9 de junho de 2026

Lula defende soberania sobre terras raras e inaugura novas linhas do supermicroscópio Sirius

Investimento de R$ 800 milhões amplia capacidade científica do Brasil em saúde, energia, minerais estratégicos e tecnologia
Crédito: Ricardo Stuckert

Lula afirmou que Brasil está aberto a parcerias para explorar minerais críticos, mantendo controle sobre recursos naturais.
Inauguradas quatro linhas de luz síncrotron do Sirius em Campinas, com R$ 800 mi para avanços em ciência e tecnologia.
Lançado programa para inovação em saúde, visando autonomia tecnológica e redução da dependência de importações.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil está aberto a parcerias internacionais para a exploração de minerais críticos e terras raras, mas sem abrir mão do controle sobre seus próprios recursos naturais.

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“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania”, declarou Lula durante cerimônia realizada em Campinas, no interior de São Paulo.

O presidente também defendeu o uso da ciência como atalho para acelerar o mapeamento dessas riquezas. Ao citar a disputa comercial entre Estados Unidos e China pelo domínio de minerais estratégicos, Lula sugeriu que o Brasil pode se tornar uma alternativa de peso.

“Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência de vocês para dar um salto de qualidade”, disse, dirigindo-se aos pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Sirius

O pano de fundo do discurso foi a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, equipamento considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das fontes de luz síncrotron de quarta geração mais avançadas do mundo. O investimento soma R$ 800 milhões, financiados pelo novo PAC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A luz síncrotron é uma radiação eletromagnética de altíssima intensidade capaz de penetrar a matéria e revelar sua estrutura em escala molecular e atômica, daí a comparação com um supermicroscópio. Cada uma das novas linhas tem uma vocação específica:

Tatu — a primeira linha de quarta geração do mundo a operar na faixa dos terahertz, voltada para materiais quânticos e biomoléculas, com potencial para avanços em telecomunicações e computação fotônica.

Sapucaia — dedicada ao estudo de nanopartículas, proteínas, polímeros, medicamentos e fluidos humanos, com aplicações diretas em terapias e farmácia.

Quati — focada nas indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas específicas em terras raras e minerais críticos.

Sapê — voltada ao desenvolvimento de materiais avançados para energia, saúde e infraestrutura, incluindo supercondutores e semicondutores essenciais para a fabricação de chips.

Soberania

Para a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, o evento marca uma virada histórica para o país. Antes do Sirius, pesquisadores brasileiros dependiam de laboratórios estrangeiros para realizar estudos avançados em materiais, proteínas e vírus. “O CNPEM ajudou a romper essa lógica de dependência e mostrou que conhecimento também é soberania”, afirmou.

Lula reforçou a visão de que investimentos em ciência não devem ser avaliados apenas pelo custo imediato. “Para fazer um investimento como esse, a gente não tem que perguntar quanto custa. Qualquer quantidade de milhões que colocarmos é muito pequeno diante do que isso vai render para o futuro do país.”

Inovação

Na mesma cerimônia, o presidente acompanhou o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa do CNPEM que pretende fortalecer a autonomia tecnológica brasileira na área médica.

O programa busca ampliar o desenvolvimento nacional de biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos sistemas de diagnóstico, reduzindo a dependência de tecnologias importadas e aproximando a pesquisa das necessidades do SUS.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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