Revista GGN

Assine

EUA/Canadá

O fiasco da viagem de Rex Tillerson a Ibero-América: seu chamado para a mudança de regime não chegou a lugar algum

BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/GETTY

Do Serviço de Informações da Executive Intelligence Review 

O fiasco da viagem de Rex Tillerson a Ibero-América: seu chamado para a mudança de regime não chegou a lugar algum

Tradução Rogério Mattos

12 de fevereiro de 2018

Apesar da histeria que causou o pronunciamento do Secretário de Estado dos EUA, clamando que as Forças Armadas venezuelanas derrubassem o governo de Nicolás Maduro, o fato é que as palavras de Tillerson não encontraram eco em canto algum na América Latina e no Caribe. Os dirigentes dos países visitados pelo enviado do governo de Donald Trump, envolvidos com o Fórum China-CELAC, preferiram repercutir as promessas de cooperação econômica com os chineses em ciência, tecnologia e infraestrutura, que já beneficiam 20 países da região em 80 diferentes projetos. Frente a cada vez maior presença chinesa no continente, supostamente "imperialista", faz os americanos (os de fato e historicamente imperialistas) parecerem cada vez mais nanicos, com relevância nem sequer regional num mundo que quer se afirmar como multipolar.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

A Síndrome de Babel e a nova doutrina de segurança dos EUA, por José Luís Fiori

Foto: Reuters/Mike Segar

A "Síndrome de Babel" e a nova doutrina de segurança dos EUA

por José Luís Fiori 

“We will pursue this beautiful vision – a world of strong, sovereign, and independent nations, each with its own cultures and dreams, thriving side by side in prosperity, freedom, and peace [...]. We are also realistic and understand that the American way of life cannot be imposed upon others, nor is it the inevitable culmination of progress.

Presidency of the United States, “National Security Strategy of the United States oAmerica”, December 2017, Washington, p. II e 4

No dia 18 de dezembro de 2017, a Casa Branca anunciou a nova “estratégia de segurança nacional” dos Estados Unidos, definida antes mesmo que o presidente Donald Trump completasse o primeiro ano de seu mandato. Trata-se de uma declaração abrangente, onde se definem os interesses nacionais do país, junto com seus objetivos estratégicos, e mais as metas e ações propostas pelo governo para assegurar a segurança nacional dos Estados Unidos, contra todo o tipo de ameaça externa aos interesses do país, venham de onde venham, de qualquer lugar do mundo. Todos os governos americanos fazem o mesmo, e definem – sucessivamente – seus próprios objetivos e metas, mas engana-se quem pensar que este novo texto seja apenas mais um documento sequencial e burocrático.

Leia mais »

Média: 4.2 (5 votos)

'Racista': africanos respondem a Trump após comentário sobre 'países de m*rda'

© AP Photo/ Andrew HarnikPresident Donald Trump walks across the South Lawn as he arrives at the White House in Washington, Sunday, Jan. 7, 2018, after traveling from Camp David, Md.

do SputnikNews

'Racista': africanos respondem a Trump após comentário sobre 'países de m*rda'

Os governos africanos detonaram o suposto comentário do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre "países de m*rda", que seria endereçado aos países do continente. A mídia também repercutiu o tema, sugerindo paralelos entre a Casa Branca e o grupo supremacista Ku Klux Klan (KKK).

A notícia vem depois de uma reportagem do jornal The Washington Post, citando fontes, afirmar que Trump se referiu a alguns países africanos, bem como ao Haiti e a El Salvador, como "países de m*rda" durante uma discussão sobre a proteção das pessoas desses países como parte de um acordo bipartidário de imigração.

Leia mais »
Média: 3.8 (6 votos)

America sh*hole country again

Um verdadeiro estadista é capaz de encontrar pontos de contato entre posições conflitantes, de construir um ambiente de tranquilidade para a superação de conflitos que parecem insolúveis e, principalmente, de não criar disputas desnecessárias e irrelevantes que podem afetar de maneira negativa os interesses do seu país. Donald Trump não preenche nenhum desses requisitos.

Após assumir o poder ele continuou utilizando o Twitter de maneira irresponsável. Ele prejudicou a cotação das ações da Toyota na Bolsa de Valores ao atacar a companhia. Aumentou desnecessariamente a tensão internacional ao ameaçar destruir a Coréia do Norte com bombas atômicas. Ofendeu parceiros importantes dos EUA ao chamá-los de países de merda.

Como todo racista, Trump pressupõe que sua pátria é melhor do que as outras. O filtro ideológico impossibilita que ele veja as virtudes das outras nações e o impede de enxergar os defeitos do seu próprio país.   Leia mais »

Sem votos

O México não pagará por muro de Trump

 
Jornal GGN - O ministro da Economia mexicano, Ildefonso Guajardo, afirmou que o México nunca irá pagar pelo muro na fronteira planejado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A declaração de Guajardo foi feita após Trump insistir, de novo, que irá fazer o México pagar pela construção do muro.
 
Em seu perfil no Twitter, o ministro declarou que o presidente do México, Enrique Peña Nieto, já deixou claro que o México nunca irá pagar este muro. A tuitada foi em resposta às declarações de Donald Trump ao Wall Street Journal de que o país vizinho ao seu poderá pagar 'indiretamente' pelo muro que, segundo ele, poderá conter imigração ilegal. O pagamento se daria através de mudanças no Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). 

Leia mais »

Média: 1 (2 votos)

Trump, o furioso, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Trump, o furioso

por Fábio de Oliveira Ribeiro

A publicação do livro Fire and Fury, do jornalista Michael Wolff, provocou uma verdadeira tormenta. O presidente dos EUA sentiu o golpe. Donald Trump deu uma entrevista afirmando que nunca foi entrevistado pelo autor da obra e que ele nunca teve acesso a Casa Branca. Imediatamente Michael Wolff desmentiu Donald Trump.

Dentre as principais questões levantadas pelo livro estaria a suposta instabilidade mental do presidente dos EUA. Essa questão já vinha sendo discutida há algum tempo.

Não li o livro e, portanto, não posso avaliar seu conteúdo. Todavia, a obra de Michael Wolff, a reação de Trump e a tempestade jornalística e política que foi desencadeada pelo livro evidenciam algo relevante: a exemplo do Brasil, nos EUA a política está totalmente deslocada da realidade da população.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Psiquiatra apresentou a congressistas análise sobre saúde mental de Trump

Parecer sem avaliar paciente pessoalmente é contrário a regras da Associação Americana de Psiquiatria (picture-alliance/AP/A. Brandon)

do Ópera Mundi

Psiquiatra apresentou a congressistas análise sobre saúde mental de Trump

Deutsche Welle | Bonn - 07/01/2018 - 10h43

Segundo especialista, legisladores temem que instabilidade mental do presidente norte-americano represente um perigo à nação; "ele tem potencial de se tornar impulsivo e muito volátil", afirmou

Um grupo de congressistas americanos, a maioria democratas, foi informado por uma professora de Psiquiatria da Universidade Yale sobre a saúde mental do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo noticiou a imprensa americana nesta quinta-feira (05/01).

A análise sobre Trump foi apresentada no início de dezembro pela psiquiatra Bandy Lee, editora do livro The Dangerous Case of Donald Trump: 27 Psychiatrists and Mental Health Experts Assess a President (O caso perigoso de Donald Trump: 27 avaliações de psiquiátricas e especialistas em saúde mental sobre um presidente).

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Trump, o remédio errado para um problema real, por André Araújo

Trump, o remédio errado para um problema real

por André Araújo

Porque Trump foi eleito? O mais improvável e despreparado Presidente dos EUA desde Warren Harding, Presidente de 1921 a 1923, Donald Trump foi um choque e uma surpresa para o mundo. Porque esse nó-cego foi eleito em um Pais com sólida experiência democrática e que já teve padrões do nível de um Roosevelt, de um Eisenhower, de um Clinton?

A resposta é ao mesmo tempo simples e complexa. Trump foi eleito por causa de uma profunda crise social que se desenrola nos EUA, provocada pela globalização financeira inventada pelos próprios americanos, sem medir suas históricas e terríveis consequências.

A globalização financeira ARRUINOU a até então sólida classe média americana, símbolo, esteio e eixo central da democracia dos Estados Unidos. Esse mesmo movimento vem desde 1994 arruinando a economia brasileira, quando foi abandonado o PROJETO NACIONAL DESENVOLVIMENTISTA que deu ao Brasil um crescimento médio de 7% ao ano entre 1950 e 1980, processo que transformou o Brasil de uma grande fazenda de café em uma potência geopolítica e econômica com defeitos, MAS com uma TRAJETÓRIA de desenvolvimento consistente  que construiu uma nação moderna e a 7ª economia mundial.

Leia mais »

Média: 4.6 (28 votos)

Crianças pobres dos EUA desenvolvem traumas similares aos de guerras

do Portal Vermelho

Crianças pobres dos EUA desenvolvem traumas similares aos de guerras

"Às vezes, tenho dificuldades para dormir porque posso escutar os disparos, como se estivessem grudados na minha orelha", conta Laquita Duvall, mãe de dois pré-adolescentes.

Ela vive em um subúrbio da cidade de Atlanta, capital do Estado da Geórgia, uma das 20 cidades mais violentas dos Estados Unidos, segundo dados do FBI de 2016.

A cidade foi foco de um dos maiores estudos científicos nacionais sobre o transtorno de estresse pós-traumático em centros urbanos, uma condição tradicionalmente associada a traumas de guerra. Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Irã acusa EUA e Arábia Saudita de provocar protestos

Trump sobre Irã: "Regimes opressivos não podem durar para sempre" (Foto Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

do Sputinik Brasil

Irã acusa EUA e Arábia Saudita de provocar protestos

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Shamkhani, declarou que as manifestações no Irã fazem parte de uma guerra intermediária travada contra Teerã por alguns países, comunica a agência de notícias Tasnim.

Segundo ele, os protestos são provocados pelos EUA, Arábia Saudita e até mesmo pelo Reino Unido, sendo estes países os líderes das campanhas que influenciam as manifestações nas redes sociais.

Leia mais »
Média: 5 (3 votos)

Para que tem servido Guantánamo? Por Luisa Barrenechea

Em janeiro de 2002, meses depois dos atentados de 11 de setembro, chegaram à base naval estadunidense de Guantánamo, em Cuba, os primeiros suspeitos de delitos de terrorismo de um total de 760 prisioneiros que passaram algum tempo nas celas do célebre campo de detenção. A história de Guantánamo tem sido marcada por contínuas críticas por sua ilegalidade e pelo tratamento desumano dado aos reclusos


Foto: REUTERS/U.S

Do World Economic Fórum 

Por Luisa Barrenechea*

Traduzido pela Revista Diálogos do Sul

O resumo do informe da Comissão de Inteligência dos Estados Unidos sobre o programa de detenções e interrogatórios da CIA, desclassificados em dezembro de 2014, confirmou que ali alguns dos detidos foram submetidos a torturas e tratamento desumano e degradante. O programa foi executado não só em Guantánamo, mas também em outros sítios de detenção clandestinos como Abu Ghraib no Iraque e na conhecida como Salt Pik no norte de Cabul, no Afeganistão.

Leia mais »

Média: 4.3 (4 votos)

“Nós não temos escolhas”: A estratégia nacional de defesa de Donald Trump, por Fernando Horta

Foto CNN

“Nós não temos escolhas”: A estratégia nacional de defesa de Donald Trump

por Fernando Horta

“Os EUA vão preservar a paz pela força”. Sobre esta afirmação, o presidente Trump apresentou hoje (18/12) sua doutrina de segurança nacional. Foi o discurso mais duro e violento desde o início da Guerra Fria. Trump inclusive retomou um conceito antigo de “nações prisioneiras” (captive nations) usado inicialmente por Eisenhower, no início da Guerra Fria. Guerra que Trump declara estar novamente ocorrendo e nomina abertamente as “nações rivais” de Rússia e China.

Trump determinou que a partir de seu governo a economia será tratada como assunto de segurança internacional. Por um lado, isto é mais honesto do que outros presidentes fizeram, pois, o interesse econômico de uma potência é sempre uma questão a de segurança nacional. Mas, tal  afirmação aberta e direta remete a um período do século XIX chamado de “diplomacia das canhoneiras”, em que a Inglaterra terminava suas discussões econômicas com sua armada. Trump deixa claro que isto pode voltar a acontecer e já de imediato legitima a saída dos EUA do Acordo de Paris (sobre o clima) e do Tratado Transpacífico (TTP). Tudo o que venha a prejudicar a “economia” dos EUA será tratado como questão de segurança e não mais como mercado. Trump anunciou restrições ao comércio e inovação no campo de tecnologia de segurança, por exemplo. O livre-mercado de Trump, ao menos internamente, se dobra aos interesses nacionais de forma clara.

Leia mais »

Média: 4.4 (14 votos)

Com discurso de Bolsonaro, direita apanhou no conservador Alabama!, por Antonio Barbosa Filho

Com discurso de Bolsonaro, direita apanhou no conservador Alabama!

por Antonio Barbosa Filho

Com um discurso muito parecido ao de Jair Bolsonaro – contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os direitos dos gays e anti-imigrantes, especialmente muçulmanos – o juiz conservador Roy Moore conseguiu uma façanha histórica: perder uma eleição para o Senado no estado do Alabama, que está para os republicanos como São Paulo está para os tucanos. Assim como o PSDB governa São Paulo há 24 anos, os republicanos não perdiam uma eleição no Alabama há 25.

A diferença não foi grande, apenas 20 mil votos, 1,4% do eleitorado. E também como o tucano Aécio Neves, o perdedor recusou-se a reconhecer a derrota, ameaçando pedir uma recontagem de votos. Roy Moore deu uma coletiva em que citou Deus várias vezes, recitou versículos da Bíblia, tudo para afirmar que não acreditava no resultado. Seu cristianismo (outra semelhança com a extrema-direita brasileira) contrasta com sua folha corrida: acusado por sete mulheres de tê-las assediado sexualmente, duas delas menores de idade na ocasião dos fatos.

Leia mais »

Média: 4.6 (7 votos)

Plutocracia Populista e Futuro da América, por Nouriel Roubini

no Project Syndicate

Plutocracia Populista e Futuro da América

por Nouriel Roubini

Tradução de Caiubi Miranda

NOVA YORK - Donald Trump ganhou a presidência dos EUA com o apoio de eleitores brancos da classe trabalhadora, socialmente conservadores, com uma plataforma populista de nacionalismo econômico. Trump rejeitou a agenda tradicional pró-negociação e pró-comércio do Partido Republicano e, com Bernie Sanders à esquerda, apelou para os americanos que foram prejudicados por tecnologias bruscas e políticas "globalistas" de promoção do livre comércio e migração.

Mas enquanto Trump apresentou-se como um populista, ele governou como um plutocrata, mais recentemente apoiando a teoria de tributação, desacreditada do lado da oferta. que a maioria dos republicanos ainda se apegam. Trump também apresentou-se como alguém que "drenaria o pântano" em Washington, DC e em Wall Street. No entanto, ele alinhou sua administração com os bilionários (não apenas os milionários) e os ex-alunos da Goldman Sachs, ao mesmo tempo em que permite que o pântano dos lobistas de negócios subam mais alto do que nunca.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Decisão de Trump sobre Jerusalém pode unir todo o mundo árabe contra os EUA, por Patrick Cockburn

Resistente palestino reage com pedras às granadas de gás disparadas pela polícia de Israel

do Blog do Alok

Decisão de Trump sobre Jerusalém pode unir todo o mundo árabe contra os EUA

Patrick Cockburn, The Independent, Londres

13/10/2016: "UNESCO declara Israel 'potência ocupante' em Jerusalém", Washington Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

O presidente Trump e o governo de Israel com certeza previram, mas subestimaram, o "dia de fúria" palestina, com protestos de muçulmanos em todos os cantos do mundo, na sequência do 'reconhecimento' de Jerusalém, pelos EUA, como "capital de Israel" e planos de transferir para lá a embaixada dos EUA. Com certeza entendem que a fúria logo se dissipará, porque aliados dos EUA, como os governantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito se darão por satisfeitos com breves protestos formais, e os palestinos são fracos demais para qualquer coisa além de manifestações que nada mudam.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)