
Por lmstefanini
Há dez dias a revista New Yorker colocou uma matéria sobre o “The Big One” o terremoto que poderia ser a maior catástrofe natural dos Estados Unidos.
“The Really Big One An earthquake will destroy a sizable portion of the coastal Northwest. The question is when”
A matéria compara os efeitos de um provável terremoto na costa oeste com o último terremoto no Japão que atingiu Fukushima, concluindo que o poderiam ser muito mais devastadores na costa oeste. Em alguns trechos discute ondas enormes resultantes de tsunamis que poderiam matar centenas de milhares e pessoas. Argumenta que a ciência não possui ainda muito conhecimento das dinámica dos terremotos e do da geologia da regiâo, mostrando que a falha chamada Cascadia, que se situa ao norte da conhecida falha de San Andreas, era desconhecida há alguns anos. No geral mostra algumas probabilidades que são inúteis para um leigo. No final deixa a entender que os Estados Unidos não possui um sistema de alerta semelhante ao sofisticado sistema Japonês, o que tornaria as consequências deste terremoto ainda mais catastróficas.
Já nâo bastasse o tom alarmante da matéria da New Yorker, que já havia desencadeado discussôes na grande mídia e nas mídias sociais, um dia depois o cientista Tom Brocher do USGS (US Geological Survey) diz em uma entrevista que um grande terremoto é esperado para qualquer dia a partir de hoje. No dia seguinte da entrevista, o mesmo cientista volta a midia dizendo que a sua afirmação foi mal interpretada e estava fora de contexto e o USGS emite nota dizendo que não estã prevendo um grande terremoto.
Debunked: USGS Scientist: Major San Francisco Quake On Hayward Fault Expected Any Day Now
E 8 dias depois a New Yorker solta mais uma matéria “Como sobreviver quando o The Big One Chegar”, em tons ainda mais alarmantes
How to Stay Safe When the Big One Comes
Unless you’re in the tsunami-inundation zone, you will almost certainly survive even the worst Cascadia earthquake. But the aftermath may be as devastating as that of the 2011 Tohoku, Japan, quake and tsunami, pictured here. Credit PHOTOGRAPH BY MIKE CLARKE / AFP / GETTY
Para ter uma idéia da repercussão destas matèrias sugiro uma busca no google com a s palavras chaves “The big one” “earthquake” “NorthWest” “The New Yorker” “Cascadia” “Hayward Fault”. No youtube já proliferam vídeos que váo até simulações completas da catástrofe.
Fiz algumas pesquisas no site da USGS, que disponibiliza dados em tempo quase real sobre abalos sismicos ao redor do mundo. Nas últimas semanas houveram constantes atividades sismicas na Australia, Indonesia, Japao, Alaska e costa oeste. O maior terremoto foi em 27 de julho na Indonesia, grau 7. Nao sou especialista e não saberia dizer se esta frequencia de abalos pode ser considerada normal e se estaria relacionada com os abalos sismicos da costa oeste, pois ambos estao no circulo de fogo do pacifico.
A matéria da New Yorker pode ter trazido informações relevantes ou pode ter sido uma matéria sensacionalista que gerou repercussão desnecessária. De concreto, por coincidência, ou não, o USGS recebeu uma verba de US$ 4 mi para desenvolver um sistema de alerta para a costa oeste no dia 30/jul
Ivan de Union
4 de agosto de 2015 10:57 am“A matéria da New Yorker pode
“A matéria da New Yorker pode ter trazido informações relevantes ou pode ter sido uma matéria sensacionalista que gerou repercussão desnecessária”:
O New Yorker tem historico de 7 ou 8 decadas com zero materias sensacionalistas.
rdmaestri
4 de agosto de 2015 12:54 pmSe o USGS falou é porque eles devem ter alguma grande …
Se o USGS falou é porque eles devem ter alguma grande preocupação, pois geralmente este serviço não é nada alarmista diferente da NASA, que por ter perdido muitos recursos depois do fim da corrida espacial procuta o seu protagonismo por exemplo em mudanças climáticas.
rdmaestri
4 de agosto de 2015 12:51 pmO USGS é um dos serviços geológicos mais fortes do mundo.
O que mais surpreende é que certamente o United States Geological Survey é um dos serviços geológicos do mundo que tem mais recursos técnicos e científicos (vide página sobre terremotos http://earthquake.usgs.gov/), porém dinheiro para o monitoramento parece que eles não tem, isto deve ter sido produto dos governos Regan e Bush.