Embaixador dos EUA na Panamá renuncia

Diplomata diz não ser mais capaz de servir “fielmente” presidente Trump e governo norte-americano. “Todo mundo tem uma linha que não cruzará. Se o embaixador sentiu que não podia mais servir, então ele tomou a decisão certa, e nós a respeitamos.”, comenta porta-voz da Casa Branca 
 
 John Feeley Foto: State Department photo/ Public Domain
 
Jornal GGN – O embaixador dos Estados Unidos no Panamá John Feeley renunciou ao cargo nesta sexta-feira (12). Segundo informações da Reuters o ex-piloto do corpo de fuzileiros navais e diplomata de carreira declarou, entre linhas, não ser mais capaz de se manter fiel a frente do cargo para o governo de Trump sem ferir seus princípios. 
 
“Como um funcionário do serviço exterior iniciante, assinei um juramento para servir fielmente ao presidente e a seu governo de maneira apolítica, mesmo quando eu possa não concordar com certas políticas”, disse na sua carta de renúncia traduzida na Folha. 
 
“Meus instrutores deixaram claro que se eu acreditasse que eu não poderia fazer isso, eu estaria forçado pela honra a renunciar. Este dia chegou.”, completou. Não ficou claro, portanto, os motivos exatos que levaram Feeley a se afatar da embaixada do Panamá.
 
Representantes da Casa Branca informaram à imprensa que sua saída foi por motivos pessoais. O sub-secretário de Estado Steve Goldstein disse que não há relação com a fala “países de merda”, que segundo fontes escutadas pelos jornais “The Washington Post” e “The New York Times”, Trump teria dito em uma reunião com legisladores nesta quinta-feira (11) para se referir aos imigrantes de países africanos e do Haiti e de El Salvador.
 
Ainda, segundo Goldstein, Feeley avisou sobre sua saída 24 horas antes da tal reunião de Trump, completando: 
 
“Todo mundo tem uma linha que não cruzará. Se o embaixador sentiu que não podia mais servir, então ele tomou a decisão certa, e nós a respeitamos.”
 
 

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5 comentários

  1. É evidente que a questão dos

    É evidente que a questão dos “paises de merda” foi a razão. Nem o mais leviano Chefe de Estado chamara paises com os quais tem relações diplomaticas, caso de Honduras e El Salvador, que tem Embaixadas em Washington, como “paises de merda”. São paises centro americanos, como é o Panama. No caso de Honduras é ainda pior porque esse Pais foi um dos

    7 que votaram a favor dos EUA contra 138 que votaram contra, na questão da Embaixada em Jerusalem.

     

  2. Fazer o jogo com presidente

    Fazer o jogo com presidente destes?

    O nosso é bem pior, é um fraco e corrupto, o dos americanos é apenas doido e age como bilionário!

    Acostumado a todo mundo lhe beijar as mãos até para os maiores absurdos!

    Paises de merda, pessoas de merda são lugares comuns na vida de um trump ou bilionário!

    As pessoas de merda ele quer expulsar dos EUA!

    É chocante, mas isso ai ainda é nosso planeta azul…

  3. Desdobramento Diplomático de Tropas em ~180 Países

    Os Estados Unidos já não substituem embaixadores em muitos países. Coréia do Sul, surpreendentemente, não tem titular para a embaixada faz tempo. Austrália, Egito, Jordânia, Turquia, Arábia Saudita e por aí vai. Mas é coisa que “não vem ao caso”.

    Embaixadas dos Estados Unidos não são verdadeiramente embaixadas, seus serviços não são diplomáticos. Isto pode ser segredo civil, mas o mundo militar tem obrigação de saber que embaixada americana funciona como quartel dedicado a serviços bem além da espionagem. Estima-se aliás o número de 80 para embaixadas americanas que encobrem pesados hubs de coleta de dados, contra obviamente tudo o que representa diplomacia.

    “Ambassadors of the traditional kind?  Who needs them?  Diplomats?  What a waste!” (A Wider World of War, 14/12/17, Nick Turse)

  4. Ok Trump foi racista. 
    Mas

    Ok Trump foi racista. 

    Mas ele não está necessariamente errado.

    Como disse no Twitter:

    O Brasil é um país de merda, pois a @CIA e a @EmbaixadaEUA conseguiram derrubar @dilmabr, colocar o ladrão sujo @MichelTemer na presidência para @realDonaldTrump conseguir roubar nosso petróleo e deixar os brasileiros sem saude e educação públicas.

     

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