21 de maio de 2026

Dinheiro do Fundo Nacional de Saúde ajuda governistas no Congresso

Boa parte dos R$ 7,4 bilhões distribuídos em emendas de relator em 2021 foram para redutos eleitorais de líderes do Centrão
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Boa parte dos recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) em 2021 se destinou a atender redutos eleitorais de caciques do Centrão em 2021, ao invés de se utilizar critérios técnicos para a distribuição das verbas em meio à pandemia de covid-19.

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Reportagem do jornal O Globo destaca que a quantia em emendas que abastece o FNS aumentou 112% entre os anos de 2019 e 2021, sendo que quase metade desse aumento se deu via orçamento secreto.

Apenas no ano passado, as cidades que são redutos eleitorais de autoridades do Centrão receberam boa parte dos R$ 7,4 bilhões em emendas de relator.

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Uma parte desses pagamentos ocorre via “transferência fundo a fundo”, em que os recursos do Orçamento vão para o fundo nacional e, em seguida, são repassados para um fundo estadual ou municipal de saúde, o que dificulta a identificação dos gastos.

Além disso, a transferência ocorre mais rapidamente: o dinheiro chega às prefeituras em dias, enquanto emendas de outros órgãos podem levar anos para serem liberadas.

Desta forma, cidades com padrinhos políticos influentes no governo acabam recebendo mais dinheiro e mais rapidamente. Um exemplo citado na reportagem é a cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Reduto eleitoral do líder do PL na Câmara, deputado Altineu Côrtes, a cidade recebeu R$ 133 milhões em emendas parlamentares, sendo que a maior parte (R$ 111 milhões) veio do orçamento secreto. O valor é sete vezes maior ante os R$ 14 milhões direcionados à capital fluminense.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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