17 de junho de 2026

“Vazajato” merece uma CPI e processos contra Moro e Dallagnol, avalia Rogério Dultra

Professor de Direito defende apuração sobre a eventual participação de desembargadores do TRF-4 ou outros membros de cortes superiores no conluio da Lava Jato
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O professor de Direito Rogério Dultra avaliou em artigo publicado na noite de domingo (9) que as reportagens do site The Intercept que mostram o papel de Sergio Moro como auxiliar de acusação na Lava Jato abrem caminho para uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), além de ações no Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, órgãos teoricamente responsáveis por punir a atuação dos envolvidos.

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Batizada de “Vazajato”, a série de reportagens do Intercept fez barulho nas redes sociais no final de semana, por trazer provas de que houve conluio entre o ex-juiz de Curitiba e o Ministério Público Federal.

Segundo Dultra, “além de ser inconstitucional a confusão entre acusação, investigação e juízo, a participação de juiz em atividades investigativas é vedada expressamente pela legislação. E o conluio expresso entre Procuradores e Juiz da causa, se provado, é crime e enseja exonerações e condenações criminais.”

Moro e a turma do procurador Deltan Dallagnol reagiram ao escândalo sem negar a veracidade das conversas no Telegram divulgadas pelo portal do jornalista Glenn Greenwald. Ao contrário disso, o ex-juiz tentou naturalizar sua conduta ilícita e se disse vítima de vazamento ilegal e invasão de privacidade.

“Se a Procuradoria Geral da República deixar passar em branco as provas que aparentemente se avolumam na série de reportagens produzida pelo Intercept, e não abrir investigação contra os procuradores, delegados e juízo de Curitiba – e mesmo contra a Turma do TRF4 que pode ter igualmente atuado em jogral com a Lava-Jato – estará em conluio político com o escândalo”, comentou Dultra.

“No mesmo sentido, se a habitual leniência do Conselho Nacional de Justiça – e do Conselho Nacional do Ministério Público – perdurar mesmo após o escandaloso vazamento de conversas”, acrescentou o professor, “é porque as instituições do país realmente não servem mais para nada.”

Para Dultra, a “gravidade da denúncia é tão superlativa que o caminho mais acertado seria a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional.”

O professor frisou ainda que a série do Intercept apenas começou, e ainda pode revelar se “o mesmo expediente supostamente utilizado por Sérgio Moro com os Procuradores da Lava-Jato foi usado com algum Desembargador do TRF4”, pois isso provaria que “o escândalo pode ser bem maior e atingir, eventualmente, as cortes superiores.”

Leia o artigo completo do professor Dultra aqui.

LEIA AINDA:

Complô da Lava Jato está provado e Lula deveria ser solto, diz defesa

The Intercept revela conversas privadas entre Dallagnol e Sergio Moro

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. marcio cruzeiro

    10 de junho de 2019 10:35 am

    É necessário sim a Prisão Preventiva dos Envolvidos pra não atrapalhar as Investigações…..

  2. josé adailton

    10 de junho de 2019 11:22 am

    Invertendo os sinais pode-se dizer que não foi vazamento o diálogo Dilma com Lula, como não é o Vazajato.
    Tá Ok? Mas à justiça não é permitido vazamento, aos cidadãos sim? Voltemos ao passado e tudo será criado.

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