10 de junho de 2026

PF faz busca e apreensão na 13ª Vara de Curitiba, epicentro da Lava Jato, por ordem do STF

Ação do STF pressiona a Vara símbolo da Lava Jato e reacende apurações sobre acordos, omissões e abusos na “República de Curitiba”
Divulgação

▸ PF realiza busca na 13ª Vara Federal de Curitiba, determinada por Toffoli, para obter documentos solicitados pelo STF há anos.

▸ Operação se relaciona a casos anteriores à Lava Jato, como o Banestado, e investiga conexões com métodos da força-tarefa curitibana.

▸ Ex-deputado Tony Garcia entrega documentos que revelam gravações ilegais envolvendo Moro e MPF, levando a investigação aprofundada da PF.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Jornal GGN recebeu com exclusividade, nesta quarta-feira (3), a informação de que a Polícia Federal cumpre neste momento uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, o mesmo núcleo que sustentou as principais irregularidades da extinta Operação Lava Jato e que já foi alvo de correição extraordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A ordem para a ofensiva partiu do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, segundo revelado pela coluna de Daniela Lima (UOL) e confirmado pelo GGN. A determinação ocorre para destravar um impasse antigo entre o STF e a Justiça Federal do Paraná: há anos, a Suprema Corte solicita documentos que a 13ª Vara nunca enviou.

Esses materiais não dizem respeito diretamente aos processos da Lava Jato, mas a operações anteriores, como o caso Banestado, que, contudo, se entrelaçam ao método de atuação que mais tarde marcaria a força-tarefa curitibana. Investigadores afirmam que a conexão entre essas apurações é essencial para compreender a cadeia de práticas hoje sob questionamento.

O gatilho imediato da operação foi o conjunto de documentos apresentados pelo ex-deputado estadual Tony Garcia. Delator em um processo envolvendo o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR), Garcia afirma ter sido coagido a realizar gravações ilegais a mando do então magistrado e de integrantes do Ministério Público Federal em 2004, quando negociava um acordo de colaboração. As revelações foram decisivas para acender novamente o alerta no STF.

Em outubro, Toffoli já havia autorizado diligências da PF para apurar a conduta de Moro. A ação desta quarta aprofunda essa linha de investigação e mira justamente o acervo documental mantido pela 13ª Vara.

Os desdobramentos podem alterar de forma profunda o legado da antiga “República de Curitiba”, abrindo caminho para eventual responsabilização de autoridades envolvidas em acordos, práticas e decisões que, agora, voltam ao centro do escrutínio judicial.

LEIA TAMBÉM:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. José de Almeida Bispo

    3 de dezembro de 2025 9:14 pm

    Esse BANESTADO… tem é história, viu?

Recomendados para você

Recomendados