Xadrez do cartel da mídia e o caso Petrobras, por Luis Nassif

Dia desses participei de um debate sobre fake news. O outro debatedor sustentava que a única saída para combater o fake news seria com educação, significando educação formal, de melhoria do nível escolar. Ponderei que a única maneira seria uma lei de regulação da mídia que implantasse alguma diversidade de narrativas.

A razão é simples. Existe um mercado de opinião e vários agentes influenciadores: educação, política, religião e mídia, entre outros. De longe, a maior influência é da mídia, inclusive sobre a educação. E nesse campo, existe uma cartelização, na qual o cartel impõe o discurso.

Em qualquer campo da economia, do comércio de ferro velho ao mercado financeiro, cartel sempre significou um risco  aos direitos dos consumidores e da concorrência. A legislação antitruste está incorporada ao aparato jurídico de qualquer economia de mercado.

O mercado de opinião é mais estratégico até que o de combustíveis, pois mexe diretamente com os destinos do país, influenciando a política, o sistema judicial, o aparato repressivo, as representações sociais e empresariais, a política econômica. E, no entanto, permitiu-se sua cartelização no país.

Vamos a uma análise das implicações do discurso único na economia, através da CBN e Globonews, tomando por tema a política de combustíveis de Pedro Parente e a greve dos caminhoneiros.

Peça 1 – os impactos dos combustíveis

Ao lado dos salários e do câmbio, energia é um dos preços chave da economia, por impactar todos os custos.

Confira nesse pequeno apanhado sobre as consequências da alta dos combustíveis e das cotações diárias, dolarizadas, na economia e na vida dos cidadãos:

Segurança jurídica – impacta diretamente o frete, pela impossibilidade de fixação de valores para contratos de médio e longo prazo. 

Regressividade – Quanto menor o valor da carga transportada, maior o peso dos fretes sobre ela. Quanto menor a renda, maiores os gastos com consumo. Significa que a alta dos combustíveis afeta fundamentalmente a base da pirâmide. E essa regressividade é ampliada pelos impactos no gás de cozinha e no óleo combustível, que serve de energia elétrica para localidades distantes.

Competitividade – afeta a produção interna, em comparação com os importados. No caso dos importados, o custo do frete incide apenas sobre a entrega final. Na produção interna, incide sobre toda a cadeia de insumos cumulativamente, não apenas no transporte, mas na produção.

Peça 2 – A lógica do pré-sal

Desde o Código de Águas, no início dos anos 30, as riquezas do subsolo são consideradas bens públicos, isto é, de propriedade do conjunto da nacionalidade. Sua exploração requer a concessão do direito de lavra por parte do Estado, justamente para preservar o interesse público.

Desde o segundo choque do petróleo, no fim dos anos 70, foram feitos investimentos vultosos por parte do Estado (acionista controlador) na capacidade de produção, refino, distribuição e transporte. Seguiu-se a lógica da indústria do petróleo, de entrar em todos os elos da cadeia justamente para poder arcar com suas responsabilidades, como gestora de um insumo estratégico.

O pré-sal é a maior riqueza natural da história, superior às reservas de ferro, bauxita e outros minerais. Sua exploração foi conferida preferencialmente à Petrobras, visando atender o objetivo maior, nacional, de distribuir os frutos pela população.

Leia também:  Recessão e o terraplanismo de economistas e empresários, por Luis Nassif

Em nome desse objetivo, o Estado concedeu à Petrobras a exploração do pré-sal e concessões não onerosas. Ou seja, patrimônio público foi doado a uma empresa de capital misto para que cumpra um objetivo nacional. O controle estatal garantiu à Petrobras acesso a financiamentos internacionais com risco soberano (de país), muito mais baratos do que para empresas sob controle privado.

Recebeu as benesses de uma empresa pública, para cumprir compromissos públicos. Foram fixadas três contrapartidas para a busca do bem geral. De um lado, incrementar as cadeias industriais e de serviços, e garantir o abastecimento nacional a preços módicos. De outro, através dos royalties do petróleo, constituir fundos para a educação e para a saúde..

Peça 3 – a lógica empresarial da Petrobras

Criou-se uma racionalidade econômica capaz de casar o atendimento das prioridades nacionais com a lógica empresarial e com a legislação sobre combustíveis. O custo do combustível interno passou a ser um mix do custo de produção interna com o custo das importações, evitando assim expor novamente o país a novos choques de petróleo.

Suponha que o custo interno do derivado (produção + refino) seja de 15 dólares o barril e a produção corresponda a 70% do consumo; e o preço internacional seja de US$ 80,00, respondendo por 30% do consumo. O mix de preços daria um custo final de US$ 34,5 o barril. Caso as cotações internacionais despencassem para US$ 25,00, o custo final cairia para US$ 18,00.

O que Pedro Parente fez foi simples. Se os preços internacionais dão um salto, todo o combustível da Petrobras – dos importados à produção interna – acompanham. Transfere para o país o preço da especulação internacional e os lucros para os acionistas da Petrobras, em um momento em que o mercado internacional está expostos a mais uma onda de especulação com derivativos.

Se os preços internacionais caem abaixo do custo de produção, passa a vigorar o custo de produção.

Peça 4 – o jogo da desinformação

Aqui se entra no centro do nosso Xadrez: o cartel da mídia impondo a narrativa única. De repente, toda a lógica econômica por trás do modelo energético foi deixada de lado.

Volte à tabela do exemplo. A dolarização significou não apenas os importados, mas a produção interna, acompanhar as cotações internacionais. Ou seja, se o barril de petróleo salta para US$ 80,00, todos os preços internos, inclusive a produção do pré-sal, acompanha os movimentos internacionais – hoje em dia, submetidos novamente ao jogo especulativo dos derivativos.

Leia também:  Recessão e o terraplanismo de economistas e empresários, por Luis Nassif

Haveria três formas de financiar a elevação das cotações internacionais de petróleo:

  1. A Petrobras praticar o mix de preços, entre o custo da produção e o importado. Não perde. Apenas deixa de ganhar em cima da especulação internacional.
  2. O consumidor paga.
  3. O contribuinte paga através de cortes de gastos (na área social) ou aumento de impostos.

Os inacreditáveis Samuel Pessoa e Mirian Leitão deram o berro: não se mexe nos lucros da Petrobras. Não se está falando do lucro operacional da atividade, mas dos ganhos especulativos decorrentes da alta dos preços internacionais. E todos (repito: TODOS!) os comentaristas da Globonews passaram a entoar o coro em uníssono, sendo acompanhados pelo cartel da mídia.

Com isso, seu público não foi informado das contraindicações dessa política:

  1. Reduzir a competitividade interna.
  2. Penalizar os consumidores, especialmente os de baixa renda.
  3. Encarecer os fretes de todos em um país eminentemente rodoviário, penalizando as regiões mais distantes do centro.

Mais que isso. Todo o discurso, aparentemente, era em defesa da Petrobras.

Mas o que foi a gestão Pedro Parente:

  1. Praticou uma política de derivados que abriu espaço para a importação e criou 25% de capacidade ociosa nas refinarias da Petrobras. Fez a empresa perder mercado em benefício das importações.
  2. Vendeu ativos, em pleno período de queda nas cotações internacionais, para antecipar pagamento de dívidas.
  3. Mais que isso, integrado ao sistema Petrobras os ativos teriam muito mais rentabilidade do que se operados isoladamente. Significa que o preço obtido com a venda será muito inferior aos resultados dos ativos com a rentabilidade Petrobras, de uma empresa integrada.
  4. Não foi divulgado nenhum estudo comparativo sobre a rentabilidade desses ativos versus o custo dos financiamentos.
  • Suponha que o ativo gere uma Taxa Interna de Retorno de 12% ao ano (o padrão da Petrobras é de 14%) e o custo da dívida seja de 7%. Em 20 anos, a geração de caixa pagaria com sobra os juros anuais e ainda permitiria acumular um saldo 260% superior ao principal, preservando os ativos.

Nem Tribunal de Contas da União (TCU), nem a Controladoria Geral da União (CGU), aparelhadas para identificar as menores infrações administrativas, se deram o trabalho de analisar a estratégia de venda de ativos públicos da Petrobras. Nem a própria empresa tratou de divulgar os estudos demonstrando a consistência dessa venda de ativos no longo prazo.

Peça 5 – o papel da ideologia

Tempos atrás, conversando com um notável procurador da República, da área penal, ele contestava artigos em que mencionava a ausência do interesse nacional nas operações de cooperação internacional da Procuradoria Geral da República.

Leia também:  Recessão e o terraplanismo de economistas e empresários, por Luis Nassif

Dizia ele que o MPF tem procuradores mais à esquerda, mais à direita, mas todos patriotas, buscando o melhor para o país.

Acredito, com exceção do ex-PGR Rodrigo Janot indo ao Departamento de Justiça dos EUA levando elementos para que abrisse um processo contra a Petrobras. Repito o que escrevi na época: quando se restabelecer a normalidade democrática do país, esse ato de Janot não ficará impune. Será tratado como um ato de traição ao país.

Mas confira-se o peso da ideologia.

Quando sobreveio o impeachment, especialmente o MPF do Distrito Federal abriu uma enxurrada de atos de ofício – isto é, de livre iniciativa do procurador – baseados nas reportagens mais estapafúrdias divulgadas pela imprensa na época.

Criminalizou-se o financiamento às exportações de serviços, os financiamentos do BNDES aos campeões nacionais, a diplomacia externa, e até a ampliação do prazo de concessões fiscais à indústria automobilística fora do Sudeste. Foi um festival de ignorância crassa, criminalizando políticas de financiamento praticadas por todos os países desenvolvidos, baseado justamente nos bordões praticados pelo cartel da mídia.

Agora, se tem um caso clássico de desrespeito à legislação dos combustíveis – privilegiando acionistas em detrimento dos objetivos nacionais -, de queima de ativos, de políticas comerciais claramente prejudiciais à Petrobras, e o MPF nada faz.

A LEI No 9.847, DE 26 DE OUTUBRO DE 1999 é clara:

§ 1o O abastecimento nacional de combustíveis é considerado de utilidade pública e abrange as seguintes atividades: 

I – produção, importação, exportação, refino, beneficiamento, tratamento, processamento, transporte, transferência, armazenagem, estocagem, distribuição, revenda, comercialização,

II – produção, importação, exportação, transporte, transferência, armazenagem, estocagem, distribuição, revenda e comercialização de biocombustíveis, assim como avaliação de conformidade e certificação de sua qualidade; 

Veja bem: é papel do MPF a defesa das leis e da Constituição. E do TCU e AGU o de analisar o que é feito com ativos públicos. Preferiram reinterpretar as leis à luz do que a Globonews definiu como in ou out – com a mesma profundidade de qualquer modismo.

Não é falta de patriotismo. É ignorância crassa de um país institucionalmente subdesenvolvido, cuja iniciativa penal se subordinou totalmente aos bordões rasos da ideologia midiática.

A ignorância abriu espaço para o maior processo de corrupção da história, nas leis, medidas provisórias e na queima de ativos públicos. Mas, como a Globonews disse que essa queima de ativos é atitude moderna, o MPF esquece que é guardião das leis e da Constituição, e passa ao largo.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

26 comentários

  1. Não é ignorância. É luta pelo

    Não é ignorância. É luta pelo poder. Todos têm lado, incluindo o procurador que você cita, que, é bem provável, acompanhou Janot aos eua. Não há inocentes ou ignorantes nesse jogo, estejam eles no stf, nos mps e justiças, na agu, na cgu, no tcu, nas polícias diversas e fa’s ou nas diversas encarnações da globo (cbn, valor, globo, globonews, globo aberta). Sua ênfase na existência dessa propriedade (ignorância) absolve os citados dos crimes que têm cometido contra o povo brasileiro. Todos eles vivem a banalidade do mal que realizam.

  2. Depois eu leio o resto…
    Depois eu leio o resto…

    O debate sobre educação tem dois vieses muito claros.

    Uns falam da “educaçao” como promoçao da igualdade e do desenvolvimento individual, coletivo e nacional.

    Outros abrem a boca pra falar se educaçao pra apontarem no outro alguma justificativa para o próprio privilégio.

    Todos sabem o que quer dizer “o roto falando do esfarrapado”.

    Porém, tem uns e outros por aí que “se acham”!

    Outros mais que “se acreditam”!

    Outros mais ainda que enxergam “partidos” nasescolad…

    Ja era!

    • bobagem  ..conhecer somente 

       ..conhecer somente  biologia, portugues ou matemática não irá resolver nada

      Claro que alfabetização é fundamental – óbvio

      Assim como óbvio que a MASSA critica do conhecimento e senso critico se da com a INFORMAÇÃO, que tb depende do tempo  ..e informação, num mundo imerso em multi mídias, vem de qq lugar  ..vem da tv, radio, cinema, jornais, revistas e da INTERNET  ..domine estes meios, e a educação pretendida (massa critica)  tá no papo

      Pergunta do dia:

      Quantos netos tem LUIZ INACIO LULA da SILVA ? ..e a rainha da Inglaterra ?

      pescou ?

      outra, quem foi o 1o presidente do BRASIL ? e dos EUA ? ..será que a turma que ve TV a cabo sabe ?

      abçs

       

    • Vários comentadores daqui do
      Vários comentadores daqui do blog falam há anos do papel da ideologia. É impressionante como tantos cientistas e analistas politicos deixaram de lado isso.

      Outra coisa: mais um ano eleitoral; mais uma campanha; e nao aparece um candidato, unzinho sequerque empunhe a bandeira de quebrar a espinha desse cartel midiatico, esse monstro de desinformaçao, manipulação e mentira. Pra que serve essa esquerda nanica, pra ficar falando mal do PT, PT, PT, é? Não enfrentam boçalnaro, nao enfrentam rede globo, amvos visíveis, na cara de todo mundo, mas ficam vituperando o “capitalismo”, o “mercado”…

      Depois não sabem porque nao tem votos…

  3. Quem irá responder pelos

    Quem irá responder pelos crimes cometidos contra o pais, a soberania nacional e a economia popular? A lista é longa, mas dela deveriam constar todos os integrantes desse desgoverno além do diretores de todos esses meios de mídia que mentem diariamente para os cidadãos.

    Além do que foi relatado acima, devem ser investigados com rigor todos os pagamentos feitos pelo Sr. Pedro Parente, e eventuais ganhos de propina e desvios de verbas. Isso sem falar, óbvio, em todas as falcatruas da Lava Jato seus juízes e procuradores, a venda e negociações envolvendo delações premiadas, o enriquecimento astronômico de advogados e outros envolvidos nessa maldita operação que JAMAIS TEVE O OBJETIVO DE INVESTIGAR A CORRUPÇÃO, MAS APENAS DESINTEGRAR A ECONOMIA BRASILEIRA PARA PODER VENDER O BRASIL MAIS BARATO AOS ESTRANGEIROS.

    É preciso refundar o Brasil, deixar Lula concorrer e vencer as eleições, restabelecer a verdade sobre o impeachment, restaurando a honra de Dilma Roussef, uma presidenta honesta e acima de qualquer suspeita. Convocar uma nova Constituinte para refazer a Constituição Federal, totalmente desacreditada e estuprada pelos seus maiores guardiões, com mudanças profundas no Judiciário e em todas as instituições do país.

    Não sei como tudo isso poderá ser feito nem em quanto tempo, mas existe uma única certeza: é necessidade imperiosa se pretendemos continuar a nos considerar uma nação.

  4. É isso aí

    Assisti a um vídeo feito por um “jornalista” que foi recentemente exilado do main stream midiático sobre esse assunto. Ele vem com aquele bla bla bla de energia suja, que o pré-sal é um mico, que os países desenvolvidos estão investindo em energias renováveis e, o principal, trata a atual política de preços praticada pela Petrobras como algo “natural”. Ela simplesmente não é questionada nem mesmo é explicado que houve uma mudança. É quase como se “sempre tivesse sido assim”.

    Dessa forma, a greve dos caminhoneiros virou uma luta por “redução de impostos”!!!

    Essa “desinformação” se torna propaganda. Torna-se, principalmente, um meio de “desmobilização”. A intenção é fazer com que o povo brasileiro não se dê conta de que foi roubado.

    Se uma coisa ficou clara com a greve foi o quanto o país depende de Gasolina e de Caminhões Movidos a Diesel para funcionar. E que esse grupo que tomou o poder do Estado, sem qualquer legitimidade, está tomando atitudes de desmonte da infraestrutura do país, inviabilizando-o como nação. A troco de quê?

    Os grupos que estão tomando os bens do país sob um governo tampão e ilegítimo estão cientes do risco do negócio que assumiram?

  5. Educação sem partido
    Pra não dizer educação sem senso crítico ou contra ponto

    A midia age de má fé, não tem outra explicação.

  6. A ignorância facilita a

    A ignorância facilita a pilhagem do petróleo, a exploração do consumidor, a vitimização dos caminhoneiros, greve, desabastecimento, desespero, inflação, violência e até roda de oração num posto de gasolina.

    Os árabes dizem que o petróleo é o excremento do diabo. Portanto, orar num posto de gasolina é a coisa mais estúpida que um religioso poderia fazer. Uma verdadeira heresia organizada pelo cartel das Igrejas evangélicas.

    O apoio incondicional que elas deram ao golpe, a politica neoliberal e etc… não é normal. Os pastores evangélicos pregam a teologia do sucesso, a cura espiritual pelo enriquecimento e a religação a deus mediada pelo dinheiro, mas eles ajudaram a empobrecer o Brasil e os brasileiros apoiando a desnacionalização do petroleo e a importação dolarizada de combustível refinado ajudando a provocar o caos. 

    O xadrez do papel dos pastores nessa história também precisa ser feito. Não é mais possível ignorar o poder que eles exercem atraves dos jornais, rádios e programas de TV que eles veiculam. 

    Que interresse nacional as Igrejas evangélicas defendem? O do Brasil ou o do potencia ao norte, da matriz dessa religião?

     

  7. Disputa pela opinião da maioria ingênua

    Está mais do que provado que as elites brasileiras, econômicas, políticas, concurseiras e meritocráticas têm lado, o lado da sua classe, da sua alienação, do seu status. Mas, sendo pouco numerosas perante a “urna” da democracia, as elites sabem que a sua influência e poder somente será traduzido em ações efetivas se tiverem certeza de que a maior parte da população acredita e aceita. Contam para isso com a rede Globo e o restante do PIG.

    Derrubaram uma Presidenta absolutamente honesta aproveitando apenas a sua baixa popularidade no momento. Argumentos pífios – como as pedaladas – foram apresentados sem constrangimento, sabendo que a maior parte da população assim acreditava. Os congressistas seguiram o efeito da opinião pública do momento.

    A judicialização do país e a persecução contra Lula e o PT encabeçada pela turma de Curitiba segue pelo mesmo caminho, qual seja, justificar as suas arbitrariedades por conta de uma ampla rejeição popular à corrupção, espertamente canalizada acima do PT. A desfaçatez do Moro e do TRF4 somente encontram justificativa com base no sentimento de existir maioria popular em favor deles, hoje concentrada no Sul. A soberbia curitibana, as premiações do Moro e as inúmeras mensagens de Juízes e autoridades meritocráticas aos jornais ou redes sociais, reverberados pelo PIG, fazendo onda e mostrando-se populares e certos do que fazem, mesmo sabendo da sua arbitrariedade, ilustram bem a necessidade destes de encontrar guarida no apoio popular às suas ações.

    Trata-se de um jogo de cena perante a enorme maioria ingênua do eleitorado, durante anos alienada pela rede Globo.

    Essa guerra começa a mudar de sentido quando os ventos mudam de direção. A parte política do golpe foi se esvaziando junto com o enorme apoio popular a Lula e o PT, que vem crescendo pela sua verdade e consistência.

    A turma do judiciário luta ainda pela manutenção da popularidade do Moro e da justiça, em geral, perante a percepção de um povo cada vez mais informado e descrente da imparcialidade judicial. A dureza das penas contra Lula e Dirceu; a parcialidade em favor de tucanos; a omissão diante das contas no exterior, as malas de dinheiro e etc. estão ficando evidentes demais. O auxílio-moradia veio como a gota no copo d’água. Isolados, agora sentindo cada vez maior rejeição, tentam desesperadamente novas premiações e matérias nos jornais e redes sociais, embora cada vez mais ridículas. As verdades de Curitiba são contestadas e o poder desta casta judiciária começa a declinar, justamente pela virada da opinião pública em relação a isso.

    Agora, falta vencer a luta contra a parte meritocrática da elite. Novos fatos poderão ajudar principalmente as delações do “lado de lá”, que poderão apontar gente do judiciário “com Supremo, com tudo”. Gilmar Mendes e o carequinha não dão conta –sozinhos – de tirar do meio da estrada tanto tucano envolvido.

    Os políticos já começam a procurar aproximação com o PT. Os meritocráticos, sem prêmios e sem apoio popular, voltarão aos poucos a se recolher na sua insignificância e, quem sabe, a focar mais na constituição e nas Leis, ou seja, na parte mais técnica do seu oficio. O PIG será pulverizado depois de assumir o novo governo popular. O caminho é esse, ganhar pouco a pouco a maioria da opinião pública, uma população ingênua e manipulada.

  8. O caso Petrobrás abriu-nos um

    O caso Petrobrás abriu-nos um novo conceito, o SOBRE_sidio, aonde uma empresa encarece seus preços pra facilitar a concorrência

    No BRASIL a política esta judicializada, e a Justiça politizada, ta tudo invertido

    E pra corrigirmos tudo isso – em especial no que diz respeito aos analistas da mídia – há que termos uma política específica de preços que eu chamaria de PRE_sÍdio

     

  9. O desmonte do cartel da mídia

    O desmonte do cartel da mídia com seu absoluto domínio da (des)informação tem que se dar nas duas frentes: lei ( que se bem feita e aplicada pode trazer resultados de curto e médio prazo) e investimento em educação (que se bem gerido vai apresentar sólidos resultados no longo prazo). Ocorre que todos nós sabemos que só um governo de esquerda, corajoso e progressista seria capaz de tamanha empreitada.

  10. A questão que está colocada

    A questão que está colocada não é se a política de preços da petrobras favorece os investidores ou não.

    Em primeiro lugar seria preciso definir investidores e especuladores. Vamos lembrar que,entre os diversos investidores da Pettrobras existem diversos fundos de pensão que,com certeza,estão muito descontes com esta política adotada.

    Só para clarearmos os que estamos dizendo,depois de 2 anos de gestão do aparentado do golpe e depois de 4 anos sem recebimento de nenhum dividendo ( o camisa preta do Paraná tem mérito nesta questão),agora,em abril, foi anunciado um dividendo deR$ 0,05 por ação,o que correspondia,na data de seu anúncio a cerca de 0,25%,isto em 4 anos. Para termos somente uma referência em 2014,último ano de recebimento de dividendos,a empresa distribuiu R$0,52 por ação,masi de 10 vezes o valor distribbuido pelo competente aparentado do golpe.

    A questão que deve ser discutida é a troco de que um país que tem uma vantagem competitiva como o BRasil tem,de produzir o petróleo com valores extremamente baixo,cerca de 25% do valor do mercado internacionalna média,abriria mão desta vantagem em favor dos outros países.

    Os preços dos derivados do petróleo devem seguir os interesses do Estado e não do mercado. 

    Precisamos parar de aceitar a discussão colocada pela mídia golpista.ela que continue a endeusar seus incompetentes. Precisamos continuar defendendo os interesses do Brasil e dos brasileiros.

  11. não percam!

    Hoje grande doação / leilão de mais uma parte do pré sal.

    O combate a esse assalto de hoje deveria ser a única pauta da mídia independente. Até o prioritário Lula deveria esperar até amanhã. As greves foram para nada. O apoio de grande parte dos brasileiros de nada serviu. O vice presidente em exercício da presidência, preposto do capital internacional, continua barbarizando. Sai um Parente assume o outro. Com judiciário, com militares, com o congresso, com o gob, com a mídia, com a poha toda, com tudo. Os félasdaputa traidores da pátria não estão nem ai. Primeiro o meu, o resto que se dane.

    Há que se reconhecer que somos um povo de quinta categoria dominados pela narrativa da globo. Enquanto se discute bobagens globais o Brasil é dilapidado. Triste.

  12. Respeito muito o Nassif, que

    Respeito muito o Nassif, que conhece muito mais do que todos nós. Contudo, não acredito que somente a “ignorância” do judiciário explique o golpe de estado e o desmonte do estado brasileiro. Considero um absurdo pensar que o judiciário rasgou a constituição e está entregando o patrimônio nacional por acreditar na globo. Se for só isso, é melhor correr para o aeroporto mais próximo.

  13. Xadrez do cartel da mídia e o caso Petrobras

    se o Golpe de 2016 foi dado para um Imperium decadente se apossar de nossos recursos naturais, não apenas o pré-sal mas principalmente a Amazônia não poderia ficar incólume a este saque.

    não é sem motivo que o patriota Capitão Bolsonaro já admitiu: “A Amazônia não é nossa e é com muita tristeza que eu digo isso, mas é uma realidade e temos como explorar em parcerias essa região”.

    no Dia Mundial do Meio Ambiente, o Brasil se vê diante de uma proposta do presidente da Colômbia para criar um “corredor ecológico” que iria dos Andes ao Atlântico, passando pela Amazônia.

    maiores detalhes na seguinte matéria: Triplo A: a nova ameaça à soberania brasileira na Amazônia.

    curiosamente o assunto também foi abordado num dos principais sites brasileiros ligados a assim chamada Teoria da Conspiração:

    ” PROJETO TRIPLO A: Esse tal corredor ecológico, proposto pelo presidente da Colômbia (um fantoche da elite que controla os EUA e Europa) que não é um corredor, é uma verdadeira ocupação. É o germe de uma ocupação de uma parte do Brasil com o objetivo de isolá-lo do norte, do Caribe, e a América do Sul da parte norte”

    link

    .

    • Arkx esqueceu de falar q é
      Arkx esqueceu de falar q é culpa do Lula pq colocou a Dilma lá e ela deixou Temer dar o golpe e por isso a Petrobrás e o povo brasileiro sofre toda esta desgraça,CUIDADO senão os seus patrões vão lhe mandar embora ou se for freelance o dinheiro não vai cair na conta !

      • Xadrez do cartel da mídia e o caso Petrobras

        aproxima-se rapidamente o momento em que será inviável participar de qualquer ambiente – virtual ou não – composto majoritariamente por Lulistas.

        trata-se de grupos fechados em si mesmos, auto-confinados em bolhas, incapazes do diálogo, avessos às críticas, com ódio ao contraditório, intolerantes com as opiniões discordantes, fanáticos adeptos do discurso único, defensores da eugenia política e, o pior e mais importante, incapazes de formular sequer uma única análise ou proposta adequadas para arrancar o Brasil de uma crise da qual foram, e ainda são, um dos principais responsáveis.

        com a chegada de sua última quimera, as Eleições de 2018, ao invés da enxurrada de votos esperada, acontecerá uma avalanche recorde de não-voto (nulos, brancos e abstenções) e uma epidemia avassaladora de depressão e suicídio.

        para que aqui fique registrado.

        .

        • Ok Arkx vou deixar vc em paz
          Ok Arkx vou deixar vc em paz desde q vc não explicite muito sua perseguição a Lula /Dilma e ao PT aqui neste blog,vc insiste muito em críticas a eles e o engraçado, não o vejo criticar Temer/Aécio/FHC/EUA,huuum!muito estranho,VIU COMO É BOM ALGUÉM FICAR NO PÉ APONTANDO ERROS,ASSUMA A SUA PERSEGUIÇÃO PSICÓTICA A LULA E PRONTO,ENCERRO A MINHA TB !!

          • Xadrez do cartel da mídia e o caso Petrobras

            -> ASSUMA A SUA PERSEGUIÇÃO PSICÓTICA A LULA E PRONTO,ENCERRO A MINHA TB !!

            és um excelente péssimo exemplo do mal que o Lulismo fez, faz e ainda fará ao Brasil.

            certamente sou um dos participantes aqui que aborda um amplo leque de assuntos. contudo, de modo geral, apenas as críticas ao Lulismo despertam interesse. e, em especial, o seu interesse.

            já chamei a atenção para isto mais de uma vez aqui neste Blog do Nassif. os artigos que mais deveriam mobilizar os leitores são justamente os que menos o fazem. como por exemplo o recentíssimo: Como Sérgio Moro avalizou um centro internacional de lavagem de dinheiro.

            até mesmo porque neste caso específico haja muito o que se esclarecer sobre os R$ 80 milhões (até o momento) arrestados do patrimônio de Palocci.

            seja como for, as famosas conquistas sociais do Lulismo nunca passaram de esparsos pontos brilhantes numa vasta e opaca superfície acobertando as demandas do grande capital.

            o mais recente desmascaramento foi feito pela própria Ermínia Maricato sobre o incensado “Minha Casa, Minha Vida”, muito mais a serviço das farra das empreiteiras do que de fato ensejando melhor qualidade de vida nas cidades.

            e mais, vc não está fazendo nenhuma “perseguição psicótica” a mim. não é nem “perseguição” e muito menos é “psicótica”.

            trata-se apenas de uma compulsão neurótica. um típico mecanismo desesperado de auto-defesa, através do qual estruturas psicológicas frágeis tentam inutilmente se protegerem do colapso inevitável ao estourarem suas bolhas de auto-ilusão, defrontando-se com a concretude inegável de dados e fatos.

            outro ponto: crítica sempre se faz a si mesmo e ao próprio campo. a crítica é o mais poderoso instrumento de transformação. sem ela, nada muda. mas não se pode transformar o inimigo (a lumpenburguesia brasileira e a Tirania Financeira Global), apenas lutar contra ele para derrotá-lo. para que esta luta seja bem sucedida, uma permanente avaliação crítica é indispensável.

            uma coisa é apoiar Lula e o PT, outra bem diferente é ser Lulista. o Lulismo se tornou uma seita de fanáticos.

            para encerrar: sobre comportamento “psicótico”.

            vc não tem a menor idéia do que estou fazendo aqui. e se tivesse, aí talvez sim coubesse o uso do termo “psicótico”. a desoladora verdade é que vc, e os demais Lulistas, sequer imaginam com quem tenho estado dialogando, pois lhe falta vontade para o menor conhecimento do que está em curso no mundo.

            vou dar uma dica: não é de jeito nenhum com o Google.

            .

          • Deixa de mimimi

            Deixa de mimimi, cara! Você não é perseguido por hordas lulistas, é só mais um babaca que quer criticar os outros e não aceita ser criticado nos mesmos termos. Algo que infelizmente é cada vez mais comum hoje em dia.

             

  14. MIDIA e a RALÉ
    ATENÇÃO COM A

    MIDIA e a RALÉ

    ATENÇÃO COM A RALÉ:

    1. HANNAH ARENDT, uma das mais influentes e importante filósofas do Século XX. Alemã de origem judia explica em seu importantíssimo e clássico  livro “Origens do Totalitarismo” que:

    – “A ralé é fundamentalmente um grupo no qual são representados resíduos de todas as classes. É isso que torna tão fácil confundir a ralé com o povo, o qual também compreende todas as camadas sociais.  Enquanto o povo, em todas as grandes revoluções, luta por um sistema realmente representativo, a ralé brada sempre pelo ‘homem forte’, pelo ‘grande líder’. Porque a ralé odeia a sociedade da qual é excluída, e odeia o Parlamento onde não é representada”- 159

    – “… a contínua expansão da ralé moderna – isto é, dos declassés proveniente de todas as camadas – produziu líderes que, sem se preocuparem com o fato de serem ou não os judeus suficientemente importantes para se tornarem o foco de uma ideologia política, repetidamente viram neles a ‘chave da história’ e a causa central de todos os males…” –

    Fonte:

    “Origem do Totalismo”, p 159 e 35, respectivamente.

     

    2. PEDRO SERRANO (Professor de Direito Constitucional na PUC/SP, um dos mais respeitados constitucionalista do país) sobre a ralé expõe:

    “A mídia que construiu esse fenômeno – onda de opinião – o qual se dá o nome de RALÉ [9:30]. A RALÉ não é um substrato econômico inferior. É uma parte do povo que parece povo mas não é [9:40]. Povo numa democracia entende a sociedade como uma sociedade fraturada de interesses [9:49],  conflitada e a democracia deseja resolver esse conflito de forma pacífica [9:54] através de uma disputa controlada e que se dê por decisões da maioria [10:00], a RALÉ não, a RALÉ procura o líder populista ou um estamento populista como é o caso da América Latina, para encontrar a ordem, para encontrar a purificação [10:08]

    Fonte youtube – video:

    https://www.youtube.com/watch?v=pbCh-NozQ-Y&t=1027s

     

    3. PAPA FRANCISCO (homilia de 17/05/2018)

    – “Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa (…) “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”

    – “Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje”

    Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2018-05/papa-francisco-missa-santa-marta-unidade.html

     

  15. Educação?

    Antes de ir ao ponto, me qualificarei para que possam compreender meu ponto-de-vista.

    Sou egresso da Escola Naval, com mestrado em engenharia eletrônica pela Universidade de Stanford. Anos mais tarde, obtive o título de doutor em Management Science pela London Business School. Atuei como executivo e também ministrei aulas.

    Sempre defendi a educação como meio a qualificar o indivíduo como cidadão produtivo, útil a seu país e sociedade.

    Pois que ao longo dos anos, venho percebendo tanta deformação no processo educacional, que não acredito que seja capaz de sustentar estes objetivos. Mal e mal, consegue tornar o sujeito útil, mas não necessariamente, cidadão.

    Por que não? pela deformação dos objetivos do ensino, pela incurável preguiça num extremo e fanatismo noutro, pelo desinteresse no bem comum, que é o ápice do processo de cidadania.

    Em raros foros se discute e, ainda mais raro, se atua para modificar o estado atual da educação.

    Queremos educar alguém para que? Para ser alguém na vida, dizem. O que é ser alguém? ter sucesso. O que é sucesso? é ganhar muito dinheiro. Este pobre encadeamento é a sintese dos questionamentos para se educar alguém. Tanto que se os filhos disserem que querem se educar em história, filosofia, é capaz da família ter síncopes.

    Educação que não ensina a disciplina, mas ensina o vale-tudo, a cola, o “trabalho em grupo” que não passa de sobrecarregar um ou uma tola, a discussão rasteira dos temas, vale de quê?

    Educação que não permite entender o papel do indivíduo na sociedade, suas interações, direitos e deveres, enfim, que não educa politicamente o cidadão, serve para quê?

    Educação que não oferece aprofundamento teórico, porque os alunos preferem uma “receita de bolo” para aplicar e fazer. Que não ensina a refletir, que não permite pensar, que não estimula o contraditório. Serve de quê?

    Obedecer é mais fácil que entender (guimarães Rosa). Disciplina é liberdade. Compaixão é fortaleza (sidartha gautama). 

    Onde ensinam? onde estão os pais, os professores, a sociedade?

    Não falem de educação se não quiserem se dar ao trabalho de exercer uma atividade impossível.

    Educação não é solução para indolentes. É exigente, é árdua.

    Melhor então que trabalhem, se esfolem, e depois que a dureza deste, amaciar seus cérebros e corações duros, que busquem algum conforto na educação.

     

     

  16. Educação , panacéia para tudo

    Como acabar com violência ? Educação 

    Como acabar com a exploração dos pobres através da fé religiosa ? Educação

    Quando o povo vai aprender a votar ? Educação

    REsposta simplista , por isso mesmo aplicável a qualquer problema. Acabar com todos os males da sociedade investindo em educação significa dizer que temos de esperar pela coonstrução de uma sociedade ideal que não existe hoje. Isso é messianismo , é inatingível .

    Assim como não dá pra esperar a educação construir uma nova sociedade para que a violência acabe , também não dá pra esperar que os novos cidadãos conscienciosos surjam  para que se inicie uma nova forma de mídia . 

    Ao contrário do alarido feito pela própria mídia , o problema no Brasil não é regulamentar a  mídia , mas sim desregulamentá-la da camisa de força que a meia duzia de famílias que a controlam impõem sobre ela . Um mercado de notícias mais pulverizado.

     

  17. ” … quando se restabelecer a normalidade democrática do país “

    O problema aqui é a condicional “quando “. Da última vez que se solapou a normalidade democrática do país levou-se vinte anos para restabelecê-la e todos os abusos cometidos para a instalação do regime de exceção ficaram por isso mesmo. 

    A chance de que o mesmo quadro se repita não é pequena , e mesmo que as eleições se realizem , não há nada que indique que o protagonismo golpista do judiciário e do ministério público tenham fim .  

  18. Motivações

    A midia alternativa, progressista, esquerdista bate sistematicamente na grande  mídia tradicional. Pelo volume das bofetadas  era de se esperar que o desafeto pelo menos perdesse o equilíbrio ou a estabilidade de sustentação. O que vemos é uma surda pose de aparente menosprezo pelos ataques do oponente. Esta disputa ideológica e econômica entre as mídias não trouxe qualidade aos meios de comunicação de massa. Mas não se pode negar que o leitor ganhou com a abrangência das informações, suas nuances, versões e contraditórios dos fatos. Ficou uma zorra, uma muvuca que nós cidadãos merecemos e apoiamos. Algum dia poderemos alcançar o bom senso da neutralidade.Esperemos.

  19. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome