Revista GGN

Assine

Política

Juiz que se afasta das regras está fazendo política, por Oscar Vilhena Vieira

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Pós-doutor em Direito pela Universidade de Oxford, o professor Oscar Vilhena Vieira defendeu, em artigo na Folha desta sábado (24), que juízes limitem-se a cumprir o papel de julgar de acordo com as leis, sem tomar decisões pensando principalmente nas consequências políticas de seus atos.
 
"Se o juiz se afasta desse tipo de ética baseada em regras, princípios e valores que são estabelecidos pelo direito, passando a basear suas decisões nos ocasionais resultados que dela derivarão, a função jurisdicional terá se convertido em função política", diz.
Média: 5 (9 votos)

Lula, Gramsci, consciência de classe e bloco histórico, por Charles Leonel Bakalarczyk

Lula afirmou recentemente, em entrevista concedida a uma determinada emissora de rádio, que ele era o resultado do nível de consciência dos trabalhadores brasileiros.

Reproduzi as falas do Lula na rede social do Reflexões à Esquerda, grupo de discussão política com “sede”  em São Luiz Gonzaga (RS).

Meu amigo Flávio Bettanin, organizador do Reflexões à Esquerda, expediu a seguinte manifestação acerca dos dizeres do Lula:

- Eis a causa dos tropeços. O pensamento dominante de uma época é o pensamento da classe dominante (Marx). A condição de classe difere da consciência de classe. Os que adquirem consciência de classe, rompendo o pensamento dominante, superando o nível de consciência imposto, adquirem a condição de organicamente se posicionarem na luta de classes.

Pois interpreto a fala do Lula de forma diversa, não como a revelação direta da "causa dos tropeços" do PT, dos governos Lula/Dilma, da esquerda ou das lutas sociais (no caso, a falta de consciência de classe de Lula).

Leia mais »

Média: 3.3 (7 votos)

Nesta sexta, intelectuais lançam livro sobre o rumo das esquerdas

Imagem: Divulgação

Jornal GGN - A fim de esclarecer as diversas questões que envolvem a esquerda brasileira, Aldo Fornazieri e Carlos Muanis reuniram textos e entrevistas de diferentes personalidades em “A crise das esquerdas”. A obra, que chega ao público pela Civilização Brasileira,  será lançada nesta sexta (23), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.Ontem, Tarso Genro participou de um debate sobre a obra na Livraria Leonardo da Vinci, no Rio de Janeiro.

Fazem parte do livro intelectuais e ativistas como Cícero Araújo, Guilherme Boulos, Renato Janine Ribeiro, Ruy Fausto, Sérgio Fausto, Tarso Genro, Aldo Fornazieri, Carlos Muanis, Carla Regina Mota Alonso Diéguez, Carlos Melo, Moisés Marques e Rodrigo Estramanho de Almeida. A orelha da obra ficou por conta do cientista político Leonardo Avritzer. 

Leia mais »

Média: 3.9 (7 votos)

Proposta de privatização das estatais do RS em debate

Proposta de privatização das estatais do RS em debate
 
Neste debate, que foi ao ar na 5a dia 15 de junho de 2017, no programa Conexão RS, houve um bom debate a respeito do desenho de Estado, de governos subnacionais e os limites da soberania popular diante da frágil soberania nacional. 

No estado do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho (governo de José Ivo Sartori, PMDB) quer privatizar três empresas estatais ou de economia mista do setor energético: CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). 

Leia mais »

Perseguição à Teologia da Libertação foi baseada em fraudes, por Mauro Lopes

Cardeal Tempesta e Bento XVI
 
Dom Orani Tempesta, cardeal arcebispo do Rio,  e Bento XVI. Um, protagonista da perseguição à Teologia da Libertação; outro, beneficiário. Ambos responsáveis pela crise da Igreja no Brasil
 
Por Mauro Lopes
 
Perseguição à Teologia da Libertação baseou-se em duas fraudes, indicam pesquisas
 
Houve três razões, nenhuma delas efetivamente teológica, que moveram o combate à Teologia da Libertação no Brasil e na América Latina a partir de 1978, início do pontificado de João Paulo II e durante todo o papado de Bento XVI, até 2013 – 35 anos, portanto. O presente artigo, apesar de mencionar as três, tem foco em duas delas e apresenta pesquisas recentes segundo as quais: i) ambas basearam-se em argumentos fraudentos; ii) o governo conservador da Igreja Católica no Brasil nesse período foi um rotundo fracasso.
 
As três razões:
 
1. A primeira tem fundo político-ideológico: demonizou-se a Teologia da Libertação como se fosse uma adesão ao marxismo e/ou comunismo, enquanto os dois papas e seus apoiadores eram e são arraigadamente capitalistas e defensores do direito à propriedade e à acumulação irrestrita de riquezas. A Igreja no Brasil virou as costas aos pobres como sujeitos da ação pastoral para fazer deles, no máximo, objeto de um olhar piedoso. O artigo não se deterá sobre este assunto.
Leia mais »
Média: 4.7 (13 votos)

Debate TVE/RS Plebiscito para venda de companhias estaduais

Debate TVE/RS Plebiscito para venda de companhias estaduais

Neste programa Debate TVE (TVE do Rio Grande do Sul), participam o deputado Marcel van Hattem (PP-RS) e o cientista político Bruno Lima Rocha (professor de Relações Internacionais da Unisinos) para debaterem sobre o pedido do Governo do Rio Grande do Sul de PLEBISCITO para a venda das estatais: CEEE, CRM e Sulgás. O programa foi ao ar na sexta, dia 02 de junho de 2017, e apesar da temática estadual, reflete temas de profundidade em termos de projeto de país.

Leia mais »

Não haverá repactuação no País sem eleições diretas, avalia Dilma

Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff defendeu, durante a abertura do 6º Congresso Nacional do PT, que novas eleições diretas sejam convocadas como saída para a crise política gerada a partir das revelações da Lava Jato contra o governo Temer. Na visão de Dilma, há uma "divergência instalada entre o segmento golpista", que não quer aceitar que a "alternativa clara e possível [para sair da crise] é a eleição direta. Não haverá repactuação no País sem eleição direta."

"Não porque nós tenhamos o melhor candidato, mas porque eleição não é vergonha. Vergonha é querer ganhar no tapetão, eleger um candidato biônico", disse Dilma. "É Diretas Já pela sobrevivência do País como um País sério", acrescentou.

Leia mais »

Média: 4.3 (6 votos)

Medalha de Mérito

Edição de Nº 105, sexta-feira, 2 de junho de 2017 do Diário Oficial da União, Seção 2, p. 52.

Burlesco.

Arquivo

Após 34 anos, Folha de S. Paulo se acovarda!, por Marcelo Auler

Editoral deste domingo nega coragem que jornal teve em 1983 quando, sob comando de Octávio Frias, apoiou eleições diretas 
 
Editoral deste domingo nega coragem que jornal teve em 1983 quando, sob comando de Octávio Frias, apoiou eleições diretas
 
 
 
 
Quem lê o editorial deste domingo (28/05) da Folha de S. Paulo – Sucessão Especulada – e foi testemunha, em 1983, da audaciosa coragem do jornal ao publicar o editorial Por eleições diretas, conclui facilmente que na ausência do seu antigo dono, Octávio de Oliveira Frias, o jornal, hoje comandado por seus filhos, Octávio Filho, na parte editorial, e Luís Frias, como presidente da empresa, se acovardou. Lamentavelmente!
 
A Folha, que nos anos de 1983/84 escreveu parte da História do Brasil (com maiúscula) ao se transformar em porta-voz do que a sociedade civil clamava, hoje é capaz de criticar o processo de escolha indireta, como faz o editorial, sem, contudo, assumir aqui que milhões de brasileiros já pedem em praça pública e renovarão os pedidos ao longo deste mesmo domingo ao ocuparem ruas de diversas cidades brasileiras: Diretas Já!
Leia mais »
Média: 3.4 (5 votos)

Marqueteiro quita tentativa de separar Temer das acusações contra Dilma

João Santana falou ainda que era óbvio que as campanhas focam no presidenciável. E que no caso de Temer "além de não somar, estava tirando votos"
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O publicitário das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer à Presidência da República e vice, João Santana, afirmou que Temer se beneficiou de caixa dois em 2014. O marqueteiro disse, ainda, que o peemedebista "gerou prova" contra si por ter insistido em participar de propagandas políticas.
 
O depoimento de Santana foi prestado na última semana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde tramita o processo de cassação que poderia encurtar o mandato de Michel Temer no Planalto. As informações sigilosas foram acessadas pelo jornal Folha de S. Paulo, que divulgou trechos em aspas em reportagem nesta quarta-feira (03).
 
Se uma das tentativas do peemedebista era dissociar seu nome do da ex-presidente Dilma nos processos, com o objetivo de responsabilizar somente a petista pelas irregularidades em campanhas, o marqueteiro João Santana quitou as possibilidades.
Média: 4 (6 votos)

Helena Chagas: Lula conseguiu tirar Moro do sério, e quem perde é o juiz

 
Jornal GGN - O ex-presidente Lula tem obtido relativo sucesso em sua estratégia de politizar a Lava Jato e os processos que enfrenta nas mãos do juiz Sergio Moro. Além disso, conseguiu tirar o magistrado do sério. Prova disso é que Moro perdeu a razão quando obrigou o petista a presenciar o depoimento de 87 testemunhas de defesa por considerar o número "excessivo".
 
Para Helena Chagas, Moro é quem mais perde nesse jogo, embora tenha as armas necessárias para sair vitorioso.
 
"O juiz, que embora ainda tenha enorme apoio da opinião pública, corre o risco de desgastar-se ao entrar em campo e começar a chutar o adversário, saindo da posição de árbitro e virando jogador. Não precisa. Quem manda no campo e apita o fim do jogo é ele."
Média: 2.2 (32 votos)

A crise política após a Lista de Fachin - entrevista UlbraTV

Entrevista de Bruno Lima Rocha para o programa Conexão RS, Ulbra TV, Grande Porto Alegre. Realizada na segunda 17 de abril de 2017, aborda a crise política derivada da difusão da Lista de Fachin e a continuidade do governo ilegítimo. 

Leia mais »

A importância de matar o mito, por Alexis Prieto


Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Por Alexis Prieto

Comentário à publicação "O assalto ao poder e os Macunaímas do Supremo, por Luís Nassif"

Bastaria que o Robin Hood tivesse pegado algum dinheiro para enriquecimento próprio para que a história medieval que conhecemos fosse desacreditada, e para que muitos senhores ingleses pudessem dormir melhor nestes últimos 500 anos e os anos que virão.

Hoje, para a elite brasileira, é fundamental prender o Lula e matar o mito. Quanto menor e brega seja o delito, mais ordinário o Lula será apresentado perante a sociedade, como um batedor de carteira, um aproveitador de sobras, um catador de restos de banquetes, ou seja, delitos que o "povo" entende claramente como tais. O apartamento do Geddel na Bahia é perdoável para as elites, pois demonstra bom gosto e articulação, mas não assim aquele apartamento brega em Guarujá.

Pela cultura brasileira, o povão convive e tolera elites ricas, elegantes, articuladas e espertas, mas não perdoa ladrão de galinha dentro da sua comunidade. Assim também a “justiça”, como fez com aquela mulher que roubou um pote de manteiga em supermercado e ficou 6 meses na cadeia.

Leia mais »

Média: 4.4 (27 votos)

Lava Jato criminaliza lobby da Odebrecht, sem diferenciar doações legais ou não

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - A Operação Lava Jato segue na tentativa de criminalizar a relação entre a política e grandes empresas na atuação do mercado. Se, por um lado, o pagamento de propinas e de caixa dois foram descobertos como parte dessas negociatas, por outro, doações declaradas à Receita Federal também estão sendo apontadas pelos investigadores como práticas criminosas, como supostas compras de interesses no Congresso Nacional.
 
É neste contexto que os depoimentos de ex-executivos da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF) saciam a tese dos investigadores ao narrar o lobby exercido pela companhia para a aprovação, por exemplo, de medidas legislativas e do Executivo, por meio da edição e aprovação de medidas provisórias.
 
Entre os trechos narrados, está o de Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, que contou que as contribuições para a campanha de 2014 do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), eram uma "contrapartida para o forte apoio [de seu pai, o senador Renan Calheiros], na renovação dos contratos de energia", que chegou a culminar na edição da medida provisória.
Média: 3.4 (5 votos)

Haverá País?

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada ...
 

 

Teoria da conspiração.

Assim era considerada a afirmação da filósofa Marilena Chauí, há cerca de um ano atrás. Ela dizia que o juiz Sérgio Moro teria sido treinado pela CIA. Aqui mesmo não foram poucos os que assim avaliaram esta afirmação à época.

Hoje esta teoria já se reveste de maior aceitação, pelo menos entre aqueles que gozam de um mínimo de independência de raciocínio, aqueles que de alguma forma estão descolados das teias da Rede Globo e seus penduricalhos.

Também por ocasião do golpe militar de 64, foram necessários mais de 30 anos para que a real e ativa participação dos Estados Unidos viesse a público.

Estou aqui a lançar a mais ampla teoria da conspiração, e que versa justamente sobre a participação dos Estados Unidos na teia que se forma sobre nosso país, sob o patrocínio da Rede Globo. Leia mais »