No auge da Lava Jato, o BNDES foi alvo de uma campanha implacável do Ministério Público Federal, através do procurador Ivan Marx. O auge foi uma condução coercitiva de quase 40 funcionários. Foi cometida toda sorte de vilania.
Principal porta-voz da operação na mídia, Malu Gaspar contava que um executivo da Andrade Gutierrez só conseguiria ser liberado se entregasse o BNDES. O artigo terminava com um fecho ameaçador:
“O que está claríssimo é que, se depender da Lava Jato, não sobrarão mistérios a respeito dos esquemas que cercaram o banco de fomento. Em entrevista à mesma Época que publicou a delação de Antunes, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos porta-vozes da força-tarefa de Curitiba, foi direto: “Só há lugar para mais uma empreiteira” nos acordos com o MP. O que ele não disse, mas até as hortências dos parques de Curitiba já entenderam, é que, se quiser ser essa empreiteira, a Odebrecht tem de entregar o BNDES”.
Aí entra o padrão que conspurcou o jornalismo no período Lava Jato e, agora, ameaça voltar. No Foro de Teresina (o podcast da revista Piauí) Malu despejou novas acusações contra o banco, nas negociações com a JBS, tomando por base o mesmo procurador Ivan Marx. Havia muita informação incorreta.
Um assessor do banco entrou em contato com um conhecido, que trabalhava na revista Piauí, que lhe passou o contato de Malu.
Conversaram. O assessor dividiu sua exposição em dez pontos, demonstrando que as acusações de Ivan Marx não paravam de pé. “Até reconheci que num primeiro momento era razoável ter alguma dúvida. Afinal, a JBS nunca tinha precisado lidar com o setor público e, na primeira vez que precisam, a empresa se torna a maior do mundo em proteínas. Num ambiente marcado por corrupção, seria fácil suspeitar da afirmação de Wesley Batista de que no BNDES “nunca me pediram nada de errado, do presidente ao faxineiro”, dizia o assessor.
Mas era isso mesmo e Malu recebeu a informação sobre porque os sistemas de compliance do banco impedia a concretização de operações de suborno. Depois dos dez pontos, o assessor fez uma correção técnica. Malu tinha dito que o BNDES estava alavancado. Foi-lhe explicado que era o contrário disso: o banco tinha índice de Basileia de 30%, quando o piso é 11%. O BNDES tinha se desalavancado.
Quando o programa seguinte saiu, Malu mencionou o contato e admitiu que devia uma correção. Qual foi? A do índice de Basileia!
O assessor escreveu para ela, explicou que o Índice da Basiléia era uma correção lateral, que havia acusações graves e infundadas, por parte de Ivan Marx, que tinham sido esclarecidas.
Ela disse que faria uma nova correção, mas que jamais foi mencionada ou publicada.
Leia também:
Jicxjo
29 de dezembro de 2025 8:02 amOu seja, ela é no mínimo adepta do “não temos provas, mas temos convicções”. Se qualquer explicação foge ao script, dane-se o jornalismo mas salve-se a narrativa. E não admite qualquer contraponto, ou então é perseguição, misoginia, pistolagem, na melhor tradição de julgar os outros por sua própria régua.
Ontem, uma tal de Lygia Maria, na Folha (aquele ex-jornal que virou apêndice panfletário de uma fintech), só faltou pedir a canonização de Malu ao Papa, ao mesmo tempo que atacou com virulência os críticos da dublê de jornalista, como se a mídia estivesse acima do bem e do mal.
Não está, e esse tipo de esperneio canalha de seus porta-vozes só deixa ainda mais revoltado qualquer brasileiro consciente que já se cansou das inesgotáveis ladainhas mentirosas dos barões dessa imprensa marrom. Chega.
José de Almeida Bispo
29 de dezembro de 2025 8:12 amPistoleira.
Enquanto for útil.
fabricio coyote
29 de dezembro de 2025 8:16 ama ombudsWoman da folha foi iróniica: em watergate o q deflagra a operação são supostos grampos ao partido democrata. como vivemos à república dos arapongas, o grampo em Dilma é uma irrelevância, assim como um contrato de 130 milhões para honorários. infelizmente o último Jornalista foi se, Mino Carta. o que assistimos é um debacle de torcidas. os milicos não perderam patente, não perderam soldo, e saíram infensos da intentona do 8 de janeiro. e todos sabem q a globo manda nos erários dos estados federados, via suas filiais, justamente com o discurso de estado mínimo e chantagens com os poderes locais. nós, destinatários das notícias, somos enganados diariamente.
JotacomduvidasAFF
29 de dezembro de 2025 10:53 amNassif acho q tem uma música q diz algo como RECORDAR É VIVER,vc poderia usá-la muito e sabe o q ME ESPANTA,são essa gente suja,imunda e sem CREDIBILIDADE NENHUMA querer fazer estas denúncias tendenciosas,a mando de quem?Alguém deu a ordem para ela executar isto e tá sobrando para ela AFF !!!Obs.:Nassif vc escreveu q antes da quebra do Master o Btg comproi 1,5 Bilhões (dinheiro de pinga e eles não estavam fazen do nada mesmi)isto quer dizer q foi uma rasteira no mercado para garantir um extra?Desculpe o texto foi bom mas comi sou leigo e não prestei muita atenção não ficou muito clari o significado desta compra AFF !!!
Vladimir
30 de dezembro de 2025 12:44 pmEssa gente não faz jornalismo. Vende notícias. É isso.
Quem não se lembra daquele sujeito que era dono de uma revistinha dessas que dizia que publicava o que queriam ler? Esse é o quarto poder que quer ser o primeiro.
Jose
30 de dezembro de 2025 9:01 pmNa historia ha um ato hediondo que destroi vidas e reputacoes mas que nunca foi penalizado: a falsa acusacao
Malu, a Rainha da Falsa Acusacao, virou moda, na Lava Jato ate um reitor se suicidou ao ser falsamente acusado, ai um ato que deveria ser crime hefiondo mas que a falsa acusacao foi banalizada, vira rainha quem acusa falsamente