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A responsabilidade da esquerda na atual conjuntura, por Antônio Augusto de Queiroz


Fotos Públicas

Por Antônio Augusto de Queiroz

A responsabilidade da oposição de esquerda na atual conjuntura

De Teoria e Debate

A oposição de esquerda, para sobreviver politicamente e voltar a assumir o poder no país, precisa urgentemente modificar suas formas e métodos de atuação no Congresso Nacional, antes que o desmonte do aparelho de Estado e os retrocessos nos direitos sociais e na soberania nacional se tornem irreversíveis.

O governo Michel Temer, a serviço das forças neoliberais e do mercado financeiro, nos últimos dois anos, provocou grandes estragos em conquistas históricas do povo brasileiro, como a aprovação do congelamento do gasto público (EC 95/16) e da reforma trabalhista (Lei nº 13.467/17), sem que houvesse uma reação à altura das forças de esquerda.

Agora, depois do espetáculo “de compra de deputados” que levou à rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo retoma o ânimo para avançar com sua agenda em favor do capital e de retrocessos sociais, com o acelerado desmanche do Estado Nacional, tanto em termos de soberania quanto em termos de serviços públicos à população.

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Governo brasileiro e ONU repudiam atentado na Finlândia

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Foto: AFP

Por Mariana Branco

Da Agência Brasil

O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas (ONU) manifestaram-se hoje (19) sobre o atentado a faca na cidade finlandesa de Turku, que deixou dois mortos e oito feridos. Em nota, o Itamaraty repudiou o ataque e solidarizou-se com as famílias atingidas e os cidadãos finlandeses. A ONU também expressou repúdio e deu “sinceras condolências” à Finlândia.

Segundo o Itamaraty, uma italiana casada com um brasileiro está entre os feridos e recebe atendimento médico. O governo destacou que a Embaixada do Brasil em Helsinque, capital da Finlândia, está em contato com a família para prestar assistência e acompanhará de perto a situação.

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Onde todo esse ódio vai nos levar?, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Os Filhos de Cornélia ou a História como Tragédia, por Pedro Augusto Pinho

Os Filhos de Cornélia ou a História como Tragédia

por Pedro Augusto Pinho

Os irmãos Graco são parte da História da Roma antiga e mais conhecidos, talvez, pelo exemplo de sua mãe. Conta a lenda que recebendo em sua casa uma socialite, vaidosa e oca, como vocês conhecem várias bate panelas, coberta de joias, pergunta à Cornélia: onde estão suas joias? E a mãe de Tibério e Caio chama seus filhos e responde: estas são minhas joias.

E ambos mostraram a assertiva de sua mãe no futuro comportamento político.

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Impeachment, pecado original da redemocratização, por Danilo Thomaz

Impeachment, pecado original da redemocratização

por Danilo Thomaz

A Argentina realiza suas primárias para as eleições legislativas, que ocorrerão no final de outubro. Populismos e retóricas à parte, nosso vizinho segue com seu calendário eleitoral intacto e o jogo sendo disputado dentro das regras já estabelecidas, com dois lados claros da disputa. O mesmo vale para o Chile, onde, da impopularidade de Bachelet renasce a direita derrotada nas últimas eleições presidenciais. Tudo conforme o jogo - nos dois países que tiveram as piores ditaduras da América de cá e serviram de laboratório para o neoliberalismo

E por que aqui - e na Venezuela - não é assim?

Sempre acreditei que o fato de os dois países terem investigado a fundo suas ditaduras lhes ajudou a solidificar a democracia.

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Não faz parte da política do governo o combate efetivo à escravidão contemporânea

Imagem: Notícias ao Minuto

do Instituto Humanitas Unisinos

"Não faz parte da política do governo o combate efetivo à escravidão contemporânea". Entrevista especial com Marina Sampaio

REVISTA IHU ON-LINE

A investigação da ação fiscal do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho“constatou que mulheres de nacionalidade filipina foram traficadas para o Brasil para trabalharem como empregadas domésticas sob condições análogas às de escravosem residências de famílias de alto poder aquisitivo no estado de São Paulo”, afirma Marina Sampaio à IHU On-Line ao comentar o trabalho realizado pelo Ministério do Trabalho recentemente. Marina integrou o grupo de auditores fiscais responsável pela investigação e relata que a equipe do Programa de Combate ao Trabalho Escravo de São Paulo “verificou que o tráfico foi intermediado por empresas constituídas exclusivamente para esse fim e que tinham o objetivo de ofertar trabalhadores também para atividades hoteleiras e de limpeza geral, gastronomia e cuidados com bebês e crianças”.

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Lava Jato acabou com 500 mil empregos no Brasil, diz levantamento de jornal


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Os riscos da Operação Lava Jato para a economia, com a divulgação indiscriminada e aberta para o mundo sobre os esquemas de corrupção deflagrados na Petrobras, estatais e diversas empreiteiras brasileiras, ao contrário de fazer jus a sigilo de investigações em nome da soberania nacional, são expostos pelo GGN e imprensa alternativa desde o início dos avanços da força-tarefa de Curitiba. 
 
Mas agora que as apurações enfrentam boa parte da cúpula do governo de Michel Temer e caciques do PSDB, como o senador Aécio Neves (MG), a mídia tradicional começou a dar voz para os impactos na economia brasileira. Um deles foi diretamente no desemprego, contraditoriamente em momento que o atual governo peemedebista tenta convencer que sua gestão foi benéfica para geração de empregos.
 
Nesse sentido, levantamento feito pelo blog de Ancelmo Gois mostra que a Operação Lava Jato exterminou, pelo menos, 500 mil empregos no país. O repórter Tiago Rogero fez um cálculo com base na Petrobras, Sete Brasil, e nas principais empreiteiras na mira das investigações: a Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, UTC, Engevix, além de outras empresas.
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Doria manda espalhar bandeiras do Brasil pela capital após condenação de Lula

Foto: Prefeitura de São Paulo

Jornal GGN - O prefeito de São Paulo Joao Doria Junior (PSDB) orientou o time de prefeitos regionais a espalhar pela capital bandeiras do Brasil com a desculpa de que é preciso despertar o espírito cívico da população. Mas a medida, segundo o Estadão desta quarta (26), foi tomada após a condenação de Lula no caso triplex e ainda pode estar atrelada a um plano para projetar Doria no "tabuleiro nacional".

O tucano sonha com o Palácio do Planalto e tem se colocado como "oposto a Lula" em diversas agendas públicas, numa tentativa de capitalizar o voto do anti-petismo. Há duas semanas, em passagem por São Bernardo do Campo, Doria chegou a provocar Lula, dizendo-se duplamente feliz em pisar na cidade onde mora o ex-presidente sabendo que ele foi condenado por Sergio Moro.

"O tucano, que já costumava encerrar seus eventos políticos com o tema da vitória de Ayrton Senna e o mote de que a bandeira do País não é vermelha como a do PT, reforçou o tom nacionalista após o juiz Sérgio Moro condenar, no dia 12, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão", disse o Estadão.

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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Bresser-Pereira: "Mujica tem pena; eu, vergonha"

Foto: Reprodução/Youtube
 
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
 
Pena e vergonha
 
 
O ex-presidentedo Uruguai, Pepe Mujica, declarou ontem à BBC Brasil que tem pena pelo Brasil. Eis sua frase inteira: “Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo”.
 
Mujica tem pena; eu, com os mesmos 82 anos, tenho vergonha. Não por Temer e seus amigos, que deveriam estar na cadeia; não pelo Brasil e seu povo, que é a vítima de tudo isso – da ganância e da corrupção dos ricos e seus fâmulos. Tenho vergonha pelas elites econômicas e burocráticas que continuam a sustentar no poder um governo desmoralizado, que atende a todos os seus interesses imediatos.
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Brasil tenta recuperar comércio com EUA, após estragos da Carne Fraca


Foto: Antonio Araujo/Ministério da Agricultura
 
Jornal GGN - Após o impacto da Operação Carne Fraca nas empresas brasileiras e, consequentemente, na economia nacional, com o afastamento de 33 servidores do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e a suspensão da atividade de frigoríficos, o país tenta recuperar as negociações internacionais com as exportações.
 
Para isso, o ministro da pasta, Blairo Maggi, viajou aos Estados Unidos para retomar o diálogo. Apesar de publicamente afirmar que não há "qualquer objeção política por parte do governo americano de continuar esse mercado aberto para o Brasil", calcula um tempo ainda de, pelo menos, 30 a 60 dias para a volta da exportação aos EUA.
 
Em Washinfton, Maggi disse que "o mais rápido possível" acredita, ainda que sem certezas, que o país volta a vender carne in natura para o país norte-americano. O tempo é necessário para "aguardar posições técnicas" e não "políticas", afirmou.
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Rui Costa Pimenta fala sobre a crítica vazia da esquerda

Nesse vídeo, o presidente do PCO Rui costa Pimenta fala sobre a necessidade de intervençao na política brasileira e sobre a falta de perspectivas reais de parte da esquerda nacional. Alguns setores dessa esquerda procuram negar o lulismo sem no entanto oferecer nada concreto em troca.

Dieese: não há o que comemorar quando a deflação vem da depressão

Da Subseção do Dieese na CUT

Na Rede Brasil Atual

A relativização, por alguns “jornalistas econômicos” e “analistas de mercado”, sobre o resultado do IPCA de junho de 2017 ter registrado deflação (variação negativa dos preços) de 0,23%, a primeira desde junho de 2006, é uma tentativa de camuflar a profunda crise que o país atravessa: é uma amostra clara e robusta de como a economia brasileira está imersa num lodo no fundo do poço sem qualquer perspectiva de saída no curto prazo. Não há nada para se comemorar quando o resultado de baixa da inflação é resultado de uma forte depressão.

Ao contrário de vários outros países, o Brasil trabalha no regime de metas de inflação a partir do “índice cheio” do IPCA, ou seja, considera a variação completa do índice, que inclui tanto preços administrados (gasolina, energia elétrica, água), como os sazonais (alimentos, passagens aéreas e despesas com educação) ou ainda os vinculados ao “mercado livre” e concorrenciais (cabeleireiro, serviços em geral) e de produtos.

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Sala de visitas: aprofundar democracia é única saída contra crise

Nesta edição, Luis Nassif recebe Deputado Paulo Teixeira, historiador Daniel Afonso da Silva e o violão de Daniel Murray

Nesta edição: Paulo Teixeira, Daniel Afonso da Silva e Daniel Murray

Jornal GGN - Nesta edição, o Sala de visitas com Luis Nassif abre com a entrevista do deputado federal pelo PT-SP, Paulo Teixeira otimista em relação ao futuro do partido ao avaliar que o momento é de refluxo do antilulismo.

"O antilulismo se diluiu e hoje há na sociedade uma compreensão de que o problema não está conosco, mas está do lado deles [oposição], tanto que a popularidade do Temer é baixíssima, a popularidade do PSDB, a expectativa de votos em candidatos do PSDB, é baixa, ao mesmo tempo cresce a expectativa de voto no Lula, a simpatia do PT. Portanto, mudou muito a conjuntura do golpe até hoje, em um ano", ponderou.

Em seguida, Nassif recebe o colunista do GGN, doutor em História Social pela USP e professor-pesquisador convidado do “Centre de Recherches Internationales da Sciences Po” de Paris, Daniel Afonso da Silva que faz uma avaliação do impacto da gestão Trump na geopolítica mundial, fala do futuro político da França na gestão Macron e a baixa credibilidade da classe política no mundo.
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Com a crise brasileira, Argentina passa a protagonizar liderança na América Latina

Macri recebe lideranças internacionais, pelo menos, uma vez ao mês, desde que assumiu; país vizinho está sendo também mais requisitado em encontros internacionais  
 
Mauricio Macri Victor R. Caivano/AP
Maurício Macri Foto: Victor R. Caivano/AP
 
Jornal GGN - A crise institucional e política no Brasil abriu um vácuo de liderança na região latino-americana que começa a ser ocupado pela Argentina. A apuração é da BBC Brasil. Desde que Mauricio Macri assumiu o poder no país vizinho, em dezembro de 2015, recebeu a visita de, pelo menos, uma liderança internacional ao mês incluindo Ângela Merkel, da Alemanha, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e do vice-primeiro-ministro Taro Aso. Ao mesmo tempo, a Argentina passou a ser convidada para eventos internacionais que antes não comparecia, como o Fórum Econômico Mundial de Davos.
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