Líderes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram um alerta nesta sexta-feira (24) a respeito dos cortes de recursos destinados à ajuda humanitária a Gaza.
Sem financiamento adicional de US$ 420 milhões até o fim do ano, o programa de assistência que atende 70% dos palestinos ficará comprometido, uma vez que a instituição será obrigada a fazer cortes.
Neste caso, mais de dois terços da população estará sujeita a enfrentar fome aguda até o final do ano, depois de suportar dois anos de guerra entre Hamas e Israel.
O anúncio, aliás, representa um retrocesso em relação ao programa, uma vez que entre abril e junho, 1,2 milhão de palestinos deixaram de enfrentar a fome aguda.
Em contrapartida, a restrição de recursos pode levar novamente 1,4 milhão de pessoas à condição, já emblemática tendo em vista a destruição de praticamente todo o país, assim como a estrutura de saúde e educação.
Atualmente, grande parte dos palestinos vivem em tendas, expostos a surtos de doenças como a catapora, convivem com ratos e condições de higiene precária, além do restrito acesso à água potável.
À imprensa, a ONU atribui a redução de doações ao aumento dos custos operacionais relacionados à guerra no Irã, que resultou globalmente no aumento dos preços do petróleo e interrupções na cadeia de abastecimento.
Mas o principal fator que influencia a queda das doações seria o cansado dos doadores, agora voltados para outras questões humanitárias.
Consequentemente, 220 mil famílias viram a assistência alimentar ser reduzida pela metade – quadro que tende a piorar sem a assistência de doadores.
*Com informações da Reuters.
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