22 de junho de 2026

Câmara suspende ação penal contra Ramagem e estende proteção a Bolsonaro e demais golpistas

Hugo Motta passa o trator sobre discussão na Câmara e oposição aprova resolução inconstitucional que escala crise com o STF
Foto: Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, por 315 votos a 143, a suspensão da ação penal contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), investigado por tentativa de golpe de Estado, com base na imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição.

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A medida, proposta pelo PL, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça antes de ir ao Plenário. O relator, deputado Alfredo Gaspar, defendeu que os crimes atribuídos a Ramagem ocorreram após sua diplomação e, portanto, caberia a sustação da ação penal, o que beneficiaria todos os réus, inclusive Jair Bolsonaro.

No entanto, o STF, por meio de ofício do ministro Cristiano Zanin, defendeu que apenas os crimes cometidos após a diplomação de Ramagem poderiam ser suspensos, e somente em relação a Ramagem. Desta forma, seria possível interromper a análise de dois crimes (dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado), por se referirem aos atos de 8 de janeiro, que ocorreram após a data de diplomação, informou a Agência Câmara.

A decisão da Câmara gerou forte controvérsia, com críticas de parlamentares governistas que alegam que a medida tenta estender indevidamente a imunidade de Ramagem a outros acusados, incluindo Bolsonaro e ex-ministros, o que seria inconstitucional.

A oposição a Bolsonaro acusou a Câmara de tentar obstruir a Justiça e proteger golpistas com uma redação vaga, que protege 34 téus denunciados ao Supremo Tribunal Federal.

Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o deputado Ramagem virou um “guarda-chuva” para proteger outros sem imunidade parlamentar. “Imunidade alargada, golpe legislativo, obstrução ao processo judicial, rito sumário inventado pelo presidente. É um achincalhe, esta é a noite da vergonha, do obscurantismo golpista”, criticou.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que a resolução aprovada “não tem nenhum valor legal, e será anulada pelo STF. Mas ela demonstra o desespero do Bolsonaro.”

Na visão da deputada Sâmia Bomfim, “o que eles estão fazendo é esticando ainda mais a corda com a Justiça. Eles falam que o STF abusa, mas eles que estão fazendo uma manobra inconstitucional para provocar o Supremo, para depois dizer no WhatsApp que o STF está dando um golpe na medida que eles aprovaram.”

De acordo com Alfredo Gaspar, relator da resolução, a medida será uma resposta ao que ele considera uma manobra da Procuradoria-Geral da República para julgar os réus por tentativa de golpe no STF. “Quem fez uma denúncia colocando todo mundo no mesmo vagão? Quem escolheu colocar Ramagem e os outros em uma mesma denúncia? O Ministério Público”, disse.

“Ramagem foi colocado nessa ação para atrair pessoas que não tinham foro privilegiado. Mas essa estratégia não deu certo, porque respondemos à altura com a Constituição”, declarou a deputada Caroline de Toni (PL-SC).

“Ou susta-se a ação e, nela sustando, a consequência é que está sustado para todos. Ou não susta a ação, e não está sustado para ninguém”, afirmou o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    8 de maio de 2025 1:47 pm

    Porventura, Bolsonaro tem imunidade parlamentar? Imunidade parlamentar dá ao deputado ou senador o direito de praticar crimes impunemente?

    Se eu fosse um magnata com dinheiro investido nesse Bananistão, eu retiraria todo os meus investimentos daqui e investiria na Serra Leoa. Sem qualquer preconceito contra esse pobre país.

  2. João

    8 de maio de 2025 7:56 pm

    CASO PATRÍCIA AMIEIRO
    JUSTIÇA DO RIO
    O mero Ridículo juíz do caso patrícia amieiro prevarica
    O mero Ridículo juíz do caso patrícia amieiro é criminoso
    O CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
    O juíz do caso patrícia amieiro faz vaquinha
    a polícia civil é criminoso
    a polícia civil tem participação na vaquinha
    a polícia civil atua em defesa do juíz do caso patrícia amieiro
    a polícia civil
    Estourar

  3. Rui Ribeiro

    9 de maio de 2025 10:16 am

    A suspensão do processo ocorreu inclusive em relação aos crimes supostamente praticados antes da diplomação?

    Assim o crime passa a compensar, pois basta um integrante de uma quadrilha se eleger para o parlamento, para que esteja garantida não só a sua impunidade mas também a impunidade dos seus comparsas, ainda que estes não tenham imunidade parlamentar.

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