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Política

A receita para destruir um país, por Vladimir Safatle

Imagem: Marcelo Cipis/Marcelo Cipis/Editoria de Arte/Folhapress

Jornal GGN - Em sua coluna na Folha, o articulista Vladimir Safatle fala da ação entre amigos, deletéria e discutível, que afunda um país. A ação de dar os rumos de um país aos economistas amigos não é uma solução para a Nação, e nem mesmo para o próprio governo. O grande exemplo é o Espírito Santo, uma unidade em 27, que soçobra a olhos vistos, com crise, inclusive, na segurança. E é este modelo que pretendem levar para todo o país.

O Banco Mundial já faz suas contas de quantos brasileiros voltarão para a linha abaixo da pobreza. As políticas sociais jogadas fora, após a conquista de todo um povo. Junte-se a isso a Refora da Previdência e o atoleiro em que estão metendo as empresas brasileiras. Misture bem e calcule quanto tempo o país levará para se reerguer.

Leia o artigo a seguir.

Da Folha de S. Paulo

A receita para destruir um país 

Por Vladimir Safatle

Há três formas de destruir um país. As duas primeiras são por meio da guerra e de catástrofes naturais. A terceira, a mais segura e certa de todas, é entregando seu país para economistas liberais amigos de operadores do sistema financeiro.

Em todos os países onde eles aplicaram suas receitas de "austeridade", a recompensa foi a pobreza, a desigualdade e a precarização.

Alguns países, como a Letônia, vendido por alguns como modelo de recuperação bem-sucedida, viu sua população diminuir em quase 10% em cinco anos, algo que apenas as guerras são capazes de fazer.

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Alexandre de Moraes faz campanha para entrar no STF, por Felipe Recondo

 
Jornal GGN - Em crítica direta aos meios de comunicação que se basearam no histórico de indicações do Supremo Tribunal Federal (STF) para concluir que Alexandre de Moraes, apesar de suas relações políticas, seria adequado para ocupar o cargo, o jornalista Felipe Recondo mostra que comparar apenas posições partidárias não basta e não deve ser simplista.
 
"Quem volta ao passado para justificar o presente geralmente ignora a conjuntura da época ou alguns detalhes que desequilibram as comparações", apontou, em artigo ao JOTA. Segundo ele, o contexto da Operação Lava Jato, com aliados diretos e governistas no quadro de investigados, modifica e altera qualquer tipo de comparação.
 
Para isso, retoma o histórico da indicação de Paulo Brossard, que também foi escolhido à Suprema Corte quando ocupava o Ministério da Justiça, e também antes filiado a partido político. Entretanto, em contexto completamente distinto.
 
"Nenhum dos ex-ministros da Justiça que chegaram ao Supremo foi indicado numa conjuntura como esta. Nenhum foi nomeado por um presidente que olha para os lados e vê assessores e aliados políticos ameaçados em processos que tramitam no Supremo. Nenhum foi escolhido por um presidente da República cujo nome era mencionado num grande e já revelado esquema de corrupção", ressaltou o jornalista.
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Disponível na Revista Áskesis dossiê sobre acesso à justiça e cidadania

A Revista Áskesis (revista dos discentes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar) acaba de lançar no segundo número de seu quinto volume produzido o dossiê "Diversas faces de estudos sobre acesso à justiça e cidadania".

A proposta desse número foi reunir artigos de diversas áreas do conhecimento que abordassem questões relativas ao acesso à justiça e cidadania, discutindo as desigualdades desse acesso ao exercício pleno dos direitos.

A edição da revista contém uma entrevista inédita da pesquisadora dra. Maria Tereza Sadek e tradução do artigo recém publicado de Vanessa Elias de Oliveira e Lincoln N. T. Noronha, "Relações entre Judiciário e Executivo em policy making (fazer política): o caso de distribuição de medicamentos no Estado de São Paulo". Leia mais »

Os 40 anos de política de Marisa Letícia

 
Jornal GGN - A morte oficial de Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi confirmada pelo Hospital Sírio-Libanês na noite desta sexta-feira (03).
 
O velório da ex-primeira dama ocorrerá neste sábado (04), das 9h às 15h, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Á tarde, o corpo será cremado em cerimônia particular, no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo.
 
O hospital divulgou a morte após um protocolo do hospital, realizado em dois procedimentos: às 12h e às 18h, confirmando a inatividade cerebral para a doação de órgãos, que foi antecipada por Lula nas redes sociais. 
 
Dos seus 66, foram 40 anos de política, vivenciada não nos bastidores, mas cotidianamente por Marisa Letícia, desde que Lula assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em 1975. 
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O Brasil Atual no "The world factbook" da CIA

O futuro do Brasil em "Eu, Daniel Blake", por Paulo Moreira Leite

 
Jornal GGN - As críticas da opressão ao proletariado, da burocratização do Estado e da falta de garantias a direitos trabalhistas e sociais não envolvem apenas o protagonista Daniel Blake, um carpinteiro que, afastado do emprego por um AVC e grave condição de saúde, deve voltar a buscar trabalho. Para Paulo Moreira Leite, é um aviso do que ocorrerá no Brasil com a gestão Temer.
 
A crítica se estende para personagens como Katie, uma mãe solteira e Ann, uma terceirizada agente do governo. Descasos de direitos sociais e a burocracia estatal naturalmente mostrados no filme britânico "Eu, Daniel Blake" garantiram ao longa a Palma de Ouro no último festival de Cannes. A estreia no Brasil ocorreu na última quinta-feira (05). 
 
"A obra apresenta um retrato sem enfeites do colapso do Estado de bem-estar social na Inglaterra, país que, entre outros benefícios sociais, construiu um sistema público de saúde gratuito e universal, ponto de partida para diversos países, inclusive o nosso SUS", manifestou o jornalista.
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Jornal americano compara House of Cards com Brasil em 2016

 
Jornal GGN - Entre os maiores fans da série norte-americana, House of Cards, estão os brasileiros. Mas além da relação de sucesso da temporada com o Brasil, o drama político de ficção atravessa as comparações. 
 
O site dos Estados Unidos Americas Quarterly se inspirou em uma reportagem do jornal Nexo para fazer uma brincadeira no formato de quiz, de perguntas e respostas, para provar as semelhanças do que ocorreu em Brasília em 2016 com a ficção.
 
O jogo interativo que brinca com a realidade do Americas Quarterly pode ser acessado aqui. Abaixo, reproduzimos a reportagem original do Nexo.
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Putin e Trump: quais interesses motivam a aproximação?

 
Jornal GGN - Após o relatório da Inteligência Nacional norte-americana confirmar que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou uma campanha para tentar influenciar o resultado da eleição de vitória a Donald Trump, nos Estados Unidos, a dúvida que se levanta é: o que Trump pode oferecer a Putin e Putin a Trump?
 
No contexto do material divulgado pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos, o documento mostra que o objetivo de ajudar o republicano a derrotar a democrata Hillary Clinton não ultrapassou, por outro lado, a legalidade das urnas.
 
A atuação russa ocorreu por meio de hackers que, com a suposta autorização de Putin, invadiram os computadores do Partido Democrata e divulgaram as informações ao WikiLeaks de que a sigla favoreceu Hillary nas primárias, com o intuito de ferir a imagem dos democratas. 
 
O caso levou o então presidente Barack Obama a expulsar 35 diplomatas russos acusados de participar da espionagem. Após a divulgação do relatório "não confidencial", nesta sexta-feira (06), Obama em tom irônico advertiu o seu sucessor que Vladimir Putin "não faz parte da equipe" de governo.
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SOBRE MONSTROS, SUA GERAÇÃO E SEU ENFRENTAMENTO

 

Os monstros (na vida real e na fantasia) são criados a partir de boas intenções. O Ministério Público é um destes monstros, e é urgente enfrenta-lo. Mas quem poderia fazê-lo? Não creio que seja o caso de qualquer um dos poderes da república, nem mesmo através da renovação proporcionada pelas eleições diretas. Isto porque, o “diabo”, enquanto abrigado no “paraíso” da opinião pública é capaz de capitanear os recursos (processuais, monetários, midiáticos, partidários) e direciona-los para seus interesses. Em outras palavras, a democracia representativa encontra-se depauperada, sem vigor.

Como na ficção, creio que somente quem criou este monstro poderia dar conta da tarefa. Uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, se possível liderada por alguém com a força de um Ulisses Guimarães.

Talvez eu esteja sonhando, uns dirão mesmo, delirando. É possível. Leia mais »

Jornalista demitido após criticar governador do AM já vinha sofrendo censura

Jornal GGN - O jornalista Clayton Pascarelli, demitido na quarta (4) da bancada do Bom Dia Amazônia, já vinha sofrendo, desde o ano passado, pressão de dirigentes da filial da Globo para cessar críticas a políticos do governo estadual e da prefeitura da capital.

O GGN confirmou que a saída de Pascarelli do programa que apresentava há quatro anos teve dedos do governo José Melo, que não aceitou o comentário feito pelo jornalista durante o programa transmitido na edição matinal de terça-feira (3), um dia após a rebelião no Compaj, que deixou 56 mortos.

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O futuro (ainda) está em aberto

Por Passa Palavra

1.
Política e economia mantém entre si relações complexas de reciprocidade.
Cai em erro quem queira analisar a política sem entendê-la como uma das esferas onde são criadas as condições para o funcionamento da economia, e erra ainda mais quem pretenda ver na economia a pura e única determinante da política, sem qualquer influência de outras esferas. As duas têm de ser compreendidas em conjunto, em especial quando se considera que o aparelho tradicional do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) é a esfera por excelência de relações intracapitalistas, e as empresas (nacionais ou transnacionais, micro ou gigantes, pouco importa) são uma forma ampliada de Estado, e são, por excelência, a esfera de relações entre capitalistas e trabalhadores.

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É impossível olhar para trás e não pensar no passado que temos pela frente

Jornal GGN -  "É impossível olhar para trás e não pensar no passado que temos pela frente". É parafraseando Millôr que a filósofa Márcia Tiburi diz, em artigo pulicado na revista Cult, na quarta (28), que não basta lamentar os retrocessos de 2016 e ansiar um ano novo melhor. É preciso exercitar algumas noções de humanização e compreender a importância das práticas políticas.

A uma sociedade que teve reações tímidas diantes de um golpe de Estado, ainda é preciso ensinar que se manter averso à política interessa àqueles que ganham com ela. Se a gente não fizer política, alguém fará pela gente.

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Christian Dunker: Quando se para de sonhar há intolerância, desrespeito, crise política

"Sobre o Brasil, paramos de sonhar com o futuro que queríamos para nossos filhos, com os massivos investimentos em Educação que seriam necessários. Paramos de nos preocupar com o desenvolvimento da empresa e começamos a pensar em produzir um bonito balanço para acionistas. Paramos de nos preocupar com a ciência e nos dedicamos a produzir papers que ninguém lê. Paramos de nos preocupar com o sistema político e nos importamos apenas com quem vai ganhar próximas eleições. Paramos realmente de nos engajar no futuro com o qual queremos nos fidelizar e a discussão passou a ser quem é quem. Ricos e pobres, negros e brancos, mulheres e homens, Direita e Esquerda."
 
 
Jornal GGN - A crise e a falta de representatividade política no Brasil traz reflexos além do campo da governabilidade de Brasília, mas também avança nos aspectos psicológicos dos brasileiros. Para o professor titular de psicanálise e psicopatologia do departamento de Psicologia Clínica da USP, Christian Ingo Lenz Dunker, o que se vê, hoje, é uma reversão da perspectiva de futuro para os cidadãos.
 
"Enquanto se tem um ideal, sabe-se para onde vai e como se enfrenta uma situação. Mas quando se para de sonhar, em vez de o conflito nos orientar para a ação ele se manifesta em patologias sociais, intolerância, desrespeito, crise da relação entre poder e autoridade ou desestabilização de  referências simbólicas. Enfim, uma série de coisas que temos visto acontecer de forma mais visível", afirmou.
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Hildegard Angel: "Brasil desce a ladeira em alta velocidade e sem freios"

Jornal GGN - A jornalista Hildegard Angel teceu comentários a respeito da crise econômica que atingiu em cheio os servidores públicos do Rio de Janeiro, que estão com os salários atrasados desde novembro, assim como ocorre em outros estados. 

Sem citar os impactos da Lava Jato, ela afirmou que sabe que a engenharia nacional "foi destruída" e o que Brasil "desde a ladeira em alta velocidade e sem freios". "A fúria popular é indiscriminada. Nunca vi algo parecido", disse.

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Brasil precisa se reinventar para a recuperação econômica, por José Celso Cardoso

 
Jornal GGN - Para o economista e pesquisador do IPEA, José Celso Pereira Cardoso Junior, há três caminhos para o Brasil na busca de seu desenvolvimento: ou se entrega a políticas antidemocráticas e a "moralização arcaica dos costumes", ou se mantém subalterno econômico, político e socialmente, ou "se reinventa como nação para escrever o seu próprio destino histórico".
 
No artigo "Apontamentos para uma reforma do Estado de natureza republicana, democrática e desenvolvimentista ainda no século XXI", o pesquisador mestre em Teoria Econômica e doutor em Desenvolvimento pela Unicamp mostra o cenário de deterioração profunda da economia e política nacional desde 2015 e como novos negócios podem encontrar espaço para se sustentar e reerguer a economia.
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