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Delações premiadas por quem e para que? Por Robson Leite

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Sugerido por Webster Franklin

Por Robson Leite*

Na CartaMaior

Por enquanto, provas - e bem contundentes - só existem contra o Temer, seus ministros e assessores mais próximos e contra o Senador Mineiro Aécio Neves

É impressionante como a mídia e o judiciário ainda possuem um enorme poder de influência nas opiniões do nosso país. Chega ao ponto de confundir até aos militantes mais inseridos no dia-a-dia da política e da área de comunicação. A delação premiada do ex-Ministro Antônio Palocci é um excelente exemplo que ilustra bem essa minha afirmação.
 
O ex-Ministro ficou preso quase dois anos. A sua condenação o deixaria pelo menos mais 20 na cadeia. Ele pediu vários habeas corpus nesse último período e todos foram negados. O Ministério Público afirmou que ele só seria solto e teria sua pena reduzida para menos de três anos em regime aberto (ou seja, só mais alguns meses e cumprida em casa) se fizesse uma delação "que colaborasse com o objetivo do trabalho do MP". Ele tentou vários acordos e nenhum foi aceito, pois não continha nada contra o Lula e o PT. Ele topou fazer a delação que atendesse a esse propósito, mas não teria como provar. O MP aceitou. Isso também aconteceu com o Delcídio que afirmou, inclusive, coisas piores sobre Lula e Dilma. Como não havia provas, o STF inocentou-os um ano e meio depois da delação - agora comprovadamente mentirosa - do ex-Senador Delcídio do Amaral. Porém, depois desse tempo todo, apesar da absolvição dos acusados, o estrago político já tinha sido feito, incluindo aí o impeachment, pois essa famosa delação foi antes da votação do dia 17 de abril de 2016.

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Quando o "follow the money" é substituído por delações

Segundo Marcelo Odebrecht, não adianta nada que a defesa de Lula ou de outros réus tenham acesso aos sistemas Drousys ou MyWebDay, usados para controlar pagamento de propina, porque o "overload" de dados demanda um “empresário” (leia-se delator) para tradução

 

Jornal GGN - O mais novo embate travado entre a defesa de Lula e os procuradores de Curitiba em torno dos sistemas Drousys e MyWebDay, usados para controle de pagamento de propina pela Odebrecht, é o pano de fundo para uma das declarações mais temerárias que um réu colaborador da Lava Jato fez diante do juiz Sergio Moro.

Ao depor em Curitiba, no âmbito do processo em que Lula é acusado de receber um imóvel para o instituto que leva seu nome, entre outras vantagens indevidas, Marcelo Odebrecht praticamente disse que o destino do ex-presidente e de quem quer que seja acusado de receber propina paga pelo tal do "setor de operações estruturadas" está nas mãos dos “empresários” - leia-se, portanto, dos delatores.

O "follow the money" foi substituído por declarações que se provam com mais declarações.

O embate ocorre porque os advogados de Lula querem acessar o Drousys (que servia à comunicação da equipe que operava os pagamentos) e o MyWebDay (de controle financeiro) para provar que o petista não está entre os beneficiários de propina da Odebrecht. Mas a Lava Jato de Curitiba alega que não tem acesso à íntegra dos documentos e, Moro diz, por sua vez, que a palavra dos procuradores “merece fé”.

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Um dia após ser enquadrado pela JBS, Janot denuncia "quadrilhão" com Lula e Dilma

 
Jornal GGN - Um dia após a imprensa divulgar gravações que mostram possíveis ilicitudes da turma de Rodrigo Janot em negociação de delação premiada com a JBS, a Procuradoria Geral da República decidiu denunciar os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci, Paulo Bernardo e Guido Mantega e os ex-tesoureiros do PT Edinho Silva e João Vaccari Neto, além da senadora Gleisi Hoffmann, por formação de organização criminosa na Lava Jato.
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Temer conquista vitória na estratégia de anular delações

Mudando o recente discurso de "grampeador-geral da República" contra seus delatores, o presidente respondeu, satisfeito, que está "sereno" e que confia na Justiça. Irmãos Batista podem ter ultrapassado a corda dada por Janot ao envolver membros do Judiciário e MP nas novas acusações
 

Foto: Lula Marques/AGPT
 
Jornal GGN - Os últimos anúncios da Procuradoria-Geral da República (PGR), de que poderá colocar em risco a delação da JBS e, consequentemente, as mais fortes acusações contra o presidente da República confirmam que a estratégia de Michel Temer, adiantada pelo GGN, vem obtendo sucesso. O mandatário já anunciou que recebeu "com serenidade" a possível anulação.
 
Os depoimentos considerados bomba da Operação Lava Jato, recaindo sobre Temer e sua cúpula de governo e expondo que os caminhos do peemedebista para se chegar ao poder foram propositais e integraram esquemas ilícitos, como o de obstrução à Justiça, correm risco por uma pequena mudança.
 
Na última quinta-feira (31), o dono da JBS, Joesley Batista, entregou aos investigadores um áudio de quatro horas entre o executivo e um de seus principais funcionários, o ex-diretor de relações institucionais do grupo J&F, Ricardo Saud. Eles comentam crimes supostamente praticados por procuradores da República e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Novas gravações de Joesley, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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A nova estratégia de Temer: anular provas de Funaro e JBS


Foto: Marcos Correa/PR - Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Já foi desenhada a mais nova estratégia do presidente Michel Temer para empacar as acusações e a próxima peça de denúncia que será enviada pela Procuradoria-Geral da República à Câmara dos Deputados. 
 
São duas as miras dos advogados de Temer: as delações de Lúcio Funaro e da JBS. O primeiro, doleiro atuante em esquemas de corrupção para a cúpula do PMDB na Câmara, vem desde o início de agosto afirmando que tem muito o que entregar contra o atual mandatário. A JBS, que já deflagrou as principais acusações contra o peemedebista, traz agora novas gravações.
 
Em ambos os casos, a defesa do presidente tentará alegar omissão de provas, captação ilegal de indícios - ou não prevista inicialmente nos acordos de colaboração, e atentado contra o amplo direito de defesa, uma vez que o investigado Temer não teve acesso à íntegra destes grampos, acusações e provas desde o início da apuração.
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Advogado de Lula na ONU critica prisões preventivas para forçar delações

Foto: Pedro França/Agência Senado

Jornal GGN - O advogado de Lula na ONU, Geoffrey Robertson, criticou em audiência no Senado o uso de prisões preventivas alongadas para forçar o investigado a fechar um acordo de delação premiada. O expediente é um dos mais utilizados pela operação Lava Jato. Os advogados de Lula no Brasil têm dito que os procuradores chegam a recorrer a "delatores de plantão", como Delcídio do Amaral, para preencher lacunas em denúncias feitas sem provas.

Segundo informações da Agência Senado, Robertson participou do debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa da Casa na quarta (30), ao lado de senadores como Vanessa Grazziotin e Lindbergh Farias.

Ao especialista internacional em direitos humanos, foi sugerido um estudo sobre os chamados autos de resistência, que têm vitimizado a população pobre e negra no Brasil.

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Moro será alvo de CPI no Congresso, por Esmael Morais

 

Do Blog do Esmael

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), em vídeo distribuído nas redes sociais, informou que articulará esta semana uma CPI para investigar o juiz Sérgio Moro no Congresso.

O fato concreto para pedir a instalação da comissão de investigação é a entrevista do advogado Rodrigo Tacla Duran, que, na Folha, revelou que o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, padrinho de casamento de Moro, intermediou negociações paralelas dele com a força-tarefa lava jato.

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Por negar que Duran seja testemunha de Lula, Moro será denunciado

 
Jornal GGN - Os advogados de Lula devem acusar o juiz Sergio Moro de cerceamento de defesa, após o magistrado negar ao ex-presidente um pedido para que Rodrigo Tacla Duran seja ouvido como testemunha em um processo que envolve propina supostamente paga pela Odebrecht.
 
Duran é ex-advogado da Odebrecht que ganhou os holofotes de parte da mídia após fazer denúncias que colocam em xeque a validade das delações da Odebrecht.
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Após denúncia de propina, amigo de Moro abandona defesa de procurador da Lava Jato

 
Jornal GGN - A jornalista Mônica Bergamo escreveu mais um capítulo da polêmica história do ex-advogado da Odebrecht que denunciou suposto tráfico de influência e pagamento de propina para obter um acordo de delação premiada com os procuradores de Curitiba, em ação da Lava Jato.
 
Segundo a jornalista, o advogado Carlos Zucolotto, que é "amigo pessoal" do juiz Sergio Moro, abandonou oficialmente a defesa do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em um processo trabalhista que tramita no Superior Tribunal de Justiça. A desistência ocorreu na segunda (28), um dia após Bergamo revelar a denúncia feita por Duran e de Santos Lima ter negado que era representado por Zucolotto.
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Será que Sergio Moro gostaria de ser julgado por Sergio Moro?

Foto: Divulgação

Na foto, Carlos Zucolotto aparece atrás de Sergio Moro

Jornal GGN - O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido pelo apelido Kakay, elencou pelo menos 11 motivos para perguntar se o juiz Sergio Moro gostaria de ser julgado segundo as diretrizes que ele próprio desenvolvou ao longo da Lava Jato.

Isso porque um amigo pessoal de Moro está envolvido em um escândalo revelado pela jornalista Mônica Bergamo, no domingo (27), sobre tráfico de influência e possível pagamento de propina para fechar acordo de delação com a Lava Jato de Curitiba.

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O jornalismo sem honestidade intelectual de IstoÉ, feito com ajuda da Lava Jato de Curitiba

A turma de Curitiba - com algumas exceções - joga no mesmo time de Michel Temer. Todos estão pouco interessados que mais uma delação contra o presidente surja antes que a OAS ofereça mais munição contra Lula
Foto: Reprodução/IstoÉ
 
Jornal GGN - O jornalismo, quando exercido sem nenhum compromisso com a honestidade intelectual, além de indevidamente subestimar o leitor, corre o risco de revelar um pezinho na loucura. É o caso de IstoÉ e a matéria da última edição, que tenta colocar Michel Temer e aliados como vítimas da perseguição de Rodrigo Janot, um petista enrustido na visão dos procuradores de Curitiba e outros.
 
Basicamente, a revista disse aos leitores o seguinte: sabe aquelas delações da Lava Jato (Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Joesley Batista) que outrora ajudaram a sacar Dilma Rousseff do poder, multiplicaram as ações penais contra Lula e continuam sendo usadas para destruir a imagem do pretenso candidato à presidência da República? Pois bem, acreditem ou não, elas fazem parte de um grande esquema montado pelo atual procurador-geral da República para "proteger o PT" e perseguir seus adversários políticos, de PMDB a PSDB.
 
Esse é o nível de argumentação de quem está comprometido com o atual governo e seus vultosos recursos publicitários. 
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Antecipando juízo, Moro desafia Lula a provar que pagou reformas do sítio

Despacho indica que Lula só não será condenado se conseguir provar que ressarciu as empreiteiras, mostrando que o juiz já parte do princípio de que o petista é o verdadeiro dono do sítio de Atibaia
 
Foto: Lula Marques
 
Jornal GGN - No despacho em que acolhe a denúncia do Ministério Público Federal contra Lula por causa do sítio de Atibaia, o juiz Sergio Moro incitou o ex-presidente a mostrar, ao longo do processo, provas de que teria pago pelas reformas feitas nos imóveis que estão em nome de dois empresários e sócios do filho do petista. A provocação ocorreu após o juiz alegar que há "justa causa" para tornar Lula réu em Curitiba pela 3ª vez, agora por supostamente ter recebido as reformas no sítio como vantagem indevida das empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.

Arquivo

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Mídia usa estilo Lava Jato para condenar a Lava Jato, por Luis Nassif

Hoje, na Folha, ficou nítida a nova forma de desqualificação dos trabalhos da Lava Jato. Trata-se do pente fino da Polícia Federal sobre as inconsistências das denúncias do MPF e das delações premiadas.

O que garantia a blindagem da Lava Jato, até agora, era o forte espírito corporativo do Ministério Público Federal, a coesão do grupo de Curitiba e o apoio incondicional da mídia, enquanto os alvos fossem adversários políticos.

A forte blindagem da opinião pública, o espírito de manada, inibia todas as críticas. As avaliações sobre a falta de experiência da banda brasiliense da Lava Jato, sobre os exageros da quantidade de delatores de Curitiba, tudo isso ficava entre quatro paredes. No máximo, eram sussurradas críticas do Ministro Teori Zavascki sobre a inconsistência técnica de muitas das denúncias, o estilo panfletário substituindo a apresentação escassa de provas documentais. Leia mais »

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Relatório da PF que isentou Jucá de conspiração mostra disputa com procuradores

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O relatório da Polícia Federal que isentou Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney de obstrução de Justiça envolvendo a Lava Jato revela a disputa de bastidores entre os procuradores e a autoridade policial por conta das delações premiadas. É o que diz a coluna de Lauro Jardim, nesta terça (25).
 
No relatório, a PF mostrou que o fato de Jucá ter conversado sobre "estancar a sangria" da Lava Jato e criar um "grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo" com Sergio Machado não é prova de que eles atuaram para derrubar a operação.
 
A delegada que assina o documento insinuou que a gravação feita por Machado foi imprestável para esse caso e, por isso, seu acordo com o Ministério Público deveria ser cancelado.
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