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Distritão transformará disputa em uma 'corrida do ouro', por Luis Felipe Miguel

Distritão transformará disputa em 'corrida do ouro'

por Luis Felipe Miguel

Ainda acho pouco provável uma vitória em plenário, sobretudo porque precisa de maioria qualificada, mas a aprovação do voto único não transferível (o chamado "distritão") na comissão da Câmara é, em si mesma, uma demonstração de que faltam, a muitos de nossos "representantes", preocupação com a qualidade do processo eleitoral ou capacidade cognitiva para compreender os efeitos das regras - ou ambas.

O distritão é a regra pela qual as cadeiras de deputado ficam com os candidatos de maior votação individual, independentemente dos partidos. A regra atual (representação proporcional com listas abertas) prevê a distribuição proporcional das cadeiras entre os partidos e depois, dentro de cada lista partidária, a atribuição das vagas disponíveis de acordo com a votação individual.

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Xadrez dos sorteios do Supremo Tribunal, por Luís Nassif

Nesses tempos de pós-verdade, há uma tempestade de teorias conspiratórias circulando pelo mercado. Uma delas é a respeito dos sorteios de relatoria no STF (Supremo Tribunal Federal), a enorme coincidência de processos fundamentais caírem com o Ministro Gilmar Mendes.

É um exemplo de como um conjunto de coincidências abre espaço para que mentes conspiratórias elucubrem à vontade.

Peça 1 – as coincidências

A primeira peça do nosso xadrez são as coincidências mencionadas.

2 de outubro de 2014

Direito de resposta do PT contra a revista Veja, às vésperas das eleições presidenciais.

Cai com Gilmar que obviamente nega.

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Dois gumes: ouvir Janot favorece oposição, mas também quem quer Maia presidente


Foto: REUTERS/Adriano Machado
 
Jornal GGN - Avançam estratégias pelos dois lados rachados da base no Congresso, com uma convergência: buscar manter o atual grupo político no poder. Parte dos parlamentares defende que o presidente da República se mantenha e farão o possível para protelar a denúncia na Câmara, a tempo de angariar medidas como a aprovação de reformas e a forma de se financiar as eleições de 2018. Outro segmento assume a insustentabilidade de Temer permanecer e aposta em nomes como o de Rodrigo Maia (DEM-RJ).
 
São notórios os estímulos daqueles que querem Maia como o novo presidente da República, seja em um afastamento de Temer com a aceitação rápida da denúncia de corrupção do mandatário - e das outras duas previstas de chegar à Câmara em breve. Mas também caminha os remanescentes aliados que tentarão a todo custo que Michel Temer fique, pelo menos até a aprovação de todas as reformas, incluindo a trabalhista e Previdência, pelo Congresso.
 
Se soma a isso o interesse de aliados de que o processo de tramitação da denúncia ocorra com todos os direitos de resposta, tanto de acusadores, como de defesa, para garantir o posicionamento de Temer e, ao mesmo tempo, acumular tempo para que as outras denúncias cheguem e ocorra um único julgamento da Câmara, e não em três partes, que prejudicaria ainda mais a imagem do mandatário.
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O pacifismo hipócrita dos bem-pensantes, por Aldo Fornazieri

O pacifismo hipócrita dos bem-pensantes

por Aldo Fornazieri

No Brasil basta que um político, um jornalista ou um intelectual seja xingado num aeroporto ou num restaurante para que os bem-pensantes liberais e de esquerda se condoam com o "insuportável clima" de radicalização e de ódio. Todos derramam letras e erguem vozes para exigir respeito e para deplorar as situações desagradáveis e constrangedoras. Até mesmo a nova presidente do PT e parlamentares do partido entram na cruzada civilista para exigir o respeito universal, mesmo  que para inimigos. Os bem-pensantes brasileiros, cada um tem seu lado, claro, querem conviver pacificamente nos mesmos aeroportos, nos mesmos restaurantes e, porque não, compartilhar as mesmas mesas. Deve haver um pluralismo de ideias e posições, mas a paz e os modos civilizados devem reinar entre todos e a solidariedade e os desagravos precisam estar de prontidão. As rupturas na democracia e no Estado de Direito não devem abalar este convívio.

Trata-se de um pacifismo dos hipócritas. O fato é que no Brasil, a paz é uma mentira, a democracia é uma falsidade e a realidade é deplorável, violenta e constrangedora. Deplorável, violenta e constrangedora para os índios, para os negros, para as mulheres, para os pobres, para os jovens e para a velhice. A paz, a cultura e a ilustração só existem para uma minoria constituída pelas classes médias e altas que têm acesso e podem comprar a seguridade social, a educação, a cultura e o lazer. O Estado lhes garante segurança pública.

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Senado mantém Aécio e PSDB fica no governo Temer


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Após a repercussão de que Aécio Neves (PSDB-MG) figura no quadro de senadores em exercício no painel da Casa e mantém seu gabinete funcionando normalmente com a atividade de auxiliares, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou que o Senado cumpra a decisão judicial de afastar o tucano do mandato. "Tempos estranhos", disse o ministro.
 
A notícia foi dada pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (12), de que o Senado ainda não havia cumprido a decisão de mais de vinte dias da Suprema Corte de afastar Aécio. O nome do parlamentar ainda aparece como senador em exercício na Casa e, apesar de presencialmente não comparecer, ainda mantém seu gabinete funcionando com técnicos e auxiliares.
 
"Enquanto não alterada a decisão judicial, ela tem que ser cumprida. Mas, como parece que nessa quadra é comum deixar-se de cumprir decisão judicial, tempos estranhos, tempos estranhos", disse o relator Marco Aurélio.
 
A posição de afastamento de Aécio deveria ser tomada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que nos últimos dias apenas procurou esquivar-se dos questionamentos e pressões. Parlamentares da oposição já questionavam a falta do cumprimento da decisão do STF, mas Eunício não o fez.
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Desorientado e com incertezas, PSDB estuda desembarcar do governo


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A expectativa era de que os partidos da base aliada de Michel Temer decidissem ainda neste final de semana o futuro da aliança com o governo. Já com a posição de saída quase decretada pelo PSDB, o partido que é a principal sustentação de Temer deu sinais de possibilidade de diálogo. Mas o encontro marcado para a exibição de apoio ao mandatário teve que ser cancelado pela baixa adesão.
 
Imediatamente após a repercussão negativa com o grampo da conversa entre Michel e o empresário Joesley Batista, e consequentes delações dos executivos da JBS, o PSDB se viu obrigado a marchar contra o mandatário. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos primeiros a defender a renúncia do peemedebista que se não houvesse "alegação convincente".
 
Mas com o nome da então principal representatividade do partido também manchado, o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tanto quanto o de Michel Temer, o PSDB ficou estagnado em um imbróglio sobre a sua permanência ou saída do governo.
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Sala de visitas: o lulismo à luz da crise política atual

Luis Nassif recebe os cientistas políticos André Singer e Adrian Lavalle e, ainda, a cantora Joana Garfunkel 

Luis Nassif recebe os cientistas políticos André Singer e Adrian Lavalle e, ainda, a cantora Joana Garfunkel
 
Jornal GGN – Nesta edição do programa Na sala de visitas com Luis Nassif, você acompanha no primeiro bloco uma entrevista com o jornalista, hoje colunista da Folha de S.Paulo e professor da USP, André Singer, que também se consolidou nos últimos tempos como um dos principais cientistas políticos do país, autor de Os sentidos do lulismo que, apesar de ter sido lançado em 2012, já é considerado um clássico na academia. 
 
Singer avalia o que deu errado no processo de integração lulista e os rumos que a crise política poderá tomar nos próximos meses. No final da entrevista, o professor relembra a importância do sociólogo Antonio Candido de Mello e Souza, falecido recentemente, para a sua formação e a de seu pai, Paul Singer. 
 
Em seguida Nassif entrevista, por Skype, o professor do Departamento de Ciências Políticas da FFLCH-USP e coordenador do Núcleo de Pesquisa Democracia e Ação Coletiva do CEBRAP, Adrian Lavalle para avaliar o divórcio entre a população e a classe política, os vícios da estrutura partidária no país e a clivagem de natureza ideológica que se consolidou no cenário político brasileiro nos últimos anos, dividindo o país entre petismo e antipetismo. 
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Maioria dos brasileiros acredita que Temer é corrupto, diz Datafolha

O PT volta a liderar com folga ranking dos partidos preferidos pela população: quase quatro vezes mais que o PSDB e o PMDB
 

Foto: Lula Marques - Agência PT
 
Jornal GGN - A grande maioria da população acredita que o presidente Michel Temer teve participação direta nos esquemas de corrupção da Operação Lava Jato. É o que mostra o levantamento divulgado hoje pelo Instituto Datafolha: 73% defendem isso. E a percepção é homogênea: são homens e mulheres, de todas as faixas etárias, nas cinco regiões do país, de todas as rendas e níveis de escolaridade.
 
Também a grande maioria dos ouvidos pelo Instituto não apoiam a decisão de Temer de manter na Esplanada os ministros investigados de corrupção. Chega a 82% aqueles que defendem a demissão dos ministros, e apenas 13% concordam com a medida do peemedebista de só afastar assessores que forem denunciados e só demitir auxiliares que se tornarem réus.
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Coalizão pela Reforma Política é reativada em Brasília

Entenda os principais pontos da reforma que propõe mudanças eleitorais e pode reforçar retrocessos no país   

Ex-deputado Aldo Arantes, um dos articuladores da Coalizão pela Reforma Política, aborda os principais pontos da proposta em debate no Congresso

 
Jornal GGN – Mais de cem entidades civis se reuniram para reativar a Coalizão pela Reforma Política, nessa segunda-feira (17), em Brasília, dentre elas a CNBB, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, UNE e OAB Nacional. A decisão foi tomada por representantes do grupo para fazer pressão à reforma política-eleitoral, em discussão na Câmara dos Deputados.
 
Recentemente, o relator da proposta, Vicente Cândido (PT-SP), defendeu o sistema de voto em lista fechada e o financiamento público para as eleições de 2018 como um modelo de transição que vigore até as eleições de 2022. A partir do ano eleitoral seguinte, em 2026, as escolhas dos candidatos seriam realizadas no modelo distrital misto. 
 
Para o eleitor desatento, todos esses termos como “voto em lista aberta, ou fechada”, “modelo distrital puro, ou misto”, por exemplo, acabam causando confusão. Por isso, o ex-deputado pelo PCdoB e um dos articuladores da Coalizão pela Reforma, Aldo Arantes, defende a máxima divulgação do tema na imprensa e nas redes sociais. Em entrevista para Luis Nassif, do Jornal GGN, Arantes explicou que o que obrigou o Congresso a colocar na mesa a reforma política foi o fim do financiamento privado de campanha, apontando o tipo de sistema eleitoral defendido pela Coalizão e os riscos de a reforma reforçar a cultura do coronelismo no país, caso um modelo distrital consiga passar. Leia mais »
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Lula é a única saída por dentro do sistema político, por Jeferson Miola

Foto - Lula Marques

Lula é a única saída por dentro do sistema político

por Jeferson Miola

Lula é a única saída por dentro do sistema político e partidário vigente. O ex-presidente é o único personagem do sistema em condições de oferecer uma agenda de reconstrução do Brasil depois da destruição aterradora promovida pelo golpe.

Dificilmente outro candidato ou candidata à eleição presidencial – seja num pleito antecipado pela queda do Temer, seja no calendário de 2018, se a eleição não for cancelada pelos golpistas – terá a mesma legitimidade popular e a autoridade moral do Lula para pacificar o país em torno a um projeto de reconstrução nacional e de restauração democrática.

Lula é um mito vivo. A transposição das águas do São Francisco freqüenta o imaginário do povo nordestino como um acontecimento de significado bíblico. Pode-se concordar ou discordar com esta analogia popular, mas a verdade é que somente alguém da estatura histórica dele tem o poder de produzir tal associação simbólica na subjetividade do seu povo.

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Debates Brasilianas no Bar do Alemão: balanço de um país em crise

Especialistas avançam discussão sobre as raízes da crise econômica, descrédito dos partidos e enfraquecimento da democracia 
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Jorge Viana e Tião Viana posicionam-se sobre a segunda lista de Janot

 
Jornal GGN - Incluídos na segunda lista de Janot de pedidos de inquéritos, com base nas delações premiadas da Odebrecht, o senador Jorge Viana (PT-AC) e o governador do Acre, Tião Viana (PT), se posicionaram sobre a citação a possível investigação contra os políticos.
 
Segundo eles, o "Brasil vive a mais grave crise de sua representação política, com nocivas consequências para a vida social e econômica do país. Tal crise atinge a todos os partidos e coligações com tamanha profundidade que, sem exceção, todos os políticos precisam dar explicações à opinião pública".
 
"Sem ocupar cargo público, fui candidato em 2010 e fiz uma campanha que custou R$ 968,1 mil, dos quais R$ 280 mil foram repassados a outros candidatos. Os recursos foram declarados e minhas contas, aprovadas pela Justiça Eleitoral, de acordo com a legislação vigente", afirmou o parlamentar.
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Crise política se intensifica e partidos ameaçam sair da base de Temer

 
Jornal GGN - O desgaste das denúncias das delações Odebrecht junto à equipe de governo e ao próprio presidente Michel Temer provocaram um agravamento da crise da gestão peemedebista. As informações são de que partidos da Câmara ameaçam abandonar a base aliada e se posicionar contra propostas de interesse do Planalto.
 
Desde a primeira grave crise ministerial de Temer, com a saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, a instabilidade do governo só foi segurada, dentro do Congresso, pelos líderes e presidentes das Casas Legislativas.
 
Mas diante da impopularidade das medidas aprovadas, como o projeto de 10 Medidas na Câmara e a PEC 55, do Teto dos Gastos Públicos, no Senado, partidos que se aliaram ao governo para alcançarem status ou cargos de primeiro a terceiro escalão ameaçam abandonar o barco.
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Temer articula para evitar 'efeito Odebrecht' na queda de seu governo

Por outro lado, a Lava Jato aproveita o momento para criminalizar projeto de lei que impedirá abusos e polêmicas das investigações
 
 
Jornal GGN - O desgaste causado com as denúncias das primeiras delações da Odebrecht mexeu com a base do governo de Michel Temer, que tem seu nome e o de seus principais assessores políticos na mira das acusações. O efeito causou dupla reação: de um lado, a base busca estratégias para evitar dentro do Congresso a derrubada do governo; de outro, Temer tenta manter unidos os partidos aliados.
 
Informações da coluna de Monica Bergamo apresentam que os procuradores da Operação Lava Jato consideram o presidente Michel Temer, hoje, um dos principais adversários dos investigadores. 
 
Nesse cenário, ao mesmo tempo em que a força-tarefa teme tentativas do Congresso que impeçam o avanço das investigações, como as manobras do projeto das 10 Medidas aprovadas na Câmara, seguem estrategicamente na campanha contra outras propostas do Legislativo que evitem os reais abusos cometidos pela Lava Jato, como a Lei de Abuso de Autoridade.
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Segundo turno acontece em 57 cidades, com PSDB disputando em 19

Por Ivan Richard

Da Agência Brasil

O comando do Executivo municipal nas 57 cidades onde será realizado hoje (30) o segundo turno será disputado por 21 partidos. Principal vencedor do primeiro turno, o PSDB é a legenda com maior número de políticos na disputa, 19 ao todo. O PMDB, sigla que comanda o maior número de prefeituras (1.028), tem 15 filiados concorrendo.

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