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Nestor Cerveró

Em depoimento, Cerveró diz que "negócio do Collor é dinheiro"

Jornal GGN - Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, disse que o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) não arrecada para partido, mas para ele mesmo. Em depoimento para a Procuradoria-Geral da República, Cerveró também disse que o o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos "mostrou uma tabela de valores mensais para Fernando Collor" que chegava a na casa dos milhões de reais.

Collor já foi denunciado pelo PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro, e também é alvo de dois inquéritos sobre o tema. O senador disse que o vazamento das declarações é "ilegal e busca covardemente verificar alvos escolhidos junto à opinião pública".

Do Estadão

O negócio do Collor é dinheiro’, afirma Cerveró


Ex-diretor da Petrobrás declarou que senador 'não arrecada para partido, mas para ele mesmo' e diz que ex-ministro lhe mostrou 'tabela de valores mensais para Fernando Collor'

O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró citou o senador Fernando Collor (PTB-AL) em suas declarações à Procuradoria-Geral da República, preliminares ao acerto de colaboração premiada que firmou na Operação Lava Jato. Segundo o delator, “o negócio do Collor é dinheiro, ele não arrecada para partido, mas para ele mesmo.”

Cerveró fechou o acordo no dia 18 novembro de 2015. O executivo está preso desde janeiro do ano passado.

No documento entregue ao Ministério Público Federal, o delator afirmou que estudou com Collor no Rio e ‘sabe que o mesmo é rico de família e muito esbanjador’. “Sabe que “o negócio do Collor é dinheiro, ele não arrecada para partido, mas para ele mesmo”.”

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Delação oficial de Cerveró desmonta factoides da imprensa, por Miguel do Rosário

Enviado por Webster Franklin

Do O Cafezinho

 
Miguel do Rosário
 
Reportagem publicada no Valor hoje derruba um montão de factoides divulgados nos últimos dias, sobre a delação de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás.
 
O próprio Valor (que também pertence aos barões), para tentar reduzir o vexame passado pelos jornalões, enfatiza que Cerveró "muda versão de propina à campanha de Lula", omitindo dos leitores a explicação, básica, de que as informações anteriores sobre a delação de Cerveró eram baseadas em vazamentos ilegais, parciais e tirados de um processo de "pré-delação".
 
A "mudança" no depoimento de Cerveró evidencia a fragilidade de se basear qualquer denúncia com base em "delações premiadas", feitas por executivos desesperados para não serem "justiçados" por Sergio Moro.

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A sociologia da honestidade de FHC, por Tatiana Carlotti

Enviado por Webster Franklin

Da Carta Maior

 
Apesar do abafamento da mídia, denúncia de propina de R$1 bilhão trouxe à tona os mecanismos de organização da corrupção da era tucana.
 
Tatiana Carlotti
 
Na última segunda-feira, veio a público a outra parte de um depoimento prestado pelo ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, à Procuradoria-Geral da República, em outubro de 2015. Desta vez, o que vazou foi a afirmação de que a negociação da Perez Compancq, empresa argentina adquirida pela Petrobras em 2002, “envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões” (R$ 1 bilhão em valor corrigido). Ele disse, também, que cada diretor da empresa argentina havia recebido “US$ 1 milhão como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente, [que seria diretor da estatal na Argentina, muito próximo de Menem] US$ 6 milhões.
 
A operação teve ampla cobertura da mídia na época. Em 23.07.2002, a Folha de São Paulo, por exemplo, publicava em seu caderno Mercado a chamada “Petrobras paga US$ 1,125 bi por argentina”, informando o fechamento do acordo de compra. E destacava a dívida de US$ 1,9 bi da Pecom Energia, afirmando que a operação só seria formalizada após a sua reestruturação. O acordo seria fechado, em outubro, com um desconto no preço. Quanto?
 
 
Exatos US$ 100 milhões. Leia mais »
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PSDB vai usar o 'ouvi dizer' de Cerveró em ação contra Dilma, por Fernando Brito

Enviado por Webster Franklin

Do Tijolaço

PSDB quer “ouvi dizer” de Cerveró em ação contra Dilma. E o “eu escrevi” de FHC?

Por 

 

O PSDB, que em matéria de oportunismo é “o gatilho mais rápido do Oeste” já se apressa em anunciar que vai usar o depoimento “ouvi dizer” de Nestor Cerveró na ação que move contra Dilma no TSE, sob os cuidados da dupla Dias Tóffoli-Gilmar Mendes.

Cerveró diz que “Fernando Collor disse que havia falado com a Presidente da República, Dilma Rousseff, a qual teria dito que estavam à disposição de Fernando Collor de Mello  a presidência e todas as diretorias da BR Distribuidora”.

É assim,exatamente,  o “eu digo que ele disse que ela teria dito” que está na delação.

Poderíamos sugerir, para uma pesquisa mais fidedigna, que nestes assuntos de Petrobras, procurássemos também dar importância ás fontes primárias de informação.

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O interrogatório sem perguntas de Cerveró, por Fernando Brito

Enviado por Webster Franklin

Do Tijolaço

 
Fernando Brito

Cerveró  – Então eu fui indicado para a diretoria da BR Distribuidora por reconhecimento do Presidente pela ajuda que prestei para resolver aquele problema do empréstimo da Schahin –

Procurador – Sim, o como é que o senhor soube do reconhecimento do presidente Lula a isso?

Cerveró – …. (silêncio)

Procurador – Ele disse isso ao senhor, pessoalmente ou por telefone?

Cerveró – Não, senhor…

Procurador – E como é que o senhor soube disso?

Cerveró – …. (silêncio)

Teria sido assim o interrogatório do senhor Nestor Cerveró  que lhe rendeu redução da pena?

Deve ter sido, porque a “ligação” de Lula à sua nomeação e a razão dela ter sido a “gratidão” presidencial pela operação ocua exatas duas linhas e meia no depoimento premiado de Cerveró, que, há coisa de uma hora, foi liberado pelo “vazador” para ser publicado. Sim, porque duvido que um repórter experiente como o do Estadão fosse “deixar para depois” de ser furado pela Folha que havia uma menção a Lula, justo na primeira página do documento.

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O que é delatado na Folha quando a mira é Lula, Renan ou FHC

 
Jornal GGN - Informações do ex-diretor da área Internacional da Petrobras e um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato, Nestor Cerveró, voltaram a ganhar destaque nos jornais desta semana. Não por constar que o governo de Fernando Henrique Cardoso teria recebido US$ 100 milhões de propina. Menos importante por apontar que o presidente do Senado, Renan Calheiros, teria cobrado presencialmente de Cerveró repasse dos US$ 6 milhões de dinheiro lavado. Mas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva supostamente ter nomeado Cerveró diretor da BR Distribuidora como reconhecimento por ter ajudado o partido a quitar um empréstimo de R$ 12 milhões, ainda sob investigação.
 
A capa da Folha de S. Paulo, desta terça (12), traz esse destaque à suposta indicação de Lula em favor de Cerveró, com a maior manchete: "Cerveró liga Lula a contrato investigado pela Lava Jato". Em seguida, abaixo e menor, outra notícia: "Ex-diretor cita Renan Calheiros". Só então, mais abaixo e também menor, o título sob o tom hipotético: "Delator fala em propina sob FHC".
 
 
A notícia de que o governo FHC seria o responsável por receber US$ 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 650 milhões atualizados, foi divulgada nos jornais online nesta segunda (06). "A venda da Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador de Menem e, durante os primeiros anos de nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobrás na Argentina", disse o ex-diretor aos procuradores, quando negociava seu acordo de delação premiada.
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Do governo FHC não se delata propina, cita-se, por Fernando Brito

Enviado por Webster Franklin

Do Tijolaço

 
por Fernando Brito
 
Não há como escapar.

Ou a delação de Nestor Cerveró é um maço de papel imprestável, onde ele fala de casos de corrupção a torto e a direito mas sem apresentar qualquer indício que possa levar à responsabilização dos corruptos ou os “vazamentos” de sua confissão foram expurgados dos detalhes que o permitissem.

Partindo do princípio de que os repórteres do Estadão e da Organizações Globo, que divulgaram, coincidentemente ambos hoje, o teor da delação, a primeira hipótese deixa muito mal aos senhores promotores – que a negociaram – e ao juiz Moro, que a homologou.

Porque como é que se vai reduzir pena de quem roubou e se dispõe a delatar com – ao menos em parte – com informações vagas, genéricas e sem elementos fáticos para sustentar aquilo que diz?

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Cerveró diz que Delcídio recebeu propina da Alstom no governo FHC

Jornal GGN - Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, disse que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) recebeu propina no valor de US$ 10 milhões da multinacional Alstom durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1999 e 2001, quando ocupava a diretoria de Óleo e Gás da estatal.

O suborno foi pago na compra de turbinas para uma termolétrica que seria construída no Rio de Janeiro, a TermoRio. A termoelétrica seria construída em razão do apagão no governo FHC. A Alstom é uma das empresas investigadas no cartel dos trens de São Paulo.

Da Folha

Delcídio recebeu US$ 10 milhões de propina da Alstom, diz Cerveró

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró relatou aos procuradores, na fase de negociação de sua delação premiada, que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) recebeu suborno de US$ 10 milhões da multinacional Alstom durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1999 e 2001.
 
À época, ele ocupava a diretoria de Óleo e Gás da Petrobras, e Cerveró era um de seus gerentes. O ex-líder do governo no Senado foi preso no âmbito da Lava Jato no dia 25, sob acusação de tentar obstruir a investigação –ele prometera dinheiro a Cerveró para que seu nome não aparecesse na delação do ex-diretor da estatal.

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Quem estava na cela com Cerveró?, por Marcelo Auler

Do site de Marcelo Auler

Lava Jato: Adivinhem quem estava na cela com Cerveró?

Um novo e importante personagem surge na história do possível vazamento do rascunho da delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que, segundo consta, teria ido parar nas mãos do banqueiro André Esteves, dono do Banco BTG Pactual. Leia mais »

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Polícia Federal prende ex-advogado de Cerveró em aeroporto do Rio

Da Agência Brasil

A Polícia Federal prendeu no início da manhã de hoje (27), no aeroporto do Galeão, no Rio, o advogado Edson Ribeiro, ao desembarcar de um avião da TAM vindo de Miami. A aeronave decolou às 22h dos Estados Unidos. Ele era defensor do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e teve a prisão determinada na quarta-feira (25) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro do STF Teori Zavascki já havia autorizado a inclusão do nome do advogado na lista da Interpol, a polícia internacional.

Ele é investigado na operação que prendeu também o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o banqueiro André Esteves, dono do Banco BTG Factual, e o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira.

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Quando parecia uma pausa, novas bombas na política

Quando se pensava que haveria uma trégua política da Lava Jato, surge o inesperado: as denúncias que levaram à cadeia o senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves.

A prisão não decorreu diretamente da Lava Jato. Delcídio tentou convencer Nestor Cerveró a desistir da delação premiada. Prometeu interceder para libertar Cerveró e providenciar sua fuga para a Espanha. O filho de Cerveró, Bernardo, acertou com a Procuradoria Geral da República entregar Delcídio em troca de aliviar a prisão do pai.

O grampo resultou em um inquérito novo, da Polícia Federal de Brasília, sem a intervenção do juiz Sérgio Moro.

***

Todo o envolvimento de Delcídio visava abafar as investigações sobre os negócios do BTG com a Petrobras na África. De posse do grampo, o Procurador Geral Rodrigo Janot encaminhou pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para deter Delcídio. Ontem de manhã o STF autorizou a prisão e, no final do dia, o Senado convalidou a prisão.

***

Há um conjunto amplo de desdobramentos nesse episódio. Leia mais »

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Serra sondou Delcídio quando apareceu nome de Preciado

Jornal GGN - A divulgação das conversas do senador Delcídio Amaral lança um facho de luz sobre um personagem que, até agora, apareceu apenas de relance na Lava Jato: Gregório Preciado, casado com uma prima  do senador José Serra e bastante ligado a ele, a ponto de ser um dos personagens centrais de sua vida pública.

A partir dos 49:55 minutos de conversa, fica-se sabendo que o verdadeiro operador dos negócios da Petrobras na África – denunciados pela Lava Jato – era Preciado.  

Aos 58:46, o advogado Edson conta a Bernardo que Fernando Baiano fez um acordo com Nestor para não falar sobre o assunto África, “porque era de uma empresa espanhola que, se não me engano, era dele também”. Nestor topou o acordo e não confessou.

Segundo Delcídio, Nestor poupou Preciado. Fernando Baiano estava à frente da operação, mas quem organizava tudo era Preciado.

Quando o nome de Preciado apareceu, segundo Delcídio, ele foi procurado por Serra., que “me convidou para almoçar outro dia, e ele rodeando no almoço, rodeando”. Leia mais »

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O áudio da conversa de Delcídio do Amaral para barrar a Lava Jato

Leia mais: 

Delcídio dizia poder influenciar Gilmar

"Atrapalhar investigações é crime inafiançável", diz Teori sobre prisão de Delcídio

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Advogado uruguaio intermediou contas na Suíça da Lava Jato

Da Carta Maior

 
A Justiça uruguaia já vem mirando os tentáculos do que o Brasil conhece como 'Operação Lava-Jato', e a relação de um escritório de advocacia com Cunha
 
Ricardo Scagliola, para o La Diaria, do Uruguai
 
Francis Bacon disse que é mais útil estudar a natureza quando ela entra em convulsão, porque aí ela se torna mais sincera. Com os estudos jurídicos uruguaios pode acontecer o mesmo. O escritório de advogados Posadas, Posadas y Vecino, um dos maiores do país, se encontra no olho do furacão do escândalo de corrupção na empresa brasileira Petrobras, depois que o diário Folha de São Paulo revelou que um dos seus advogados, Luis María Piñeyrúa Pittaluga, atuou como intermediário na abertura de duas contas na Suíça, para as quais foram transferidos grandes montantes de dinheiro de propina. Os valores foram pagos pela coreana Samsung Heavy Industries, provedora de plataformas de exploração petrolífera. A denúncia foi feita à Justiça brasileira por Julio Camargo e Fernando Baiano, dois lobistas que participaram na negociação de um contrato para o aluguel de navios-sonda. Ambos denunciaram que as propinas fluíram por intermédio de outra empresa, chamada Harvey SA, criada no dia 8 de dezembro de 2008 e registrada no endereço da sede central do escritório de Posadas, Posadas y Vecino, em Montevidéu: rua Juncal 1305, em plena Cidade Velha.
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Cerveró diz que juiz da Lava Jato aceitou denúncia com base em revista

"(Essa denúncia sem provas) já me custou cinco meses de cadeia. Qual foi o critério que o senhor usou para me manter preso preventivamente?", perguntou o ex-diretor da Petrobras. Sérgio Moro respondeu: "Não vou ficar aqui discutindo minhas decisões judiciais. O interrogado aqui é o senhor, e eu sou o juizo, certo?"

Jornal GGN - O ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró questionou o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato em Curitiba, sobre os motivos para mantê-lo preso preventivamente. Segundo Cerveró, Moro acatou denúncias frágeis feitas pelo Ministério Público "com base em uma revista", e isso já lhe custou "cinco meses de cadeia". 

"Qual foi o critério que o senhor usou para me manter preso", perguntou. Moro respondeu: "Não vou ficar aqui discutindo minhas decisões judiciais. O interrogado aqui é o senhor, e eu sou o juizo, certo?" O depoimento foi gravado essa semana e circula na internet a partir desta quinta-feira (7).

Cerveró é acusado de ter comandado um setor da Petrobras que teria influência direta do PMDB na cobrança de propinas a empresário que obtinham contratos com a estatal. Ele é acusado de lavagem de dinheiro na compra de um duplex em Ipanema, em nome de empresa offshore aberta por terceiros. 

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