22 de maio de 2026

Agricultores franceses seguem protestando contra acordo UE–Mercosul

Sindicatos afirmam que acordo aprovado pela UE afeta competitividade da agricultura francesa; centenas de tratores pararam trânsito de Paris
Arte: Reprodução Governo Federal

Agricultores franceses protestam em Paris com 350 tratores contra queda de renda e acordo UE-Mercosul.
Protesto bloqueou pontos centrais da cidade e portos, destacando defesa da soberania alimentar e fiscalização de cargas.
Governo anuncia apoio de 300 milhões de euros, mas acordo UE-Mercosul segue aprovado para assinatura no Paraguai.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Centenas de tratores circularam por Paris em um protesto organizado por agricultores franceses contra a queda da renda no campo e contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, cuja assinatura final está prevista para sábado, no Paraguai.

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O protesto ganhou visibilidade ao levar cerca de 350 tratores a pontos centrais da capital francesa, como o Arco do Triunfo, a Champs-Élysées e a Assembleia Nacional, provocando congestionamentos no horário de pico. Faixas e cartazes destacavam a defesa da soberania alimentar e o papel estratégico dos agricultores para o país.

Liderados pelos sindicatos FNSEA e Jeunes Agriculteurs, os manifestantes afirmam que o acordo ameaça a competitividade da agricultura francesa ao permitir a entrada de produtos sul-americanos mais baratos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias consideradas menos rigorosas do que as exigidas na União Europeia.

Os agricultores também realizaram bloqueios em portos estratégicos e passaram a fiscalizar cargas importadas para verificar a origem dos produtos. Para os sindicatos, a mobilização reflete uma indignação profunda com políticas comerciais que, segundo eles, fragilizam a produção local em nome da abertura de mercados.

Segundo o site Euronews, o governo francês reconhece a insatisfação do setor agrícola e anunciou um pacote de 300 milhões de euros em apoio a produtores, mas as medidas foram consideradas insuficientes para conter as mobilizações.

Apesar da oposição do presidente Emmanuel Macron e de outros países como Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda, o acordo foi aprovado por maioria qualificada dos Estados-membros da UE, o que viabiliza sua assinatura.

Redação

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