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P&D

Balanço da indústria da defesa (TV Brasil) 01.02.216

O desenvolvimento da indústria da defesa está diretamente atrelado à tecnologia e inovação que, muitas vezes, acabam contribuindo para a criação de produtos de uso não militar. O computador e do micro-ondas são exemplos de produtos inventados para fins militares e que hoje fazem parte do dia a dia de bilhões de pessoas no mundo.

A indústria da defesa exige, portanto, maior aplicação de mão de obra especializada, não à toa ela é considerada hoje um dos principais geradores de tecnologia para um país. Leia mais »

Brasil permanece estagnado em ranking mundial de inovação

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Foto: Tero Vesalainen 
 
Jornal GGN - Divulgado no último dia 15, na Suíça, o Índice Global de Inovação mostra que o Brasil permaneceu estagnado e manteve sua 69º posição no ranking, que avalia dezenas de critérios para avaliar a performance em inovação de 127 países.
 
No ranking regional da América Latina e do Caribe, o Brasil está somente na 7ª colocação entre 18 países. O Chile ocupa a liderança da inovação na região e a 46ª no índice mundial. 
 
Já no ranking global, a Suíça aparece em primeiro lugar pelo sétimo ano seguido, seguido da Suécia, Países Baixos, Estados Unidos e Reino Unido. O Índice Global de Inovação avalia indicadores como registros de patentes, despesas em educação, e instrumentos de financiamentos. 

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A economia solidária, como o novo Bolsa Familia

Semana passada participei de um seminário da Unicamp sobre o novo marco legal da inovação.

Um debate rico, em que dividi a mesa com Epitáfio Macário, da Universidade Estadual do Ceará e Renato Dagnino, da Unicamp.

Dagnino defendeu uma tese instigante: a de que o país deveria abandonar os cânones tradicionais, de investir em inovação para conferir competitividade à indústria brasileira. Em vez disso, direcionar os investimentos para a economia solidária, a forma mais antiga e mais moderna de organização econômica.

Hoje em dia, diz ele, 70% das pesquisas mundiais são geradas nas empresas, 70% das quais transnacionais.

Hoje em dia, as políticas científico-tecnológicos buscam ampliar a competitividade sistêmica, injetando recursos na inovação e induzindo a área acadêmica a centrar fogo em pesquisas.

Segundo Dagnino, há duas falhas centrais nesse modelo:

1. A maior parte das pesquisas nas empresas que não se traduz em emprego e produtos bons e baratos.

2. De sua parte, o Estado, através de suas instituições de pesquisa, não produz competitividade sistêmica na pesquisa.

Hoje em dia, diz ele, na Espanha metade dos jovens de até 30 anos está desempregado. No Brasil, nos últimos anos de bonança foram criados 18 milhões de empregos com rendimentos abaixo de 3 salários mínimos. Onde entrarão 80 milhões de brasileiros em carteira assinada, indaga ele.

Confrontando números, Dagnino é descrente em modelos de reindustrialização preconizados pelo neodesenvolvimentismo. A indústria emprega hoje 2 milhões de pessoas com carteira assinada, representa 11% do PIB. Como mover, através da indústria, um universo muito maior? Segundo ele, o Brasil teria perdido definitivamente o bonde da corrida tecnológica convencional e da industrialização.

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Burocracia deixa Brasil atrás do Vietnã e países da África na ciência

Em 2015 o Brasil ficou em 75ª lugar no ranking do Relatório Global de Competitividade, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial
 
Jornal GGN - Um trabalho realizado pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2010 e repetido em 2014 com 165 cientistas de 35 instituições de pesquisa de 13 Estados apontou a alfândega como um ponto estratégico para a dificuldade de se desenvolver ciência e tecnologia no país. Praticamente todos os entrevistados (99%) declararam que precisam de matérias primas importantes para pesquisas sendo que 76% já perderam encomendas por causa do longo tempo de espera em que os produtos importados ficaram retidos - 98% afirmaram que já deixaram de realizar alguma pesquisa por conta deste problema. 
 
A matéria à seguir, do jornal O Tempo, traz mais dados preocupantes da pesquisa, como por exemplo a forma como os impostos atrasam o desempenho da ciência no país. Por conta dessa barreira, o valor final de um produto desenvolvido no Brasil pode chegar a três vezes mais do que é investido por cientistas nos Estados Unidos. Em 2015 o Brasil ficou na 75ª posição do ranking do Relatório Global de Competitividade, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial. Foi a pior marca já alcançada pelo país que, segundo levantamento da Thomson Reuters, está na 13ª posição entre as nações com maior produção científica.  
 
 
 
Papelada, morosidade e impostos atrasam pesquisas que melhorariam a vida da população, e Brasil fica atrás de países como África e Vietnã na ciência
 
Por Litza Mattos
 
Um cientista, uma ideia, uma pesquisa e muita burocracia pelo caminho. Ano após ano, os exemplos de dificuldades operacionais se multiplicam nos laboratórios científicos pelo Brasil, impedindo que pesquisadores promovam avanços que poderiam alçar o país à vanguarda da inovação. Esses obstáculos desestimulam novos e veteranos estudiosos, que acabam optando pelo êxodo científico, gerando atrasos significativos no desenvolvimento nacional. Com a posse de Michel Temer na Presidência, o Ministério da Ciência se fundiu com a pasta das Comunicações, levando pelo menos 13 associações científicas a publicar uma carta de repúdio à medida, reclamando de rebaixamento. O TEMPO trará, nas próximas semanas, uma série de reportagens abordando um tema negligenciado a preço alto: a burocracia na prática da ciência no Brasil.
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Brasil tem mais patentes em setores que vendem para o Estado

Recursos naturais precisam ser vistos como indutores para capacitação tecnológica
 
 
Jornal GGN - A política de inovação para incentivar pesquisa e desenvolvimento (P&D) na indústria brasileira, através da oferta de recursos financeiros desembolsados pelo governo, não foi suficiente para ampliar a proporção de empresas inovadoras no Brasil, é a avaliação do diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Frederico Rocha, que participou hoje (30) do 60º Fórum Brasilianas.org, em São Paulo, sobre os desafios para a recomposição da indústria no país.
 
Como base do seu argumento, ele mostrou que, em 2005, do total de empresas que existiam no Brasil, cerca de 33% eram inovadoras; 17% delas faziam pesquisa e desenvolvimento e 19% recebiam apoio do governo para realizar inovação. Já, em 2011, cerca de 36% das empresas eram tidas como inovadoras, sendo que 14% realizavam P&D e 35% recebiam apoio.
 
"Por esses dados vemos que a política de inovação não foi suficiente, porque o percentual de empresas que fazem P&D praticamente não mudou [passando de 14% e 17%], e estamos falando de uma política bem agressiva mas que beneficiou as indústrias que já faziam inovação", observou.
 

IE-UFRJ; Carlos F. Rocha
 
O professor também fez um levantamento de patentes depositadas por cientistas que residem no Brasil (ver tabela abaixo), para determinar quais setores o país teriam mais vantagens competitivas em relação ao resto do mundo e descobriu que os nichos onde ocorreram mais P&D e, portanto, são mais competitivos, têm como características serem fornecedores de uma demanda governamental e estarem ligados aos recursos naturais.
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Fórum Brasilianas discute o incentivo à P&D na indústria da defesa

 
Debate contará com a presença do Brigadeiro-do-Ar Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC)
 
 
Segundo o Ministério da Defesa, hoje o Brasil aplica cerca de 1,5% do seu Produto Interno Bruto em gastos militares. Nos últimos anos o país aumentou investimentos no setor, nunca vistos antes em sua história. Dados do panorama sobre a indústria da defesa e segurança no Brasil, divulgado em 2013 pelo BNDES, sobre o período de 2003 até 2012, apontam que os investimentos neste nicho aumentaram 568% em território nacional, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 10,1 bilhões. Esse montante traz reflexos sobre o desempenho tecnológico da indústria local e sobre a relação entre o Brasil e as nações parceiras. Para analisar esse tema e a Estratégia Nacional de Defesa, instituída por decreto em 2008, a Agência Dinheiro Vivo realizará dia 27 de maio, em São Paulo, o 59º Fórum Brasilianas.org. Acompanhe a programação à seguir e participe!
 
O debate contará com a presença do diretor-substituto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Oswaldo Duarte Miranda, do presidente da da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro-do-Ar Paulo Roberto de Barros Chã, do presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia, Andre Amaro, entre outros nomes. 
 
Consulte a programação abaixo e inscreva-se, ligando para 0800 169966 (ramal 23 e 24) ou mandando um e-mail para [email protected]
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Amanhã, fórum avalia esforços para a pesquisa e inovação no Brasil

 
Segundo a última Pesquisa de Inovação (Pintec) divulgada pelo IBGE, referente ao ano de 2011, a taxa de inovação das empresas brasileiras é de 35,7%, representando uma queda de desempenho de 2,3% em relação aos resultados da Pintec 2008. São Paulo se destaca em relação ao resto do país com gastos públicos e privados com pesquisa e desenvolvimento (P&D) igual a 1,6% do seu Produto Interno Bruto, enquanto que o Brasil todo investe em inovação o equivalente a 1,2% do PIB. Entretanto o estado está longe de alcançar a produção de patentes de outros países mais inovadores. Em São Paulo para cada mil pesquisadores empregados por empresas, são gerados apenas cinco patentes no Inpi e 1,9 no Unitad States Patent and Trademark Office (USPTO). Na Coreia do Sul, cada mil pesquisadores de empresas gera 333 patentes no país e 41 nos Estados Unidos e no Reino Unido, as taxas são de 29 patentes locais e 36 no USPTO. 
 
Para avaliar quais desafios o Brasil necessita superar, aumentando seu grau de inovação nas empresas, universidades e centros de pesquisa, a Agência Dinheiro Vivo promoverá no dia 18 de novembro (amanhã), em São Paulo, o 54º Fórum de Debates Brasilianas.org - Avanços da Inovação, com a participação confirmada do diretor associado da Macroplan Prospectiva Estratégia & Gestão e ex-secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, José Paulo Silveira, do superintendente da Área de Fomento e Novos Negócios da Finep, Paulo Resende e do Cônsul para Assuntos Econômicos de Israel, Boaz Albaranes, entre outros nomes.  O evento terá ainda um painel para discutir especialmente a integração entre a empresa e a Universidade que contará com a participação do gerente-geral da Universidade Petrobras, José Alberto Bucheb, e do professor do Instituto de Economia da Unicamp e coautor do trabalho 'Interação Universidade-Empresa e Capacidade de Absorção de Firmas no Brasil', Renato Garcia.
 
Veja a programação a seguir e se inscreva através do 800 169966 (ramal 23 e 24) ou [email protected]
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Eletrobras Eletronorte lança 29 produtos de P&D

Jornal GGN - Com o objetivo de estimular inovações e fomentar a tecnologia no mercado de energia, a Eletrobras Eletronorte lança, nesta quarta-feira (29), 29 produtos resultantes de pesquisa e desenvolvimento (P&D) desenvolvidos por colaboradores nas plantas da empresa e da aplicação do recurso P&D Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), conforme determina a Lei 9.991/2000. O evento vai acontecer às 10h no auditório da sede da Eletrobras Eletronorte, em Brasília, e contará com a participação de representantes do Ministério de Minas e Energia, Universidade Federal do Pará, Aneel, BNDES, MTS, Shempo e empresas Eletrobras, entre outros.
 
Dos produtos lançados, 23 são pedidos de patentes que resultaram em inovações desenvolvidas pelos empregados, pois apresentaram melhorias, nas plantas, que reduziram perdas e/ou aumentaram receitas. As equipes identificaram os problemas e desenvolveram soluções que foram implementadas no dia a dia, gerando uma maior confiabilidade do sistema. Leia mais »
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Diretor do BNDES defende competitividade e produtividade industrial no País

A inovação é a peça-chave para garantir o aumento da competitividade e da produtividade industrial brasileira, afirmou, nesta segunda-feira (13), o diretor das áreas Industrial e de Mercado de Capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Ramundo, ao abrir a 25ª edição do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro. 

O esforço brasileiro em pesquisa e desenvolvimento (P&D) se mostra aquém do necessário, ressaltou Ramundo. A participação do setor privado nacional nos investimentos em P&D permanece abaixo da média mundial. Em algumas economias, o investimento privado nessa área supera 2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Já o setor privado no Brasil investe somente 0,6% do PIB.  Leia mais »

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No Brasil, menos de 2% das empresas inovam

Inovar e diferenciar produtos é o caminho para as empresas brasileiras ganharem destaque no cenário mundial. A afirmação é de Mario Salerno, coordenador-geral do Observatório de Inovação e Competitividade e professor da Escola Politécnica da USP(Universidade de São Paulo), na palestra ministrada no 12º Fórum de Debates Brasilianas.org sobre Política de Inovação Tecnológica, na última terça-feira(30), em São Paulo. Leia mais »

Entrevista: Sérgio Rezende

A nova política industrial anunciada na última terça-feira, 2, pela presidente Dilma Rousseff, em Brasília, representa um pacote de medidas que passam por desde a desoneração da folha até pela defesa comercial. O objetivo do Plano Brasil Maior, como foi batizado, é claro. Dar maiores condições e incentivos para a indústria brasileira enfrentar o cenário internacional turbulento, valendo-se de dois fatores imprescindíveis: competitividade e inovação.

Uma das principais ações será a redução a zero da alíquota de 20% para o INSS de setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional. Setores de manufaturados, como confecções, calçados, móveis e também de softwares. A idéia é tornar o preço do bem nacional mais competitivo com relação aos importados, apesar do plano atingir apenas alguns elementos da estrutura do custo, diferentes à questão da apreciação cambial. Outras medidas são a desoneração das exportações, o fortalecimento da defesa comercial, modernização do INMETRO. Leia mais »

Entrevista: Sérgio Rezende

A nova política industrial anunciada na última terça-feira, 2, pela presidente Dilma Rousseff, em Brasília, representa um pacote de medidas que passam por desde a desoneração da folha até pela defesa comercial. O objetivo do Plano Brasil Maior, como foi batizado, é claro. Dar maiores condições e incentivos para a indústria brasileira enfrentar o cenário internacional turbulento, valendo-se de dois fatores imprescindíveis: competitividade e inovação.

Uma das principais ações será a redução a zero da alíquota de 20% para o INSS de setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional. Setores de manufaturados, como confecções, calçados, móveis e também de softwares. A idéia é tornar o preço do bem nacional mais competitivo com relação aos importados, apesar do plano atingir apenas alguns elementos da estrutura do custo, diferentes à questão da apreciação cambial. Outras medidas são a desoneração das exportações, o fortalecimento da defesa comercial, modernização do INMETRO. Leia mais »

Parceria britânica em pesquisa e desenvolvimento

Blog da Petrobras

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e o vice primeiro ministro britânico, Nick Clegg, participaram da abertura do Painel Brasil – Reino Unido: Educação, Pesquisa e Desenvolvimento em Energia, que ocorreu nesta quarta-feira (22/6), no auditório da sede da Petrobras. O evento reuniu pesquisadores e representantes de universidades britânicas para tratar de temas como educação e pesquisa na área de energia.

Durante o evento, o presidente da Petrobras ressaltou que o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Companhia (Cenpes) tem capacidade para ser o maior do mundo em pesquisas em águas profundas: “Duplicamos a capacidade física do Cenpes, reforçamos o corpo técnico e estimulamos a atração de investimentos para a Universidade Federal do Rio de Janeiro”, afirmou Gabrielli. Leia mais »

Brasil tem US$ 100 bilhões em urânio, diz Ministro

O Brasil vende commodities e compra produtos acabados, que são feitos com as própias commodities, além disso, a esploração é desrregulada, a legislação é atrasada e as cidades não recebem royalties. Como se não bastasse, em grandes compras, o governo pede o que as pessoas no meio acadêmico desconfiam, a transferênica de tecnologia.

Indústria é principal indutora de inovações

No mundo inteiro se discutem formas de melhorar a cooperação entre universidade e empresa. E as dificuldades de organizar cooperações nesse sentido não são sentidas apenas no Brasil.

O professor Carlos Américo Pacheco, do Instituto de Economia da Unicamp, destaca que, historicamente, o principal realizador de inovações é a indústria, e que a relação universidade-setor privado para produção de licenças e patentes é recente.

Pacheco participou do 9º Fórum de Debates Brasilianas.org - Integração com a Universidade, onde explicou que apesar de ser cada vez mais importante a interação entre universidades/centros de pesquisa, indústrias e governos para a inovação tecnológica, é preciso entender que todos têm razões distintas para estimular a cooperação. Leia mais »