INPE, que mostrou recorde de desmatamento na Amazônia, será alvo de “reestruturação”

O governo anuncia que irá modificar a pasta, sem muitos detalhes, mas que será um aumento das "funções" do Instituto

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o órgão que revelou o aumento exacerbado do desmatamento na Amazônia durante o governo de Jair Bolsonaro, será alvo de uma “reestruturação”. O governo anunciou nesta quinta (12) que irá modificar a pasta, sem dar detalhes sobre como essa modificação será feita, mas anunciou um aumento das “funções” do Instituto.

Foi o ministro Marcos Pontes quem anunciou a mudança estrutural no Inpe, ainda sem detalhes sobre os impactos de tais alterações: além dos dados sobre o desmatamento, o órgão passará a mapear dados sobre “terreno brasileiro e agricultura”, além de oceanos e Antártida.

Em novembro, o INPE informou que a área desmatada na Amazônia foi de 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, um aumento de quase 30% nas queimadas da região, em comparação ao ano anterior – de 2017 a 2018. Trata-se da maior área desmatada desde 2008, e quase três vezes mais do que a média das queimadas desde 2012.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações não informou se tais “ampliações” nas atribuições do Inpe impactarão em nomeações e novos nomes do governo Bolsonaro dentro do Instituto.

De acordo com Pontes, a mudança é uma “melhoria de gestão”. “Dentro dessa reestruturação para melhoria de gestão e para alinhamento, digamos assim, de atividades de sinergia entre os institutos, o Inpe deve receber um acréscimo em termos de dados e coletar não só esses dados que já faz, ou seja, meteorologia, queimadas, desmatamento, mas também devem ser somados dados sobre oceanos, da Antártida, poucos tipos de dados sobre terreno brasileiro, agricultura etc, para formar um grande repositório”, disse.

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O anúncio foi dado durante a abertura do Fórum Regional sobre Inteligência Artificial na América Latina e Caribe, coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com a Universidade de São Paulo (USP).

 

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