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Nestor Cerveró

As denúncias contra Cerveró e a atuação da Justiça Federal

"As conclusões são evidentes e não exigem muito esforço hermenêutico", disse o juiz, que depois pediu nova investigação

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró chega à superintendência da PF de Curitiba

Jornal GGN - O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, foi preso preventivamente na madrugada da última quarta-feira (14), por uma decisão do juiz federal plantonista Marcos Josegrei da Silva, que não apenas sugeriu, mas afirmou que Cerveró está tentando blindar seu patrimônio, para “se furtar à aplicação da lei penal”, e com operações simuladas “de novas práticas criminosas de lavagem de dinheiro”.

“As implicações de tais condutas são graves e não podem ser, em hipótese alguma, menosprezadas. (...) Mesmo após figurar como investigado em inquéritos policiais e denunciado em ação penal prossegue sua sanha delitiva e, como sugere o MPF em sua promoção, parece mesmo não enxergar limites éticos e jurídicos para garantir que não sofra as consequências penais de seu agir, o que pode, no limite, transbordar para fuga pessoal caso perceba a prisão como uma possibilidade real e iminente”, definiu o juiz.

A denúncia do Ministério Público contra Cerveró na Operação Lava Jato foi recebida pela Justiça em dezembro de 2014. Ainda que em viagem, o advogado do ex-diretor comunicou à Polícia Federal e ao MPF o endereço em que estava a passeio, em Londres.

"Nestor sempre se colocou à disposição de toda e qualquer autoridade, prestando, sempre, os esclarecimentos que lhe questionavam", disse o advogado Edson Ribeiro.

Nestor Cerveró é réu da ação penal ao lado do doleiro Alberto Youssef, do suposto operador do PMDB no esquema Fernando Soares (também conhecido como Fernando Baiano) e do executivo da Toyo-Setal Julio Camargo. Foi acusado de prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro porque, na condição de diretor internacional da Petrobras, teria recebido propina de U$ 53 milhões e lavado o dinheiro. O pagamento teria sido intermediado por Fernando Baiano.

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MPF ainda não tem provas contra Cerveró, lembra Petrobras

Atualizado às 14h15

Jornal GGN - Ontem (15), a Petrobras compartilhou uma nota com a imprensa esclarecendo alguns pontos sobre a prisão preventiva do ex-diretor da área Internacional, Nestor Cerveró.

De acordo com a estatal, ao contrário do que está sendo divulgado, o Ministério Público Federal (MPF) não afirmou, em momento algum, que os atuais diretores da companhia receberam propina.

A Petrobras justifica que quaisquer irregularidades cometidas por Cerveró ainda estão sendo investigadas e ressalta: “Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró são ex-diretores da companhia e não diretores”.

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Nestor Cerveró é preso por movimentações financeiras duvidosas

 
Jornal GGN - Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, foi preso preventivamente na madrugada desta quarta-feira (14), no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, assim que desembarcou de viagem de Londres. A Polícia Federal informou que o motivo foram movimentações financeiras suspeitas, após ser denunciado pelo Ministério Público Federal e responder a ação penal da Operação Lava Jato.
 
Antes da justificativa da PF, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, disse à Folha de S. Paulo que não tinha conhecimento sobre a fundamentação para decretar a prisão preventiva, uma vez que havia comunicado à Polícia e ao MPF a viagem e o endereço em que o ex-diretor estava, desde dezembro, no exterior. O advogado deve entrar, nas próximas horas, com o pedido de habeas corpus. 
 
"Nestor sempre se colocou à disposição de toda e qualquer autoridade, prestando, sempre, os esclarecimentos que lhe questionavam", afirmou Edson Ribeiro, ao jornal.
 
Cerveró já está na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, desde às 9h20. De acordo com a PF, a denúncia do MPF foi aceita pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação, no mesmo mês em que o ex-diretor da estatal estava na Inglaterra, em dezembro.
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Cerveró é detido pela PF em mais uma ação da Lava Jato

Jornal GGN - Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, foi preso pela Polícia Federal na madrugada desta quarta-feira, dia 14, no Aerporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, quando voltava de Londres. Ele será encaminhado para a delegacia da PF em Curitiba, onde estão os outros investigados na Lava Jato. A PFgarante ter provas das tentativas de Cerveró em transferir recursos para filha ou mesmo de apagar rastros. Leia a matéria do jornal O Globo.

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Petrobras rebate Veja sobre suposta farsa na CPI do Senado

Jornal GGN - A Petrobras rebateu, em nota, as acusações publicadas pela edição da Veja no dia 3 de agosto. A revista disponibilizou em seu portal um vídeo no qual servidores da Petrobras sinalizam que Graça Foster, Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, dirigentes da estatal, tiveram acesso às perguntas que seriam feitas durante as oitivas da CPI instalada no Senado para apurar, entre outros pontos, a compra da Refinaria de Pasadena.

A revista afirma que um assessor da Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Ricardo Berzoini, é um dos responsáveis por elaborar as questões e cedê-las a funcionários da Petrobras. A oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) acusa a Presidência de ser leniente com a "fraude" ainda não apurada e tenta anular os depoimentos colhidos pela comissão.

Em nota, a Petrobras afirma que tomou “conhecimento das perguntas centrais que norteiam o trabalho da CPI, no Senado ou na Câmara, através do site do Senado Federal, nos dias 14 e 2 de junho, respectivamente, onde foram publicados os planos de trabalho das referidas comissões. Nestes, além das perguntas centrais, constam também os nomes de possíveis convocados, e a relação dos documentos que servem de base para as investigações.”

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Cerveró: compra de Pasadena foi acertada e Dilma não é única responsável

Jornal GGN - O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, disse aos senadores que compõem a CPI da Petrobras, na manhã desta quinta (22), que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi acertada e que a responsabilidade pela aquisição do equipamento, em 2006, não é apenas da presidente Dilma Rousseff. Na época, a petista era ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho Administrativo da Petrobras, órgão que delibera sobre as decisões estratégicas da estatal. Cerveró reforçou o depoimento do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, na terça (20), explicando que o Conselho é um órgão colegiado e que Dilma, mesmo como presidente, não poderia tomar essa decisão sozinha.

Cerveró foi questionado sobre o assunto porque Dilma disse à imprensa que ele era o responsável por apresentar o sumário executivo que continha o resumo do contrato de compra de 50% da refinaria. No documento, segundo a presidente, não existia menção às cláusulas Marlim (que garantia rentabilidade à Astra Oil, parceira da Petrobras na gestão de Pasadena) e Put Option (que obrigava uma das partes a comprar 100% da empresa caso não houvesse consenso na condução do negócio).

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Ex-diretor diz que compra de refinaria estava de acordo com planos da Petrobras

O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, disse hoje (16), que a compra da Refinaria de Pasadena (EUA) “estava perfeitamente enquadrada dentro do planejamento estratégico da estatal e na agregação de valor ao nosso petróleo”. Segundo ele, a expansão do refino para o exterior está previsto no plano da empresa que, na época, não tinha como expandir refinarias no país mas registrava crescimento da produção, em função, principalmente, dos resultados da Bacia de Campos - que era de petróleo pesado e de menor preço de comercialização.

Ao explicar o negócio fechado em 2006 para deputados, em audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle, Desenvolvimento Econômico e Relações Exteriores, Cerveró lembrou ainda que a escolha pelo território norte-americano também foi analisada pela empresa. "O mercado americano é consumidor voraz energético. Dos 80 bilhões de barris [de petróleo] consumidos no mundo [diariamente], 25% são consumidos pelos Estados Unidos”, disse.

“A partir de 2001 as margens de refino dos EUA explodiram, caracterizando os anos dourados de refino americano”, completou Cerveró, que foi convidado para explicar o relatório que elaborou sobre a compra da refinaria de Pasadina, quando comandava a área internacional da empresa.

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Pasadena: documentos contrariam versão de Cerveró

Do Estadão

 
Avaliação completa sobre refinaria de Pasadena ficou pronta na véspera de reunião do conselho
 
Sabrina Valle e Vinicius Neder
 
RIO - Embora o advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, tenha dito anteontem que o contrato da operação de compra de metade da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi enviado ao Conselho de Administração da estatal com 15 dias de antecedência à reunião na qual o negócio foi aprovado, documentos internos da companhia com dados fundamentais do caso ficaram prontos às vésperas da reunião.

Nove documentos estão anexados à ata dessa reunião, datados entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro de 2006. Sua leitura mostra que uma série de alertas foi omitida do resumo executivo apresentado por Cerveró ao conselho. Todo o processo foi feito a toque de caixa.

Procurado ontem, o advogado de Cerveró informou, por nota, que não falaria. "Eventuais esclarecimentos serão prestados por Cerveró, após seu depoimento, em 16/04, na Câmara dos Deputados", disse Ribeiro.

O advogado esclareceu, porém, que nas declarações de quarta-feira se referia de forma genérica ao prazo de entrega de documentos ao conselho, e não ao caso específico de Pasadena.

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Comissão da Câmara vai convidar ex-diretores da Petrobras para falar sobre refinarias

Do G1

 
Deputados querem detalhes sobre refinarias de Pasadena e Abreu e Lima. Por se tratar de convites, ex-diretores não são obrigados a ir a sessão.
 
Felipe Néri

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) convites para ouvir os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa. Por se tratar de convites, os dois não têm obrigação de ir ao Congresso.

Os parlamentares querem esclarecer com Nestor Cerveró os detalhes da compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras, em 2006. A unidade custou aos cofres da estatal brasileira US$ 1,3 bilhão. A compra é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF). Cerveró foi diretor da área internacional da estatal em 2006.

Já o convite para Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal no último dia 20, é para que ele preste esclarecimentos sobre o envolvimento na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

A PF investiga se Costa recebeu propina do doleiro Alberto Youssef para favorecer empresas em contratos para a construção da refinaria. Segundo a investigação, os pagamentos teriam sido feitos entre julho de 2011 e julho de 2012.

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Ex-diretor da Petrobras diz que está pronto para falar sobre Pasadena na Câmara

Do O Globo

 
Interlocutor do ex-diretor esteve com líder do PSDB, que afirma que executivo irá contraditar a versão da presidente Dilma
 
Isabel Braga

BRASÍLIA - O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró — que segundo a presidente Dilma Rousseff teria feito um resumo "falho e incompleto" que norteou a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras — confirmou que virá à Câmara falar sobre o episódio. Nesta quarta-feira, um interlocutor de Cerveró procurou pessoalmente o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA) , e mostrou cópia de carta assinada pelo ex-diretor, em que Cerveró confirma a disposição de falar. Cópias da carta foram entregues aos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do Ministério Público e da Polícia Federal.

No último dia 22, Cerveró já tinha avisado, por um interlocutor, que estava disposto a falar sobre o caso e se defender. A oposição apresentou requerimentos de convite em diversas comissões da Casa, aprovando um deles na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara na semana passada.

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