalabro desse governo de asnos. Cadê os paneleiros? Cadê os marchadeiros? Cadê os indignados? Cadê os patos? Não tem. E não tem porque a Globo não mandou que saíssem das tocas.

Credibilidade de jornais? Sejamos honestos, quem se importa com isso? A crise pode afetar alguns veículos, mas naquele que importa, o JN da TV Globo, a credibilidade continua intacta  Bonner é o pastor dos novos tempos. Sérgio Moro é Deus e a Globo é o novo templo.

Triste. Mas é isso que constato todos os dias.

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Infelizmente não é bem

Infelizmente não é bem assim.

Conheço pessoas que ja leram mais de 100 livros, ja leram e leem muito mais do que eu, e olha que gosto de ler, e mesmo assim creem totalmente nesta narrativa e não detêm capacidade de pensar de outra forma.

Na verdade penso que, no fundo, o que as pessoas buscam é achar um culpado, um bode expiatório para todos os problemas. Ora, se a Dilma era péssima, o Lula ladrão, o bode é eles, Se o Temer também é, a mídia e a lava jato também sobra quem ? As pessoas não aguentam isso. Cai o chão.

A cada dia me convenço que o maior erro de Lula e Dilma foi não escolher pessoas sérias para as instituções, escolher quem nem conheciam e pior, não fazer o contraponto com a população e também na mídia desse discurso de ódio e de bode expiatório que vige na mídia há muitos anos e se intensificou de um ano e meio para cá.

A verdade é que dificilmente Lula terá alguma chance em 2018. Paradoxalmente ele só terá alguma chance se o País estiver completamente destruído. Mesmo assim tentarão jogar a culpa nele.

E, ademais, sinceramente, não sei se ele deveria ter chances mesmo. Creio que antes ele deveria reconhecer que aprendeu o papel do Estado e fez conexões com elementos do Judiciário, do MP ou da Mìdia. Ou é isso ou tem que destruir esses tres poderes, senão não Governa.

Aliás, a partir de agora, a todo Governante sobrará essas duas opções.

 

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Marcos K

Creio que você apenas, sem se

Creio que você apenas, sem se dar conta,  reforçou minha tese. Acreditar no que diz a Globo, mesmo lendo bastante, é comprovação total de que a Globo controla o pensamento dos burros que infestam esse país. Leitores ou não.

E pra arrematar: o que não falta é burro com diploma de curso superior que se acha esperto sem saber nada de nada.

 

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Marcos K

Creio que você apenas, sem se

Creio que você apenas, sem se dar conta,  reforçou minha tese. Acreditar no que diz a Globo, mesmo lendo bastante, é comprovação total de que a Globo controla o pensamento dos burros que infestam esse país. Leitores ou não.

E pra arrematar: o que não falta é burro com diploma de curso superior que se acha esperto sem saber nada de nada.

 

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Rei

A sinuca é apenas ética e moral... a mídia está em festa!

A mídia está em festa com uma proximidade com o poder que há anos não se via.

1-Eles sabem que esse governo é tão corrupto que não dura sem apoio dos jornais... sendo assim eles se deram passe-livre para os salões do governo.

2-Os repórteres entendem mais de economia e política do que os protagonistas do governo... nas entrevistas eles dominam a pauta com maestria.

3-A esquerda foi varrida da grande mídia... em coletivas não existem aqueles constrangimentos de alguns repórteres fazendo pergunta fora da pauta que chamavam mais atenção do que o script combinado.

Essa mídia aí está em festa e não tem saudade alguma da época do PT. Duvido muito que algum jornalista sinta as dores dessa tal "sinuca" enquanto recebe promoção na Globo News.

Como o próximo governo de esquerda terá o compromisso óbvio de regular a mídia, até mesmo por questão de sobrevivência... eu acho que o partidarismo só vai aumentar.

A imprensa brasileira entrou na era dos tablóides e enquanto a nossa Lady Dy não morrer... vamos ter que conviver com esse lixo!

 

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Antonio Passos

A sociedade civil já fracassou

O que aconteceu no Brasil, nos últimos três anos, em termos de "sociedade civil" foi insano. Nosso povo, destacadamente a classe média, exibe uma ignorância, um atraso, uma estupidez, que nem 1.000 Globos justificariam. A mídia trabalha em solo fértil, lança suas sementes de ódio em terra adubada com muito esterco. Temo que só uma convulsão social como nunca tivemos, seja capaz de tirar este país de estado de civilização "pré-histórico".

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É isso mesmo. O consolo(?) é

É isso mesmo.

O consolo(?) é que esse "fenômeno" não é exclusividade brasileira.

É mundial. 

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Serjão

O vacilo da globounius

A ¨jornalista¨ na cara de pau desqualifica o convidado: ¨...papel aceita tudo e debate também...¨

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Chapa branca

Pela enésima vez : As entranhas do golpe são claras;  Cunha  e  Mineirinho interditaram o governo através  das pautas-bomba. Esta crise foi produzida artificialmente  para derrubar Dilma e abastecer os entre-caspas da vida !

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Na minha opinião nas próximas

Na minha opinião nas próximas eleições é preciso declarar guerra contra uma mídia que faz jornalismo de guerra de forma cínica. Assim como fez Donald Trump nos EUA, tem que empurrar ela pro meio da roda da discussão política, apontando o dedo na cara com coragem de forma que ela não consiga se fazer de desentendida. É urgente e nescessário quebrar esse tabu na sociedade brasileira, e essa desmoralização vai nos servir pra isso. Dessa forma cria-se uma certa imunidade as suas tentativas de assassinatos de reputação e as armas ficam equiparadas. Ou agimos assim ou seremos eternamente reféns de suas pautas correndo sempre atrás dos prejuízos.

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Júnior Sertanejo

As minhas observações como de

As minhas observações como de praxe.É inadmissível que não se inclua o nome do jornalista Mino Carta como referência história do jornalismo brasileiro,em qualquer lista,relação,ou relevância.Impensavel tratar de temas ligados ao jornalismo brasileiro sem a menção do nome de Mino Carta.Turrao,mal humorado,impaciente,isso é outra história.Em tempo algum,nenhum jornalista do solo consolidado pátrio conseguiu superar o texto presciso,culto,refinado e combativo,como o de Mino Carta.Esses problemas "extra campo,malentendidos ou broncas",não me dizem respeito e tenho horror a eles,pois passam a atuar como indutores de erros e injustiças.Adiante.Onde Nassif escondeu a blogosfera dita suja,limpa ou mal lavada,que tem nele seu maior expoente e momentaneamente a série Xadrez sua maior referência?A sinuca de bico que se meteu a velha mídia,como nos trás o Xadrez,sem a menor dúvida,se deve em grande parte,o contraponto feito pelos blogs desatrelados dela,ou independentes como se colocam.A velha mídia como gosta o editor,foi se encalacandro a partir da marcação cerrada,inclemente e essencialmente demolidora das inverdades,da mistificação,dos engodos,enfiados goela abaixo da população,a partir da atuação destemida desses jornalistas com ou sem blogs.Luis Nassif,PHA,Fernando Brito,Azenha,Miro Borges,Miguel do Rosário,Renato Rovai,Janio de Freitas,Paulinho Moreira Leite,a combativa Tereza Cruvinel,Alex Solnik,o arretado Eugênio Aragão,Emir Sader,o magnífico Prof.Wanderley Guilherme dos Santos,a independência de um Kennedy Alencar,Bernardo de Melo Franco e José Roberto Toledo.Tem mais,muito mais.Por óbvio,não há como desmerecer os fatos trazidos pelo Xadrez,como tambem responsáveis pela desmoralização da velha mídia,mas não atribuir o papel da blogosfera independente como fator preponderante no enredo da emboscada que velha mídia criou para ela própria,seria como apagar o evento histórico de David X Golias,e nesse aspecto o Xadrez ficou nos devendo.

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A falta de lógica do pig

A mdiia enche o peito para informar que a Lava Jato já recuperou algo em torno de 2 bi, sem dizer que os delatores premiados, como Youssef, ficaram com a res furtiva, além de faturarem milhões de reais para falar algo contra petê  ao mesmo tempo em que poupam aliados da midia, o PSDB em especial. Como é possivel que a midia se dê tanto destaque a Lava Jato e esconda que sonegação na casa das centenas de bilhões de reais, heim

Em agosto de 2015 a Lava Jato já havia dado prejuizo de mais de 140 bi de reais ao pais

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/08/impacto-da-lava-jato-no-pib-pode-passar-de-r-140-bilhoes-diz-estudo.html

Vale, Friboi, Itaú e outros devem R$ 426 bilhões para a Previdência Social

http://cartacampinas.com.br/2017/02/vale-friboi-itau-e-outros-devem-r-426-bilhoes-para-a-previdencia-social/

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...spin

 

 

Conciliaçao, nunca mais !

Sim, estamos caminhando aceleradamente para o pior. Mas este certamente é o melhor caminho, para o melhor.

Uma coisa não deve ser aceita: conciliação com os criminosos, com a plutocracia que há séculos domina o Brasil e torna o povo brasileiro um amontoado de servos humilhados.

Uma hora vai ocorrer um Basta!. Talvez essa hora esteja chegando.

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CRISTIANA LOBO, hoje no

CRISTIANA LOBO, hoje no Jornal das Dez disse textualmente " acho que os politicos brasileiros vão ser processados

nos EUA antes que no Brasil", quer dizer ela acha perfeitamente normal que um pais estrangeiro procsse politicos brasileiros por delitos praticados no Brasil, a jurisdição americana alcança extraterritorialmente o Brasil, ela acha ok.

Quando a India fazia parte do Imperio Britanico a justiça da Inglaterra não tinha jurisdição na India, havia uma lei indiana aplicavel a indianos na India, apesar do Pais ser colonia da Inglaterra e os juizes serem ingleses.

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joel lima

Isso mostra como a nossa

Isso mostra como a nossa elite - com raras exceções - nunca se importaram fazer desse território imenso uma nação de verdade - provavelmente porque isso dá trabalho (rs). Diria que durante toda a república o único líder que impôs um projeto de nação ao país foi Vargas do período 30-45, mas ao preço de uma ditadura. Sem Vargas, eu especularia que hoje nem Brasil existiria, pois provavelmente já teria se fragmentando ao modo do américa espanhola do século XIX. Enfim, já que importamos tanta bobagem, importemos uma elite (rs). Desse solo elite decente não nasce (rs) 

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Antônio Uchoa Neto

Há colônias e

Há colônias e colônias.
Quando os britânicos chegaram, os indianos já eram uma sociedade complexa e bem organizada.
Quem pagou o pato foram os pobres - muito pobres - daquele país.
Aqui, os portugueses puderam começar do zero.
Estivemos sempre sob dominação, não apenas para fins de exploração de riquezas, mas também institucional, social, econômica, etc.
Portugueses, depois ingleses, agora americanos.
Até nossa quinta coluna foi importada.
A Índia já era uma nação, quando os ingleses chegaram.
Nós não.
E até hoje não somos.

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A hora da verdade sobre a mídia brasileira

A armadilha que a mídia brasileira montou para manter e aumentar seu poder político vai pegando... ela mesma.

O Bolsa-Mídia do Eliseu não consegue conter a queda do anunciante privado (e olha que, para ficar num exemplo, em TODOS os intervalos comerciais da Globo entre 17:30 e 20:30 há um anúncio do MEC!).

Continua forte o fechamento de postos de trabalho.

Continua forte o fechamento e o arrendamento de televisões e rádios para seitas religiosas.

(um abraço para os trabalhadores da Super Rádio Tupi, sujeitos do ato final dos Diários Associados.)

A TV paga continua com o número de assinantes em queda.

E, agora, seu último público fiel - a direita - está abandonando o barco, já que o que ela quer ler (Bolsonaro, Villas-Boas e/ou Etchegoyen são a salvação) não está contemplado na linha desta mesma mídia (Temer é o caminho).

 

Sabendo que é a única sustentação real deste desgoverno, e com tudo isso mais a entrada agressiva de grupos estrangeiros, não apenas via jornais com edições eletrônicas brasileiras mas também com ataques audaciosos como a investida da Turner no futebol, a troca de assinaturas de TV paga por Netflix e suas concorrentes (a Amazon vem aí...) e a drenagem do dinheiro dos anunciantes para Google e Facebook, não duvido da grande mídia começar a trabalhar junto ao desgoverno e ao Congresso para fechar ainda mais o mercado; não apenas estendendo o entendimento do Artigo 222 para a internet (e aí atingindo El País, The Intercept etc e tal) mas também taxando pesadamente (sob o manto de "mesmas regras") o streaming para que se torne pouco atrativo para cord-cutting e, talvez, partindo para ataques diretos a donos de sites, tentando destruí-los financeiramente via lawfare.

 

Qualquer governo, racional ou irracional, democrático ou autoritário, do pós-Temer terá, NECESSARIAMENTE, que abrir o mercado brasileiro à concorrência estrangeira, derrubando os limites do Artigo 222 e salvaguardando a produção de conteúdo nacional na radiodifusão.

(não caiam na confusão que a Globo tenta criar entre conteúdo nacional e propriedade nacional; o Artigo 222 obriga o controle nacional da radiodifusão e nem por causa disso há somente conteúdo nacional; aliás, diretamente ou indiretamente via formatos licenciados, o conteúdo nacional é cada vez menor.)

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Stefan Zweig disse que o Brasil é o país do futuro.

Já a elite brasileira quer que o Brasil seja o país do passado.

E o Brasil vai se transformando no país do futuro do pretérito.

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policarpo

Nos últimos 50 anos a

Nos últimos 50 anos a imprensa no Brasil tem sido fundamentalmente governista, suas empresas mais importantes serviram a todos os governos e, por isso mesmo, se serviram de todos eles. É como se a democratização da política e da sociedade, iniciada no início dos anos 80 simplesmente não tivessem tocado de fato nossas empresas de comunicação.

Esta é a razão pela qual faltaram durante todo este tempo com a obrigação de oferecer a seu público não vou dizer análises, interpretações e questionamentos críticos, penetrantes e independentes, mas a simples descrição isenta dos fatos, a verdade factual, a informação honesta e contrastada. 

Não foram raros nem poucos os momentos em que falseavam e omitiam de seu público as informações mais fundamentais, mais verdadeiras sobre o verdadeiro impacto sobre a vida das pessoas das políticas levadas a cabo por todos estes governos, mesmo quando essas políticas faziam água por todos os lados.

No caso específico do chamado jornalismo econômico essa situação chegou ao paroxismo.

Nos anos 60 e 70 dominava o tom laudatório, tecnocrático e ufanista em linha como o regime autoritário. Apartir dos anos 80, mas principalmente nos 90, passa a dominar a cena o discurso sufocante, asfixiante, fundamentalista dos economistas de mercado e seu par inseparável o jornalista especializado em economia.

No primeiro caso eram os governos que enquadravam a apresentação da realidade por meio de seus jornalistas - vamos chamar assim - do coração, agora é o jornalismo econômico e os economistas de mercado que exercem o controle sobre a informação e enquadravam os governos.

É verdade que aconteceram períodos de "guarda baixa" com descompressão, renovação e crítica (como no início da democratização ou com a falência do segundo FHC) que ocorreram não graças a imprensa mas apesar dela, foram exceções que confirmavam a regra do governismo.

 

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Michel Angelo

Como a mídia se sustenta

Após a mídia perder 4 eleições para o PT, ter uma melhor distribuição da verba publicitária para outros veículos mais regionais, fica a pergunta:

- Como essa mídia ainda se sustenta?

O Estadão não consegue mais parar em pé, a Folha é sustentada pelo UOL, a Globo ainda recebe muita verba do mercado publicitário.

Não sei como esse pessoal ainda se mantém de pé.

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Lucio Vieira

No caminho que vão, duram menos que o golpe

Sugiro reformulações em seus slogans:
Falha - Não dá para eu ler
Vedja - Dispensável
Quer errar? - Estradão
Grobo - a gente fedê por ai
Jornau u grobo - No mundo do muito além

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