5 de junho de 2026

Justiça de SP extingue penas de policiais pelo massacre do Carandiru

O massacre ocorreu em outubro de 1992, quando a repressão policial a uma rebelião prisional resultou na morte 111 detentos.
© Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

da Agência Brasil

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Justiça de SP extingue penas de policiais pelo massacre do Carandiru

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu extinguir as penas dos policiais condenados pelo massacre do Carandiru, ocorrido em 1992. 

A decisão foi proferida no dia 2 de outubro pela Quarta Câmara de Direito Criminal e baseada no indulto natalino concedido em dezembro de 2022 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para anistiar os policiais.

O massacre ocorreu em outubro de 1992, quando a repressão policial a uma rebelião prisional resultou na morte 111 detentos.

O episódio gerou a condenação de 73 policiais. As penas variam de 48 a 624 anos de prisão.

De acordo com a câmara criminal, o decreto foi considerado constitucional pelo órgão especial do tribunal e deve ser aplicado aos condenados.

“Nesses termos, é imperioso declarar-se a extinção da punibilidade, pelo indulto, das penas corporais impostas a todos os réus desta ação penal”, decidiram os magistrados.

Os efeitos do indulto foram suspensos em janeiro de 2023 pela então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber. Contudo, o mérito do caso estava previsto para ser julgado em junho deste ano, mas não foi a julgamento.

No mesmo mês, o ministro Luiz Fux concedeu liminar para permitir ao TJSP realizar o julgamento que considerou o indulto constitucional.

O indulto de Bolsonaro foi questionado no STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para a procuradoria, o ato de Bolsonaro é inconstitucional por afrontar a dignidade humana e conceder anistia a envolvidos em crime de lesa-humanidade.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    9 de outubro de 2024 8:41 pm

    Justiça? O nome desse sistema que perdoa ou premia o assassinato em massa de prisioneiros não deveria ser outro? Eu poderia sugerir Mortiça. Todavia, esse nome é muito parecido com Morticia e aquela personagem adorável em nada se parece com a Lady Milícia de Toga Paulista.

    1. Laol

      9 de outubro de 2024 10:52 pm

      O nome mais justo seria talvez Malícia…

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