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Discurso da Dilma na 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

 

Nassif,

Gostaria de postar aqui um comentário ao post "Discussões sobre política, liberalismo e marxismo", porque não pude participar das discussões naquele momento.

As discussões giravam em torno de duas perguntas: 1) O que é marxismo? e 2) como superar o capitalismo? (supondo que todos concordem que vivemos num sistema injusto).

Assim como o termo "socialismo", provavelmente pouquíssimas pessoas devem ter uma concepção precisa do que é "marxismo", inclusive as de esquerda. A obra de Marx está ligada muito mais à crítica ao capitalismo, do que a um sentido doutrinário, uma receita, para uma nova sociedade. Essa outra sociedade seria simplesmente a negação desta em que vivemos, de injustiça social. Mas ele não deixou de dar "pitacos" de como poderia ser a construção dessa sociedade "livre", com presença vital do Estado. Parece que ele não levou em conta que a liberdade não é algo que pode ser imposto, mas conquistado!

É interessante notar como alguns marxistas se referem à superação do capitalismo por meio de um Estado "socialista", num sentido libertador, quando de libertador não tem nada, pelo que sabemos das experiências do "socialismo real" da União Soviética, por exemplo. A respeito disso, como esclarece o pensador Noam Chomsky em seu livro O Que o Tio Sam Realmente Quer, "o golpe bolchevique, de outubro de 1917, colocou o poder de Estado nas mãos de Lenin e Trotsky, que se apressaram em desmantelar as incipientes instituições socialistas que haviam crescido durante a revolução popular nos meses anteriores – os conselhos de fábricas, os sovietes, na verdade qualquer órgão de controle popular – e converteram a força de trabalho naquilo que eles chamaram de 'exército de trabalhadores' sob o comando do líder". Desmantelaram qualquer significado mais profundo de "socialismo", mas continuaram usando esse termo, certamente explorando o prestigio moral do que seria uma sociedade mais justa. Isso virou um sistema de propaganda impressionante, onde qualquer divergência era punida.

Mas os resultados concretos do "socialismo" não seriam surpresa aos olhos do pensador anarquista Bakunin (1814-1876). Mais uma vez, como bem sintetiza Chomsky, "Bakunin tinha previsto que os integrantes da classe intelectual que estava surgindo seguiriam um dos dois caminhos apresentados: ou eles tentariam explorar as lutas populares para tomar o poder estatal, tornando-se uma brutal e opressiva burocracia vermelha, ou eles tornar-se-iam os dirigentes e os ideólogos de uma sociedade capitalista estatal, se a revolução falhasse".

Por outro lado, o sistema de propaganda ocidental trabalhou na doutrinação inversa: difamou ideais socialmente libertários, associando essas ideias às masmorras dos regimes cubanos ou soviétivos, na tentativa de implodir qualquer crença popular de progresso em direção à uma socidade mais justa, preocupada com os direitos humanos e pelo controle popular das instituições.

Pode-se discordar de muita coisa sobre o que seja socialismo, mas, antes de tudo, ele significa simplesmente o controle da produção de bens pelos próprios trabalhadores e não por comandantes, sejam os dirigentes capitalistas ou Estados totalitários. É o auto-governo, a auto-gestão em movimento, superando o controle hierárquico que estamos inseridos, seja no ambiente de trabalho, seja no político-social.

Experiências coletivas desse tipo vem sendo conduzidas de maneira cada vez mais organizada com a denominação de "Economia Solidária", das quais destaco a participação da ANTEAG - Associação Nacional dos Trabalhadores e Empresas de Auto-Gestão. Essas experiências são muito importantes pois fazem contraposição ao modelo de desenvolvimento econômico que prevalece hoje no mundo.

Os efeitos do neoliberalismo e sua suposta racionalidade, que apenas mascara a defesa da espoliação da sociedade, já vem sendo sentidos no mundo todo há tempos. No entanto, ainda há quem defenda essa ideologia, o que também revela preconceito de classe, pois acaba colocando a culpa da pobreza exclusivamente nos pobres(!), quando a desigualdade é inerente à esse sistema. Os efeitos na educação brasileira já são claros. A privatização da educação significa, na prática, a formação de "centros de excelência" para poucos, e escolas de baixa e péssima qualidade para muitos, reproduzindo as desigualdades sociais já existentes. Na Índia, chamariam isso de "sistema de castas", onde a mobilidade social é inibida por uma simples questão de origem. E polícia para os de baixo! Educação e Saúde são os últimos alvos da lógica de acumulação capitalista, irracional do ponto de vista social. E em São Paulo estamos de vento em popa!

Portanto, a superação do capitalismo está intrinsecamente ligada ao problema da democracia, não só da propriedade privada. Só uma democracia ampla (e não a representativa) poderá garantir uma sociedade mais justa. O Estado é uma arena de embate entre as corporações e os interesses coletivos, e as corporações é que tem dominado esse espaço. É preciso democratizá-lo, pulverizá-lo nas mãos dos cidadãos. A existência dos movimentos sociais é mera consequência dessa falta de espaço para decisão coletiva do próprio destino. E eles agem no interesse legítimo de maior distribuição de poder, não apenas renda e sobrevivência.  Eles exigem que essa porta se abra. O papel dos "marxistas" que tem oportunidade agir por dentro do Estado deve ser o de ajudar a abrir essa porta de dentro pra fora, numa ação que não é individual, de cima para baixo, mas de construção coletiva, de baixo para cima, por isso a importância dos movimentos sociais. Isso em relação ao Estado. Dentro das corporações, a decisão de superar o sistema hierárquico interno deve ser dos trabalhadores que nelas atuam e de mais ninguém. Assim, do meu ponto vista, a "ruptura" com o sistema capitalista significa muito mais uma evolução, seja na velocidade que for, mas sempre através da construção coletiva, como também pensa a maioria dos marxistas...mas talvez de maneiras bem diferentes.

 

CUT NACIONAL > LISTAR NOTÍCIAS > ACONTECE > BANCÁRIOS PROTESTAM NA FINAL DA LIBERTADORES CONTRA SANTANDER

Bancários protestam na final da Libertadores contra Santander

21/06/2011

Trabalhadores denunciam à sociedade desrespeito e práticas antissindicais do banco, patrocinador do eventoEscrito por: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Faixas e panfletos vão denunciar aos torcedores que acompanharão a final da Copa Libertadores todo o desrespeito com que o banco espanhol Santander – patrocinador do evento – trata seus funcionários e aposentados nas Américas. O protesto será promovido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região, Afubesp, Fetec, Contraf/CUT e Uni Américas nessa quarta-feira, 22 de junho, a partir das 18h, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo, onde acontece o jogo entre Santos e Peñarol. O Ato contará também com performance de malabares e pernas de pau.

As entidades querem ressaltar a fraude histórica empreendida pelo Santander ao tentar colar sua imagem a um torneio que homenageia a memória daqueles que morreram para conquistar a independência das Américas diante da exploração colonial das potências europeias.

“O banco tem explorado os trabalhadores em todos os países das Américas com práticas antissindicais, assédio moral para o cumprimento de metas absurdas e ainda dá calote nos aposentados do antigo Banespa apenas para acumular lucros cada vez maiores que são remetidos para matriz espanhola e pagar salários milionários à diretoria executiva” diz a secretária de Finanças do Sindicato e vice-presidenta da Afubesp, Rita Berlofa. “Os trabalhadores querem que o Santander assine um acordo global que respeite direitos fundamentais dos trabalhadores, como à organização, à sindicalização e ao diálogo social, independentemente do país em que atuam”, ressaltou.

“Há anos a Afubesp faz parte do grupo de entidades que apoiam a campanha de mídia que leva a eventos esportivos patrocinados pelo banco faixas e cartazes exigindo respeito”, explica o presidente da Afubesp e diretor executivo do Sindicato, Paulo Salvador. “Um deles é a Copa Libertadores da América, ironicamente bancada hoje por uma instituição que nasceu e mantém sua sede em um dos principais países colonizadores do continente, a Espanha.”

http://www.cut.org.br/acontece/20867/bancarios-protestam-na-final-da-libertadores-contra-santander

 

 

 

DA RFI - Português
Artigo publicado em 21 de Junho de 2011

Le Monde exalta a "incrível" performance do Brasil no setor agrícola
"Brasil, a nova fazenda do mundo" é o título do jornal francês

Daniela Leiras

Com o título “Brasil, a nova fazenda do mundo”, o jornal francês Le Monde que chegou às bancas nesta terça-feira afirma que o país será um ator de peso na reunião do G20 com ministros da Agricultura, nesta quarta e quinta-feira. “Não como nação emergente, mas como potência agro-exportadora”.

A reportagem da jornalista Laetitia Van Eeckhout exalta a performance do setor agrícola brasileiro, destacando que o país já é o primeiro produtor e exportador mundial de açúcar, café e suco de laranja, primeiro exportador de carne bovina, soja e tabaco, e segundo exportador de frango. "Daqui a dez anos, o Brasil poderá se tornar o primeiro produtor agrícola mundial e está se preparando para isso com muita energia. (…) Ė como se nada pudesse frear seu desenvolvimento agrícola, iniciado nos anos 60", diz.

Sobram elogios para a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ("digna dos grandes institutos de países desenvolvidos"). O jornal afirma que o organismo tem um papel importante no dinamismo do setor agrícola brasileiro, que está cada vez mais mecanizado e se apoia em um movimento contínuo de expansão nas zonas de savana do centro do país e nas proximidades da Amazônia.

OGM e pesticidas

A jornalista comenta que os brasileiros não têm problema de consciência quando o assunto é OGM. Para citar a questão dos alimentos transgênicos, ela entrevistou o diretor de estratégia do Ministério brasileiro da Agricultura, Derli Dossa. "Quando chove no Brasil, não podemos combater os insetos e colocar pesticidas. Com as culturas transgênicas, não somos mais obrigados a esperar a condição climática ideal", afirma o diretor.

Le Monde explica que o Brasil tenta evitar o desmatamento aproveitando ao máximo a mesma terra para várias culturas em diferentes períodos do ano. Ė o caso da soja e do milho. A contradição do país, continua o jornal, é de desenvolver uma agricultura durável ao mesmo tempo em que se encontra entre os campeões de utilização de pesticida.

Atualmente, as culturas agrícolas ocupam 35% do território brasileiro. Nos próximo dez anos, o objetivo é aproveitar o potencial de 12 milhões de hectares de terras cultiváveis, principalmente no sul do Maranhão, no norte do Tocantins, no sul do Piauí e no nordeste da Bahia. Le Monde destaca que a riqueza deste setor continua concentrada na mão de poucos e que, apesar das dificuldades, 1,3 milhão de fazendas de menos de dez hectares ainda conseguem sobreviver.

A reportagem termina lançando a pergunta: "O Brasil pretende se tornar o primeiro produtor mundial de produtos agrícolas com o risco de reforçar o êxodo rural e, por consequência, o aumento da pobreza na grandes cidades?".

 

Vai sair cara para o nosso bolso esta copa. Pior é que nem teremos dinheiro para comprar o ingresso. Dinheiro público para estádios privados?!? E as garantias que os clubes deram?

 

http://espn.estadao.com.br/palmeiras/noticia/198550_APOS+CORINTHIANS+WTORRE+PROMETE+LUTAR+POR+INCENTIVOS+FISCAIS+PARA+ARENA+PALESTRA

Após Corinthians, WTorre promete lutar por incentivos fiscais para Arena Palestra

Se o Corinthians está atrás de incentivos fiscais que ultrapassam a casa dos R$ 400 milhões para o futuro Fielzão, a WTorre alega ter o mesmo direito. A construtora assegura que também irá brigar pelo estímulo para diminuir os gastos na reforma da Arena Palestra Itália, a casa do Palmeiras, prevista para ser inaugurada em abril de 2013.

"Não é possível um ter direito e o outro não. Queremos ter apenas as mesmas oportunidades. Estamos atentos", afirmou Rogério Dezembro, ex-diretor de marketing do Palmeiras e atual diretor de novos negócios da WTorre, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

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Nesta terça-feira, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, seguiu para o Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo, para percorrer gabinetes e pedir apoio à aprovação do projeto que libera os incentivos fiscais ao Fielzão. O dirigente justifica que o projeto irá trazer benefícios à zona leste da capital paulista.

"Você contar com incentivos é algo significante, tem um impacto grande. Não queremos mais do que ninguém, mas também não queremos menos. Queremos apenas igualdade nas decisões", avisou Rogério Dezembro.

Segundo o representante da WTorre, a diminuição da carga tributária não ajudaria apenas a construtora, mas também proporcionaria benefício direto nos lucros do Palmeiras com o novo estádio.

 

Gilberto .    @Gil17

vejam a denuncia do blog viomundo. sobre hospitais de sp administrados por oss. vale a pena divulgar.

 

Hospitais públicos de SP gerenciados por OSS: Rombo acumulado é de R$147,18 milhões

por Conceição Lemes

A saúde pública no Estado de São Paulo está sendo privatizada rapidamente, a passos largos.

O símbolo desse processo são as OSS: Organizações Sociais de Saúde. Significa que o serviço de saúde é administrado por uma dessas instituições e não diretamente pelo Estado.

Curiosamente no site da Secretaria Estadual de Saúde não há sequer uma lista com todos os hospitais, ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) e serviços de diagnóstico administrados por OSS. É preciso garimpar na internet, nome por nome, para saber se o serviço X ou Y é tocado por OSS. É desafio até para pessoas acostumadas a pesquisar em Diário Oficial. Mas quem se der a este trabalhão – às vezes é preciso telefonar ao estabelecimento para ter certeza–, vai comprovar o óbvio: a terceirização, de vento em popa, da saúde pública do Estado de São Paulo.

O artifício é a lei complementar nº 846, de 1998, alterada pela 62/2008, do ex-governador José Serra (PSDB), que autoriza transferir às OSS o gerenciamento de todos os hospitais públicos paulistas, novos e antigos.

“Os hospitais gerenciados por Organizações Sociais são exemplo de economia e eficiência”, diz o site da Secretaria Estadual de Saúde.

A justificativa para a expansão das OSS é “a experiência de sucesso dos últimos dez anos”. Essa, especificamente, foi anexada ao projeto de lei que Serra encaminhou à Assembleia Legislativa paulista, permitindo às OSS gerenciar não só os novos estabelecimentos de saúde (como permitia a legislação em vigor desde 1998) mas também os já existentes (até então era proibido).

 

Artigo publicado no boletim EnBreve, do Banco Mundial, também derrama elogios às OSS.

ROMBO ACUMULADO DE 18 HOSPITAIS CHEGA A R$147,18 MILHÕES

Teoricamente as OSS são entidades filantrópicas. Na prática, porém, funcionam como empresas privadas, pois o contrato é por prestação de serviços.

“As OSS recebem os hospitais absolutamente aparelhados, de mão beijada. Tudo o que gastam é pago pelo governo do estado ou prefeitura. Além disso, recebem taxa de administração”, avisa o promotor Arthur Pinto Filho, da área de Saúde Pública do Ministério Público de São Paulo. “Entregar a saúde pública para as OSS evidentemente encarece a saúde e tem prazo de validade.”

No final do ano passado, o Viomundo já havia tornado público que, em 2008 e 2009, os hospitais geridos pelas OSS custaram, em média, aos cofres do Estado de São Paulo cerca de 50% mais do que os hospitais administrados diretamente pelo poder público. A mesma tendência se manteve em 2010, revela o cruzamento de dados dos relatórios das OSS com informações do Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado de São Paulo (SIGEO)

No final de 2010, o Viomundo também revelou que, de 2006 a 2009, os gastos com as OSS saltaram de R$ 910  milhões para R$ 1,96 bilhão.  Uma subida de 114%. No mesmo período, o orçamento do Estado cresceu 47%. Ou seja, as despesas do Estado de São Paulo com a terceirização da saúde cresceram mais que o dobro do aumento do orçamento público.

Mas a situação é bem mais complicada. O Estado de São Paulo tem 34 hospitais públicos geridos por OSS. Alguns são por meio de convênios, feitos normalmente com fundações de universidades públicas. A maioria é por contratos de gestão, geralmente executados por instituições privadas ou filantrópicas.

Até o início de junho, 22 dos 34 hospitais públicos do estado de São Paulo geridos por OSS haviam publicado balanço referente a 2010.

Desses 22, apenas quatro ainda têm patrimônio positivo. Um deles é o Hospital Brigadeiro, na capital paulista, privatizado em janeiro de 2010 e gerido pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, conhecida pela sigla SPDM. Os demais são os hospitais Regional Porto Primavera (Rosana), Estadual João Paulo II (José do Rio Preto) e Regional de Presidente Prudente (antigo Hospital Universitário). Todos novos e administrados pela Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus.

Os outros 18 hospitais apresentaram patrimônio negativo, ou seja, passivo maior do que o ativo. Portanto, dos que já divulgaram o balanço de 2010, 80% estão “quebrados”.

Atente bem à tabela abaixo. Ela foi elaborada com base na pesquisa dos balanços publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Resultado: Em 2010, o déficit desses hospitais foi de R$ 71,98 milhões. Mas o rombo acumulado dos 18 chega a R$ 147,18 milhões.

 

70% DOS EQUIPAMENTOS GERIDOS POR OSS TIVERAM DÉFICIT EM 2010

O sinal vermelho foi dado nos próprios balanços. Sobre o do Hospital Estadual do Itaim Paulista, gerido pela Casa de Saúde Santa Marcelina, a Cokinos & Associados Auditores Independentes S/S adverte:

 

Conforme descrito na Nota Explicativa n.º 14, a Entidade apresentou déficit de R$ 3.227.700 durante o exercício findo em 31 de dezembro de2010 e, naquela data, o seu passivo total, excedia o seu ativo total em R$ 3.804.984. A Organização dependerá do repasse de verbas complementares futuras afim de obter o reequilíbrio econômico-financeiro para a manutenção normal de suas operações.”

A situação dos ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) também é muito grave. Dos 27 existentes, 17 tiveram déficit em 2010.  Entre eles, o AME Heliópolis (antigo Hospital Heliópolis), administrado pelo Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo).

Em 2009, esse AME, que ironicamente se chama Dr. Luiz Roberto Barradas Barata, tinha patrimônio de R$ 3,8 milhões. Porém, devido ao déficit de R$ 6 milhões em 2010, seu passivo já atinge R$ 2,2 milhões. Barradas, ex-secretário da Saúde do Estado de São Paulo e falecido em 2010, foi o autor da justificativa anexada por Serra à mensagem enviada, em novembro de 2008, à Assembleia para mudar a lei das OSS.

Resumo do buraco: dos 58 hospitais, AMEs e serviços de diagnóstico do estado de São Paulo geridos OSS por contrato de gestão, 41 tiveram déficit em 2010, segundo o relatório das OSS publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, publicado em abril de 2011. O que representa 70%.

SECONCI, SPDM E FUNDAÇÃO ABC NÃO RESPONDEM

Esta repórter contatou as OSS responsáveis pelos hospitais com déficit para saber o motivo dessa situação.

O Seconci-SP não respondeu, apesar de diversos telefonemas e emails para a sua assessoria de imprensa. O Seconci administra os hospitais Geral de Itapecerica da Serra, Estadual de Vila Alpina, Regional de Cotia, Estadual de Sapobemba e AME Heliópolis. Por meio de convênios com a prefeitura de São Paulo, também cuida de cinco AMAs (unidades de Assistência Médica Ambulatorial). Abaixo resumo do balanço do Estadual de Vila Alpina.

A SPDM, ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) não quis se manifestar. Por meio de sua assessora de imprensa, disse que só a Secretaria Estadual de Saúde poderia dar esclarecimentos.  A SPDM gerencia nove hospitais no estado de São Paulo, sendo quatro estaduais: Brigadeiro e Geral de Pirajussara, na capital, Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, e Estadual de Diadema.

A Casa de Saúde Santa Marcelina achou melhor que o diretor de cada hospital esclarecesse o déficit.

“Há vários motivos para o prejuízo no ano que passou, mas o principal, responsável por mais de 90% dessa situação, é o orçamento inadequado. Como aconteceu em 2010, 2009 e alguns outros anos anteriores, as partes negociavam já sabendo que o dinheiro não seria suficiente para cobrir as metas de atendimento”, explica a esta repórter Carlos Alberto Ferreira, diretor do Hospital Estadual Itaim. “Só que, geralmente lá por setembro, outubro ou novembro, se reviam os valores e um termo aditivo de contrato era assinado para cobrir a diferença. Em 2010, devido à morte do doutor Barradas e mudança de secretário, isso não aconteceu plenamente. Daí por que o dinheiro não deu.”

Já a responsável pelo Hospital Estadual de Itaquaquecetuba não quis falar. Recomendou-me contatar a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde.

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é gestora de vários serviços de saúde estaduais, entre os quais os hospitais Geral de Guarulhos, Estadual de Francisco Morato, Estadual de Franco da Rocha “Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho”, Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário e o Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental de Franco da Rocha – Complexo Hospitalar do Juquery.

Resposta ao Viomundo: “No ano passado, parte dos recursos foi contingenciada. Atualmente a situação está equilibrada”.

A Associação Congregação de Santa Catarina, do qual o Hospital Santa Catarina faz parte, administra dez instituições públicas paulistas: os hospitais gerais de Pedreira, Itapevi e Grajaú, o Centro de Referência do Idoso da Zona Norte, o Pólo de Atenção Intensiva em Saúde Mental, os AME Jardim dos Prados, Itapevi e Interlagos, o Centro de Análises Clínicas de São Paulo (Ceac) e Serviço de Diagnóstico por Imagem (Sedi 1).

Resposta ao Viomundo:

“Está havendo uma negociação junto ao governo do Estado para adequação entre orçamento e metas assistenciais para 90% das casas administradas pela Associação.

Nos últimos 3 anos (2009, 2010 e 2011), o governo do Estado tem basicamente mantido as metas assistenciais e reduzido os orçamentos em 5% a cada ano, por conta de um contingenciamento. Portanto, nos últimos três anos houve uma redução de 15% no orçamento e as metas foram as mesmas.

Os Hospitais Pedreira e Itapevi apresentaram um déficit, pois os recursos não estão condizentes com as metas estipuladas. Sendo assim, a Associação Congregação de Santa Catarina, assim como outras entidades filantrópicas, está em negociação com o governo do Estado para alinhar o orçamento às metas ou as metas ao orçamento”.

Abaixo o resumo do balanço do Hospital de Pedreira.

CONTRATOS GARANTIDOS NO FIO DO BIGODE? BAIXA TRANSPARÊNCIA

 

Acontece que o Hospital Estadual de Pedreira, por exemplo, realizou em 2010 menos do que o foi contratado:

Ou seja, esse hospital gerido pela Associação Congregação Santa Catarina realizou quase 8% a menos das metas físicas contratadas. Porém, recebeu R$ 5,6 milhões a mais do que o valor previsto, como mostra a tabela abaixo feita com base no levantamento no Diário Oficial. Já os hospitais Itapevi e Grajaú, administrados pela mesma OSS, receberam praticamente o valor contratado.

Os hospitais Estadual de Guarulhos e de Francisco Morato, administrados pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, receberam a mais R$5.474.3815,50 e R$1.040.706,00, respectivamente.

Detalhe: Pedreira, Guarulhos e Francisco Morato não são exceção; em geral, há acréscimos nos valores contratados inicialmente.

Afinal de contas, o governo paulista realmente contingenciou recursos, como alegam algumas OSS? Tecnicamente recurso contingenciado é aquele previsto no orçamento e o governo congela. Ele pode vir ou não a ser repassado.

Ou as OSS não receberam o que desejavam pelos serviços prestados?

Ou será que para ganhar a eleição estadual em 2010 o governo tucano teria estimulado as OSS a atenderem mais do que o previsto e posteriormente não cobriu os extras?

Ou será tudo isso junto?

Qual a mágica para as OSS continuarem operando, já que a maioria dos hospitais geridos está no vermelho? Teria o atendimento piorado ou elas resolveram fazer benemerência, trabalhando de graça para o governo estadual?

Os contratos seriam para “inglês ver”, considerando que, de antemão, as partes sabem que precisarão de aumento posterior nos valores?

A garantia seria mesmo na base de um “fio do bigode” de uma única pessoa?

O fato é que, apesar envolver recursos públicos de quase R$ 2 bilhões anuais, o negócio das OSS é uma caixa-preta que precisa ser escancarada à luz do sol de verão. Por uma razão simples: falta transparência.

Esta repórter solicitou à assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde São Paulo o número e os nomes dos hospitais geridos diretamente pelo Estado e por OSS, tanto por contratos de gestão, quanto por convênios. Vieram apenas os números e desta forma:

Cerca de 40?! Cerca de 30?! Como?!

Se a Secretaria Estadual de Saúde não sabe EXATAMENTE quantos hospitais são geridos pelo Estado e quantos são por OSS, quem vai saber? Ou será que não nos quis passar?

E supondo que a Secretaria Estadual de Saúde não soubesse quantos hospitais são geridos pelo Estado e quantos são por OSS – que é uma informação básica –, como vai fiscalizar os serviços e cumprimento de metas?

Insisti com a assessoria de imprensa. Precisava dos nomes dos hospitais. Em vez da resposta, foi encaminhado texto só com elogios ao modelo de OSS.  Alguns trechos:

Reforcei o pedido, solicitando os nomes dos hospitais geridos por OSS por contrato de gestão e por convênio e os administrados diretamente pelo estado diretamente. Argumentei ser informação básica, de fácil acesso, pelo menos ao pessoal da Secretaria Estadual de Saúde.  “É só ‘puxar’ no computador”, esta repórter argumentou na solicitação. Nada. Silêncio absoluto.

Só que os hospitais de Pedreira, Vila Alpina, Itaim Paulista, Mário Covas, Pirajussara e Diadema estão “quebrados”, lembram-se da tabela no início desta reportagem? O rombo acumulado de cada um é, respectivamente, de R$ 5,78 milhões, R$ 8,86 milhões, R$ 3,8 milhões, R$ 4,2 milhões, R$ 13,8 milhões e R$ 11,3 milhões.

Situação oposta à do Instituto do Câncer do Estado, o Icesp, inaugurado em 2008 e gerido pela Fundação Faculdade de Medicina.  Seu balanço de 2010 ainda não foi publicado. Mas, segundo o relatório das OSS publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o Icesp teria recebido em 2010 R$ 369 milhões. Porém, só gastou R$ 242 milhões. Por que os R$ 127 milhões restantes não teriam sido gastos? A sua utilização não teria aumentado o número de pacientes tratados?

“Cadê o exemplo de economia, eficiência e excelência de gestão?”, muitos leitores devem estar perguntando. E com razão. Afinal, é como as OSS são “vendidas” pelo governo paulista e demais defensores desse sistema de administração.

Tais qualidades, na verdade, parecem ser mais marketing publicitário do que realidade. Pelo menos são os indícios dos números atuais.

Tem mais. A lei da transparência e de responsabilidade fiscal exige que as execuções orçamentária e financeira sejam disponibilizadas em tempo real na internet. Obriga, ainda, o estado a prestar esclarecimentos sobre os seus contratos para qualquer cidadão.

Porém, não há um site que reúna informações sobre os contratos e aditivos celebrados entre as Organizações Sociais de Saúde e o governo paulista. Muito menos que comunique o quanto e em quê estão sendo gastos os recursos.

Apesar das reiteradas solicitações, esta repórter não recebeu da Secretaria Estadual de Saúde até a postagem desta reportagem a lista com os nomes dos hospitais geridos diretamente pelo Estado e os por OSS.

Por que não divulgar? Seria por que o rombo acumulado das OSS paulistas, incluindo hospitais, AMEs e serviços de exames, é bem maior dos que os quase R$ 147, 18 milhões dos 18 hospitais citados?

A propósito. O desmantelamento, na semana passada, da quadrilha formada por médicos, enfermeiros e dentistas do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, que desviava verbas dos plantões médicos e fraudava licitações, mostrou a ausência de controle sobre os recursos financeiros e os serviços prestados pelos hospitais públicos paulistas geridos pelo Estado.

Essa mesma falta de controle existe sobre as OSS. Basta ver o crescente déficit dos hospitais estaduais gerenciados por essas entidades. Aliás, se não existe transparência plena sobre um dado tão banal como a lista dos nomes dos serviços de saúde gerenciados por OSS, o que pensar sobre as informações referentes à aplicação dos recursos e aos atendimentos prestados?

Em tempo 1: O esquema de fraude em licitações e nos pontos de plantões médicos (profissionais recebiam sem trabalhar), revelado pela polícia de São Paulo na semana passada, envolveu, além do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, funcionários de outros 11 hospitais da região de Sorocaba. Entre eles, o Hospital Geral de Itapevi, administrado por uma OSS, a Associação Congregação de Santa Catarina. O Viomundo contatou a assessoria de imprensa para saber o que a entidade tinha a dizer sobre o fato.  Não houve retorno.

Em tempo 2: O médico e ex-secretário de Esporte, Cultura e Lazer  Jorge Pagura, que teve o seu nome ligado ao esquema de fraude do Centro Hospitalar de Sorocaba, é chefe da neurocirurgia do Hospital Mário Covas, em Santo André. no ABC paulista. O serviço é gerenciado por outra OSS, a Fundação ABC. O Viomundo contatou a assessoria de imprensa para saber sobre o motivo do déficit acumulado de R$ 4, 2 milhões do hospital. Ela foi uma das entidades que não nos respondeu.

Em tempo 3: Solicitamos à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo uma avaliação sobre a situação financeira dos hospitais estaduais geridos por OSS. A assessoria de imprensa também não nos respondeu isso.

Quaisquer que sejam as respostas dessas e demais perguntas, esta repórter e os milhões de cidadãs e cidadãos de São Paulo querem saber: quem vai pagar a conta?

 

BID financia empresas voltadas para classes C, D e EO Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer incentivar empresas brasileiras a desenvolverem projetos de impacto social na chamada “base da pirâmide”

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer incentivar empresas brasileiras a desenvolverem projetos de impacto social na chamada “base da pirâmide”. A instituição tem um orçamento de US$ 100 milhões de reais para conceder crédito a empresas que têm entre seus clientes o público das classes C, D e E. “Não é filantropia nem responsabilidade social”, diz Luiz Ros, gerente do projeto batizado de “Oportunidades para a Maioria”. A ideia, segundo ele, é que o setor privado se torne sócio do setor público com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda, sem que o empresário tenha que fazer “caridade” e com garantia de retorno financeiro. A escolha dos projetos leva em conta aumento de produtividade, criação de empregos e formalização da população das faixas de mais baixa renda, além de considerar os resultados da empresa que desenvolveu o projeto. O primeiro caso brasileiro selecionado pelo BID ajuda a decifrar os objetivos do programa. A rede atacadista Tenda, com 15 lojas no Estado de São Paulo e faturamento anual de R$ 1,2 bilhão, acabou de firmar um contrato com o banco para receber crédito de US$ 10 milhões. Com um modelo de negócio de “atacarejo” (um atacadão que vende também em quantidades menores), o Tenda atrai justamente a população que o BID quer beneficiar. O crédito não é voltado para os consumidores finais atendidos nas unidades da rede mas sim aos chamados “nano empreendedores” - como pipoqueiros, dogueiros, donos de pequenas mercearias de periferia. O recurso do BID será usado para conceder crédito, a baixo custo, a esses microempresários. “Depois de fazer um cadastro, o empreendedor passa a ter um limite de crédito para gastar na loja”, explica Marco Gorini, gerente do Tenda responsável pela iniciativa. “Do nosso lado, existem várias vantagens: além de conhecer melhor o cliente temos a oportunidade de fidelizá-lo”, diz o gerente. “É uma forma de fomentar o crescimento sadio de um cliente estratégico.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

 

“Folha-shit”, a invenção genialPor Alberto Dines em 21/06/2011 na edição 647 do OIFront page (em inglês), la une (francês), primera plana (espanhol), primeira ou capa (português) designam o espaço mais nobre de um jornal. Proscênio, altar, janela, fisionomia, marca de identidade, mesmo na imprensa popular a primeira página sempre foi envolvida por uma aura de respeitabilidade.
Neste reino da avacalhação, na última década as primeiras páginas começaram a ser sistematicamente desmoralizadas num conluio entre agências de publicidade desejosas de exibir sua pseudo-ousadia e departamentos comerciais interessados apenas em atender as metas de faturamento e ganhar o seu bônus.
O vale-tudo começou paradoxalmente na chamada grande imprensa reunida sob a égide e as benções da Associação Nacional de Jornais (ANJ). A prostituição do lugar de honra dos jornais foi primeiro experimentada na Paulicéia Desvairada, depois se estendeu ao resto do país. Inicialmente sob a forma de sobrecapas publicitárias ocupando metade das primeiras páginas e, depois, diante da ausência de protestos, a ocupação passou a ser integral.
Ajuda extraordinária
Fundadores de jornais-monumentos certamente reviravam-se em suas veneráveis tumbas quando debaixo de cabeçalhos que ajudaram a glorificar penduravam-se ofertas de liquidificadores, linguiças e nabos. Virgindade perdida, na fase seguinte foi fácil aos fabulosos criativos das agências sugerir brincadeiras com capas ditas “promocionais” ou disfarçadas de “informes publicitários”, conspurcando não apenas o veículo, mas a sua relação com os leitores.
Na segunda-feira (20/6), a Folha de S.Paulo vendeu-se a uma franquia de cursos de inglês chamada Red Baloon. Inventou uma capa inteiramente escrita em inglês com o mesmo design e teor da capa verdadeira. Genial?
Estúpido! Inglês macarrônico, capenga, burlesco, traduzido ao pé da letra, incompreensível para anglo-saxões porque os pobres tradutores foram obrigados a manter o tamanho dos títulos e a própria organização das frases em português.
Com a inestimável ajuda da Red Baloon, a Folha criou na última segunda-feira do outono uma caricatura idiomática chamada Portinglês e uma nova retranca – a “Folha-shit”.
By: Amoral nato  Poderá também gostar de:Ele disse...Gilmar Dantas deve desculpa pela farsa do grampo sem áudio: ...O vexame dos brasileiros que defenderam o golpe em HondurasAnauê, José Serra!LinkWithinPostado por O PENSANTE

 

Da Folha.com

Parlamento grego dá voto de confiança a premiê Papandreou

 

Numa votação crucial e esperada com ansiedade pela comunidade internacional, o Parlamento da Grécia concedeu nesta terça-feira um voto de confiança ao premiê George Papandreou, abrindo caminho para o recebimento de mais uma parcela do pacote de ajuda da União Europeia e do FMI no valor de € 12 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões).

A aprovação dos parlamentares ao novo gabinete anunciado por Papandreu na semana passada era o primeiro passo rumo a esta parcela do pacote de resgate.

Yiorgos Karahalis/Reuters Premiê George Papandreou foi bem sucedido ao apresentar novo gabinete; segundo passo é aprovar novos cortes orçamentários Premiê George Papandreou foi bem sucedido ao apresentar novo gabinete; segundo passo é aprovar novos cortes orçamentários

A segunda difícil missão do governo será convencer a oposição e até mesmo integrantes da própria base governista a implementar medidas de austeridade ainda mais duras, incluindo cortes de benefícios, demissões de funcionários públicos e privatizações, estimados em € 28 bilhões (cerca de R$ 64 bilhões).

Caso os novos cortes orçamentários sejam rejeitados na próxima semana, a UE ameaça não liberar esta que é a quinta parcela do pacote de € 110 bilhões (cerca de R$ 252 bilhões).

Em expectativa ao voto, milhares de jovens do movimento dos "indignados" foram às ruas manifestar sua rejeição aos progressivos cortes implementados pelo governo em troca do resgate financeiro da UE e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Louisa Gouliamaki/France Presse Voto de confiança do Parlamento grego abre caminho para o recebimento da quinta parcela do pacote de € 110 bi Voto de confiança do Parlamento grego abre caminho para o recebimento da quinta parcela do pacote de € 110 bi

A polícia esteve em alerta durante todo o dia para garantir a segurança dos 300 deputados dos cinco partidos e parlamentares independentes que foram convocados para votar a moção.

Na terceira greve geral de 24 horas em uma semana o número de feridos supera 40. Os "indignados" que permanecem há mais de um mês na praça ateniense de Sintagma convocaram a população a emitir "um voto de desconfiança" a Papandreou.

As manifestações começaram desde cedo no plenário com dezenas de empregados de uma empresa estatal pedindo a reincorporação aos postos de trabalho e outros que temem perdê-lo diante da previsão de privatização da empresa.

Lefteris Pitarakis/Associated Press Nas ruas de Atenas, milhares de manifestantes pediam que o Parlamento rejeitasse os planos do governo Nas ruas de Atenas, milhares de manifestantes pediam que o Parlamento rejeitasse os planos do governo

O porta-voz dos manifestantes, Stathis Anestis, declarou à imprensa que a "Grécia está sendo utilizada pela União Europeia como porquinho-da-índia para implementar medidas antipopulares".

"NÃO HÁ PLANO B"

Mais cedo, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, insistiu que "não há alternativa" nem "plano B" caso o Parlamento grego rejeite o plano de ajustes e privatizações.

Olivier Hoslet/Efe O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apoia o premiê grego e diz que não há volta em plano de resgate O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apoia o premiê grego e diz que não há volta em plano de resgate

Barroso considerou "crucial" que o novo governo formado por Papandreou recebesse o voto de confiança parlamentar e propôs facilitar o acesso da Grécia a fundos comunitários para incentivar o crescimento econômico do país e ajudá-lo a lutar contra o desemprego.

Ele deve apresentar a ideia aos líderes do bloco europeu na reunião que realizarão na quinta e na sexta-feira em Bruxelas.

"A Grécia tem potencial para recorrer a uma quantidade significativa de fundos europeus dentro da política de coesão", explicou.

 

Do Estadão.com.br

Europa e EUA querem barrar ‘tentação protecionista’

 

Proposta dos governos americano e europeu é de que países emergentes e ricos congelem tarifas de importação por tempo indeterminado

 

Jamil Chade

GENEBRA - Europa e Estados Unidos propõe que todos os países emergentes, além dos próprios ricos, congelem suas tarifas de importação por um tempo indeterminado como forma de barrar a " tentação protecionista ". A proposta está sendo feita depois que ficou claro para a comunidade internacional que a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) não será concluída no curto ou médio prazo. Nesta terça-feira, 21, o diretor-geral da entidade, Pascal Lamy, confirmou que a pressão protecionista no mundo cresce de forma perigosa, à medida que as repercussões da crise insistem em afetar a economia mundial.

Sem conseguir um acordo para liberalizar o comércio nos países emergentes como Brasil, China e Índia, os governos de Estados Unidos e Europa querem pelo menos que essas três grandes economias se comprometam a não mais elevar suas tarifas de importação.

A proposta teria um efeito direto sobre o governo brasileiro, que nos últimos meses tem usado justamente brechas nas regras do comércio para permitir uma elevação de suas tarifas de importação em setores considerados como sensíveis, como o aço. Isso sem violar as regras internacionais.

Hoje, o Brasil pratica uma tarifa de importação média de cerca de 12,5%. Mas, por direito, poderia elevar qualquer uma de suas tarifas para 35%, a taxa máxima autorizada de acordo com os compromissos internacionais do governo. Diante de uma moeda valorizada e um mercado doméstico em expansão, a elevação de tarifas passou a ser usada pelo Brasil.

Uma série de outros países emergentes também usam desse mecanismo para regular suas importações, sempre dentro da lei.

Para o comissário de Comércio da UE, Karel De Gucht, o congelamento das tarifas seria necessário para prevenir governos de recorrer a medidas protecionistas. A proposta foi anunciada nesta terça, durante sua viagem para os Estados Unidos, onde se reuniu com o representante de Comércio da Casa Branca, Ron Kirk.

A ideia dos dois gigantes do comércio é de que a proposta seja debatida no G-20 e aprovada na OMC em dezembro. " Sem a Rodada Doha, há um risco real de vermos um aumento do protecionismo", disse De Gucht.

Segundo ele, sem um acordo comercial, países emergentes ficariam livres para incrementar suas tarifas de importação gerando prejuizos para a renda mundial de US$ 353 bilhões e afetando o comércio em US$ 1,9 trilhão.

Sua ideia é de que o congelamento das tarifas permitiria pelo menos a manutenção do status quo até o final de 2012, quando as eleições presidenciais americanas estariam concluídas e uma nova oportunidade para Doha seria dada.

Polêmica. Em Genebra, a pressão da UE contra o protecionismo dos emergentes foi escancarada ontem quando Bruxelas criticou abertamente o Brasil por não ter cooperado com a OMC na coleta de informações sobre o protecionismo. A cada seis meses, a entidade produz um relatório sobre o estado das barreiras no mundo. Nesta terça, o novo documento foi apresentado e debatido pelos países.

No relatório, o Brasil aparece como o governo que aplicou o maior número de medidas antidumping entre as economias do G-20 nos últimos seis meses, num total de 25. Enquanto houve uma queda de 10% nas barreiras no mundo, as do Brasil aumentaram em 178%

Juntas, a UE e os EStados Unidos aplicaram o mesmo número de medidas que o Brasil. A Argentina adotou menos da metade das barreiras brasileiras. Uma de cada quatro medidas adotadas no mundo nos últimos seis meses foram adotadas pelo governo brasileiro.

Apesar da constatação da OMC, o Itamaraty nega que não tenha cooperado com a elaboração do documento, como alegou a UE. O governo admitiu que não enviou a tempo as respostas da entidade em uma primeira rodada de questionamentos. Mas garante que, num segundo momento, tudo foi enviado. Mas a OMC não teria considerado de forma correta.

Para Lamy, o risco de uma proliferação de medidas protecionistas é uma realidade que governos precisam enfrentar e o número de barreiras voltam a subir. " Precisamos nos manter vigilantes ", alertou o francês. " Governos precisam continuar resistindo às pressões protecionistas e trabalhar para abrir mercados, e não fecha-los ", disse.

O monitoramento feito pela OMC mostra que o número de barreiras no comércio nos últimos seis meses voltou a crescer. O que Lamy teme é que, hoje, o compromisso de governos para evitar o protecionismo esteja perdendo força.

 

Do Estadão.com.br

Conselho de Graduação da USP leva Engenharia de Petróleo a Santos

 

Também foi decidida a criação de três cursos de Engenharia em Lorena; propostas seguem para avaliação do Conselho Universitário

 

Carlos Lordelo

O Conselho de Graduação (CoG) da Universidade de São Paulo aprovou nesta terça-feira a transferência do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica para Santos, no litoral paulista, e a criação de três bacharelados na Escola de Engenharia de Lorena, no interior do Estado. As medidas dependem agora do aval do Conselho Universitário, em reunião marcada para o dia 28.

O câmpus de Lorena pleiteia os cursos de Engenharia Ambiental, Física e de Produção, cada um com 40 vagas.

A graduação em Engenharia de Petróleo da Poli deve ser instalada em Santos como uma carreira independente na Fuvest. Inicialmente, o curso ofereceria 10 vagas para ingressantes.

 

N   A   S   S   I   F,

Não entendi ter ficado grande parte do período da manhã tentando postar um texto aqui sobre a China (não porque eu tenha enviado, mas seu conteúdo é digno de um post) e o tempo todo aparecendo uma mensagem de erro no envio e, voltando agora para outra tentativa, tenho a surpresa de vê-lo postado duas vezes! O que foi que aconteceu?

PS - Pensei que o problema tinha sido resolvido mas parece que a piora piorou, mas vamos ver se  esta observação agora  vai!

 

N   A   S   S   I   F,

Não entendi ter ficado grande parte do período da manhã tentando postar um texto aqui sobre a China (não porque eu tenha enviado, mas seu conteúdo é digno de um post) e o tempo todo aparecendo uma mensagem de erro no envio e, voltando agora para outra tentativa, tenho a surpresa de vê-lo postado duas vezes! O que foi que aconteceu?

 

N   A   S   S   I   F,

Não entendi ter ficado grande parte do período da manhã tentando postar um texto aqui sobre a China (não porque eu tenha enviado, mas seu conteúdo é digno de um post) e o tempo todo aparecendo uma mensagem de erro no envio e, voltando agora para outra tentativa, tenho a surpresa de vê-lo postado duas vezes! O que foi que aconteceu?

 

Implementações que está deixando o portal instável por alguns dias.

 

da blitz:

Michael Jackson é o melhor cantor de sempre, dizem leitores do NME - Michael Jackson é o melhor cantor de sempre, dizem leitores do NME O falecido rei da pop bateu a concorrência de Freddie Mercury dos Queen, Elvis Presley e Axl Rose dos Guns N' Roses. Matt Bellamy, dos Muse, também está na lista.

Michael Jackson foi eleito pelos leitores do NME o melhor cantor de sempre. A votação decorreu no site da publicação britânica e os votos ascenderam aos 10 milhões. Também Freddie Mercury dos Queen, Elvis Presley, Axl Rose dos Guns N' Roses e Matt Bellamy dos Muse estão na lista.

A cada um dos cantores era atribuída uma nota (máximo era 10) e Jackson chegou ao final com uma média de 9.02, contra 8.39 de Mercury. As únicas mulheres a constar do top 20 são Aretha Franklin (ficou em décimo) e Tina Turner (que ficou em vigésimo).

Veja abaixo a lista completa e diga-nos se concorda com as escolhas dos leitores do NME.

1. Michael Jackson
2. Freddie Mercury (Queen)
3. Elvis Presley
4. Axl Rose (Guns N' Roses)
5. John Lennon (The Beatles)
6. David Bowie
7. Robert Plant (Led Zeppelin)
8. Paul McCartney (The Beatles)
9. Stevie Wonder
10. Aretha Franklin
11. Matt Bellamy (Muse)
12. Ray Charles
13. Jim Morrison (The Doors)
14. Bob Marley
15. Elton John
16. Kurt Cobain (Nirvana)
17. Steven Tyler (Aerosmith)
18. Mick Jagger (Rolling Stones)
19. Marvin Gaye
20. Tina Turner

Artigos relacionados > Michael Jackson: fãs portugueses no teledisco de "Behind the Mask" [veja o vídeo] > Duetos do além: colaborações entre Freddie Mercury e Michael Jackson vão ver a luz do dia [ouça aqui] > "Michael Jackson suicidou-se", dizem advogados do médico Conrad Murray tags: Michael Jackson, Michael Jackson NME, Michael Jackson melhor cantor sempre

 

frasista. Duro é que fico horas pra bolar um trocadilho e pensam que foi erro de digitaçâo. Ou dizem < ele repete os ditados errados>.Tuiteiro @wilsonyoshio. Desconfio que o Twitter foi inspirado nos irmâos Maia,Carlito e Hugo,e Dalton Trevisan&a

http://www1.folha.uol.com.br/poder/933055-lula-ganha-premio-internacional-por-contribuir-no-combate-a-fome.shtml21/06/2011 - 15h13Lula ganha prêmio internacional por contribuir no combate à fome

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BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Atualizado às 16h05.

O ex-presidente Lula receberá o prêmio World Food Prize 2011, dado a líderes mundiais que atuam no combate à fome.

A escolha foi anunciada pela nesta terça-feira, em Washington. A cerimônia oficial de entrega do prêmio acontecerá em 13 de outubro no Estado americano de Iowa.

O petista dividirá o prêmio de US$ 250 mil (cerca de R$ 425 mil) com John Agyekum Kufor, ex-presidente de Gana.

Ele foi escolhido por causa de programas sociais lançados em seu governo, como o Fome Zero, o Bolsa Família e o Mais Alimentos.

Lula tenta, desde o ano passado, emplacar a candidatura do ex-ministro José Graziano para a direção-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), e tentará usar o prêmio para reforçar a campanha.

No domingo, um artigo publicado pelo ex-presidente no site do jornal britânico "The Guardian" alertava para as demandas por produção de alimentos por causa do crescimento populacional nas próximas décadas e creditou a Graziano boa parte do êxito brasileiro em reduzir a fome e a pobreza na última década.

O petista é o terceiro brasileiro homenageado pelo World Food Prize. Em 2006, o pesquisador aposentado da Embrapa Edson Lobato e o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli receberam o prêmio por terem contribuído para transformar o Cerrado em uma região fértil para a agricultura.

+ CANAIS

 

Prezado Nassif,

O matéria boa de divulgar para todos.

Redação Conversa AfiadaRedaçãoConversa AfiadaOlimpíada de Matemática reúne
19 milhões de alunos de escolas públicas

    Publicado em 21/06/2011
     

 


Lula e Ricardo Oliveira, vencedor do ano passado

 

Saiu no Blog do Planalto:

Olimpíada de Matemática premia 504 alunos no Theatro Municipal do Rio
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é o cenário da Cerimônia Nacional de Premiação da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP-2010), que acontece nesta terça-feira (21/6), no início da tarde. Com toda pompa, a solenidade marca a premiação 504 medalhistas de ouro, além de alunos com melhor pontuação de estados onde não se conquistaram medalhas de ouro.

E para dar prestígio à cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff estará no local junto com o governador Sérgio Cabral; do ministro da Educação, Fernando Haddad; do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; do diretor-geral do IMPA e diretor da OBMEP, César Camacho; de outras autoridades de várias regiões do país; de coordenadores regionais da OBMEP; e de professores e diretores da rede pública de ensino.

Realizada desde 2005 pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática, a OBMEP mobiliza milhões de estudantes de quase todos os municípios do país e tem como principal objetivo contribuir para a criação de um ambiente estimulante ao estudo da Matemática entre alunos e professores das escolas públicas.

Alguns estudantes que conquistaram medalha de ouro na OBMEP 2010 e que participarão do evento no Theatro Municipal chamaram a atenção dos organizadores da Olimpíada. É o caso de Antonio Wesley de Brito Vieira, Clara Mariana Silva Oliveira, José Márcio Machado de Brito e Sandoel de Brito Vieira, alunos de uma escola pública de Cocal dos Alves, cidade de 5 mil habitantes localizada a 250 quilômetros de Teresina (PI), que ficaram com quatro das cinco medalhas de ouro conquistadas em todo o estado.

Outros destaques foram Maria Clara Mendes Silva, de 16 anos, de Pirajuba (MG), e Laura Ribeiro Franco, de 13 anos, de Senador José Bento (MG). Maria Clara foi escolhida para ser uma das representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática. Portadora de deficiência visual total, Laura Franco foi a única aluna da cidade de 3 mil habitantes, no sul de Minas, a conquistar uma medalha de ouro.

“Sempre gostei de Matemática, mas posso dizer que a minha atual professora da matéria, Edna Maria Rodrigues, me incentivou decisivamente a estudar mais, quando inscreveu a escola pela primeira vez na OBMEP em 2005.”

Maria Clara diz que pretende cursar Matemática e tornar-se pesquisadora na área. Ela também sonha em dar aulas para outros alunos que queiram participar de futuras olimpíadas.

OBMEP 2011
Enquanto isso, a organização do evento divulgou o balanço das inscrições para a 7ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP 2011 encerradas no dia 3 de junho. São 18.707.632 estudantes inscritos de 44.673 escolas públicas. As provas da 1ª fase vão acontecer no dia 16 de agosto.


1ª Fase (16/08/2011): Aplicação da prova objetiva, com 20 questões, em cada escola inscrita. A correção é feita pelos professores das próprias escolas, a partir das instruções e gabaritos elaborados pela OBMEP.

2ª Fase (05/11/2011): Aplicação da prova discursiva (com 6 a 8 questões) em centros de aplicação indicados pela OBMEP. Participam dessa Fase apenas 5% dos alunos de cada escola, em cada Nível, com melhor pontuação na 1ª Fase.

http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Navalha_txt.jpg); margin-top: 45px; background-position: center top; height: 75px;"> 

Navalha

Este Conversa Afiada já contou que foi o Nunca Dantes que, ao dar o prêmio aos vencedores de uma olimpíada para estudantes de escolas particulares, perguntou: e por que não fazer isso com as escolas públicas ?

Amigo navegante, quanto tempo você acha que o jornal nacional dedicou à entrega do prêmio ano passado ?

1/1000 do tempo que a urubóloga tem no Bom (?) Dia Brasil.

Clique aqui para ler “Globo quer se aproximar do povão – sugestões preciosas”.

 

Paulo Henrique Amorim

 

 

Do uol.com.br

Mais um prêmio para o Lula Nunca D'Antes...dessa vez em Iowa. Abs.

Lula ganha prêmio internacional por contribuir no combate à fome

 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/933055-lula-ganha-premio-internacional-por-contribuir-no-combate-a-fome.shtml

 

(NASSIF:

As paginas 2 de ambos FdP e Clippings nao estao abrindo de maneira nenhuma.)

 

Que susto , Ivan!!!

Achei que você tava brigando com 2...

hahhahaha

 

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/06/21/hom...

21/06/2011 - 11h45 Homem rouba US$ 1 em banco para poder fazer tratamento médico na cadeia Do UOL Notícias
Em São Paulo  

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  • James Verone deve começar seu tratamento em breve

    James Verone deve começar seu tratamento em breve

Um homem roubou US$ 1 em um banco, na Carolina do Norte (EUA), para poder ser preso e ter tratamento médico na cadeia, segundo o jornal “Gaston Gazette”.

James Verone, de 59 anos, invadiu o banco e entregou um bilhete em que dizia estar armado e querer US$ 1. Após o “roubo”, o ladrão saiu do local, sentou-se em uma cadeira na calçada e esperou a chegada da polícia.

“Eu disse para o atendente que esperaria pela polícia. Queria deixar claro que não cometi o crime por razões financeiras, mas por razões médicas”, disse Verone a um canal de TV.

 O ladrão poderia ser solto se pagasse a fiança de US$ 2.000, mas como sente muitas dores no peito e tem um problema no pé esquerdo, escolheu ir preso para passar por um tratamento médico na cadeia. 

“A dor que eu sinto já passou o nível tolerável que eu aguentaria”, contou.

Verone calculou que, ao cometer um crime não violento, poderia, até mesmo, garantir alguns benefícios sociais do governo quando saísse da cadeia.

“Sou uma pessoa muito lógica e fiz tudo isso de maneira calculada”, explicou Verone.

O ladrão já está preso e deve começar seu tratamento médico em poucos dias. 

Na cadeia, Verone costuma tomar café-da-manhã e almoçar, mas evita jantar para não ter muito contato com os outros presos. 

"Tentei todas as alternativas. Por isso, não me arrependo", afirmou.

 

 

Governo desiste do sigilo eterno de documentos

Do Jornal do Commercio

21/06/2011 - O governo desistiu de brigar no Congresso pela aprovação do sigilo eterno de documentos ultrassecretos. A decisão ocorre depois da repercussão negativa do recuo da presidente Dilma Rousseff sobre o prazo de divulgação de informações públicas. A nova ordem do Palácio do Planalto é votar o projeto de Lei de Acesso à Informação com urgência, mantendo inclusive o texto aprovado pela Câmara. A desistência de forçar o Senado a aprovar o texto original e permitir que os parlamentares discutam por mais tempo a proposta ocorre num momento em que o Supremo Tribunal Federal analisa duas ações de inconstitucionalidade que questionam a validade da atual legislação, e abre a possibilidade de retirar do Executivo a prerrogativa de classificar documentos sigilosos.

"O Executivo não vai oferecer questão fechada, nem dizer como votar. O Legislativo tem automonia para trabalhar. Essa é uma questão nova para permitir que o Congresso decida com total liberdade", afirmou à reportagem a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. O governo preferiu deixar a batalha dos documentos ultrassecretos de lado para capitalizar o que entende ser central no projeto: informações sobre direitos humanos são de livre acesso.

Nas palavras da presidente, "a questão dos direitos humanos é irrenunciável para esse governo." A frase foi ouvida na última sexta-feira, em reunião de Dilma no Palácio da Alvorada com cinco ministros - Defesa, Justiça, Direitos Humanos, Casa Civil e Relações Institucionais.

Maria do Rosário defendeu que o Senado aprove o texto igual ao votado pelos deputados.

Na semana passada, a presidente Dilma havia determinado à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que revertesse a orientação do governo e pressionasse pela aprovação do projeto original, alterando a proposta votada pelos deputados.

A principal diferença é em relação aos documentos ultrassecretos.

No projeto original, essas informações poderiam se manter sigilosas por tempo indefinido, sendo renovadas a cada 25 anos. Os deputados aprovaram que o público deve tomar conhecimento dos dados em, no máximo, 50 anos.

No Ministério da Defesa, houve apoio à ordem de Dilma.

"É bom o governo deixar o Parlamento resolver", afirmou José Genoino, assessor especial do ministro Nelson Jobim. "Não há interferência do Ministério da Defesa nesse assunto. Não vejo isso, ele ( Jobim) não propôs emenda, não fez proposta ao Senado", emendou o ex-deputado.

A Secretaria de Relações Institucionais já passou a nova orientação aos senadores.

As ações de inconstitucionalidade, protocoladas pela Procuradoria-Geral da República e pela Ordem dos Advogados do Brasil, estão nas mãos da ministra Ellen Gracie.

O Ministério Público Federal sustenta que o Executivo não pode deter o poder exclusivo de classificar as categorias de sigilo, e argumenta que são os parlamentares quem têm competência para dispor sobre direito à informação. O ministro do Supremo Gilmar Mendes instou o Congresso a aprovar uma nova legislação que contemple critérios e parâmetros sobre a proteção de documentos secretos.

Nessa nova frente pró-direitos humanos, o governo quer aprovar a Comissão da Verdade na Câmara antes do recesso do Legislativo, em 15 de julho. Segundo a ministra, a manutenção da Lei da Anistia, aprovada em 1979, não traz prejuízo para o trabalho do órgão que vai levantar os fatos da ditadura militar (1964-1985). "A Comissão da Verdade está com todas as suas prerrogativas preservadas", afirmou Maria do Rosário.

 

Nassif e amigos,

A Veja levantou a bola e agora o Globo corta!! Não haverá trégua. A velha mídia, com a ajuda de certos advogados, promotores, juízes e parlamentares, não vai deixar o governo em paz! Há que se investigar, mas o negócio é fazer o Serra de "coitadinho", reescrever a história e transformar o FHC em herói da modernidade brasileira, pintar o Lula de "mesquinho" e derrubar a presidenta, minístro por minístro! Dilma que se cuide comece a agir, ao invés de reagir...

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/20/justica-manda-pf-apurar-denuncia-de-que-mercadante-seria-mentor-de-dossie-contra-serra-924733937.asp

Aloprados, o retorno

Justiça manda PF apurar denúncia de que Mercadante seria mentor de dossiê contra Serra

Publicada em 20/06/2011 às 23h07m

Anselmo Carvalho Pinto, Especial para o Globo ([email protected])Leila Suwwan ([email protected])

 

 

http://oglobo.globo.com/_img/bg_ftmat.gif); background-color: #efefef; background-position: 100% 100%;" title="O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, o petista Expedito Veloso, que denunciou a participação do ministro Aloizio Mercadante no caso dos aloprados da eleição de 2006 - Givaldo Barbosa/O Globo" rel="lightbox" href="http://oglobo.globo.com/fotos/2011/06/20/20_MHG_EXPEDITO_ALOPRADO2.jpg">O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal,  o petista Expedito Veloso, que denunciou a participação do ministro Aloizio Mercadante no caso dos aloprados da eleição de 2006 - Givaldo Barbosa/O Globo

CUIABÁ e SÃO PAULO - Ministério Público Federal em Cuiabá pediu nesta segunda-feira à Polícia Federal (PF) que investigue as declarações de Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil e atual secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (SDE), segundo as quais o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT), foi o mentor e seria o principal beneficiário do escândalo do dossiê dos aloprados. Mercadante também teria ajudado a arrecadar parte do R$ 1,7 milhão apreendidos em 2006 pela PF, o que ele nega. Na época, o hoje ministro era candidato do PT ao governo de São Paulo e perdeu a disputa para o tucano José Serra. O petista não foi investigado por falta de provas. Com a novidade, o inquérito sobre o caso, que estava parado na Justiça Federal, volta a andar.

ESCÂNDALO:Mercadante diz que está disposto a contribuir com investigações sobre 'escândalo dos aloprados'

BICO FECHADO:PT manda Expedito se calar sobre caso do dossiê contra Serra

A nova informação, divulgada pela "Veja" no fim de semana , também deve afetar Hamilton Lacerda, que coordenou a campanha de Mercadante em 2006. Lacerda voltou ao PT ano passado e anunciou que pretende se eleger vereador em São Caetano do Sul, no ABC. De acordo com a revista, Mercadante teria um pacto com o peemedebista Orestes Quércia para, com o falso dossiê, levar a eleição para o segundo turno. Ambos teriam financiado a compra do falso dossiê.

Inquérito está sem acompanhamento do Ministério Público

Em entrevista semana passada, Lacerda disse estar pronto para reingressar na política e esclarecer o episódio. Nesta segunda-feira, não retornou os recados do GLOBO em seu celular. Lacerda seria integrante do núcleo de inteligência que plantaria a denúncia contra Serra na imprensa, conforme ele próprio já admitiu:

- Eu estava desempenhando uma atividade com companheiros do partido. Em um determinado momento, avaliou-se que a denúncia poderia ter um resultado político positivo para nós, e entrei nessa história com o objetivo de encontrar quem fizesse a denúncia - disse Lacerda, em entrevista ao jornal "ABCD Maior" publicada em 12 de junho. - Não me arrependo do que fiz, porque não cometi nenhum crime e nenhum ato ilícito. Mas acho que foi um erro político.

O inquérito foi aberto em 15 setembro de 2006, com a prisão de Valdebran Padilha e Gedimar Passos com R$ 1,7 milhão, num hotel de São Paulo. A PF indiciou sete pessoas, incluindo Mercadante. Mas o STF anulou seu indiciamento.

Sem avançar na investigação sobre a origem do dinheiro, o então procurador da República em Cuiabá, Mário Lúcio Avelar, não ofereceu denúncia. Este ano, Avelar foi transferido para Goiânia. Desde então, o inquérito está na Justiça Federal, sem acompanhamento do Ministério Público. Quando voltar ao MPF, será distribuído por sorteio a outro procurador.

 

Eh, todo mundo apurando a denuncia di ki Mercadante seria o mandante mesmo!  O ki di mais existe?

 

Nassif e amigos,

A Veja levantou a bola e agora o Globo corta!! Não haverá trégua. A velha mídia, com a ajuda de certos advogados, promotores, juízes e parlamentares, não vai deixar o governo em paz! Há que se investigar, mas o negócio é fazer o Serra de "coitadinho", reescrever a história e transformar o FHC em herói da modernidade brasileira, pintar o Lula de "mesquinho" e derrubar a presidenta, minístro por minístro! Dilma que se cuide comece a agir, ao invés de reagir...

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/20/justica-manda-pf-apurar-denu...

Aloprados, o retorno

Justiça manda PF apurar denúncia de que Mercadante seria mentor de dossiê contra Serra

Publicada em 20/06/2011 às 23h07m

Anselmo Carvalho Pinto, Especial para o Globo ([email protected])Leila Suwwan ([email protected])

 

 

http://oglobo.globo.com/_img/bg_ftmat.gif); background-color: #efefef; background-position: 100% 100%;" title="O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, o petista Expedito Veloso, que denunciou a participação do ministro Aloizio Mercadante no caso dos aloprados da eleição de 2006 - Givaldo Barbosa/O Globo" rel="lightbox" href="http://oglobo.globo.com/fotos/2011/06/20/20_MHG_EXPEDITO_ALOPRADO2.jpg">O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal,  o petista Expedito Veloso, que denunciou a participação do ministro Aloizio Mercadante no caso dos aloprados da eleição de 2006 - Givaldo Barbosa/O Globo

CUIABÁ e SÃO PAULO - Ministério Público Federal em Cuiabá pediu nesta segunda-feira à Polícia Federal (PF) que investigue as declarações de Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil e atual secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (SDE), segundo as quais o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT), foi o mentor e seria o principal beneficiário do escândalo do dossiê dos aloprados. Mercadante também teria ajudado a arrecadar parte do R$ 1,7 milhão apreendidos em 2006 pela PF, o que ele nega. Na época, o hoje ministro era candidato do PT ao governo de São Paulo e perdeu a disputa para o tucano José Serra. O petista não foi investigado por falta de provas. Com a novidade, o inquérito sobre o caso, que estava parado na Justiça Federal, volta a andar.

ESCÂNDALO:Mercadante diz que está disposto a contribuir com investigações sobre 'escândalo dos aloprados'

BICO FECHADO:PT manda Expedito se calar sobre caso do dossiê contra Serra

A nova informação, divulgada pela "Veja" no fim de semana , também deve afetar Hamilton Lacerda, que coordenou a campanha de Mercadante em 2006. Lacerda voltou ao PT ano passado e anunciou que pretende se eleger vereador em São Caetano do Sul, no ABC. De acordo com a revista, Mercadante teria um pacto com o peemedebista Orestes Quércia para, com o falso dossiê, levar a eleição para o segundo turno. Ambos teriam financiado a compra do falso dossiê.

Inquérito está sem acompanhamento do Ministério Público

Em entrevista semana passada, Lacerda disse estar pronto para reingressar na política e esclarecer o episódio. Nesta segunda-feira, não retornou os recados do GLOBO em seu celular. Lacerda seria integrante do núcleo de inteligência que plantaria a denúncia contra Serra na imprensa, conforme ele próprio já admitiu:

- Eu estava desempenhando uma atividade com companheiros do partido. Em um determinado momento, avaliou-se que a denúncia poderia ter um resultado político positivo para nós, e entrei nessa história com o objetivo de encontrar quem fizesse a denúncia - disse Lacerda, em entrevista ao jornal "ABCD Maior" publicada em 12 de junho. - Não me arrependo do que fiz, porque não cometi nenhum crime e nenhum ato ilícito. Mas acho que foi um erro político.

O inquérito foi aberto em 15 setembro de 2006, com a prisão de Valdebran Padilha e Gedimar Passos com R$ 1,7 milhão, num hotel de São Paulo. A PF indiciou sete pessoas, incluindo Mercadante. Mas o STF anulou seu indiciamento.

Sem avançar na investigação sobre a origem do dinheiro, o então procurador da República em Cuiabá, Mário Lúcio Avelar, não ofereceu denúncia. Este ano, Avelar foi transferido para Goiânia. Desde então, o inquérito está na Justiça Federal, sem acompanhamento do Ministério Público. Quando voltar ao MPF, será distribuído por sorteio a outro procurador.

 

 

Nassif e amigos,

A Veja levantou a bola e agora o Globo corta!! Não haverá trégua. A velha mídia, com a ajuda de certos advogados, promotores, juízes e parlamentares, não vai deixar o governo em paz! Há que se investigar, mas o negócio é fazer o Serra de "coitadinho", reescrever a história e transformar o FHC em herói da modernidade brasileira, pintar o Lula de "mesquinho" e derrubar a presidenta, minístro por minístro! Dilma que se cuide comece a agir, ao invés de reagir...

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/20/justica-manda-pf-apurar-denu...

Aloprados, o retornoJustiça manda PF apurar denúncia de que Mercadante seria mentor de dossiê contra Serra

Publicada em 20/06/2011 às 23h07m

Anselmo Carvalho Pinto, Especial para o Globo ([email protected])Leila Suwwan ([email protected])

 

 

http://oglobo.globo.com/_img/bg_ftmat.gif); background-color: #efefef; background-position: 100% 100%;" title="O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, o petista Expedito Veloso, que denunciou a participação do ministro Aloizio Mercadante no caso dos aloprados da eleição de 2006 - Givaldo Barbosa/O Globo" rel="lightbox" href="http://oglobo.globo.com/fotos/2011/06/20/20_MHG_EXPEDITO_ALOPRADO2.jpg">O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal,  o petista Expedito Veloso, que denunciou a participação do ministro Aloizio Mercadante no caso dos aloprados da eleição de 2006 - Givaldo Barbosa/O Globo

CUIABÁ e SÃO PAULO - Ministério Público Federal em Cuiabá pediu nesta segunda-feira à Polícia Federal (PF) que investigue as declarações de Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil e atual secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (SDE), segundo as quais o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT), foi o mentor e seria o principal beneficiário do escândalo do dossiê dos aloprados. Mercadante também teria ajudado a arrecadar parte do R$ 1,7 milhão apreendidos em 2006 pela PF, o que ele nega. Na época, o hoje ministro era candidato do PT ao governo de São Paulo e perdeu a disputa para o tucano José Serra. O petista não foi investigado por falta de provas. Com a novidade, o inquérito sobre o caso, que estava parado na Justiça Federal, volta a andar.

ESCÂNDALO:Mercadante diz que está disposto a contribuir com investigações sobre 'escândalo dos aloprados'

BICO FECHADO:PT manda Expedito se calar sobre caso do dossiê contra Serra

A nova informação, divulgada pela "Veja" no fim de semana , também deve afetar Hamilton Lacerda, que coordenou a campanha de Mercadante em 2006. Lacerda voltou ao PT ano passado e anunciou que pretende se eleger vereador em São Caetano do Sul, no ABC. De acordo com a revista, Mercadante teria um pacto com o peemedebista Orestes Quércia para, com o falso dossiê, levar a eleição para o segundo turno. Ambos teriam financiado a compra do falso dossiê.

Inquérito está sem acompanhamento do Ministério Público

Em entrevista semana passada, Lacerda disse estar pronto para reingressar na política e esclarecer o episódio. Nesta segunda-feira, não retornou os recados do GLOBO em seu celular. Lacerda seria integrante do núcleo de inteligência que plantaria a denúncia contra Serra na imprensa, conforme ele próprio já admitiu:

- Eu estava desempenhando uma atividade com companheiros do partido. Em um determinado momento, avaliou-se que a denúncia poderia ter um resultado político positivo para nós, e entrei nessa história com o objetivo de encontrar quem fizesse a denúncia - disse Lacerda, em entrevista ao jornal "ABCD Maior" publicada em 12 de junho. - Não me arrependo do que fiz, porque não cometi nenhum crime e nenhum ato ilícito. Mas acho que foi um erro político.

O inquérito foi aberto em 15 setembro de 2006, com a prisão de Valdebran Padilha e Gedimar Passos com R$ 1,7 milhão, num hotel de São Paulo. A PF indiciou sete pessoas, incluindo Mercadante. Mas o STF anulou seu indiciamento.

Sem avançar na investigação sobre a origem do dinheiro, o então procurador da República em Cuiabá, Mário Lúcio Avelar, não ofereceu denúncia. Este ano, Avelar foi transferido para Goiânia. Desde então, o inquérito está na Justiça Federal, sem acompanhamento do Ministério Público. Quando voltar ao MPF, será distribuído por sorteio a outro procurador.

 

20/06/2011 - 10:07 | Lamia Oualalou | Enviada especial a Rabat

No Marrocos, campanha para reforma constitucional começa cercada de questionamentos

Exatamente quatro meses após o começo dos protestos no Marrocos pela redução dos poderes do rei, foi lançada nesta segunda-feira (20/06) a campanha eleitoral para o referendo da reforma constitucional. Catorze milhões de marroquinos decidirão em 1º de julho se ratificam ou não o projeto apresentado na sexta-feira (17/06) pelo rei Mohammed VI.

O texto, que foi elaborado por especialistas após dois meses de consultas com partidos políticos, sindicatos e ONGs, busca preencher as demandas do “Movimento 20 de Fevereiro”, cujo nome faz referência à primeira grande manifestação pró-democracia, realizada em cerca de 50 cidades. Desde então, os jovens pedem todos os domingos por um “um rei que reine e não que governe”.   

Efe (17/06/2011)

O discurso do rei Mohammed VI suscitou reações positivas e negativas entre a população marroquina

Com a revisão da Constituição, as autoridades buscam retomar as rédeas frente ao emergente movimento popular inspirado nas revoltas na Tunísia e Egito. Caso os marroquinos aprovem o referendo, Mohammed VI deixará de ser considerado “sagrado”. Ele continuará, porém, a ser Comandante dos Crentes, ou seja, a máxima autoridade religiosa do país.   

A principal mudança seria na separação dos poderes: o rei perderia o Poder Executivo, que seria assumido pelo primeiro-ministro e este, por sua vez, passaria a ser chamado de chefe de Governo. Com a alteração, o premiê surge do partido mais votado nas eleições legislativas, o que, segundo o monarca de 47 anos, implicaria que o governo seja eleito por “sufrágio universal direto”. Hoje, o rei pode escolher o primeiro-ministro, por vezes sem relação com o resultado das urnas.   

O chefe do Governo poderia também dissolver a Câmara de Representantes, uma prerrogativa do rei. Finalmente, ele teria a possibilidade de nomear os secretários gerais dos ministérios, os diretores das instituições públicas e os governadores civis. Pela atual Constituição, estabelecida em 1996, estas eram responsabilidades do rei.

O monarca também anunciou que o Poder Judiciário seria “independente do Executivo e Legislativo”, uma das principais exigências dos reformistas. O Parlamento também ganharia mais poderes legislativos. No entanto, o aparelho militar dependeria exclusivamente do monarca.

Na nova Constituição, o Marrocos continuaria a ser qualificado como “país islâmico”, mas o texto garantiria “a liberdade de culto”. Trata-se de uma mudança que poderia implicar na tolerância com religiões, mas também na abertura de brechas nos rituais muçulmanos, como o jejum do Ramadã. Comer durante o dia, no mês sagrado, pode resultar em prisão.   

Identidade hebraica   

Outra importante mudança seria o destaque à “diversidade da identidade marroquina”, que além de árabe, africana e muçulmana, também é mediterrânea, e inclui “um componente hebraico”, uma realidade inédita na região desde o conflito com Israel. O texto também reconhece o “amazigh” (berbere) como um dos idiomas oficiais, junto ao árabe. A maior parte da população se expressa em um dos três dialetos desta língua, fato pouco conhecido fora do país.   

Efe (12/06/2011)

Todos os domingos os manifestantes pró-democracia tomam as ruas de cidades marroquinas

Em seu discurso à nação, Mohammed VI anunciou que votaria a favor da nova carta e pediu aos marroquinos para fazer o mesmo. “Falo com vocês hoje para renovar o nosso compromisso conjunto para conseguir uma transição significativa para completar a construção do Estado, baseado no Estado de direito e nas instituições democráticas e de boa governança”.   

A nova proposta foi recebida de forma positiva por parte dos reformistas. Outros, porém, se disseram decepcionados, pois o texto seria “superficial”. Dezenas de marroquinos voltaram às ruas ontem para expressar pacificamente seu descontentamento e apelaram pelo “não” ao referendo.

“O rei perde algum poder, mas continua a ser uma figura-chave no funcionamento do regime. Queríamos muito mais”, afirmou Ali, um jovem manifestante em um bairro popular de Rabat, capital do país. Outros queriam que o Islã fosse totalmente excluído da nova carta magna e os direitos dos homossexuais, reconhecidos.   

“Tudo ou nada”   

Os protestos acontecem também entre os setores mais conservadores da sociedade. Membros do Movimento Islamita Justiça e Beneficência, um dos mais importantes do Marrocos – considerado ilegal, mas tolerado – protestaram, considerando que o rei permanece com muitos poderes e que a nova Constituição não respeita os princípios do Islã.   

“Ainda não é suficiente, mas se trata de um passo positivo. A Constituição abre o caminho para uma separação dos poderes mais clara”, considerou Latifa Bouhsini, uma militante feminista do Movimento 20 de Fevereiro. “Agora, tudo vai depender da aplicação legislativa, é por isso que não podemos parar a mobilização. Vamos votar sim, e seguir na luta”, disse.       

Para Tahar Balabrej, militante socialista, de 50 anos, “esta história de ‘tudo ou nada’ faz parte da juventude. Agora sabemos o que dá para fazer e o que não dá; precisamos avançar com o texto”. Para ele, já há uma pequena revolução. “O rei falou de uma ‘monarquia constitucional, democrática, parlamentar e social’. Há 30 anos, quando publicávamos estas palavras, o jornal era censurado e o jornalista ia para a cadeia”, lembrou.   

Classe política obsoleta   

A principal dúvida é se os atores políticos farão do texto a base da construção de uma democracia. “As elites políticas são totalmente obsoletas, paralisadas. Precisamos de uma renovação urgente”, afirmou o analista político Driss Ksikes. “A proposta do rei, que em teoria é feita para limitar os poderes da monarquia, é muito mais avançada que todas as demandas dos partidos. É um absurdo”, concluiu.   

“O Parlamento terá muitos mais poderes, mas se é com os deputados que temos – caciques comprados pelos feudalismos locais – a situação pode ser ainda pior”, opinou Khalid Hariry, deputado da USFP (União Socialista das Forças Populares). “Hoje, quando votamos o orçamento do governo, que é uma prerrogativa da Câmara, apenas 50 deputados aparecem, ninguém esta interessado. Por que daríamos mais poderes a eles?”   

Os lideres da USFP reconhecem que a situação é tensa. “O texto apresentado pelo rei é muito interessante, mas uma Constituição tem três etapas: precisa ser escrita, lida e aplicada”, disse um membro da direção política. Enquanto os jovens dentro do partido exigem mudança, parte dos chamados “dinossauros” da direção se recusam a organizar um novo congresso. “Talvez sejamos incapazes de lidar com mudanças tão rápidas”, lamentou o dirigente socialista. “Seria muito grave, porque se os partidos não conseguem tomar conta do poder, o povo vai acabar pedindo mais intervenção do rei”, completou.

Tradição repressiva   

Outra questão é a capacidade das autoridades em deixar as tradições repressivas de lado. Em maio, as marchas do Movimento 20 de Fevereiro foram proibidas e as forças de segurança fizeram uso da força para dispersar os jovens. Em Safi (a 350 quilômetros de Casablanca), um jovem islamista, Kamal Omari, foi morto.

Ontem, centenas de jovens atacaram manifestantes pró-democracia, que protestavam contra o projeto de reforma constitucional. O grupo, que se dizia formado de maneira espontânea por apoiadores do rei, foi financiado pelas autoridades. A polícia não fez nada para parar as agressões.

O processo de reforma constitucional está sendo acompanhada de perto pela União Européia, que decidiu mudar de política em relação ao mundo árabe, apoiando os movimentos democráticos. É também um objeto de estudo ansioso para as monarquias do golfo árabe que, até agora, não responderam às exigências de reforma e estão preocupadas que o modelo marroquino, por ter também uma monarquia, aumente as expectativas em seus países.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/NO+MARROCOS+CAMPANHA+PARA+...

 

Colômbia: cresce o cultivo de maconha modificada em Cali

Brasil Econômico

20 de junho de 2011 às 19:20h

A uma hora de carro da cidade colombiana de Cali, em um lugar que camponeses pediram para não ser divulgado, a maconha é cultivada em campos abertos e em estufas, de forma geneticamente modificada para dar sensações mais intensas e ser vendida por um preço maior.

Pode-se chegar ao local caminhando, e na montanha as famosas matas de folhas de estrela são vistas sem dificuldade, em meio a cultivos lícitos. Nessa região do sudoeste da Colômbia, perto de Cali (500 km a sudeste de Bogotá), dizem que sempre houve cultivos, apesar de segundo os botânicos a maconha ter sido introduzida na Colômbia nos anos 1930.

Primeiramente, foi cultivada legalmente para fabricar fios até que foi proibida, em 1962, para cumprir normas internacionais.

Mas os camponeses dessa região nunca perderam o costume, por razões puramente econômicas.

Os camponeses asseguram que o café ou a banana, típicos dessa região tropical, não são culturas que permitem a sobrevivência, porque os preços flutuam e é necessário levar a mercadoria para algum comércio antes de que estrague, o que às vezes é difícil por conta do isolamento em que vivem e pela falta de rodovias em bom estado.

Segundo o especialista em botânica Luis Miguel Álvarez, da Universidade de Caldas (Manizales), autor de estudos sobre a maconha, essa planta lhes oferece em troca melhores meios de subsistência já que “uma vez colhida e seca é pouco perecível, enquanto que outros cultivos, se não são vendidos imediatamente, se perdem”.

“Agora está cara”, diz um camponês, explicando que pode vender em torno de 11 quilos por 160.000 (cerca de US$ 90).

“Não gostava de cultivar maconha, mas fui compelido. Tomei um crédito para semear café e fiquei pendurado, porque a variedade Colômbia, que dava naquele tempo era muito pequena e tive de vender barato, quase de graça; a partir daí, minha irmã me disse: cultive maconha, e me ensinou”, completa.

O fenômeno intensificou-se com a chegada de sementes modificadas geneticamente de Europa ou Estados Unidos, o que permitiu “mudar a modalidade do cultivo, com maior produção e maior qualidade, em menos tempo”, com a variedade denominada “creepy”, diz a polícia local.

Segundo um investigador estrangeiro, na Europa inclusive existe uma variedade apelidada com o nome de um povoado próximo (departamento colombiano de Cauca), “La Cominera”, porque ali foi onde mais prosperou.

“Seu valor no mercado é muito maior que o da maconha normal”, por sua maior concentração de THC, o princípio ativo dessa planta, explica o especialista.

A de maior valor é cultivada em estufas, e a dona de uma propriedade explica que essa variedade modificada geneticamente é vendida a 100.000 pesos (US$ 55,7) o quilo, ou seja, dez vezes mais que o “normal”.

Nenhum dos camponeses, no entanto, aceita contar quem são os compradores, apenas dizem que pasam a mercadoria por caminhão.

A polícia, por sua vez, assegura que nessa região da Colômbia, a maconha é o principal modo de financiamento da sexta frente da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas).

“É um grande problema, 90% da sexta frente é financiada com a maconha”, assegura à AFP o coronel Carlos Rodríguez, comandante da polícia de Cauca.

Nessa região, “este ano apreendemos 27 toneladas (até junho) frente a 23 do ano passado”, completa.

Até agora este ano, em todo o país foram apreendidas ao menos 41,8 toneladas de maconha. Em 2010, foram apreendidas 228 toneladas, segundo a polícia.

A maconha é enviada para o porto de Buenaventura (550 km a oeste de Bogotá), ou para os departamentos fronteiriços com a Venezuela, ao norte, para ser vendida no Equador e na Venezuela.

“É inquietante, porque os ganhos destes grupos são maiores e assim podem adquirir mais armas e explosivos”, afirma o coronel Rodríguez.

*Publicado originalmente em Brasil Econômico.

http://www.cartacapital.com.br/internacional/colombia-cresce-o-cultivo-d...

 

Do Conjur Doações acima do limite ultrapassam 10 mil no TSE

Procuradores regionais eleitorais de todo o país enviaram à Justiça mais de dez mil representações contra doadores de campanhas eleitorias que ultrapassaram o limite máximo determinado pela legislação. O maior número de representações foi em São Paulo: 1.330. No Pará, a Justiça Eleitoral recebeu 931 representações e em Goiás, 820.

Em alguns estados, para agilizar o julgamento, os procuradores eleitorais estabeleceram determinados critérios para as representações, como por exemplo o valor mínimo para execução de dívida fiscal adotado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que é de R$ 10 mil.

Vale lembrar que as execuções das dívidas eleitorais são cobradas exatamente pela PGFN. Por esse critério, foram excluídas situações em que o excesso de doação não ultrapassou R$ 2 mil, já que as multas, que variam de cinco a dez vezes o valor do excesso, não seriam executadas.

Esse foi o caso de Mato Grosso do Sul, onde foram ajuizadas 94 ações, do Rio Grande do Norte, com 231 representações, e do Amapá, onde foram ajuizadas 126 ações.

Em estados com grande número de ações, como São Paulo, chamam atenção os valores que serão arrecadados com as multas eleitorais. Mesmo que seja aplicada a multa mínima de cinco vezes o valor do excesso, São Paulo irá arrecadar mais de R$ 130 milhões. Os excessos no estado somaram R$ 26.075.435,42.

Outro critério adotado foi o do limite criado pela Lei 12.034/09, que permitiu doações de bens estimáveis em dinheiro de até R$ 50 mil, quando relativas à utilização de bens móveis e imóveis do doador. O procurador-regional eleitoral em São Paulo, Pedro Barbosa Neto, considera que esse critério vale apenas no caso das pessoas físicas porque, para as pessoas jurídicas, além da multa, existem outras punições, como a proibição de contratar com o poder público, por exemplo.

Mudança de competência
Mas uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral pode complicar o julgamento das ações. Na semana passada, às vésperas do encerramento do prazo para o Ministério Público propor as representações, o TSE mudou seu entendimento sobre o assunto e determinou que a competência para apreciar doações irregulares é das zonas eleitorais, ainda que se trate de eleições gerais, como a de 2010, em que o foro originário para julgamento da maioria dos processos eleitorais está nos TREs.

No entendimento dos ministros, é preciso respeitar o domicílio do doador. A decisão pegou o Ministério Público de surpresa. Vários estados já tinham proposto suas representações. Em Minas Gerais, com todas as 257 representações ajuizadas perante o TRE, o procurador eleitoral substituto Eduardo Fonseca esclarece que o protocolo no tribunal, pelo menos, suspendeu a prescrição.

"Cabe agora ao TRE, com base na nova jurisprudência, declinar a competência para os juízes eleitorais, que irão instruir e julgar as representações", disse. Para o procurador eleitoral do Pará, Daniel Avelino, "a jurisprudência sempre foi no sentido de que nas eleições gerais e presidenciais a competência seria dos TREs e TSE, respectivamente"

O MP eleitoral espera que essa mudança não acarrete atrasos e nem ausência de efetividade na aplicação da lei, já que "o abuso do poder econômico é um dos maiores males ao desenvolvimento da democracia".

Origem e destino
Outra alteração foi a de que as representações têm de ser julgadas no foro do domicílio dos doadores e não dos candidatos, contrariando decisão do próprio TSE do final do ano passado.

Não é a primeira vez que a mudança repentina da jurisprudência sobre doações eleitorais afeta o trabalho do Ministério Público. Em 2007, após enviar para cada estado a relação de doadores com suspeitas de irregularidades e cobrar providências do MP Eleitoral, o TSE, ao julgar as representações propostas com base na lista que ele próprio enviara, anulou as ações dizendo que a prova era ilícita.

O tribunal também alterou seu entendimento quanto ao prazo para a propositura das representações. Se antes entendia que elas podiam ser propostas durante todo o curso do mandato, em 2008 editou resolução determinando que as representações teriam de ser propostas em até 180 dias após a diplomação.

“Esperamos que o novo posicionamento do TSE não seja alterado a cada mudança na composição do colegiado, pois a alteração brusca de entendimento causa uma sensação de insegurança jurídica tanto para os operadores do Direito quanto na população em geral", afirma o procurador-regional eleitoral substituto em Mato Grosso do Sul, Pedro Paulo Grubits. Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.

http://www.conjur.com.br/2011-jun-20/tse-recebeu-10-mil-representacoes-doacoes-acima-limite

 

Do ConjurDoações acima do limite ultrapassam 10 mil no TSE

Procuradores regionais eleitorais de todo o país enviaram à Justiça mais de dez mil representações contra doadores de campanhas eleitorias que ultrapassaram o limite máximo determinado pela legislação. O maior número de representações foi em São Paulo: 1.330. No Pará, a Justiça Eleitoral recebeu 931 representações e em Goiás, 820.

Em alguns estados, para agilizar o julgamento, os procuradores eleitorais estabeleceram determinados critérios para as representações, como por exemplo o valor mínimo para execução de dívida fiscal adotado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que é de R$ 10 mil.

Vale lembrar que as execuções das dívidas eleitorais são cobradas exatamente pela PGFN. Por esse critério, foram excluídas situações em que o excesso de doação não ultrapassou R$ 2 mil, já que as multas, que variam de cinco a dez vezes o valor do excesso, não seriam executadas.

Esse foi o caso de Mato Grosso do Sul, onde foram ajuizadas 94 ações, do Rio Grande do Norte, com 231 representações, e do Amapá, onde foram ajuizadas 126 ações.

Em estados com grande número de ações, como São Paulo, chamam atenção os valores que serão arrecadados com as multas eleitorais. Mesmo que seja aplicada a multa mínima de cinco vezes o valor do excesso, São Paulo irá arrecadar mais de R$ 130 milhões. Os excessos no estado somaram R$ 26.075.435,42.

Outro critério adotado foi o do limite criado pela Lei 12.034/09, que permitiu doações de bens estimáveis em dinheiro de até R$ 50 mil, quando relativas à utilização de bens móveis e imóveis do doador. O procurador-regional eleitoral em São Paulo, Pedro Barbosa Neto, considera que esse critério vale apenas no caso das pessoas físicas porque, para as pessoas jurídicas, além da multa, existem outras punições, como a proibição de contratar com o poder público, por exemplo.

Mudança de competência
Mas uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral pode complicar o julgamento das ações. Na semana passada, às vésperas do encerramento do prazo para o Ministério Público propor as representações, o TSE mudou seu entendimento sobre o assunto e determinou que a competência para apreciar doações irregulares é das zonas eleitorais, ainda que se trate de eleições gerais, como a de 2010, em que o foro originário para julgamento da maioria dos processos eleitorais está nos TREs.

No entendimento dos ministros, é preciso respeitar o domicílio do doador. A decisão pegou o Ministério Público de surpresa. Vários estados já tinham proposto suas representações. Em Minas Gerais, com todas as 257 representações ajuizadas perante o TRE, o procurador eleitoral substituto Eduardo Fonseca esclarece que o protocolo no tribunal, pelo menos, suspendeu a prescrição.

"Cabe agora ao TRE, com base na nova jurisprudência, declinar a competência para os juízes eleitorais, que irão instruir e julgar as representações", disse. Para o procurador eleitoral do Pará, Daniel Avelino, "a jurisprudência sempre foi no sentido de que nas eleições gerais e presidenciais a competência seria dos TREs e TSE, respectivamente"

O MP eleitoral espera que essa mudança não acarrete atrasos e nem ausência de efetividade na aplicação da lei, já que "o abuso do poder econômico é um dos maiores males ao desenvolvimento da democracia".

Origem e destino
Outra alteração foi a de que as representações têm de ser julgadas no foro do domicílio dos doadores e não dos candidatos, contrariando decisão do próprio TSE do final do ano passado.

Não é a primeira vez que a mudança repentina da jurisprudência sobre doações eleitorais afeta o trabalho do Ministério Público. Em 2007, após enviar para cada estado a relação de doadores com suspeitas de irregularidades e cobrar providências do MP Eleitoral, o TSE, ao julgar as representações propostas com base na lista que ele próprio enviara, anulou as ações dizendo que a prova era ilícita.

O tribunal também alterou seu entendimento quanto ao prazo para a propositura das representações. Se antes entendia que elas podiam ser propostas durante todo o curso do mandato, em 2008 editou resolução determinando que as representações teriam de ser propostas em até 180 dias após a diplomação.

“Esperamos que o novo posicionamento do TSE não seja alterado a cada mudança na composição do colegiado, pois a alteração brusca de entendimento causa uma sensação de insegurança jurídica tanto para os operadores do Direito quanto na população em geral", afirma o procurador-regional eleitoral substituto em Mato Grosso do Sul, Pedro Paulo Grubits. Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.

http://www.conjur.com.br/2011-jun-20/tse-recebeu-10-mil-representacoes-doacoes-acima-limite

 

Sr. Nassif, peço a gentileza de anunciar o falecimento da ex-vedete e atriz, Wilza Carla.  Esquecida por todos, que pelo menos agora, com a sua morte, ela tenha algum destaque , destaque este que nunca obteve em vida. Me lembro de Wilza Carla nos concursos de fantasias, no Carnaval, sempre presente, sempre animada.  Uma pena que a TV trate tão mal seus atores depois que acaba o sucesso.   

 

21/06/2011 00h20 - Atualizado em 21/06/2011 08h11

Ex-vedete Wilza Carla morre aos 75 anos em São Paulo Corpo será enterrado nesta terça (21), no Cemitério do Caju, no Rio.
Ela sofria de diabetes e problemas cardíacos, diz amiga.

A atriz e ex-vedete Wilza Carla morreu no último sábado (18), aos 75 anos, no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. Segundo a advogada e amiga de Wilza, Maria Francisca Valias, ela sofria de diabetes e de problemas cardíacos. Além disso, ainda de acordo com a amiga, Wilza tinha dificuldades de memória e para se locomover.

O corpo de Wilza Carla será enterrado nesta terça-feira (21), no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. As informações foram confirmadas pela administração do cemitério.

De acordo com Maria Francisca, o corpo da amiga chegou ao Rio na noite desta segunda-feira (20), e está sendo velado na Capela B.

“Ela estava de cama há muitos anos. Wilza tinha complicações de diabetes e a perna dela atrofiou. Ela passou mal em casa, na Vila Guilherme e foi socorrida pela filha, Paola, que a levou para o hospital, mas ela não sobreviveu. "Agora ela estará olhando por nós. O que posso dizer é que o Brasil perdeu uma grande artista, uma estrela”, disse Maria Francisca.

'Dona Redonda'

Wilza Carla ficou famosa como a personagem Dona Redonda na novela “Saramandaia”, da TV Globo. Segundo a amiga Maria Francisca, Wilza começou a sua carreira artística como vedete no teatro de revista e como intérprete de papéis sensuais em filmes da era das chanchadas.

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/06/ex-vedete-wilza-carla-morre...

 

 

Araguaia: o que as Forças Armadas querem apagarAgência Pública20 de junho de 2011 às 13:09hAraguaia, o massacre que as Forças Armadas querem apagar

A Agência Pública revisita uma das histórias mais obscuras do período militar; veja os relatos de moradores que foram obrigados a prender, matar e decapitar guerrilheiros

Em meio ao debate sobre a emenda que propõe o sigilo eterno de documentos do governo, a Pública revisita uma das histórias mais obscuras do período militar: a repressão à guerrilha do Araguaia (1972-1975).

Em três dias de pesquisa nos 149 volumes do processo judicial que investiga o desaparecimento dos guerrilheiros do Araguaia, a Pública coletou relatos de dezenas de moradores que foram obrigados a prender, enterrar, matar e decapitar guerrilheiros – e sofrem até hoje as consequências do que viveram nesse tempo.

Veja todos os textos sobre esta reportagem na Agência Pública

Em entrevista exclusiva, a juíza titular da 1a Vara da Justiça Federal, Solange Salgado, diz que, passados quase 40 anos, reina o medo de se falar sobre o assunto entre os que participaram do conflito.  Mateiros e ex-militares que colaboraram com o Grupo de Trabalho Araguaia -  que investiga o caso desde 2009 em cumprimento à sentença judicial promulgada por Solange Salgado em 2003, que obriga a União a entregar os corpos dos desaparecidos às famílias  – estão recebendo ameaças.

Por isso, quando esteve na região no ano passado, para recolher e checar informações sobre o paradeiro dos corpos, a juíza optou por preservar o sigilo dos autores dos depoimentos. “Foi uma garantia que o Poder Judiciário deu a essas pessoas. Elas ainda estão muito apavoradas, se sentindo muito acuadas”, disse ela à Pública.

Nossa reportagem esteve em Marabá, no Pará, e conversou com ex-mateiros e ex-soldados que confirmaram a realização das chamadas “Operações Limpeza”, por meio das quais os restos mortais dos guerrilheiros foram desenterrados e transportados a outros locais. Além disso, cinco entrevistados afirmaram ter visto atuando na repressão o ex-diretor do Dops de São Paulo Romeu Tuma, falecido em outubro do ano passado.

Forçados a matar

Eles viviam em povoados de nomes remotos como Palestina do Pará ou Chega Com Jeito, às vezes isolados, no meio da mata, entre os castanhais que ajudavam no sustento das famílias, baseado nas roças de mandioca, milho, arroz, feijão. Pescavam nos igarapés do Araguaia e sabiam se orientar na floresta, seguir o rastro de um veado ou caititu – abatido com tiro de espingarda e carneado ainda quente, com as facas afiadas, para facilitar o transporte da caça até a casa, onde seria assado na brasa ou cozido lentamente no leite de castanha.

Curavam com ervas e rezas as crises de malária, e gostaram quando os rapazes e moças chegaram da cidade grande trazendo remédios e conhecimento para socorrer um parto difícil, curar uma ferida, aliviar dores. Os “paulistas”, quase todos jovens, compravam da farinha e do mel, e pareciam à vontade em suas casas, fumando e palestrando até a lua ir alta no céu.

Para aquela gente abandonada pelo governo, não era difícil simpatizar com o que eles diziam sobre combater desigualdades e lutar pela posse da terra em que viviam, não raro grilada pelos donos das fazendas com ajuda do Incra – que logo abrigaria também os agentes da repressão, disfarçados de engenheiros.

Quando os “doutores” começaram chegar, vários camponeses já eram amigos dos “paulistas”, a quem avisaram sobre a presença de gente estranha perguntando sobre eles.  À medida que os guerrilheiros recuavam para o interior da mata, o medo crescia entre os que ali moravam, atordoados pelos helicópteros e teco-tecos sobrevoando a floresta, lançando bombas.

Os “doutores” já não escondiam que eram oficiais militares e se mantinham à paisana, mas cercados de soldados armados, pressionando os moradores a dizer onde estavam os “paulistas” e alertando-os sobre os riscos que corriam se não entregassem os “terroristas” às Forças Armadas.

Foi o início da “guerra”, como os que vivem no Araguaia se referem até hoje à primeira metade da década de 1970. Lavradores, marisqueiros, castanheiros, caçadores, garimpeiros, e até índios suruís seriam envolvidos na operação que mobilizou 6 mil militares e deixou 67 guerrilheiros e um número indeterminado – e bem maior – de camponeses mortos, sem sepultura conhecida ou certidão de óbito.

As marcas da crueldade exercida pelas Forças Armadas brasileiras ficaram em todos os que viveram o conflito como colaboradores, vítimas ou testemunhas, mudando para sempre a vida no sertão do Araguaia.

Prisões em massa

e acordo com testemunhos constantes nos 149 volumes do processo, no início foram perseguidos apenas os que tinham amizade com os guerrilheiros, como o barqueiro Lourival Fontes, encontrado “suicidado” na cela da delegacia de Xambioá, em 21 de maio de 1972.

O processo revela ainda que, à medida que o número de presos crescia, alguns buracos fundos eram abertos no terreno das bases militares e passaram a servir de prisão. De lá, os camponeses eram retirados para “dançar” sobre latas abertas ou tições de fogo, forçados a beber água com sal ou sabão quando tinham sede, humilhados e espancados em rodas de “taca”(surra). Os que se prontificavam a colaborar, denunciando ou mesmo prendendo os guerrilheiros, recebiam 1.000 cruzeiros por captura. Os mateiros – que sabiam se orientar na floresta, caçar e sobreviver na natureza – também eram usados como guias nas expedições militares, às vezes, inclusive, uniformizados.

Nesses primeiros meses de 1972, as mortes ocorriam quase sempre em combate, ou em decorrência de torturas, a cargo de militares da região, e às vezes repetidas em outros centros de tortura como o PIC (Pelotão de Investigações Criminais) de Brasília, e os DOI-Codis, para onde os guerrilheiros eram enviados para novos interrogatórios.

À medida que as operações militares se sucediam, sem conseguir apanhar os guerrilheiros, os “doutores” aumentaram a pressão sobre os moradores da região para coagi-los a colaborar, realizando prisões em massa – há casos, como o da cidade de Bom Jesus do Araguaia, em que todos foram retirados de suas casas e alojados em casas de palha patrulhadas por policiais e militares. Tiraram assim o sustento das famílias, que ficaram sem os homens adultos, detidos ou enviados para missões na selva.

Os próprios camponeses passaram a ser encarregados de vigiar e punir vizinhos e parentes presos, de enterrar corpos dos mortos sob tortura e de emboscar os “paulistas”, que às vezes os visitavam em busca de mantimentos.

A partir da terceira campanha militar, que começou em outubro de 1973 com o objetivo de localizar e exterminar os guerrilheiros, os mateiros passaram a ser cada vez mais empregados nas patrulhas ou em expedições clandestinas – até mesmo sem a presença de militares, o que é ilegal em qualquer guerra, conforme a Convenção de Genebra.

Diversas operações que resultaram na prisão e morte de guerrilheiros atribuídas pelas Forças Armadas aos GC (grupos de combate) – e aos paraquedistas comandados pelo general Hugo Abreu – envolveram na realidade mateiros retirados da prisão e embarcados em helicópteros, de onde saltavam a mando dos militares, armados de espingarda e facão.  Na mochila, levavam um saco plástico grosso para trazer aos “doutores” as cabeças dos homens abatidos na caçada.

Dos 62 guerrilheiros mortos no Araguaia, de acordo com a lista do livro “Habeas Corpus – Que se apresente o corpo”, da Secretaria de Direitos Humanos, 25 teriam sido presos ou mortos com a ajuda dos mateiros (13 presos, 12 mortos).

Mas esse número pode ser ainda maior. Alguns mateiros, que diziam ter presenciado a morte ou enterrado os guerrilheiros, mais tarde confessaram ter participado de suas mortes, incluindo três de quatro casos em que os corpos foram decapitados.

Recentemente também se descobriu que eles participaram das operações limpeza, promovidas pelos militares desde os anos finais da guerrilha, desenterrando corpos e os levando para outros locais para dificultar as buscas.

Parte dos ex-mateiros, soldados, pequenos agricultores e moradores da região do Araguaia reivindica, na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, indenizações pelas torturas, prisões e prejuízos que teriam sofrido na época.

Histórias de terror

Os contornos dessa história vêm de dezenas de depoimentos anexados ao processo 82.0024682-5, aberto em fevereiro de 1982, na 1a Vara da Justiça Federal, por iniciativa dos familiares de 25 guerrilheiros desaparecidos.

Camponeses que testemunharam ou colaboraram com a prisão, morte e enterro dos desaparecidos foram ouvidos por jornalistas, pesquisadores e defensores de direitos humanos e, mais recentemente, por  membros do Ministério Público e pela juíza Solange Salgado – a mesma que em 2003 promulgou sentença exigindo da União a localizar e entregar os corpos dos guerilheiros às famílias.

VEJA  O VÍDEO COM DEPOIMENTOS DE COLABORADORES DO EXÉRCITO

Em 2009, depois da União esgotar todos os recursos judiciais possíveis contra a sentença, foi constituído o Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), chefiado pelo Ministério da Defesa, com a missão de recolher documentos e depoimentos dos envolvidos na guerrilha e empreender buscas e escavações para resgatar os corpos.

São eles as principais fontes de informação do processo, já que os militares recusam-se a entregar seus arquivos secretos – enviando seguidamente os mesmos relatórios incompletos sobre os desaparecidos (há mais de 30 mil páginas de documentos repetidos no processo, conforme a Pública apurou). Eles também se negam a depor; os que o fizeram, optaram por fazê-lo de modo anônimo, diretamente à juíza (leia entrevista com a juíza Solange Salgado).

Além de esclarecer as circunstâncias da prisão e morte de diversos guerrilheiros, os depoimentos mostram que a tortura praticada contra os “terroristas” foi adaptada para destruir o caráter e a dignidade dos que se viram apanhados pelo conflito sem condições de resistir.

Famílias inteiras foram torturadas – como aconteceu com Oneide, mulher de Antonio Alfredo de Lima, camponês que aderiu à guerrilha, e os filhos do casal. Outro camponês/guerrilheiro, conhecido como Pedro Carretel, foi preso junto com a esposa, Joana Almeida, e exibido a ela vestido de mulher, antes de ser executado. No caso de Luiz Vieira, outro camponês que se juntou aos guerrilheiros morto pelo Exército, a família foi impedida de resgatar o corpo, embora soubesse onde estava. O seu filho, depois de preso, foi obrigado a se alistar no Exército.

O exemplo mais estarrecedor, no entanto, aparece no relatório do GTT de agosto de 2010, envolvendo a prisão e a morte do camponês José Ribeiro Dourado, conhecido como Zé da Madalena, e de seu filho, Deusdete.

Narrado pela esposa de Zé, e mãe de Deusdete, Madalena de Souza Ribeiro, e por seu neto Wecsley, filho de Deusdete, o episódio começa com a prisão do chefe de família, Zé da Madalena, em 1972, quando trabalhava em sua roça na região de Pau Preto. Ali mesmo, conta Madalena, Zé foi colocado em cima de um formigueiro por diversos dias para que confessasse seus laços com os guerrilheiros. Depois, foi levado preso até a base militar de Xambioá. Desesperada, Madalena, como muitas mulheres em sua situação, abandonou a terra e os animais para seguir com os filhos para onde tinham levado o marido.

Ao chegar na base, seu filho, Deusdete, foi preso. Alguns dias depois, desceria ao inferno.

Como confessaria a Wecsley, seu filho mais velho e neto de Zé da Madalena, Deusdete foi obrigado pelos militares “a cortar cipós, molhar na água e chicotear os presos que se encontravam em um buraco, inclusive o seu pai”.

Pouco antes de morrer, minado pela depressão e o alcoolismo, Deusdete também levou o filho à base militar de Xambioá e mostrou o local em que “estariam enterradas cabeças, perto de uma palmeira tucum”.

Tempos depois, já com o marido e o filho morto, Madalena “soube por outros camponeses que saíram da prisão que houve uma tentativa de fuga de Zé da Madalena” e ,quando consegiram prendê-lo novamente, “os maus tratos e as torturas aumentaram, até que um determinado dia foi retirado por militares do buraco, levado para o lugar aonde os presos eram torturados”. “Que do referido buraco, os presos ouviram as pancadas e gritos até que ocorreu o disparo de uma arma e o sr. José nunca mais foi visto”, prossegue o depoimento.

Dona Madalena “soube também pelos camponeses presos o que ocorreu com o seu filho (Deusdete). Que além de forçado a bater nos presos, Deusdete cortou a cabeça de seu pai”.

Esse seria o motivo, diz ela no testemunho, do descontrole emocional do filho, que o teria levado a beber até morrer.

Bicos de papagaio

o caso – extremo – mostra o grau de desestruturação dos camponeses diante da pressão dos militares – à época, “donos” do país e da região –, e da crueldade dos métodos que se viram forçados a compartilhar, no mínimo como testemunhas.

Nesse sentido, é esclarecedor o depoimento de Sinésio Martins, 86 anos, que se tornou colaborador do Exército depois da prisão, gravado em DVD pelo Ministério Público em 2008. (VEJA O VÍDEO).

“Eu estava em Xambioá no meio da rua, quando fui preso por dois soldados. Não tinha motivo. Eu morava fora, na mata, tinha minha terra, gadinho, minha tropa, criação, porco, bode, tinha uma roça de arroz, feijão que era uma maravilha. Passei 18 dias dormindo no chão, pegando chuva, sol, muriçoca, sem o direito de botar ao menos um papelzinho por baixo assim da cabeça”.

Ele conta em, seguida que os soldados chegaram ao curral pedindo que os 44 homens presos formassem uma fila. “Chegou a minha vez e eles perguntaram: ‘Você conhece a Pedra do Almoço?’ ‘Conheço. Por cima de São Geraldo, dentro do igarapé. Quando os barqueiros saíam para buscar castanha, lá ela era lugar de almoçar por causa de uma laje muito boa”, conta com simplicidade o homem que a partir daquela conversa com o “chefe” – que se fazia chamar “doutor César” – seria incumbido de caçar, matar e entregar aos militares as cabeças cortadas de pelo menos dois guerrilheiros que ele conhecia há tempos: Arildo Valadão, 25 anos, e Jaime Petit, 28 anos.

Embora tenha recebido 5 mil cruzeiros por cabeça entregue, ele afirma que não havia promessa de recompensa quando ele e mais dois mateiros foram obrigados a saltar do helicóptero do Exército com uma mochila, uma espingarda e um “saco forte de plástico branco” onde deveriam depositar “os bicos de papagaio” – “para não falar as cabeças dos homens”, elucida seu Sinésio.

“Quando nós saímos, ele (o militar) foi na porta (do helicóptero) e fez assim ó (faz gesto de cortar a cabeça). Quis dizer que se nós fugíssemos eles cortavam as nossas cabeças”, afirma.

De acordo com o depoimento, seu Sinésio e os companheiros, Raimundo e Iomar Galego, combinaram não levar nada que os identificassem como agentes do Exército, pois se encontrasse os “paulistas”, diriam que também estava fugindo dos militares.

Em menos de três dias, localizaram os guerrilheiros Ari (Arildo), Raul (Antonio Theodoro de Castro) e Josias (Jonas) no meio da mata.

“Nós escutamos mexer as folhas assim, aí a gente se agasalhou, pra frente do mato, parecendo um pau. Nós não pensamos que era gente não, nós pensamos que era anta ou veado, ia arrastando aquilo com aquela força, né? Aí eu botei a espingarda, Iomar botou a espingarda e atirou no Ari, e e eu parei o outro (Raul) com a espingarda na frente e atirei, mas só pegou na mochila, e diz que tinha um prato de malto e o prato foi que recebeu o tiro, aquilo não fura, aí ele tirou a mochila assim e ó (fugiu). E o Josias nós não vimos, estava escondido. E quando ele (Ari) caiu, eu disse: “Despe o homem e tira o bico do papagaio. Porque a ordem era essa”.

Uma semana depois, entregaram a cabeça ao “doutor César”, que os remunerou pelo “trabalho”.

Seu Sinésio carregaria pelo menos mais uma morte nas costas, a de Jaime Petit, assassinado quando estava perdido e doente, morando sozinho em uma choupana de palha.

“O Jaime atirou dois tiros e errou, e não atirou mais porque a bala engasgou na arma; aí a equipe – que dessa vez, além dos mateiros, tinha um sargento no comando e dois índios suruí como rastreadores – atirou muito”.

Mais uma vez, o corpo ficou insepulto na mata. A cabeça cortada foi na mochila de um dos mateiros para ser entregue ao dr. Augusto, que os recompensou com a mesma quantia.

“O Jaime estava muito magro, as pernas cheias de feridas de leishmaniose”, diz seu Sinésio, com desconcertante pesar. “Quando acabou tudo, os índios choravam e diziam: ‘Nunca mais nós vamos vir aqui’”.

*por Marina Amaral, publicado originalmente pela Agência Pública

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/araguaia-o-que-as-forcas-armadas-querem-apagar

 

Isso EH o exercito de terceiro mundo.  Nao ha outro tipo.

 

Prezado Nassif,

Será que o euro vai aguentar os próximos 3/4 anos. Parece que uma boa parte dos europeus querem voltar a forma anterior, cada páis com sua moeda e com seus conceitos econômicos-financeiros. Isso seria retrocesso? 

21/06/2011 | Copyleft 

Envie para um amigo Versão para Impressão Uma contra-revolução silenciosa em curso na EuropaA nova Governança Europeia visa colocar sob maior vigilância os orçamentos nacionais para reforçar as sanções contra os estados em déficit excessivo e limitar o crescimento dos gastos públicos. O pacto para o euro visa aumentar a flexibilidade do trabalho para evitar aumentos de salários e reduzir os gastos com a proteção social. A Grécia está no seu terceiro plano no espaço de um ano e viu a sua dívida e o seu déficit crescerem ao ritmo do empobrecimento da população. O mesmo destino aguarda a Irlanda, Portugal e Espanha. O artigo é de Thomas Coutrot, Pierre Khalfa, Verveine Angeli e Daniel Rallet.

Está para ser aprovado no Parlamento Europeu um pacote de seis propostas legislativas para uma nova política econômica da União Europeia. Enquanto isso, os governos europeus subscreveram em março um "pacto para o euro."

Do que se trata? A nova Governança Europeia visa colocar sob maior vigilância os orçamentos nacionais para reforçar as sanções contra os estados em déficit excessivo e limitar o crescimento dos gastos públicos. Uma medida já tomada completa o dispositivo, o"semestre europeu", que pretende apresentar ao Conselho e à Comissão os orçamentos dos estados antes mesmo de serem discutidos pelos parlamentos nacionais. O pacto para o euro, seguindo a proposta Merkel-Sarkozy de estabelecer um pacto de competitividade, visa, nomeadamente, aumentar a flexibilidade do trabalho, para evitar aumentos de salários e reduzir os gastos com a proteção social.

Essas medidas são tomadas em nome de um argumento de aparente bom senso. Os Estados não podem pedir ajuda à União se não houver regras. Mas, na ausência de qualquer debate democrático sobre as políticas econômicas a adoptar, as atuais medidas acabam por enfraquecer os parlamentos nacionais em benefício dos Ministérios das Finanças e da tecno-estrutura europeia. E de que ajuda se trata? Os montantes emprestados pela União são obtidos nos mercados a juros relativamente baixos e emprestados aos Estados que estão em dificuldades a taxas de juros muito mais elevadas. É o povo que paga o preço mais alto com a implementação de planos de austeridade drástica, arruinando qualquer hipótese de recuperação económica. Prova disso é o exemplo patético da Grécia, agora no seu terceiro plano no espaço de um ano, que viu a sua dívida e o seu déficit crescerem ao ritmo do empobrecimento da população. Enquanto isso, os bancos podem continuar a refinanciar-se junto do Banco Central Europeu (BCE) com taxas ridículas, e a emprestar aos estados com juros muito mais altos. Assim, em fevereiro, as taxas a dois anos para a Grécia ultrapassaram os 25%. Não são as pessoas que recebem ajuda, são os bancos e os bancos europeus, em particular!

O mesmo destino aguarda agora a Irlanda, Portugal e a Espanha. Mas todos os países europeus são confrontados com o mesmo tratamento. Os governos, o BCE, a Comissão e o Fundo Monetário Internacional (FMI) usam a purga social como os médicos de Molière usavam a sangria. Numa Europa de economias totalmente integradas, onde os clientes de uns são os fornecedores de outros, tais medidas levam a uma lógica recessiva e, portanto, a uma redução das receitas fiscais que vai alimentar ainda mais os défices. Socialmente desastrosas, são economicamente absurdas.

Mas, dizem-nos, não havia outra opção. É preciso "assegurar os mercados.” Reconhecemos aqui o argumento final, o famoso "Tina", que foi, a seu tempo, empregue por Margaret Thatcher: "There is no alternative." Na verdade não há alternativa, se continuarmos a submeter-nos aos mercados financeiros. Este é o ponto cardeal e o ponto de partida de qualquer política. Como tal, para a votação do Parlamento Europeu marcada para junho, esperamos que os partidos da esquerda europeia se recusem claramente a votar em propostas com consequências dramáticas para a população.

É possível – e hoje é indispensável – uma verdadeira ruptura: ela vai consistir não em "tranquilizar os mercados", mas organizar o seu desarmamento sistemático, começando por lhes retirar o primeiro instrumento de chantagem, a possibilidade de especular com as dívidas públicas. Antes da crise, a origem da dívida estava na queda de receitas devida aos benefícios fiscais feitos às famílias mais ricas e às empresas. No momento da crise financeira, os Estados foram forçados a injetar quantidades maciças de liquidez na economia para evitar que o sistema bancário entrasse em colapso e que a recessão se transformasse em depressão. A explosão dos déficits tem, portanto, as suas raízes no comportamento dos operadores financeiros que são a causa da crise.

As dívidas públicas são, em grande parte, ilegítimas e, portanto, uma auditoria pública da dívida permitirá decidir o que será reembolsado ou excluído. O BCE deverá poder, sob supervisão democrática europeia, financiar os déficits públicos conjunturais. Uma reforma fiscal ampla, tanto em nível nacional como europeu, permitirá encontrar espaço de manobra à ação pública. Tais medidas requerem, portanto, vontade política para romper com o domínio dos mercados financeiros sobre a vida econômica e social. Esta vontade política, de momento, não existe. Será preciso impô-la. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, falou de uma "revolução silenciosa" a propósito das medidas tomadas pela União Europeia. Preferimos falar de contra-revolução, mas, ao passo que Durão Barroso rejubila, nós só podemos lamentar o quase-silêncio, especialmente da França, sobre estas questões que são, no entanto, capitais. Como gritam os manifestantes da praça Puerta del Sol: "Não é uma crise, é uma ladroagem." Essas políticas encostam a União Europeia à parede: está na hora de inventar outra coisa.

(*) Thomas Coutrot, co-presidente da Attac França; Pierre Khalfa co-presidente da fundação Copérnico; Verveine Angeli, sindicalista; Daniel Rallet, sindicalista. Publicado no jornal francês Libération, em 7 de Junho de 2011.

(*) Tradução de Deolinda Peralta para o Esquerda.net

 

"Será que o euro vai aguentar os próximos 3/4 anos":

Nao, Marco Antonio.  Dinheiro "internacional" de ricos somente funciona enquanto bens do terceiro mundo aparecem do nada, gratis.

 

Nassif!

Para mim, o texto abaixo, que acabei de receber da Rede Industrial, revela uma China como a vejo realmente: uma armadilha anunciada para as nações incautas

Enviado por: "Midias & Cia." [email protected]


A CHINA DO FUTURO

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados.

Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefício...

Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber...

Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que "agrega valor": A marca.

Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.

Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares... Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas. É o que chamo de "estratégia preçonhenta".

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila as táticas para dominar no longo prazo.

As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design.. Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de tênis pelo mundo... Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como foi o do petróleo.

E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que se tornou refém do dragão que ele mesmo alimentou ( Vale salientar que o mundo Árabe, é como é, graças aos petrodólares ). Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos... Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atômica... Chinesa.

Nesse dia, os executivos "preçonhentos", tristemente, olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos...

E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.

"Uma Nação que confia em seus Direitos , em vez de confiar em seus Soldados , engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda.

Por Luciano Pires / J.Luiz

Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação.
José Luiz é Broker de commodities e produtos made in China e U.S.A

 

Nassif!

Para mim, o texto abaixo, que acabei de receber da Rede Industrial, revela uma China como a vejo realmente: uma armadilha anunciada para as nações incautas

Enviado por: "Midias & Cia." [email protected]


A CHINA DO FUTURO

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados.

Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefício...

Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber...

Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que "agrega valor": A marca.

Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.

Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares... Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas. É o que chamo de "estratégia preçonhenta".

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila as táticas para dominar no longo prazo.

As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design.. Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de tênis pelo mundo... Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como foi o do petróleo.

E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que se tornou refém do dragão que ele mesmo alimentou ( Vale salientar que o mundo Árabe, é como é, graças aos petrodólares ). Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos... Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atômica... Chinesa.

Nesse dia, os executivos "preçonhentos", tristemente, olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos...

E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.

"Uma Nação que confia em seus Direitos , em vez de confiar em seus Soldados , engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda.

Por Luciano Pires / J.Luiz

Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação.
José Luiz é Broker de commodities e produtos made in China e U.S.A

 

Em artigo, Lula defende candidatura de Graziano a FAOEx-presidente escreveu artigo publicado nesta segunda-feira pelo jornal britânico 'The Guardian'

 

Do ultimo segundo

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/em+artigo+lula+defende+candidatura+de+graziano+a+fao/n1597038852116.html

 

Novo sistema pode reduzir em até 70% tempo de tramitação de processo na Justiça

Fonte:  O POVO Online/Mais Noticias/Brasil

O sistema promete integrar dados e unificar a tramitação de processos em todo o país.

 

http://www.opovo.com.br/app/politica/2011/06/21/noticiacolunapolitica,2258699/novo-sistema-pode-reduzir-em-ate-70-tempo-de-tramitacao-de-processo-na-justica.shtml

 

Mãe nega que governador de Pernambuco seja filho de Chico Buarque

Terça-feira 21, junho 2011

 

Um boato que circula nas redes sociais causou embaraço à família do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Na segunda-feira, a deputada federal Ana Arraes (PSB-PE), mãe de Campos, veio a público negar que o governador seja filho do compositor e cantor Chico Buarque. O boato ganhou força no último fim de semana depois que um site pernambucano divulgou que o artista teria descoberto ser o pai do político. Ontem, em nota oficial, a deputada afirmou que a notícia era “inverídica e criminosa” e que tomou “as providências legais, no sentido de fazer cessar e punir policial e judicialmente tal aberração”. As informações são do jornal O Globo.

A notícia publicada no site Diário Pernambucano, no último fim de semana, dizia que, durante uma turnê bem extensa pelo Nordeste, quando o cantor era jovem, teve um relacionamento “rápido e oculto” com uma “moça de beleza radiante”. Ontem à tarde, o site retirou do ar as alusões à família do governador. Segundo Ana Arraes, o governador é filho dela “e do escritor Maximiano Campos, já falecido e de saudosa e respeitável memória”. A deputada informou, ainda, que só conheceu o cantor, na casa do pai, o ex-governador Miguel Arraes, quando Eduardo já tinha 21 anos. A deputada encaminhou uma queixa à Secretaria de Defesa Social, pedindo que o crime seja investigado pela Polícia Civil – um inquérito foi aberto ainda na segunda-feira. Segundo o advogado Antônio Campos, irmão do governador, a polícia já teria identificado três possíveis responsáveis pela divulgação da notícia falsa. Por meio de sua assessoria, Chico Buarque afirmou que o caso vem sendo encarado como uma “piada da internet”.

Por Helena

http://osamigosdobrasil.com.br/2011/06/21/mae-nega-que-governador-de-pernambuco-seja-filho-de-chico-buarque/

 

Nassif,

o que é pior, uma imprensa que desinforma ou que não informa? O artigo da profa. Lavinas, que destaca o programa sobre o qual nada se fala, não deixa de tocar no problema.

TENDÊNCIAS/DEBATES

Erradicação da miséria, bons auspícios

LENA LAVINAS

Oferecer oportunidades é bem mais caro e trabalhoso que só prover um auxílio monetário que garante o consumo de um pouco mais do mesmo

De lema de campanha a desenho de um programa de ação, nem sempre vinga a transmutação quando se trata de política pública.
O diferencial do Plano de Erradicação da Miséria do governo federal, lançado à sombra das disputas políticas da República, é ser corajoso, ambicioso e absolutamente factível. E ainda inovador.
É corajoso por reconhecer que milhões de brasileiros e brasileirinhos, embora elegíveis ao Bolsa Família, estavam à margem do direito a uma renda mínima de subsistência. O processamento do Censo de 2010 ainda não permitiu conhecer o número de famílias que, vivendo abaixo da linha de R$ 70 mensais per capita, não recebe nenhum benefício, não tendo direitos elementares assegurados.
Pelos dados da Pnad 2009, um terço dos arranjos familiares considerados indigentes não era alcançado pelo programa, algo como 3 a 4 milhões de pessoas.
É corajoso revelar com transparência que um dos grandes trunfos de um governo avaliado de forma tão positiva como o governo Lula necessitava de reparos importantes para superar ineficiências horizontais, que geram iniquidades entre os mais necessitados.
É ambicioso por afirmar que a intersetorialidade é a mola mestra da política social e por ter como meta implementá-la de fato. Deixa para trás os controles tão pouco efetivos à frequência escolar e às visitas aos postos de saúde que o Bolsa Família mantém para promover a aquisição de dotações, que são a fragilidade maior de quem é pobre.
Renda é indispensável em uma economia de mercado -e as externalidades positivas dessa política tornaram-se incontestes aos olhos dos mais reticentes na crise de 2008/2009. Porém, como nos ensinou Amartya Sen, é igualmente necessário ser capaz de transformar renda em bem-estar, dotações básicas em meios de vida.
Não se convertem automaticamente bens primários como educação elementar ou outras acessibilidades em capacidades e habilidades para viver autônoma e livremente. O compromisso da nação em assumir o desafio de ampliar essas dotações básicas é o DNA do novo plano. É factível, pois o Brasil conta hoje com institucionalidade, no âmbito do nosso sistema de seguridade social, que garante meios para tornar efetivas tais práticas.
O Suas (Sistema Único de Assistência Social) acaba de ser aprovado no Senado, novamente na total ignorância dos brasileiros, que desconhecem os marcos legais de intervenção de que dispõem para forjar uma sociedade mais justa e igualitária, liberta da miséria.
Mobilizar os Centros de Atendimento da Assistência Social na busca ativa, ampliar e fortalecer o Programa Saúde da Família, operando na inclusão, criar oportunidades por meio da descoberta de formações ou mesmo apenas em um aprendizado mais constante das letras e dos números para quem nem conseguia perceber as grandes mudanças recentes do país, tamanha sua exclusão, é pouco e ao mesmo tempo um gigantesco desafio.
Tornar melhores e operacionais nossas próprias estruturas de intervenção, valorizando os servidores na sua prática cotidiana territorializada, é uma grande transformação, desta feita salutar.
Finalmente, é inovador porque consegue levar em consideração a realidade de cada rincão deste país na articulação de necessidades e oportunidades. Não é tarefa fácil, toma tempo, energia e não vai custar tão barato como se apregoa.
Oferecer oportunidades é muito mais caro e trabalhoso do que apenas prover um auxílio monetário que garante consumir um pouco mais do mesmo. Trata-se agora de prover aquilo cuja ausência e o não acesso são o alimento da miséria.
Seria uma lástima se nós, brasileiros, mais uma vez, desconhecêssemos o que está em curso. Afinal, quem não se orgulha de pensar que seremos finalmente um país rico se formos verdadeiramente um país sem miséria?

LENA LAVINAS, doutora em economia, é professora associada do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

 

Mantida multa a Maluf por recurso abusivo em execução do caso Paulipetro

21/6/2011 5:31,  Por Supremo Tribunal de Justiça

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve multa de R$ 50 mil por recurso abusivo interposto por Paulo Maluf na execução do caso Paulipetro. Em 1997, ele foi condenado pelo STJ em razão dos contratos de exploração de petróleo firmados em 1979, que deram prejuízo “colossal” ao estado de São Paulo, nas palavras do então relator do caso.

À época, o STJ considerou que o negócio foi premeditado e se efetivou “com evidente atentado à moralidade administrativa”, conforme voto do ministro, hoje aposentado, Antônio de Pádua Ribeiro. Sucessivos recursos fizeram com que essa decisão só transitasse em julgado em 2007, tendo chegado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A condenação deriva de ação popular iniciada por Walter do Amaral. Em 2005, quando o STJ reafirmou sua própria decisão, o processo já tinha mais de cem volumes. Nessa decisão, o Tribunal afirmou que “a lei não autoriza o administrador público a atuar, no exercício de sua gestão, com espírito aventureiro, acrescido de excessiva promoção pessoal e precipitada iniciação contratual sem comprovação, pelo menos razoável, de êxito.”

O valor da condenação equivale a US$ 250 mil, que deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Enduro recursal

Com o trânsito em julgado, foi dado início ao processo de execução da condenação. Nesse momento, Maluf sustentou a nulidade de todos os atos processuais posteriores a 5 de dezembro de 2005, data da morte de um dos corréus na ação popular, além de pedir a suspensão do processo. O pedido foi acolhido apenas em relação ao falecido, o que levou Maluf a recorrer da decisão.

Diante do novo recurso, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) aplicou multa de R$ 50 mil ao condenado. Para o TRF2, a decisão do STJ foi anterior ao óbito, e a notificação extremamente tardia do falecimento, quase dois anos após o fato e em momento oportuno a Maluf (já intimado para o cumprimento da condenação), indicaria o caráter “manifestamente protelatório” do recurso e a “ausência de boa-fé” do recorrente, “que procura se beneficiar de sua própria torpeza”.

Em 2010, Maluf tentou suspender a multa no STJ, argumentando que o valor era extremamente alto. Mas o também já aposentado ministro Hamilton Carvalhido, à época no exercício da Presidência do STJ, negou seguimento à medida cautelar. Carvalhido apontou que não foi feita qualquer prova de que Maluf não possuísse condições financeiras de arcar com seu valor.

Mesmo assim, Maluf recorreu ao STJ, mas sem pagar a multa. O TRF2 não admitiu o seguimento do recurso especial, porque o pagamento seria um pré-requisito indispensável. Diante da decisão do TRF2, Maluf tentou forçar a apreciação do recurso especial pelo próprio STJ, por meio de agravo de instrumento.

Nesse pedido, ele sustentou que a o recurso deveria ser admitido pelo STJ independentemente do pagamento da multa, porque teria sido aplicada de forma ilegal e exorbitante. Mas o ministro Mauro Campbell discordou de Maluf.

Em decisão individual no início de maio, o relator afirmou que “o entendimento esposado pelo Tribunal de origem encontra-se em consonância com o desta Corte no sentido de que o prévio recolhimento da multa estabelecida no artigo 557, parágrafo segundo, do Código de Processo Civil é pressuposto recursal objetivo de admissibilidade, de modo que a não comprovação de depósito da importância fixada a tal título implica o não conhecimento do recurso aviado na sequência”.

Novo recurso de Maluf contestou a decisão individual do relator, levando a questão para a Segunda Turma, que, na última terça-feira (14), confirmou o entendimento do ministro Campbell. Com a decisão, a multa por litigância de má-fé, no valor de R$ 50 mil, está mantida, assim como a execução da condenação anterior.

http://correiodobrasil.com.br/mantida-multa-a-maluf-por-recurso-abusivo-em-execucao-do-caso-paulipetro/257287/

 

20/06/2011 O dia em que a ditadura matou Mané Garrincha

Por ROBERTO VIEIRA

20 de junho de 1964.

Garrincha e Elza Soares dormem na Ilha do Governador.

O casal mais odiado do país.

Castelo Branco se define como homem de centro-esquerda.

Os cariocas apoiam Castelo.

O São Paulo é campeão em Florença.

O Flamengo é campeão do Torneio Naranja com Paulo Choco.

Mas Elza estava com Jango no Comício da Central.

Elza estava com Jango na sede do Automóvel Clube.

Garrincha estava com Elza pro que desse e viesse.

A ditadura chega de madrugada.

Os homens acordam todo mundo na casa.

Garrincha, Elza, a mãe e os três filhos da cantora.

Armas em punho.

Todo mundo nu virado pra parede da sala.

Paredão.

Garrincha pede que poupem as mulheres.

Os militares vasculham a casa.

Destroem os móveis.

Semeiam o terror.

Garrincha está só diante do time adversário.

Garrincha bicampeão mundial.

Garrincha das pernas tortas.

A ditadura vence o jogo.

Mas antes de sair, deixa uma lembrança.

Um dos carabineros abre a gaiola do mainá.

Pássaro indiano.

Xodó de Mané Garrincha.

Curiosamente presente de Carlos Lacerda.

Lacerda que amava os tanques.

Lacerda que também teria seu dia de mainá.

O pássaro desaparece nas mãos do futuro torturador.

O mainá tem seu pescoço torcido.

Garrincha observa o gesto e chora.

O último a sair agarra Mané e afirma:

“Se abrir o bico vai ficar que nem esse passarinho!”

Os jornais publicam a notícia.

Subtraindo a verdade.

O Brasil do mulato inzoneiro.

O Brasil do homem cordial.

Mostra sua face brutal.

Longe das arquibancadas.

Longe dos campos de futebol.

20 de junho de 1964.

O dia em que a ditadura matou Mané Garrincha…

por Juca Kfouri às 20:00

 

Marcha dos Indignados toma a Espanha e ameaça se alastrar pela Europa

20/6/2011 9:01,  Por Redação, com agências internacionais - de Madri

Espanha

Manifestantes tomaram as ruas de Barcelona e seguem para outras cidades da Espanha na Marcha dos Indignados

A Espanha, em convulsão por causa da política de arrocho fiscal promovida pelo governo, em meio à mais séria crise do capitalismo na Europa, vivencia uma nova Marcha dos Indignados já a partir desta segunda-feira. Os manifestantes sairam nesta manhã de Valência para percorrer 500 km em 34 dias e finalizar em 23 de julho em Madri, anunciou o movimento no dia seguinte às manifestações que reuniram pelo menos 200 mil pessoas em toda a Espanha.

A marcha de 34 dias é o início de outras mobilizações dos chamados “indignados”. Está previsto que mais grupos partam de outras cidades, como Barcelona, em 25 de junho, e Cádiz, dia 23, para seguir para Madri, onde será realizada um novo megaprotesto em 24 de julho. O grupo que partiu de Valência (leste) tem a intenção de passar por 29 cidades e povoados. Milhares de manifestantes protestaram no domingo nas ruas de Madri e em quase uma centena de cidades espanholas, na primeira grande manifestação do Movimento 15-M desde seu surgimento há um mês.

A praça Netuno, no centro da capital espanhola, perto da Câmara de Deputados, foi o ponto de encontro de seis marchas multitudinárias que partiram de vários pontos da cidade até reunir entre 35.000 e 40.000 pessoas, segundo a polícia, enquanto em Barcelona até 50.000 manifestantes caminharam no centro da cidade, segundo números da polícia regional catalã.

As seis “colunas” se encontraram na praça Netuno, reunindo pessoas de todas as idades, de crianças em carrinhos de bebê a idosos, em frente a barreiras colocadas por um cordão de policiais para impedir que os manifestantes pudessem chegar até as portas da Câmara. O pacto de estabilidade da zona do euro e o rigor orçamentário que ela impõe, os políticos acusados de corrupção e de ignorar os cidadãos, e o desemprego que afeta 21,29% da população e cerca da metade dos menores de 25 anos foram os grandes motes do protesto.

O movimento 15-M, que acabou ficando conhecido como o dos “indignados”, nascido espontaneamente no dia 15 de maio e que tem reunido milhões de jovens espanhóis exasperados pelas consequências da crise econômica, organizou várias mobilizações no último mês, especialmente acampamentos de protesto em várias cidades.

Domingo de protesto

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Madri e de outras cidades espanholas, neste domingo, em uma série de manifestações contra o desemprego e as medidas de austeridade pretendidas pelo governo da Espanha e de outros países europeus. As manifestações, convocadas por jovens ativistas que se autointitulam “os indignados”, vêm crescendo desde um protesto há três semanas, durante o qual acamparam no centro da capital espanhola.

Os “indignados” prometeram manter a pressão sobre o governo, usando o slogan A Europa para seus cidadãos. Eles também rejeitam a proposta conhecida como Europacto, que pretende aumentar a competitividade entre os países da União Europeia (UE). Críticos do Europacto veem a iniciativa como um sinal de cortes de gastos públicos ainda mais severos.

Outro slogan usado pelos manifestantes de Madri é “Não à violência”, depois que um protesto realizado na semana passada em Barcelona terminou em confrontos com a polícia. Os “indignados” se concentraram na Praça Netuno, no centro de Madri, próxima ao prédio do Parlamento. Dezenas de outros protestos foram marcados para esta segunda-feira, em outras cidades espanholas, como Sevilha e Valência. O desemprego entre a população jovem espanhola chega a 43%. A crise econômica no país deixou mais de 1 milhão de famílias em que todos os integrantes estão desempregados.

 

http://correiodobrasil.com.br/espanhois-vao-as-ruas-contra-medidas-de-au...

 

 

Mais uma notícia solta por uma "Planilharia" sobre a queda das ações das companhias nas américas com destaque para a Petrobras, óbviamente sob o ponto de vista "papelório-mercadista", sem menção aos lucros que essas mesmas empresas obtiveram. 

Petrobras perdeu US$ 47 bilhões no segundo trimestre, a maior queda entre as companhias abertas da América Latina e dos EUA

Guilherme Barros

A Petrobras foi a companhia que registrou maior queda de valor de mercado até agora no segundo trimestre deste ano entre todas as companhias abertas da América Latina e dos Estados Unidos, segundo levantamento da Economática.

Em 31 de março deste ano, o valor de mercado da Petrobras correspondia a R$ 247,1 bilhões. Já ontem, a empresa valia US$ 199,8 bilhões, uma queda de US$ 47,2 bilhões, de acordo com cálculos de Einar Rivero, da Economática.

A perda é próxima ao valor de mercado total do Banco do Brasil, que é de US$ 48,8 bilhões.

Ontem as ações ordinárias da Petrobras terminaram em queda de 0,66%, cotadas a R$ 25,50. Os papeis preferenciais recuaram 0,60% para R$ 23,10. Já o índice Ibovespa teve alta de 0,18%, aos 61.168 pontos.

A segunda maior queda, no mesmo período, é do Google, cujo valor de mercado caiu US$ 32,5 bilhões (de US$ 188,7 bilhões para US$ 156,1 bilhões). Em terceiro, a Apple (o valor caiu de US$ 321 bilhões para US$ 291,5 bilhões), com uma perda de US$ 29,4 bilhões.

Em quarto, está o Bank of America, cujo valor caiu de US$ 135 bilhões para US$ 107,4 bilhões – um recuo de US$ 27,5 bilhões.

Em seguida, aparece o Wells Fargo, com uma perda no valor de mercado de US$ 24,5 bilhões (de US$ 167 bilhões para US$ 142,5 bilhões).

A segunda companhia brasileira com maior perda do mercado é Vale, que aparece no 16º lugar no ranking das empresas abertas da América Latina e dos Estados Unidos. No mesmo período, o valor da Vale caiu de US$ 163,6 bilhões para US$ 150,8 bilhões, uma queda de US$ 12,7 bilhões.

Já a terceira brasileira com pior desempenho é a OGX, de Eike Batista, em 20º no ranking. A perda da OGX é de US$ 10,4 bilhões (uma queda de US$ 39 bilhões para US$ 28,6 bilhões).

Segundo analistas do mercado, o desempenho da Petrobras este ano está sendo bastante afetado pela excessiva interferência do governo na empresa.

Na sexta-feira passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente do conselho da Petrobras, reprovou pela segunda vez o plano de investimento da empresa para os anos de 2011 a 2015.

Nunca o governo federal foi tão duro com a Petrobras.

O governo deu dez dias para a companhia apresentar um novo plano. A Petrobras pretendia investir US$ 250 bilhões, mas, na próxima revisão, o plano deve baixar para o patamar atual, de US$ 224 bilhões.

 

 

 

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Marcha dos Indignados toma a Espanha e ameaça se alastrar pela Europa

20/6/2011 9:01,  Por Redação, com agências internacionais - de Madri

Espanha

Manifestantes tomaram as ruas de Barcelona e seguem para outras cidades da Espanha na Marcha dos Indignados

A Espanha, em convulsão por causa da política de arrocho fiscal promovida pelo governo, em meio à mais séria crise do capitalismo na Europa, vivencia uma nova Marcha dos Indignados já a partir desta segunda-feira. Os manifestantes sairam nesta manhã de Valência para percorrer 500 km em 34 dias e finalizar em 23 de julho em Madri, anunciou o movimento no dia seguinte às manifestações que reuniram pelo menos 200 mil pessoas em toda a Espanha.

A marcha de 34 dias é o início de outras mobilizações dos chamados “indignados”. Está previsto que mais grupos partam de outras cidades, como Barcelona, em 25 de junho, e Cádiz, dia 23, para seguir para Madri, onde será realizada um novo megaprotesto em 24 de julho. O grupo que partiu de Valência (leste) tem a intenção de passar por 29 cidades e povoados. Milhares de manifestantes protestaram no domingo nas ruas de Madri e em quase uma centena de cidades espanholas, na primeira grande manifestação do Movimento 15-M desde seu surgimento há um mês.

A praça Netuno, no centro da capital espanhola, perto da Câmara de Deputados, foi o ponto de encontro de seis marchas multitudinárias que partiram de vários pontos da cidade até reunir entre 35.000 e 40.000 pessoas, segundo a polícia, enquanto em Barcelona até 50.000 manifestantes caminharam no centro da cidade, segundo números da polícia regional catalã.

As seis “colunas” se encontraram na praça Netuno, reunindo pessoas de todas as idades, de crianças em carrinhos de bebê a idosos, em frente a barreiras colocadas por um cordão de policiais para impedir que os manifestantes pudessem chegar até as portas da Câmara. O pacto de estabilidade da zona do euro e o rigor orçamentário que ela impõe, os políticos acusados de corrupção e de ignorar os cidadãos, e o desemprego que afeta 21,29% da população e cerca da metade dos menores de 25 anos foram os grandes motes do protesto.

O movimento 15-M, que acabou ficando conhecido como o dos “indignados”, nascido espontaneamente no dia 15 de maio e que tem reunido milhões de jovens espanhóis exasperados pelas consequências da crise econômica, organizou várias mobilizações no último mês, especialmente acampamentos de protesto em várias cidades.

Domingo de protesto

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Madri e de outras cidades espanholas, neste domingo, em uma série de manifestações contra o desemprego e as medidas de austeridade pretendidas pelo governo da Espanha e de outros países europeus. As manifestações, convocadas por jovens ativistas que se autointitulam “os indignados”, vêm crescendo desde um protesto há três semanas, durante o qual acamparam no centro da capital espanhola.

Os “indignados” prometeram manter a pressão sobre o governo, usando o slogan A Europa para seus cidadãos. Eles também rejeitam a proposta conhecida como Europacto, que pretende aumentar a competitividade entre os países da União Europeia (UE). Críticos do Europacto veem a iniciativa como um sinal de cortes de gastos públicos ainda mais severos.

Outro slogan usado pelos manifestantes de Madri é “Não à violência”, depois que um protesto realizado na semana passada em Barcelona terminou em confrontos com a polícia. Os “indignados” se concentraram na Praça Netuno, no centro de Madri, próxima ao prédio do Parlamento. Dezenas de outros protestos foram marcados para esta segunda-feira, em outras cidades espanholas, como Sevilha e Valência. O desemprego entre a população jovem espanhola chega a 43%. A crise econômica no país deixou mais de 1 milhão de famílias em que todos os integrantes estão desempregados.

 

http://correiodobrasil.com.br/espanhois-vao-as-ruas-contra-medidas-de-au...

 

O maior escândalo judiciário do Brasil contemporâneo. Se alguém tiver o arquivo, por favor... A impagável capa da revista Veja (CASO ENCERRADO), encampando a versão de crime passional montada pelo famigerado Badan Palhares. Logo depois de ter vindo a São Paulo transar com o namorado bonitão, Suzana Marcolino volta para Alagoas e, com ciúme de um noivo velho, careca e barrigudo, dá-lhe um tiro certeiro, digno de um profissional, e se mata em seguida, fazendo o pulso dobrar-se num J, apertando o gatilho e dando um tiro no próprio coração. Foi nessa história que convidaram o Brasil a acreditar. Ou engolir.

 

Quinze anos após a morte de PC Farias, ex-seguranças devem ir a júri até setembroAliny Gama e Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceióhttp://int.imguol.com/comentarios/noticias/bg.gif?6); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; float: left; background-position: -88px -821px; background-repeat: no-repeat no-repeat;">

Comentário [1]

  • O ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello, Paulo César Farias, e sua namorada, Suzana Marcolino, foram mortos no dia 23 de junho de 1996

    O ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello, Paulo César Farias, e sua namorada, Suzana Marcolino, foram mortos no dia 23 de junho de 1996

Quinze anos após polêmicas, investigações questionadas e recursos judiciais, a 8ª Vara Criminal de Maceió vai decidir até setembro o futuro dos quatro ex-seguranças da casa de praia onde morreram Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino, no dia 23 de junho de 1996. Acusados de praticarem duplo assassinato, o quarteto será levado a júri popular por decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois de várias tentativas da defesa em evitar o julgamento dos acusados, o ministro Joaquim Barbosa negou, no último dia 26 de abril, o último recurso possível para evitar que os quatro policiais militares fossem a júri popular. No dia 1° de junho, o acompanhamento processual no STF apontou o caso como “transitado em julgado”, ou seja, não cabe mais recurso –colocando um ponto final nos quase nove anos de tentativas em vão de reverter a decisão da primeira instância. 

Apesar da certeza do julgamento, as mortes de Paulo César e Suzana ainda são cercadas de mistério. Embora os ex-seguranças sejam os únicos a sentar no banco dos réus, uma dúvida persiste: quem mandou assassiná-los? Para a Justiça, a pergunta ficará sem resposta, já que o processo não traz qualquer alegação sobre autoria intelectual.

Inicialmente, as investigações apontaram para um crime passional, com o assassinato do ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello, seguido do suicídio de Suzana. Dois anos depois, a versão oficial foi mudada para duplo assassinato, resultando, em outubro de 2002, na pronúncia dos acusados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva.

Julgamento até setembro

Segundo o juiz que acatou a denúncia contra os quatro acusados, Alberto Jorge Correia, o STF já deu baixa no processo (enviou os autos de Brasília para Maceió), autorizando assim a convocação do júri. “A Vara está enxuta, com poucos processos, e muito provavelmente até o dia 20 de setembro este caso estará julgado”, adiantou ao UOL Notícias.

Para ele, a demora no caso ocorreu porque “o sistema penal brasileiro é esquizofrênico”. “Em todo lugar do mundo você tem dois graus de recurso. No Brasil você tem quatro”, disse, citando ainda que se passaram cinco anos para que o ministro Joaquim Barbosa negasse o recurso e autorizasse a convocação do júri. “Mas não é culpa dele, que tem 50 mil processos para julgar. É culpa do sistema”, disse Correia, que também é professor de direito da Universidade Federal de Alagoas.

Caso “divisor de águas”

Promotor responsável pela denúncia, Luiz Vasconcelos não sabe se vai atuar no julgamento, já que exerce nova função no Ministério Público de Alagoas, coordenando o grupo especial de combate às organizações criminosas. A definição, entretanto, dependerá do atual promotor da 8ª Vara Criminal, que pode ou não convocá-lo.

Vasconcelos, que atuou em todo período de investigação, diz não ter dúvidas sobre a culpa dos quatro militares. Para explicar a acusação contra os réus, o promotor usa um exemplo simples: “É aquela tese de que, se estão quatro pessoas em uma sala, e uma é morta, ou é porque foi um deles, ou foi porque eles pactuaram”, explicou. “Tecnicamente se provou que os seguranças estavam no local e na hora do crime. Ficou provado  que os tiros eram audíveis dos locais onde eles disseram que estavam.”

Como nenhum dos militares confessou o duplo homicídio ou apontou uma terceira pessoa na cena do crime, o promotor embasou a denúncia afirmando que eles, de forma direta ou indireta, participaram do duplo homicídio. Ele lamentou, porém, a demora na realização do júri, que pode dificultar a condenação. “É uma pena que esse julgamento aconteça 15 anos depois. Essa demora fez com que as pessoas perdessem aquela discussão, que à época foi muito pública. E no julgamento você terá muito pouco tempo para relembrar e provar tudo”, alegou.

O promotor afirmou que o caso PC foi um dos mais complexos e difíceis nos quais já atuou, já que todas as provas foram técnicas, e não testemunhais. “Foi um caso de muita complexidade, ao ponto de se criar métodos novos de coleta de provas. Seguramente foi um caso divisor de águas no país na forma de coletas e de embasamento de provas técnicas e científicas.”

Tiros confundidos com fogos

O advogado dos ex-seguranças de PC Farias, José Fragoso Cavalcanti, informou ao UOL Notícias que a defesa dos acusados alegará aos jurados que o ex-tesoureiro foi assassinado pela namorada, que em seguida suicidou-se. Para ele, as investigações apontaram para um crime passional, “movido pelo ciúme excessivo de Suzana”. “Existem provas exuberantes nos autos, apontando que Suzana atirou em PC e depois se matou. Não existem dúvidas nos autos”, alegou.

Fragoso lembrou que as mortes ocorreram na madrugada da véspera de São João. Ele reconheceu que os ex-seguranças podem até ter escutado o barulho dos tiros, mas pensaram se tratar de fogos de artifício. “Era uma noite com muito barulho de bombas. Aqui no Nordeste, nesse período, é comum soltar fogos. Para os seguranças, naquela noite, PC estava seguro, trancado no quarto, dormindo com a namorada. Jamais os seguranças suspeitariam que o assassino dele estava dormindo na mesma cama que o patrão. Eles não associariam que, no meio do barulho de bombas, tinha havido tiros dentro da casa”, argumentou. 

O advogado ressaltou ainda que os ex-seguranças estavam vigiando a casa de praia de PC Farias a uma distância de 80 metros. “A casa é muito grande e, se escutaram os tiros, foi de longe. A casa estava totalmente fechada e não dava para distinguir o barulho de bombas com tiros.”

Passados 15 anos do episódio, Fragoso disse que os ex-seguranças continuam exercendo funções como policiais militares. “Eles levam a mesma vida que levavam há 15 anos. Trabalham como policiais, desempenhando suas funções na Polícia Militar de Alagoas. Eles têm a consciência tranquila”, finalizou.

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Mais uma notícia solta por uma "Planilharia" sobre a queda das ações das companhias nas américas com destaque para a Petrobras, óbviamente sob o ponto de vista "papelório-mercadista", sem menção aos lucros que essas mesmas empresas obtiveram. 

Petrobras perdeu US$ 47 bilhões no segundo trimestre, a maior queda entre as companhias abertas da América Latina e dos EUA

Guilherme Barros

A Petrobras foi a companhia que registrou maior queda de valor de mercado até agora no segundo trimestre deste ano entre todas as companhias abertas da América Latina e dos Estados Unidos, segundo levantamento da Economática.

Em 31 de março deste ano, o valor de mercado da Petrobras correspondia a R$ 247,1 bilhões. Já ontem, a empresa valia US$ 199,8 bilhões, uma queda de US$ 47,2 bilhões, de acordo com cálculos de Einar Rivero, da Economática.

A perda é próxima ao valor de mercado total do Banco do Brasil, que é de US$ 48,8 bilhões.

Ontem as ações ordinárias da Petrobras terminaram em queda de 0,66%, cotadas a R$ 25,50. Os papeis preferenciais recuaram 0,60% para R$ 23,10. Já o índice Ibovespa teve alta de 0,18%, aos 61.168 pontos.

A segunda maior queda, no mesmo período, é do Google, cujo valor de mercado caiu US$ 32,5 bilhões (de US$ 188,7 bilhões para US$ 156,1 bilhões). Em terceiro, a Apple (o valor caiu de US$ 321 bilhões para US$ 291,5 bilhões), com uma perda de US$ 29,4 bilhões.

Em quarto, está o Bank of America, cujo valor caiu de US$ 135 bilhões para US$ 107,4 bilhões – um recuo de US$ 27,5 bilhões.

Em seguida, aparece o Wells Fargo, com uma perda no valor de mercado de US$ 24,5 bilhões (de US$ 167 bilhões para US$ 142,5 bilhões).

A segunda companhia brasileira com maior perda do mercado é Vale, que aparece no 16º lugar no ranking das empresas abertas da América Latina e dos Estados Unidos. No mesmo período, o valor da Vale caiu de US$ 163,6 bilhões para US$ 150,8 bilhões, uma queda de US$ 12,7 bilhões.

Já a terceira brasileira com pior desempenho é a OGX, de Eike Batista, em 20º no ranking. A perda da OGX é de US$ 10,4 bilhões (uma queda de US$ 39 bilhões para US$ 28,6 bilhões).

Segundo analistas do mercado, o desempenho da Petrobras este ano está sendo bastante afetado pela excessiva interferência do governo na empresa.

Na sexta-feira passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente do conselho da Petrobras, reprovou pela segunda vez o plano de investimento da empresa para os anos de 2011 a 2015.

Nunca o governo federal foi tão duro com a Petrobras.

O governo deu dez dias para a companhia apresentar um novo plano. A Petrobras pretendia investir US$ 250 bilhões, mas, na próxima revisão, o plano deve baixar para o patamar atual, de US$ 224 bilhões.

 

 

 

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

DO TERRA MAGAZINETerça, 21 de junho de 2011, 08h17Na BubuiaGetty Images Não há problema se apenas seis culturas representam mais de 80% de nossa área plantada Cultivo de soja: "Não há problema se apenas seis culturas representam mais de 80% de nossa área plantada"

Rui Daher
De São Paulo

 

"Já que não estamos aqui a passeio/Já que a vida enfim não é recreio/Eu vou na bubuia, eu vou/Flutuo navegando sem tirar os pés do chão/365 dias na missão eu vou/Na bubuia, eu vou". (Céu, Anelis Assumpção, Thalma de Freitas)

Desde o início deste século, a agropecuária passou a tomar mais espaço nas preocupações mundiais e na mídia brasileira que, antes, fazia do setor um apêndice subalterno da economia, fato aqui já comentado.

Parte da mudança deveu-se à percepção dos efeitos da produção agropecuária sobre o meio ambiente, o que gerou um debate feroz a partir da última década do século passado. O mais pode ser creditado à demanda acelerada por alimentos, fibras e energia, que veio no bojo do crescimento do consumo nos países emergentes, especialmente os asiáticos, e sua repercussão no comércio internacional.

Entre esses dois fatos, o agronegócio brasileiro percorreu uma sina de rótulos, estigmas, queixas, culpas, enfim, de pecados que nem sempre cometeu.

Na década de 1970, talvez para reagir ao dar de ombros com que a sociedade contemplava as atividades agrícolas e de pastoreio, empresários e profissionais do setor estenderam o conceito para além das fronteiras das fazendas. Não foi difícil. São poucos os bens que não nascem na terra para serem consumidos ou transformados.

Daí o termo agronegócio. Foi também agribusiness, mas poderia ter sido agroindústria ou complexo agroindustrial. Importante era evitar termos como rural, camponês e jeca-tatu. A projeção da atividade primária exigia ares empresariais, e a tal da vocação agrícola já teria feito o Brasil perder um século rumo às conquistas tecnológicas e industrialização.

Pode-se apostar: muitas restrições e antipatias que o agronegócio recebe hoje de setores específicos da sociedade vêm mais da extensão conceitual que lhe deu a atual pujança do que de suas interferências negativas, por sinal, ainda pouco estudadas.

É difícil saber quanto disso veio para o bem ou o mal. A verdade é que produções essenciais para as sobrevivência humana e economia, secularmente repetidas, mas difíceis de serem reconhecidas num período de espetaculares inovações tecnológicas, no Brasil, tomaram ares superiores através de um truque terminológico.

Sim. Tentem comparar nossa magnitude "agronegocial" com a de outros países. Procurem na FAO, no USDA, na OCDE, expressões estatísticas comparativas do agronegócio. Como a lenda da jabuticaba, isso parece ser apenas coisa nossa.

Sempre tivemos uma agropecuária de exportação e para o mercado interno, e assim eram classificadas as estatísticas. Se para um segmento os preços eram cotados em bolsas internacionais e, para o outro, medidos no balcão do armazém, o fato estrutural não mudava.

Algum dia se deixou de engordar frango com milho e hormônios? Gado com proteínas de oleaginosas? Algodão de exportação no Nordeste? Não é sabido que, desde meados da década de 1970, usinas produzem biocombustíveis?

A essência do agronegócio não é mais do que a velha e boa atividade agrícola e pastoril produzindo ao menor custo e maior eficácia o que o planeta consome.

Não há problema se apenas seis culturas (soja, milho, cana, feijão, arroz, café) representam mais de 80% de nossa área plantada. Planta-se o que o mercado compra por ser o que as populações consomem.

Antes do agronegócio, quem pecou foram governos que não prestaram atenção numa atividade que precisava de planejamento e regulamentação. Daí, as justas críticas ao modelo fundiário desenvolvido no Brasil e que expulsou enormes excedentes de trabalhadores rurais para as cidades. Ou, à devastação que a produção provocou no meio ambiente.

Ir na bubuia significa boiar, flutuar, no sentido da correnteza. A agropecuária brasileira não estaria na posição em que está caso tivesse apenas bubuiado.