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Política

Cármen Lúcia tem força para peitar Gilmar Mendes? Por Gabriel Alvarenga

Foto: EBC

Jornal GGN - Gilmar Mendes, constantemente acusado de colocar a moral do Supremo Tribunal Federal em xeque, tem mais força dentro da Corte do que imagina-se. É o que aponta Gabriel Alvarenga em artigo no portal Os Divergentes, que levanta dúvidas sobre a possibilidade de Cármen Lúcia peitar o colega.
 
Uma prova de fogo seria derrubar o habeas corpur que Gilmar concedeu ao empresário Jacob Barata Filho, um magnata dos transportes acusado de corrupção no Rio de Janeiro.
 
"Se [Cármen Lúcia] decidisse impedir o ministro monocraticamente, caso fosse provocada novamente, a presidente do Supremo poderia enfrentar resistências dentro da Corte por tomar sozinha uma decisão de tamanha importância. Se levar ao plenário, poderia perder e ver seu poder esvaziado, além de colocar o Tribunal numa situação difícil, usando um eufemismo, perante a sociedade", aponta o artigo.
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Controle dos poderes

Tema

Controle dos poderes
Sobre a divisão, disputa e necessidade de harmonização entre os poderes que compõe o sistema político brasileiro

A responsabilidade da esquerda na atual conjuntura, por Antônio Augusto de Queiroz


Fotos Públicas

Por Antônio Augusto de Queiroz

A responsabilidade da oposição de esquerda na atual conjuntura

De Teoria e Debate

A oposição de esquerda, para sobreviver politicamente e voltar a assumir o poder no país, precisa urgentemente modificar suas formas e métodos de atuação no Congresso Nacional, antes que o desmonte do aparelho de Estado e os retrocessos nos direitos sociais e na soberania nacional se tornem irreversíveis.

O governo Michel Temer, a serviço das forças neoliberais e do mercado financeiro, nos últimos dois anos, provocou grandes estragos em conquistas históricas do povo brasileiro, como a aprovação do congelamento do gasto público (EC 95/16) e da reforma trabalhista (Lei nº 13.467/17), sem que houvesse uma reação à altura das forças de esquerda.

Agora, depois do espetáculo “de compra de deputados” que levou à rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo retoma o ânimo para avançar com sua agenda em favor do capital e de retrocessos sociais, com o acelerado desmanche do Estado Nacional, tanto em termos de soberania quanto em termos de serviços públicos à população.

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Que parlamentar vota instrumentos que ameaçam sua sobrevivência? Por Fábio Kerche

Deputados analisando o impeachment de Dilma Rousseff, em 2015 - Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Alimentado pelo desejo popular sobre a necessidade de uma reforma política, o Congresso Nacional acelera a aprovação de interesses que não necessariamente abrangem as modificações demandadas pela sociedade. Se o intuito é reestruturar o sistema eleitoral no Brasil, não partirão dos congressistas beneficiados pelo atual modelo as sugestões que ameaçam a permanência deles mesmos no poder.
 
Assim, para mencionar apenas uma das polêmicas do texto aprovado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, "com exceção dos parlamentares da comissão que votaram na proposta e outros que a defendem abertamente, parece ser unanimidade que o sistema eleitoral conhecido como 'distritão' é um desastre", apontou Fábio Kerche, doutor em Ciência Política pela USP.
 
Lembrando que "reforma nem sempre significa a criação de algo melhor do que o modelo que será substituído", o especialista questiona: "Depois das diversas demonstrações do que esse Congresso é capaz, por que os parlamentares votariam em instrumentos que aumentassem as incertezas sobre suas sobrevivências políticas e que reforçassem a democracia?".
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Morre Carlos Araújo, ex-deputado e ex-marido de Dilma Rousseff

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Morreu na madrugada deste sábado (12) o ex-deputado e ex-marido da presidente deposta Dilma Rousseff, Carlos Araújo. Aos 79 anos, ele estava internado em estado grave no Hospital São Francisco, em Porto Alegre, desde o dia 25 de julho, devido a um quadro de cirrose medicamentosa.
 
Carlos Araújo foi preso durante a ditadura militar, pouco tempo após conhecer a ex-presidente. Assim como Dilma, enfrentou tortuta e até chegou a tentar suicídio para não entregar os companheiros de militância.
 
Fundador do PDT, foi um dos deputados mais bem votados do partido no Rio Grande do Sul. Afastou-se da política parlamentar nos anos 2000, mas nunca deixou de participar dos debates nacionais.
 
Dilma e Araújo - que tiveram uma filha, Ana Paula, e o neto Gabriel - separaram-se nos anos 1990, mas continuaram a amizade e companheirismo ao longo dos anos. Leia mais »
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Lava Jato criou muita expectativa sem ter provas das delações, diz jornal

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo produziu um editorial afirmando que a Lava Jato tem "dificuldade prática de encontrar um desfecho à altura de toda a expectativa que criou na sociedade" porque não tem encontrado provas diretas das delações premiadas que foram vendidas na própria grande mídia como verdade absoluta.
 
"Em meio ao oceano de delações, nas quais mais de uma centena de políticos são mencionados, constata-se que a tarefa de buscar provas suficientes para definir julgamentos é mais complexa", disse Folha.
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Em guerra com Temer, Globo diz que planos do "queridinho" Meirelles correm risco

Jornal GGN - Em guerra com Michel Temer desde a bombástica delação da JBS, o Grupo Globo deflagrou mais uma rodada de ataques ao presidente, agora usando o "queridinho do mercado" Henrique Meirelles como isca.

No mesmo dia em que portais divulgaram que o DEM e o PSDB fecharam questão sobre a permanência de Temer até o fim do mandato, o jornal O Globo usou quatro colunistas para expôr os conflitos da equipe econômica e sustentar que os problemas políticos de Temer viraram um risco real à economia.

Desde que foi atingido pela Lava Jato, Temer se agarrou fortemente a agenda econômica encampada por Meirelles para se segurar no cargo, se aproveitando do apoio a Meirelles em vários setores, vocalizado na blindagem feita pela grande mídia.

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Depressão econômica como instrumento de política, por J. Carlos de Assis

Foto: Agência Brasil
 
 
Por J. Carlos de Assis
 
Muitos parlamentares e analistas alegam diante dos resultados negativos inequívocos da economia ao longo dos dois  últimos anos que a política econômica deste Governo fracassou. Isso se constataria pelo comportamento depressivo do PIB, do desemprego, da receita pública, da deterioração das finanças estaduais. Entretanto, não é verdade que a política econômica de Temer e de outros ladrões tenha fracassado. Ela está dando resultados espetaculares, tendo em vista os objetivos que a camarilha econômica se propôs. 
 
O programa econômico que a banca fez para o grupo que assaltou o poder depois do impeachment, denominado Ponte para o Futuro, está sendo cumprido à risca, e a profunda depressão facilita esse processo. Sumariamente, seu objetivo consiste, de um lado, em restringir o espaço do setor público na economia para ampliar o do setor privado  e, de outro, em reduzir o custo do trabalho.  A radicalização da privatização, incluindo a privatização fatiada da Petrobrás e a prometida privatização da Previdência, vai junto com a precarização do trabalho, conquistada pela recente destruição de parte da histórica legislação trabalhista.
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Guru de Marina defende chapa com Joaquim Barbosa e eleição sem Lula

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Jornal GGN - De olho no eleitorado de Lula, Marina Silva já começou a mexer os pauzinhos em torno da eleição de 2018 tão logo saiu a sentença do caso triplex e o País passou a se questionar se a candidatura do petista será viável.
 
Em entrevista à Folha, publicada no domingo (16), o economista Eduardo Gianetti, um dos gurus de Marina, defendeu um cenário sem Lula em 2018 como se fosse a melhor opção para o País sair da crise política.
 
"É muito mais arejada para o país [a disputa ocorrer sem Lula]. Neste caso, haverá uma grande pulverização de candidaturas. Isso seria bom para o eleitorado, nos daria oportunidade de fugir de uma discussão burra e debater temas importantes. E muita gente iria se animar a concorrer", disse.
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A condenação de Lula e o desafio do reboquismo

Análise imediata da política brasileira e do tempo "perfeito" da promulgação da sentença. Neste breve vídeo, o cientista político debate  a relação entre esquerda, centro-esquerda, não fazer coro com a Lawfare e ao mesmo tempo o desafio de não hipotecar bandeiras sociais e o direito coletivo pela viabilidade de uma ou mais candidaturas eleitorais. O vídeo foi primeiramente postado e produzido para o jornal eletrônico baseado em Porto Alegre/RS, Sul21 (sul21.com.br) 

Relatório sobre Temer será apresentado hoje com parecer favorável à investigação

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O relatório da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) deve dar a conhecer nesta segunda (10), sobre o caso Temer-JBS, deve ser o primeiro balde de água fria em cima do governo, na Câmara. Michel Temer e aliados tinham expectativa de matar a denúncia da Lava Jato na raiz, mas já admitem que o relatório do deputado Sergio Zveiter [foto], do PMDB, vai ser favorável ao julgamento por corrupção passiva e mais.
 
Temer já teria recebido informações de que o relator "não se limitará a um texto técnico, mas fará considerações políticas sobre o caso."
 
A oposição a Temer tem denunciado que o presidente lança mão de cargos e emendas parlamentares para comprar votos a favo de sua manutenção no cargo.
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Sobre comportamentos técnicos de heróis e políticos de "inimigos do Brasil", por Eugênio Aragão

Foto: Agência Brasil

Por Eugênio Aragão

Até há pouco era assim: criticar a Lava-Jato era atitude política, participar do golpe fingindo que as instituições estavam a funcionar era técnico. Agora, é difícil definir se ter náuseas e ânsia de vômito é técnico ou político. O momento é oportuno para produzir clareza sobre a obtusidade dessa ideológica distinção entre o técnico e o político. É evidente que o primeiro se subordina ao segundo e acaba tudo por ser político.

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O mercado abandonou Temer, por Elio Gaspari

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Em artigo na Folha, Elio Gaspari diz que a elite brasileira que forma o chamado "mercado" deveria fazer "política na vitrine" e tentar emplacar um candidato a presidente em 2018. Em vez disso, aponta Gaspari, deu o golpe em Dilma Rousseff e, agora, sonha em fazer o mesmo com Temer. Com exceção dos grupos que defenderam Marina Silva e Aécio Neves em 2014, cujas pretensões estão claras desde a última disputa, diz.
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Juiz que se afasta das regras está fazendo política, por Oscar Vilhena Vieira

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Pós-doutor em Direito pela Universidade de Oxford, o professor Oscar Vilhena Vieira defendeu, em artigo na Folha desta sábado (24), que juízes limitem-se a cumprir o papel de julgar de acordo com as leis, sem tomar decisões pensando principalmente nas consequências políticas de seus atos.
 
"Se o juiz se afasta desse tipo de ética baseada em regras, princípios e valores que são estabelecidos pelo direito, passando a basear suas decisões nos ocasionais resultados que dela derivarão, a função jurisdicional terá se convertido em função política", diz.
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Lula, Gramsci, consciência de classe e bloco histórico, por Charles Leonel Bakalarczyk

Lula afirmou recentemente, em entrevista concedida a uma determinada emissora de rádio, que ele era o resultado do nível de consciência dos trabalhadores brasileiros.

Reproduzi as falas do Lula na rede social do Reflexões à Esquerda, grupo de discussão política com “sede”  em São Luiz Gonzaga (RS).

Meu amigo Flávio Bettanin, organizador do Reflexões à Esquerda, expediu a seguinte manifestação acerca dos dizeres do Lula:

- Eis a causa dos tropeços. O pensamento dominante de uma época é o pensamento da classe dominante (Marx). A condição de classe difere da consciência de classe. Os que adquirem consciência de classe, rompendo o pensamento dominante, superando o nível de consciência imposto, adquirem a condição de organicamente se posicionarem na luta de classes.

Pois interpreto a fala do Lula de forma diversa, não como a revelação direta da "causa dos tropeços" do PT, dos governos Lula/Dilma, da esquerda ou das lutas sociais (no caso, a falta de consciência de classe de Lula).

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