O enigma da esfinge… as delações de BILHÕES e a crise do STF…
… o necessário fim do mundo desses vendilhões será o aniversário de nossa salvação…
por Sergio Medeiros
Não existem coincidências, ou, existem???
A chamada crise do Supremo Tribunal Federal, tem sua cronologia bem definida, e envolve centenas de bilhões de reais.
De pronto, em nome da celeridade que a situação exige, vamos suprimir as preliminares, pois o enredo geral é de todos conhecido, a corrupção estratosférica de Daniel Vorcaro e seu Banco Master, e toda a teia de aranha de roubo e corrupção que os envolve.
Pois bem.
Tudo começa em julho, quando a Procuradoria-Geral da República começa as conversas de modo a entabular, junto a João Carlos Mansur, o Gestor da Reag, fundo com mais de 300 Bilhões de reais sob sua guarda, um processo de delação premiada.
Ao que consta a referida delação tem o condão de tirar o sono de grande parte da Faria Lima, pois não somente revela as estruturas do Banco Master mas todas as formas como se faz a lavagem e a ocultação dos verdadeiros detentores dos fundos de investidores.
Concomitantemente a isso, a mesma Procuradoria também começa a negociar a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Junior, o mineirinho, responsável por obter mais de 1,3 bilhão de reais em dinheiro vivo, a fim de compor depósitos a serem enviados a fundos no exterior.
As jóias da coroa, envolvidas neste segundo caso, eram as mesmas malas de dinheiro, necessárias ao envio dos quase 70 milhões de reais destinados ao Fundo HavenGate, responsável pela famosa produção do “filme” Dark Horse, e de seu não tão ilustre contratante, Flávio Nantes Bolsonaro, ora candidato a Presidente do Brasil.
Prosseguindo.
Fechadas as referidas delações com a Procuradoria da República em 02 de setembro estas foram encaminhadas ao Relator Ministro André Mendonça.
Entretanto, ao chegarem ao gabinete do Ministro estas duas delações tiveram destinos diversos, enquanto a delação do Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineirinho, foi homologada, em um período de tempo razoável, no dia 09 de setembro de 2026, já a delação exponencial de João Carlos Mansur, que, apesar de encaminhada na mesma data, está ainda pende de homologação.
Gize-se, nestes casos, a homologação prende-se a detalhes de caráter objetivo, quase burocráticos, em sua maioria de aspecto formal, como a voluntariedade e os benefícios a serem acordados.
Em relação a esta delação, como sinalado por grande parte da imprensa nacional, em artigos repetidos em vários jornais, físicos e digitais, trata-se, de verdadeira Delação do Fim do Mundo, mais precisamente, fim do mundo da estrutura financeira que jaz, de forma subterrânea, junto do sistema nacional.
Presta-se, a referida delação, a descrever de forma detalhada como se dão os processos destinados a ocultar os verdadeiros proprietários das firmas, os verdadeiros detentores do capital, que viria a ser objeto de lavagem financeira.
Mostra como se faz tais manobras, a maior parte destinada a lavar dinheiro sujo ou iludir o pagamento de impostos junto ao Fisco, volumes imensos de dinheiro.
Além disso, prometeu ensinar a forma necessária para recuperar mais de 20 bilhões de reais desviados pelo Banco Master, sem nem mesmo precisar grandes e complicados trâmites internacionais para repatriação dos valores.
Este era o cenário.
Então, coincidentemente, quando tudo se encaminhava para o final apoteótico, em que a grande rede de ratos seria apanhada, eis que surge… do nada… uma imensa e nova questão… e, como nos filmes de suspense… na beira do abismo… os ratos… pobres vilões milionários… mum lapso de segundo, ganham um novo fôlego e, no caso, repita-se, um novo fôlego de ratos, ou gatunos.
Assim, neste interregno, do nada, presenciamos, entre iludidos e estupefatos, uma enorme explosão no sistema.
Desta vez no subsistema judicial brasileiro, notadamente junto Supremo Tribunal Federal – STF, onde o Ministro Relator André Mendonça, no caso, também o homologador da delação do fim do mundo, eis que, no dia 01 de setembro de 2026, apresentou uma Petição Incidental , absolutamente bombástica, acusando e pondo sob suspeita e propondo colocar sob investigação, a um colega seu do STF, no caso o Ministro Alexandre de Moraes.
Sem mais considerações, instantaneamente fez-se o caos, e, a pouco menos de 20 dias do primeiro turno da eleição presidencial, ficamos sem saber os detalhes ou mesmo o alcance das delações do fim do mundo.
Em outros termos, neste momento, encontra-se suspenso o fim do mundo, isso para uma quantidade determinada ou determinável de pessoas, todos envolvidos até o pescoço em falcatruas e diversos crimes, que, sem dúvida nenhuma, seriam fulminados por este evento.
Agora, nem mesmo se sabe, se o fim do mundo para estas pessoas, – ao que consta, inúmeros com foro privilegiado – poderia ser também, sem sombra de dúvidas, a salvação de toda a sociedade brasileira – a que trabalha e segue as leis nacionais -, uma vez que, por esta ação incidental, todos estes envolvidos em esquemas, tanto irregulares alguns, quanto criminosos outros, poderão ter suas identidades e ações, postas em suspenso, tudo isso, como efeito colateral desta ação que paralisa a nação , todos, bons e maus.
Neste exato momento, eles respiram aliviados, e ferozes.
É que, se ao fim e ao cabo desta ação incidental, se fizer concreta a demora, pode ser que, neste intervalo, para azar de toda a nação, todos estes – gatos e ratos, poderão num passe de mágica, ser trocados de lado, para assim, como num conto espúrio qualquer, surgirem com vestes brancas, puras e limpas como seu rico dinheiro sujo.
Lembro da profética música: o mundo está ao contrário e ninguém reparou.*
Mas, logo me recupero, afinal, também pode ser um segundo sol, e com novas luzes resta descoberto o enigma.
Não percamos tempo, espalhem a boa nova.
E, claro, espero que Fernando Sabino esteja certo*… e ainda não tenha sido o final.
E que todos nós ainda tenhamos tempo de, sentados em nossos camarotes, junto às janelas, nas ruas, casas, como pessoas comuns, sem grandes trajes ou togas, mas não sem grande assombro, ver que o necessário fim do mundo desses vendilhões será o aniversário de nossa salvação.
*O Relicário – Nando Reis
*No final tudo dá certo. Se não deu, é porque ainda não chegou ao fim” Fernando Sabino
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