Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif

Peça 1 – a desinformação como regra

Em qualquer análise que se faça sobre o jogo político brasileiro, os movimentos das corporações, o comportamento da mídia, deve-se partir do pressuposto básico: trata-se de um país essencialmente mal informado. E, como tal, sem os instrumentos democráticos básicos para acertos de rumo na economia, na política, no social.

O meio campo entre a opinião pública e as instituições é feito pela imprensa. Com a redemocratização, grupos de mídia se viram dotados de um poder político inédito na história do país. E acabaram assumindo uma linha sensacionalista que começou com campanha do impeachment de Collor e nunca mais se desgrudou dos jornais.  

O próprio modelo de mídia, concentrado em poucas famílias de baixo nível intelectual, acentuou ainda mais a mediocrização – isto é, a identificação do jornalismo com o cidadão médio.

Não se fixou, entre nós, o padrão de jornalismo doutrinário, guardião de valores e fiscal das políticas públicas fundamentais como ocorre em países desenvolvidos, com veículos referenciais à esquerda e à direita. Sem esses canais de distribuição, as ideias da Academia ficam encapsuladas, para grupos restritos. E os think tank existentes no máximo são servidos como aperitivo para grandes corporações, não ajudando a definir ações nem de instituições nem de partidos.

Além disso, a crescente despolitização da política brasileira, ao longo de sucessivos governos – de FHC a Lula e Dilma – impediu a fixação de valores doutrinários relevantes, formuladores de um projeto nacional. A chegada das redes sociais completou o quadro de caos informacional.

Hoje em dia, tem-se uma classe média impulsionada por preconceitos, empresários sem noção dos efeitos de políticas econômicas sobre o futuro de seus negócios, corporações públicas – como o Judiciário e o Ministério Público – com um grau assustador de desinformação política. São camadas sucessivas de opinião pública que se movem por slogans, por um pensamento homogêneo, rasteiro, que não se abre para nenhuma forma de questionamento.

Só isso para explicar a apatia inicial com que está sendo tratado o projeto de descontratação da energia da Eletrobras.

Peça 2 – as consequências dos desastres econômicos

Entendido isto, vamos às consequências de políticas econômicas. Os diversos setores do país passam a analisar as políticas a posteriori, à luz dos seus resultados.

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Getúlio Vargas foi eleito depois do desastre liberal do governo Dutra. Fernando Collor foi eleito depois da centralização do regime Militar. Fernando Henrique Cardoso, após o desastre liberal de Fernando Collor. Lula, após o desastre liberal de FHC. O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.

O golpe militar de 64 se consolidou após reformas bem-sucedidas da dupla Roberto Campos-Octávio Bulhões, seguida do pragmatismo de Delfim Netto. E Lula conseguiu eleger Dilma Rousseff após as políticas anticíclicas bem-sucedidas de 2008-2010.

Tudo isso para constatar que após um grande desastre econômico, se tem uma virada de jogo.

O desastre perpetrado pelo “dream team” atual da economia é de dimensões cavalares, maiores ainda que os desastre do período Joaquim Levy-Dilma Rousseff, porque em cima de uma economia já combalida.

O problema desse pessoal não é a ideologia: é a ausência total de visão de país. Há um conjunto de políticas que se impõem, independentemente de tendências ideológicas. Mas, para tanto, há a necessidade de um conhecimento aprofundado de todas as variáveis econômicas.

Roberto Campos foi um dos pais do BNDES, apesar de ferozmente privativista. Atuou para a estatização da Light, quando percebeu que a Brascan não pensava em investir na manutenção e ampliação da rede. Rômulo de Almeida, Cleantho de Paiva Leite e Jesus Soares Pereira pensaram na Petrobras atuando sem monopólio, apesar de defensores intransigentes do papel do Estado, e a UDN de Bilac Pinto optou pelo monopólio e pela verticalização, baseada nos estudos técnicos de Fernando Lobo Carneiro.

Em todos esses episódios, o papel do economista era identificar o problema e resolvê-lo da melhor maneira possível.

É por isso que, do ponto de vista da estratégia nacional, o golpe atual é mil vezes pior do que o de 1964. Castelo Branco assumiu viabilizando um conjunto de reformas que patinava no governo Jango, devido ao boicote do Congresso. Veio abastecido pelo avanço do planejamento brasileiro, em órgãos públicos, como o BNDES, ou em consultorias privadas, como a Consultec. Modernizou institucionalmente a Receita, criou o Banco Central, modernizou o mercado de capitais. Havia até o Estatuto da Terra, que morreu devido à entropia que caracteriza todas as ditaduras, impedindo a voz de setores desfavorecidos.

Jamais imaginaram privatizar a Eletrobrás ou a Petrobras porque eram empresas estratégicas, entendidas como estratégicas por um conjunto de pensadores que, sendo conservadores ou populares, compreendiam a lógica de funcionamento de uma economia.

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Desde que a Fazenda passou a ser entregue aos chamados economistas de mercado ou seus porta-vozes, perdeu-se totalmente a dimensão da complexidade de uma economia como a brasileira.

Eles não têm a menor ideia da engrenagem que move expectativas, induz aos investimentos, movimenta o consumo. Não tem a menor ideia sobre o funcionamento do mercado elétrico, sobre a lógica dos investimentos em infraestrutura.

Limitam-se a olhar as taxas de juros longas, como Penélope à espera de Ulisses. Quando as taxas apontarem para baixo, Ulisses surgirá no horizonte e, com suas flechadas, eliminará os ímpios e os céticos.

Pior, deixam esse mercado de taxas longas à mercê do jogo especulativo, sem ao menos intervir, como faz o FED nos Estados Unidos.

Daqui a alguns anos, algum scholar escreverá um livro recheado de série estatísticas dissecando o desastre promovido pelo governo Temer. E, aí, talvez o “dream team” consiga enxergar minimamente o tamanho do desastre que produziu.

Peça 3 – caindo na real

A opinião pública brasileira – de empresários ao povão – só começa a cair na real quando se radicalizam os efeitos maléficos de políticas econômicas incorretas. Sempre haverá uma sobrevida ao desastre, com as Mirians Leitãos da vida explicando que precisa sofrer um pouco mais para conseguir o céu; e quando o céu não chega explicando que o sacrifício foi insuficiente, apesar de 16 milhões de desempregados. Mas chega uma hora em que aq ficha cai até para o telespectador mais crédulo.

A ficha caiu para o grosso da população com a proposta de reforma da Previdência e reforma trabalhista. Para os industriais, com o fim da política de conteúdo nacional, a tentativa de emascular o BNDES e a falta de investimentos públicos em infraestrutura.

É evidente que nem com injeção de adrenalina na veia se conseguirá despertar o tal espírito animal do empresário. E o capital externo só virá para compras de ativos na bacia das almas.

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O primeiro efeito desse desencanto geral provavelmente será a fritura do chefe do “dream team”, Henrique Meirelles, a pior herança que Lula legou ao país. Não resolverá. Não existe dimensão política do governo Temer, nem quadros de fôlego e respeitabilidade na área econômica capazes de inverter a lógica da política econômica. Ela é do tamanho de Temer.

O resultado está aí, no crescimento consistente de Lula e na queda consistente das principais lideranças do PSDB e dos heróis da Lava Jato em relação diretamente proporcional com o exército de desempregados..

Peça 4 – os dilemas do antilulismo

E aí se entra em um dilema crucial.

Numa ponta, a tentativa dos atuais condôminos do poder em preservar o butim conquistado.

O primeiro caminho seria apostar as fichas em um candidato novo. Na quadra atual, sem perspectiva de recuperação econômica, tendo como padrinho o sujeito mais odiado do país – Michel Temer – só um milagre para a aliança golpista produzir um candidato competitivo. Mesmo que consigam tirar Lula das eleições, com as armações de Sérgio Moro e o TRF4.

O segundo caminho seria o parlamentarismo, o presidencialismo mitigado ou o nome que se dê ao modelo que pretenda retirar poder do voto. Mas só passaria caso a economia permitisase um mínimo de fôlego para a aliança golpista

Se a situação econômica piorar mais ainda – e não há nada pior que a continuidade da recessão em cima de uma economia já depauperada – se esfumaçará o pesado véu de desinformação montado pela mídia para matar a memória recente da economia. E poderá haver uma debandada geral de políticos e empresários em direção a Lula, por sua capacidade de recriar o sonho e pela obra que já construiu.

E como Lula é grande, mas não é Deus, na hipótese de assumir terá o enorme desafio de manter as expectativas sem conseguir milagres.

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82 comentários

  1. Lula

    A história ainda fará o devido e correto registro sobre os governos de Lula. Entre 2003 e 2010 o Brasil cresceu em média 4,0% ao ano, com inflação média de 5,7% ao ano e com a taxa de investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) crescendo na média de 6,4% ao ano – acima do PIB, do consumo das famílias e do consumo de energia elétrica. 

    É por isso e por várias outras razões que Lula desponta como favorito em 2018. Os seus governos não foram uma miragem e olhe que nem falei nos mais de 20 milhões de empregos, na política externa soberana, sobre as finanças públicas tinindo de tão boas, no crescimento das reservas internacionais, na distribuição de renda, etc. 

    O Meireles atual não pode ser chamado de “herança do Lula”. E não pode por razões bem simples e objetivas: o Meireles dos governos de Lula não era Ministro da Fazenda ao passo que hoje é, além de Ministro da Fazenda do golpe, um Czar do furacão neoliberal. Mais ainda, num governo de Lula ele jamais faria 1% do que está fazendo agora – justamente por que num governo do PT não teríamos as medidas de desmonte como essas que estão sendo implementadas pelos golpistas. 

    E que também se faça justiça com a Dilma pois foi nos governos dela que o Brasil experimentou as menores taxas reais de juros e de spreads bancários dos últimos 30 anos.

    Isto para não falar que nos cinco anos de seus legítimos governos o Brasil acumulou R$ 160 bilhões de superávit primário (média de 32 bilhões de reais anuais) enquanto que nos três anos de desgoverno do golpe, entre 2016 e 2018, teremos um colossal déficit primário de R$ 480 bilhões (média de R$ 160 bilhões de déficit anual). 

    • “E que também se faça justiça

      “E que também se faça justiça com a Dilma pois foi nos governos dela que o Brasil experimentou as menores taxas reais de juros e de spreads bancários dos últimos 30 anos.”

      E FOI AÍ onde tudo degringolou, Diogo.

      Não esqueço o ódio de três empresários, pequenos, obviamente, meus amigos e conterrâneos a falarem um pouco “cifrado” muito mal do governo Dilma e até elogiando Lula. Confesso que no momento fiquei meio boiando. Dias depois soube o porque daquela raiva toda: os juros estava encostando em 7,5 por cento ao ano e eles, todos eles, mais agiotas do que empresários eram – e ainda são – aplicadores contumazes em títulos do governo, e óbvio, estavam “perdendo” horrores com a queda dos juros. E isso é muito mais alastrado, profundo do que se imagina.

      “Não se futuca o cão com vara curta”.

      Dilma mexeu onde jamais deveria ter mexido sem as devidas armas em suas mãos. Decretos são meras peças legais de poder. O poder real, efetivo é bem mais que cargos e decretos. Para aplicar corretivos culturais multisseculares, mormente no que envolve o bolso… tem que ter muito poder. Não apenas cargo, como disse. Valeu a tentativa; mas pode nos ter custado muito mais caro.

      Em 6 de março de 1670, acossado pelas reclamações da rainha em Lisboa, por um lado; e do outro pelos seus governados nas capitanias brasileiras, Mem de Sá disparou uma carta de advertência à mesma de que, se quisesse conservar o Brasil esquecesse de aqui aplicar integralmente as regras existentes em Portugal, e que ele tinha tido um esforço imenso pra tomar o Brasil dos franceses e não pretendia perdê-lo de novo. Ganhou como castigo o fato de ter morrido em Salvador sem ninguém que o viesse render, depois 14 anos à frente do governo colonial, quando o normal para aqueles tempos era apenas três anos.

      Resta-nos agora só a esperança de Lula. Se o deixarem.

    • “E que também se faça justiça

      “E que também se faça justiça com a Dilma pois foi nos governos dela que o Brasil experimentou as menores taxas reais de juros e de spreads bancários dos últimos 30 anos.”

      Ninguém tira da minha cabeça que este foi um dos principais, senão o principal, motivo pelo qual a Dilma foi golpeada.

      Não esquecer que o ITAU, um dos financiadores do golpe, havia tentado emplacar um fantoche dele(Marina) na presidência em 2014.

    • Foi o primeiro

      E o melhor comentário que li sobre esse xadrez do Nassif.

      E Dilma não estava dando mole para os eternos vagabundos (os bandidos).

      A cambada que estava em Furnas espumou de ódio da Dilma.

      Importante ressaltar: Todo e qualquer equívoco dos govenos do Partido dos Trabalhadores, Lula e Dilma, nenhum deles foi por má-fé.

    • Prezado Diogo
      Boa

      Prezado Diogo

      Boa tarde

      Concordo que Lula conseguiu fazer o Brasil crescer, porém, por falta de um  projeto desenvolvimentista, foi de curto prazo,  e as elites / oligarquias e o capital nunca ganharam tanto como no seu governo! Só para exemplificar:  um Bolsa Familia (30 bilhões/ano) é o lucro anual de UM banco (itaú), que distribuição de renda é essa? uma usura!

      O que mais nos entristece é ouvir que houve tremendos investimentos na Educação! como isso,  se temos uma nação de alienados por causa da maldita progressão continuada implantada pelos tucanos em 1998, (Paulo Renato), e que quando Dilma conseguiu mudar o orçamento desse Setor,  primordial para uma nação, (de 5 para 10%), foi removida da presidencia, (poder nunca teve), e aqui com o dedo dos governadores que ninguém cita, visto que não conseguiram implementar a integralização do ensino basico a partir de 2015 –  colocaram o  Meireles / Temer e a primeira ação dos fascínoras – congelar por 20 anos o orçamento dessa pasta e da saúde.

      Com a morte da politica e com um povo alienado, o que esperar, se houver eleições ?

      Abração

       

       

       

       

       

  2. O caos econômico e social.

    Uma questão que se coloca hoje é o entendimento do eleitorado.

    Ele vai acreditar em um Salvador da Pátria ou retornará para o Lula/PT?

    A Economia está em frangalhos e a depressão e o desânimo toma conta das pessoas. Temer, PMDB e PSDB e demais personagens na linha de frente do Golpe não decolarão.

    O problema é que há tanto ódio e repulsa acumulada contra a Política tradicional, e alimentado 24 horas do dia um processo de delenda PT que não se sabe o que virá em 2018. 

    Um fenômeno impensado aconteceu.

    Na delenda PT sobrou o PT e o Bolsonaro.

    Quem sonhava subir nas pesquisas com o Golpe não tem votos nem para concorrer a vereador de Águas de São Pedro.

    E estamos assim: Para não dar PT se poderá ver a guinada de parte significativa da mídia e da classe média e médio-alta tradicionais, sem contar com a incógnita dos cristãos mais fundamentalistas, e até, quem sabe, da classe C para o voto no Bolsonaro (mesmo que vejamos um eleitorado não declarador do voto em redes socais e no convívio social). 

    O que o Golpe tramou que era em 2018 entregar o bastão para os tucanos parece quase impossível. Iriam acabar com o PT e herdar o voto majoritário do povo brasileiro. Deu errado! E deu mistura explosiva!

    Nós não temos apenas um caos econômico, temos a ele misturado um caos nas relações sociais misturado a um fascismo, onde, parcelas inteiras da população falam abertamente em matar, em exterminar os diferentes sem cerimônia. Imaginemos se o PT com Lula ou o candidato de Lula tiverem próximos de ganhar o que se verá no Brasil pré-eleitoral nas redes sociais e na velha mídia capitaneada pela Globo.

    Nós vivenciamos um acirramento das lutas ideológicas e dos diferentes modos de vida (crença, opção sexual, culturas, etc.) sem mediação do diálogo, substituído pela lógica do inimigo e não do adversário de ideias, de ideologia, mas partícipes de um mesmo País. 

    A loucura de tirar o PT do Poder a qualquer custo e impor Michel Temer e sua “ponte para o futuro”, porque dentro da Eleição se tornou impossível, nos legou uma realidade tão estranha e tão pouco combativa que jamais se poderia imaginar nem nas hostes golpistas. 

    E tende a acontecer de muitos caminharem para o silêncio, para o afastamento de qualquer bandeira de Luta, o que fortifica, por incrível que pareça, o abandono da Luta central de até o primeiro semestre: o Fora Temer!  Luta que deveria ter sido vitoriosa: ao menos, por outro Brasil menos depressão e mais altivo!

    E é tão pra baixo o astral dos brasileiros que se assiste atonitamente tudo acontecer mais como uma descrença de que acontece do que como consciente de que é a realidade nua e crua. Fenômeno que atinge muitos brasileiros, até entre nós que denunciamos o Golpe e fomos para as ruas em defesa do mandato da Presidenta Dilma.

    Dá vontade de fazer outras coisas e esquecer a Política, muitos estão passando por este sentimento, creio eu. Muitos não têm vontade de sequer ler poucas postagens que sejam, porque só têm notícias desalentadoras, porque só traz mais desânimo, tristeza, melancolia e medo.

    Para complicar, vivemos em um Brasil de uma alienação tamanha com uma população que não chegou ainda ao conhecimento da importância do Estado, das políticas públicas, da necessidade de gestão da economia pelo Governo Central, da importância do controle estatal da Água, da Energia, do Petróleo, das reservas minerais, da biodiversidade para o desenvolvimento industrial, econômico e social e nossa soberania, e assim por diante.

    Se vender tudo creem muitos é melhor, o corrupto do Estado e os políticos corruptos acabam. E o Brasil vira a 8ª maravilha do Mundo!

    E não há limites neste processo todo de destruição de nosso Brasil, talvez, perdido no tempo anterior, onde, se acreditava democrático tiro ao alvo com a foto da Presidenta da República; se acreditava democrática prisão de militante de esquerda na base do “eu não tenho provas, mas vou condená-lo porque a Literatura Jurídica me permite”; se acreditava democrática capa da Veja com o Lula vestido de presidiário; se acreditava democrática uma manifestação que pedia o retorno da Ditadura Militar, palavras do Ministro da Justiça de um Governo radicalmente democrático, e assim por diante.

    Não foi da ausência de exigir um limite mínimo de civilidade à oposição política, aos meios de comunicação e as redes sociais que tudo começou a degringolar?

    Que candidato foi o Aécio com dedo em riste na cara de Dilma, Presidenta do Brasil? Cheio de grosserias baratas, sem nenhuma civilidade e Educação.

    Ali já se tinha um Brasil outro, do Playboy mimado que podia tudo, que não precisava de nenhuma etiqueta ou respeito ao próximo, nem à figura institucional da Presidenta da República e candidata à reeleição.

    Quem lhe impunha algum limite de comportamento?

    Ninguém. 

    Daí pro Golpe foi um pulo.

    E só poderia dar no que deu. 

    Enfim, pensando em tudo o que aconteceu e acontece lembremo-nos do que disse Tom Jobim mais de 50 anos atrás: “o Brasil não é para principiantes”. 

    • “E é tão pra baixo o astral

      “E é tão pra baixo o astral dos brasileiros que se assiste atonitamente tudo acontecer mais como uma descrença de que acontece do que como consciente de que é a realidade nua e crua.”

      Perfeito!

      Tambelli repete Silvio Romero, 110 anos antes:

      “É um facto positivo, claro, evidentíssimo por todos reconhecido e proclamado, que as três classes que têm mais de perto dirigido a vida mental e pública do povo brasileiro – os políticos, os jornalistas e os literatos, levaram a um tal gráo de confusão, pessimismo e desanimo, que nem elles mesmos tomam mais pé no meio dos desatinos que accumularam. Só se ouvem pragas e esconjuros; apontam-se panacéas capazes de curar as fundas chagas da nação; surgem de todos os lados prophetas e guias, com suas bandeirolas de improvisados estadistas e salvadores dos povos.”

      E isso é o que mais me desanima porque Romero escreveu em 1907 (publicado em 1908, na Revista do IHGB, volume LXIX, parte II, pp.106/107), e tivemos que esperar longos 30 anos para que então o Estado Novo começasse as transformações que trouxe o Brasil à 8ª economia no início dos 80, e deu as bases para Lula trazê-lo à 6ª depois de ter beirado a 14ª.

       

    • Prezado AlexandreBoa

      Prezado Alexandre

      Boa tarde

      “Para complicar, vivemos em um Brasil de uma alienação tamanha com uma população que não chegou ainda ao conhecimento da importância do Estado, das políticas públicas, da necessidade de gestão da economia pelo Governo Central, da importância do controle estatal da Água, da Energia, do Petróleo, das reservas minerais, da biodiversidade para o desenvolvimento industrial, econômico e social e nossa soberania, e assim por diante.”

      Bingo – em 14 anos de Lula e Dilma na presidência, (poder nunca tiveram), onde foi parar a educação no Brasil? 

      Relembrando: Fidel Castro tomou o poder em 1959,  e em 1962 implantou em Cuba um modelo educacional elogiado até hoje – por aqui vivemos uma maléfica progressão continuada que é responsavel pela alienação bem descrita em seu artigo.

      Sabe como eu enxergo o que vem aconcetendo com o Brasil, um adrede!

      Eu escangalho e voce conserta !

      Abração

  3. E depois, quando digo que o

    E depois, quando digo que o problema desse país é a mediocridade generalizada, tem gente que acha ruim.

    Não. É isso mesmo. Impressionante o primitivismo, o primarismo, a simploriedade, a obtusidade e a burrice do brasileiro. Há exceções, por óbvio, mas, no geral, a coisa toda é de chorar. E os piores, disparado, são os que tem ensino superior. Acham que o diploma os transforma em seres menos burros e mais “cultos” do que realmente são.

    • Concordo 100% com você.

      Concordo 100% com você. Principalmente no caso dos de “ensino superior”.

      Será que o ensino superior no Brasil serve para formar burros e idiotas?

  4. Vigilante desde
    Vigilante desde aurora.Irretocavel,perfeito,imune a correcoes a analise de Nassif,sobre o momento em que o copo esta cheio e nao da mais para engolir.Por mais que tente,o Papai se faz presente.Ele,em raros momentos que se despia do seu portugues classico,dava o tom:O termometro de uma eleicao e a barriga.Quando ela esta colada ao corpo,e o povo comeca a colocar pedra na panela e ninguem escreve ao Coronel,nem Mister M da jeito,e dava o assunto por encerrado.

    • Tres observacoes que se fazem
      Tres observacoes que se fazem necessarias:1)Para ratificar a tese de qua a “barriga” decide o destino das eleicoes de Paises,o genocida Augusto Pinochet ficou 17 anos como Ditador do Chile.Consta que matou 40.000 chilenos,ao que parece todos de barriga cheia;2)O tempo da quadrilha chefiada por Don Altobello pode ter subido no telhado;3)Fernando Haddad,herdeiro politico de Lula(mais um para minha colecao),passa a condicao de piloto numero 2,e posiciona-se no final da fila de uma corrida de Formula Um,chovendo para dedeo,e a pista igual a quiabo ensaboado.

      • Vixe Maria,o comentario saiu

        Vixe Maria,o comentario saiu truncado e faltando palavras essenciais para o entendimento do texto.Fazer o que,araruta tem seu dia de mingau.Como posso compensar a falha?Vão lá no post da Heleninha Chagas e leiam a homenagem singela que prestei ao Ministro Luis Roberto Barroso.Vocês me perdoarão com toda certeza.

  5. Lula é o maior animal

    Lula é o maior animal político vivo no Brasil – apesar da caçada humana que sofre todo o dia. Ele provavelmente é o que menos acredita que o TR4 não o tornará um ficha suja. Seria estranho demais os que mandam no país ( Michel e Gangue são só os asseclas deles) fazer o país ter uma queda de PIB equivalente a país em guerra para no fim seu inimigo número um, Lula, chegar novamente a presidência e lá poder ficar 8 anos e fazer uma façanha que numa democracia só Roosevelt quase chegou a fazer (ficou 13 dos 16 que poderia). Outra coisa que Lula sabe é que, caso consiga vencer em 18 (o que será o maior feito eleitoral do país, superando a volta de Getúlio), Lula sabe que a fortuna lhe será oposto aos seus 8 anos de governo. A metáfora é daquele jogador que ganha tudo tudo mesmo por um time, sai dele e um tempo depois volta. Raros são os casos em que essa volta chega perto do período vitorioso. Veja o caso de Bachelet no Chile. Mas aí tem o exemplo do Tite = ganhou tudo pelo Corinthians, saiu, voltou e ganhou depois um brasileiro. 

    Não descarto que em 18, Lula tirado do jogo, tenhamos o pior dos mundos = Marina A Sumida e BolsoIgnaro no segundo turno. Aí seria uma eleição em que não se votaria a favor de X, mas se votaria contra Y. Em 18 poderá representar o fim da constituição – que será o legado de Temer – e um sistema político que deu como nomes ‘novos’ Marina e Bolsonaro. Alguma coisa está fora da ordem. 

  6. Poiis é….”armações de Moro

    Poiis é….”armações de Moro e trf4″, vergonhoso papel dos fura-tetos….

     

    Ainda vão em pre estreias de filmes que de tanta vergonho escondem que o financia, falta simancol para a turma, li que apenas o paul black arrecadou nove bi com a mutrtas do metro, tanta bufunfa que tinham uma hou só para guarda-la, outro, mais chique, operador do pmdb que mora em londres, estava fazendo outroa cordo para devolver outro bi e meio, notpicias que li e sumiram sorrateiramente do noticiario, e o problema do país é Lula, seu sitio com pedalinhos?? E ficam bravos quando os culpam do infortunio de D. Marisa????? Que o travesseiro lhes seja leve……………………….

  7. Desinformacao

    Os que apoiam os governistas dizem:

    o deficit fiscal que temos e o desmprego sao heranca maldita da politica intervencionista da Dilma e do PT ( e logico que se lixam para , por exemplo , o pais ter saido do Mapa da Fome, embora parece ter voltado pelas politicas atuais 

    dizem que a reforma trabalhista e acertada pois assim funciona no pais mais poderoso do mundo

    e por ai vai ……  Isso eu ouco de colegas .

    Talvez eles tenhamrazao em alguns pontos. Mas a impressao que da e que o debate e pobre e radicalizado. Pior para o Brasil.

     

     

     

    • Não entederam Rousseau

      Pois é, Paulo… Você foi no ponto central e que também faz parte da nossa desinformação.

      Tenho lido que em Portugal toda  a esquerda e os democratas liberais uniram-se, e derrotaram os financistas expropriadores que infestam a Europa. Portugal hoje é referência, como foi o Brasil no segundo governo Lula.

      Parece que a esquerda leu Rousseau, mas não entendeu a distinção entre “Vontade Individual” e “Vontade Geral”.

       

  8. A MIDIA é o sangue que rola

    A MIDIA é o sangue que rola pelas veias duma sociedade, nutrindo-a e mantendo-a vivida. Envenenada, todo o organismo sucumbe, ou delira

    Claro que pra uma sociedade alienada e JOGADA ao chão como a nossa, basta-lhe a migalha e ela já se dara por satisfeita  ..o que hoje em dia pode significar um tremendo perigo pra democracia de 2018.

    ..uma correção  …DIlma foi eleita após política anticíclica de LULA (entre 2008-10), verdade ..mas faltou um meio ai no seu texto em reconhecimento a LULA, ao DOUTOR LULA, pois ele – além da herança de Meirelles – também foi reeleito após ter feito um grande PRIMEIRO GOVERNO  ..e este, graças a pensadores como JOSÈ DIRCEU (..pronto falei)

    E como política não se faz só de sonhos, mas tb com uma boa dose de realidade e pragmatismo ..não adianta sonhar em se ter o que não se tem  ..na pratica  ..LULA é sim a nossa melhor esperança de retomarmos o caminho que AMADORES voluntaristas, E GOLPISTAS, nos desviaram após seus dois governos 

    • Vou falar também: José Dirceu

      Vou falar também: José Dirceu para mim é um dos homens mais inteligentes do Brasil e seria o sucesor de Lula.

      Por isto os golpistas – que não surgiram em 2014 – que sempre existiram no Brasil trataram de destruí-lo com a fábula do mensalão do PT e a preciosa contribuição do “menino pobre que mudou o Brasil”.

      Para mim, aquele “menino pobre” começou a destruição do Brasil e desonrou os negros do Brasil que anseiam por uma oportunidade de ascensão ao agir não como juiz, mas como verdugo.

      Ocultar provas que beneficiavam os réus(caso do laudo 2828/2006) e manipular dosimetria para aumentar pena de réus deveriam ser crimes punidos com décadas de cadeia. É isto que aquele bandido merece.

  9. O Brasil está geograficamente

    O Brasil está geograficamente na periferia do mundo. Na parte do planeta em que mais de 80 é de águas. Numa distância enorme dos principais mercados… não dá para aqui se aplicar integralmente as fórmulas da América do Norte e Eurásia, né? Logo, “as velhinhas do Kentucky” de tanto falava Arnaldo Jabor, na Globo, obviamente, nos anos de FHC, só com muita relutância ou escandalosas vantagens trarão seu dinheiro pra cá.

  10. Caros camaradas
    Além do post

    Caros camaradas

    Além do post ser muito bom, os comentários de nossos prezados Alexandre e Diogo são complementares. Eu tenho observado nos locais em que vou esse desânimo que está virando repulsa aos políticos e à política (e começa a pegar nos “eleitos”, juízes e procuradores com suas mamatas imorais), e começo a ter medo de uam desintegração territorial do Brasil – os bocós de SP e do sul já falam em se separar)

    Vendo a caravana do Lula, parece que; masi uma vez, o Nordeste e os nordestinos vão salvar o Brasil

    • Devemos ser eternamente

      Devemos ser eternamente gratos ao povo nordestino. Tenho certeza de que eles nos salvarão, mais uma vez. A conferir

  11. O esgotamento das falácias

    Caro Nassif,

    Considero o GGN o veículo mais relevante da mídia independente do Brasil. Entre os independentes se destaca por um não alinhamento automático e inconsequente e, em relação à grande mídia e ao seu jornalismo subserviente e desonesto, situando-se quilômetros à frente em credibilidade e em qualidade da informação. Por isso, é o que leio cedo, pela manhã, e à noite, quando retorno. Além de informar sobre os fatos “quentes” do momento é prazeiroso. Os articulistas e comentaristas contribuem em simbiose para o debate sobre o Brasil e, democraticamente, se dá espaço para todos  externarem suas opiniões e críticas.

    Este artigo é mais um exemplo concreto dessa capacidade de análise e informação de qualidade.

    A perda de força do golpe e do seu sustentáculo e braço “armado”, a política econômica, se esvaem. Concordo que inexoravelmente. Mas temos que manter em vista a hipótese de haver uma tentativa de se reinventarem para permanecer. Com barbarians at the gate tudo é possivel.

    E, acrescento minha própria previsão. Todos sabemos que a nova meta fiscal não cabe no déficit em formação. É simples aritmética. O déficit acumulado está em 180 bi e os meses à frente até dezembro irão resultar em valores maiores do que o mesmo período do ano passado. As alternativas serão deixar parar a máquina ou voltar ao Congresso para rever a meta outra vez. No espaço entre estas há um desgaste político e da pouca credibilidade restante enorme, o que deve abrir as possibilidades para ações extremas que sequer as consigo imaginar.

    Mas, o que desejo marcar é que o destacado no título do artigo , determinante para mudar o arranjo de forças, deve ter efeito em curtíssimo prazo. Notaremos isso, rapidamente, ainda no terceiro trimestre.

  12. Ressentimento, persistência no erro e clichês

    Neste xadrez, apesar da boa análise que Luís Nassif faz acerca de setores estratégicos e de infra-estrutura (com destaque para o Elétrico e Petrolífero), além do olhar sistêmico que o analista mostra ser necessário aos economistas – que precisam entender de políticas públicas e propostas de desenvolveimneto mais do que de planilhas – deparamos com repetição de erro, clichês e alta dose de ressentimento.

    O ressentimento pode ser visto no 2º parágrafo da Peça 2, reproduzido a seguir.

    “Getúlio Vargas foi eleito depois do desastre liberal do governo Dutra. Fernando Collor foi eleito depois da centralização do regime Militar. Fernando Henrique Cardoso, após o desastre liberal de Fernando Collor. Lula, após o desastre liberal de FHC. O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.”

    Pode-se, e deve-se, criticar Dilma e seu governo por muitas coisas. Mas apelar para esse simplismo, com essa dose de recalque e ressentimento não é o que se espera de um Jornalista e Analista experiente. Nassif pisou na bola, evidentemente.

    A isnsistência e persistência no erro está registrada no 7º parágrafo da Peça 2, como se vê abaixo.

    “Roberto Campos foi um dos pais do BNDES, apesar de ferozmente privativista. Atuou para a estatização da Light, quando percebeu que a Brascan não pensava em investir na manutenção e ampliação da rede.”

    Com base em que Luís Nassif elogia a reestatização da Light em 1978? Quando venceria a concessão e as instalações retornariam ao Estado Brasileiro? Quanto o  governo brasileiro pagou por essa reestatização? Quem avaliou os ativos da empresa e com que critérios?

    Os clichês são a tônica da Peça 3, em que destaca-se:

    “O primeiro efeito desse desencanto geral provavelmente será a fritura do chefe do “dream team”, Henrique Meirelles, a pior herança que Lula legou ao país. Não resolverá. Não existe dimensão política do governo Temer, nem quadros de fôlego e respeitabilidade na área econômica capazes de inverter a lógica da política econômica. Ela é do tamanho de Temer.”

    Nassif quer agradar e servir a dois senhores com essa postura de ‘advogado do diabo’? Em que contribui para a resolução dos problemas do País sentenciar Henrique Meirelles como a pior herança deixada por Lula? Meirelles fazia o que está fazendo quando era Ministro da Fazenda no governo de Lula? A política econômica dos governos de Lula, mesmo com Meirelles no MF, têm alguma semelhança coma  atual? 

    É preciso coerência e bom senso nas análises, sobretudo quando se quer criticar sem dara munição ao campo inimigo.

    • Meirelles não era ministro da Fazenda

      No governo Lula, Meirelles foi presidente do Banco Central, não ministro da Fazenda.

  13. A desinformação parece ser uma epidemia,

    que grassa em todos os níveis pelo Brasil afora.

    Por exemplo, muitos desses tais “formuladores econômicos”, que se acham sabedores de tudo, costumam fazer aquela comparação esdrúxula entre formiga e elefante:

    “a formiga consegue carregar três vezes o seu peso, ao passo que um elefante, sempre lerdo, só consegue carregar menos de um terço de seu peso próprio”.

    Claro, se esquecem que a formiga tem peso inferior a uma grama, e o elefante acima de algumas toneladas.

    E o elefante pode carregar o formigueiro todo.

    Digo isso, porque volta e meia aparece uma comparação entre uma cidade-estado, como Cingapura, Hongkong, etc. com um semi-continente.

    Cidades-estado conseguem mudar de rumo econômico em questão de horas, e semi-continentes podem levar meses para isto.

    Sem falar dos sem-noção no poder judiciário, nos parlamentos e outros, com suas trapalhadas homéricas.

     

     

    • “”a formiga consegue carregar

      “”a formiga consegue carregar três vezes o seu peso, ao passo que um elefante, sempre lerdo, só consegue carregar menos de um terço de seu peso próprio”.”

      Beleza. Mas quantos bilhões de formigas são necessárias para chegar a 1/3 do peso de um elefante?

    • Muito bom comentário, e

      Muito bom comentário, e acrescento que é por motivos semelhantes que os chamados “paraísos fiscais” são estados de pequeno tamanho.

      Em Mônaco, por exemplo, é possível cobrar uma taxa irrisória sobre as fortunas porque a malha viária daquele país deve ser menor que a do bairro de Copacabana.

    • Cingapura é uma ditadura de

      Cingapura é uma ditadura de fato, e Hong Kong é parte da China.

      Nas duas, o processo decisório é muito fácil: o grupo de escolhidos se reúne e “define” medidas a ser tomadas, obedecendo à diretriz do poder central. Não há contraditório ou direitos das minorias, nem preocupação com o alcance social das medidas.

      Num país que funciona assim tudo sai rápido. Entretanto, o processo não é livre, nem atende a todos.

      Se você faz parte do grupo dominante, ótimo. Se não… nem dá para sentar e chorar, o governo não deixa. Atrapalha os negócios, e a imagem do país fica arranhada.

  14. Um engano brutal dos políticos atuais

    é pensar que basta mudar algumas leis meio que incômodas, que toda a nata dos investidores virá correndo para o Brasil, tal e qual uma manada ávida por investir tudo o que está guardado nesses tais paraisecos fiscais.

    Provavelmente virão uma meia dúzia de especuladores do tipo Soros por aqui para arrancar algum e sair correndo assim que a maré virar.

    Já os investidores reais, antes de pensarem em investir por aqui, vão se perguntar se as tais mudanças – feitas tão descuidadamente – serão duradouras. A própria forma de implantação delas já demonstra que as mesmas podem ser revogadas por outros políticos. E tudo o que um investidor real menos deseja é insegurança.

    Por exemplo, se, por hipótese, um novo governo simplesmente decretar a nulidade das transações do governo atual, sem direito a indenização, apenas com o argumento de que foram negócios entre bandidos ?

  15. ótimo artigo.
    mas, luis,’O

    ótimo artigo.

    mas, luis,’O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.’ ?!

     

    o golpe dos canalhas jururus após …a tramóia dos canalhas pra ficarem animadinhos!

     

    não pega bem esse jogo pra alguma ‘platéia’ q  talvez não tenha coragem de bradar com seus pulmoes:

    SEM CRIME, sem impeachment!

    DILMA VANA deve voltar!

    ANULA STF!

    ANULA PGR!

     

    mas entendo.

     

    ainda assim o correto irá prevalecer. o certo pelo certo.

    o caminho da felicidade ainda existe. é uma trilha estreita em meio À selva triste.

    sigamos

    bravos peermanecem ao lado dos justos, aos canalhas restarão os covardes.

     

    e o golpe já babou, a vitoria é nossa.

    ótima dia, companheirada!

     

    O sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de vencer a escuridão!

     

  16. Da escuridão

    Logo após o início da operação lava jato ficavam claros seus critérios partidários para retirar o PT do poder e entrega-lo ao PSDB, isso ficou claro quando delegados da lava jato fizeram campanha para Aécio Neves contra Dilma Roussef

    No decorrer da operação lava jato Moro lançou a artimanha daqueles grampos contra a Presidenta e contra o ex-presidente Lula e a Globo deitou e rolou convocando seu exército de coxinhas para as ruas numa “onda” a favor da operação lava jato com auxílio do MBL, vem pra rua e tudo de ruim que se possa imaginar em termos de pessoas, políticos e empresários brasileiros a favor do impeachment

    Nesse momento, não havia ninguém da periferia ou de intelectuais participando das passeatas ela era conduzida pelos trogloditas do MBL e Vem pra rua, uma classe alta e média deslumbrada com a possibilidade de transformar o país num EUA e pela classe de empresários paulistas não industriais desejosos com o poder

    Enquanto isso a Rede Globo mostrava e dava ênfase nos cem mil participantes das passeatas coxinhas e não fazia a cobertura das passeatas contra o impeachment que chegaram a ter o dobro disso, manipulando a informação em benefício dos coxinhas

    Como não havia apoio intelectual ao impeachment a Rede Globo teve de retirar do nosso esgoto social todo tipo de gente para poder lhe dar razão: racistas, fascistas, homofóbicos, adoradores da ditadura militar e uma penca de gente que não teria o mínimo de espaço em uma sociedade civilizada, a Globo conseguiu resgatar toda essa galera podre e transformá-la na nova cara do Brasil a fim de justificar o impeachment, já que quem tinha pelo menos um neurônio sobrando no cérebro era contra

    Pois bem, passado o impeachment essa galera, em que alguns se diziam “apolíticos” passou a fazer parte do governo Temer, afinal quem, sendo intelectual ou pessoa civilizada, iria fazer parte de um governo desses? E passaram a comandar pastas no governo Temer, dando sugestões e projetos ao governo

    Pátria educadora? Que nada, o negócio é escola sem partido! Defesa do Meio Ambiente? Que nada o negócio é rifar a Amazônia e matar índios! Dinheiro da Petrobrás pros brasileiros? Droga nenhuma! vamos entregar tudo pros gringos! Nossos novos intelectuais agora são Alexandre frota e kim cataguiri

    A lava jato, mas principalmente a Rede Globo, desencavou o que há de mais podre em nossa sociedade, desencavou aquilo que por anos pensávamos que havia deixado de existir e que jurávamos que já estaria no limbo do esquecimento, tudo a fim de justificar o impeachment  e a lava jato, então pra consertar o país vamos precisar primeiro mandar essa galera de volta pra escuridão de onde nunca deveriam ter saído, retirá-los do governo e aí sim tentar resolver nosso problemas sócio-econômicos, porque esse pessoal que aí está junto ao Temer só querem se dar bem e ferrar com negro, pobre e quem pensa de forma civilizada

    Se não fosse por isso aonde diabos no mundo teríamos um sujeito como o Bolsonaro com intenções de voto?

     

    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,delegados-da-lava-jato-exaltam-aecio-e-atacam-pt-na-rede,1591953

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1749640-protesto-cresce-mas-manifestante-mantem-perfil-de-alta-renda.shtml

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/09/1816377-temer-chama-mbl-para-pensar-como-tornar-reformas-mais-palataveis.shtml

    http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2016/03/10001035-leandra-leal-cobra-globonews-em-cobertura-de-manifestacao-contra-impeachment.shtml

    http://g1.globo.com/educacao/noticia/ministro-da-educacao-recebe-alexandre-frota-e-lider-de-protestos.ghtml

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/chico-buarque-e-outros-400-intelectuais-pedem-a-lula-que-lance-candidatura-imediatamente/

    http://www.ocafezinho.com/2016/04/10/folha-sofre-derrota-ao-procurar-intelectuais-a-favor-do-golpe-esmagadora-maioria-se-coloca-ao-lado-da-democracia/

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-perfil-de-tres-liderancas-que-mobilizam-os-protestos-anti-pt-e-pela-deposicao-de-dilma

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/03/pesquisa-inedita-perfila-intregrantes-das-manifestacoes-de-marco-4984.html

    https://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/05/site-da-australia-elege-bolsonaro-como-o-politico-mais-abominavel-do-mundo.html

    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160120_intolerancia_religioes_africanas_jp_rm

    https://anistia.org.br/imprensa/na-midia/violencia-brasil-mata-82-jovens-por-dia/

    http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/08/ao-defender-defende-abordagem-diferenciada-rota-assume-racismo-institucional

    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,professores–juristas-e-membros-do-mp-divulgam-manifestos-contra-impeachment,1856367

     

  17. Nassif
    Qualquer comentário, do outrora brilhante economista, se perde na fanática defensoria de um cidadão totalmente deturpado pelo poder, Luis Inácio da Silva.
    VOLTA NASSIF!!!!!

    • Nassif nunca foi economista.

      Jornalista muito bem informado sobre economia. É diferente.

      Explique por que Lula foi deturpado pelo poder. Por causa das palestras que lhe garantiram alguma grana? Por causa do Instituto Lula, que serve de base para a manutenção da política na vida de Lula? Ou por causa das acusações que meio mundo faz de Lula? Ou por causa da friboi que era do Lula, por causa das fazendas que eram de LUla? Por quais causas Lula foi deturpado?

       

  18. O mercado através da Globo e

    O mercado através da Globo e dos Curitiba Boys, que mandam no país de fato, não querem de jeito nenhum a volta de Lula.

    Se por uma extrema eventualidade não conseguirem tirar Lula no tapetão e ele for eleito, vai haver outro golpe.

  19. Nassif,

    sim, esperar as águas, inclusive a Globo, correrem aos braços de Lula, na eventualidade de ele ser candidato ou fazer ganhar um à sua feição.

    Então tá. Agora pegue o esfacelamento da economia que já se fez em pouco mais de uma, suas consequências futuras, e multiplique por dois. É o melhor que podemos fazer, além de pedir ajuda aos “homens de boa vontade”?

    Abraços 

    • Prezado Rui
      Boa tarde

      Prezado Rui

      Boa tarde

      Já pensou que tudo que esta ocorrendo com o Brasil pode ser um adrede para o “salvador da patria”?

      Desgraça pouca é bobagem, escangalhe que conserto !!!

      Abração

       

  20. A economia não tem tudo  a

    A economia não tem tudo  a ver, estúpido! E a razão é muito simples: é tocada por quadros formados e treinados nos EUA, para exatamente, no que for possível, defender os interesses do capital internacional, qu lidera, favorecendo seus sócios brasileiros, onde não entram o interesse nacional, muito menos o atendimento das necessidades do povo brasileiro. Com a ciranda financeira rodando, com os juros reais nas alturas, diante da baixa inflação obtida com o desemprego e o desempenho positivo da agricultura (razão de o desespero, mesmo diante das péssimas condições da economia como um todo não ter batido fortemente no povão, já que muitos ainda estão tendo acesso ao mercado, bens mais baratos e alimentação; para a classe média o problema tende a se aguçar em novembro próximo). Essa visão de mais de sessenta anos de história não aborda, deixa de fora o principal: depois da Segunda Grande Guerra, os EUA passaram a dominar, e a economia do mundo foi adequada a esta dominação, seja através do dólar, seja militarmente. Nesta questão, foi abandonada a influência francesa então preponderante no Brasil, e passamos a mandar nossos quadros, civis e militares, para formarem-se nos EUA. Subsidiariamente, veio a cultura, o way of life americano, prinncipalmente no campo dos costumes, o individualismo, hoje totalmente arraigado em nosso país. Só de passagem, sem polêmicas, não é bem verdade que o projeto da Petrobras tenha sido concebido na UDN. Decisivo foi o parecer de Eusébio da Rocha, deputado do então, nacionalista e trabalhista de fato, PTB. A dominação americana, ainda estava se estruturando, e no início possibilitava uma certa independência na condução dos negócios internos, não contavam com grandes grupos de apoio de brasileiros, ainda formava quadros civis e militares. Por isso considero uma grande falha dessa análise atribuir preponderância à economia brasileira os problemas por que passamos nesse período, que vieram, em grande parte da influência americana, seja no início tentando frear a nossa industrialização, o nosso desenvolvimento independente (o Brasil só interessa como fornecedor de matérias primas e como mercado de consumo para produtos Made in USA). Com alguns interregnos, os governo do PT com Lula e Dilma os principais (é uma tremenda injustiça atribuir a Dilma parte dos problemas atuais, criados pelos golpistas que não a deixavam governar, mesmo porque ainda contava com mais de dois anos para correção de rumos). Além de algumas tentaivas, os  americanos promoveram dois golpes (1964 e 2016, este ainda em andamento), e tentam goela abaixo impor o neoliberalismo, que não tem nenhum compromisso com as populações dos países onde se instala, iniciada com Collor, passando por Itamar e com toda força com Fernando Henrique Cardoso, chegando finalmente ao traíra, Michel Temer, sempre através de corrupção de todos os envolvidos (alguns se trocam por espelhinhos). Agora, acho que vê bem melhor, do que esperar que os militares assumam o comando e deem um golpe no golpe. O neoliberalismo, por deixar o povo desassistido, desempregado e sem direitos e perspectivas de saída, e o golpe de todo ainda inconcluso, com o congresso funcionando, com os políticos afastados do poder, atuando na oposição, está difícil os golpistas manterem o poder através do voto. Aliás, golpe algum leva ao voto, não é um modelo que se preste à Democracia. Acresce, que estão escasseando venais, vendilhões da pátria, nas frentes golpistas (Parlamento, Judiciário e área de segurança e inteligência), além do mais falta dinheiro, cada dia fica mais caro. Por isso está vendo corretamente o papel que Lula vem desempenhando, tentando aumentar o apoio popular, procurando a paz e a Democracia, o voto para resolver problemas criados pelos golpistas. Não se consumando o golpe, que só poderá ocorrer com o uso da força bruta, as chances de Lula ou de um político a ele ligado tsão grandes em 2018. Não dá para açular o onça  com vara, curta como querem alguns grupelhos sem votos, é ir para o campo onde os golpistas são fortes: o uso da força.

  21. “A ficha caiu para ….. os

    “A ficha caiu para ….. os industriais, com o fim da política de conteúdo nacional, a tentativa de emascular o BNDES e a falta de investimentos públicos em infraestrutura.”

    Certeza????

     

  22. Muito boa a análise,

    Muito boa a análise, nos esclarece muito. Só não concordo com o diagnóstico de que se trata de um erro. Não sou economista, mas estes “erros” do governo atual não parecem  de fato erros. Começo a achar que é intencional, é um programa. O objetivo é destruiir o Brasil como o conhecemos, para que este não ofereça riscos de aumento significativo de influência no futuro. Só que nossa visão de nosso país nos impede de enxergar isso. Afinal, somos uma porcaria mesmo, porque iriam querer nos destruir? 

    • De acordo !

      Tambem acho que Meirelles e Temer estao implementando uma agenda muito bem direcionada.

      E’ uma falacia pensar que eles tem qualquer compromisso com uma “economia que funcione” para o Brasil como um todo, para o povo, para o bem comum. O compromisso deles e’ com o desmonte do estado e da soberania nacional e popular (via democracia).

  23. Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif

    Lendo mais um bom Xadrez de Nassif me passa a idéia na crença de que Temer et caterva, em especial a área econômico-financeira, não conseguem promover o “espírito animal” do empresariado por incompetência.

    O que me parece um erro de Nassif ou meu ao pensar o texto.

    Me é óbvio que o cinicamente chamado “dream team” está fazendo aquilo para o que foram “contratados”.

    A completa e visível dissonância entre as medidas tomadas e o mínimo de bom senso não dúvidas quanto aos objetivos não declarados mas perseguidos:

    – o máximo de lucros possível ao rentismo nacional e estrangeiro mesmo ao preço do completo desmonte do que se chamaria, já no caso, o “Estado Nacional”.

    O país foi entregue, sob as vistas lenientes do assim chamado “Tribunal Excelso”, ao pior que se poderia imaginar em matéria de entreguismo e falta de brasilidade.

    A essa corja que hoje nos governa não se pode dar o benefício da dúvida.

    As instituições são  monstrengos disfuncionais onde chefetes de ópera bufa se erguem sobre a escumalha.

    Um horror.

     

     

  24. Com presidencialismo ou parlamentarismo

    Com presidencialismo ou parlamentarismo de encomenda, um governante não comprometido com o golpe, seja ele quem for, mesmo Lula, terá dificuldades enormes.

    Parece que caminhamos para tempos áridos (com um governo que tente reverter todos os crimes contra o país perpetrados desde o golpe e restituir ao povo as condições básicas para cuidar da vida) ou tempos insuportáveis (com um governo marionete, presidido por um candidato midiático, que dê continuidade às políticas dos tão bem apelidados “cabeça-de-planilha)

  25. Que Lula, que Bolsonaro,

    Que Lula, que Bolsonaro, Alckmin, Marina ou qualquer outro. A salvação do brasil se dará pelas mãos desta novíssima geração de patriotas, liderados por Fufuca! Lá do além, De Gaulle deve estar às gargalhadas. Com a mão sobre o ombro de Getúlio, diz: “Eu avisei que o brasil não é um país sério”.

  26. Talvez seja isso que se queira no final das contas…

    Será que o PSDB (ou parte dele) não esta apostando que Lula eleito não conseguirá governar e já prepara um novo golpe para 2020 ou 22? Podem pensar dessa forma quando se derem conta que os candidatos atuais não tem a minima chance no cenario atual.  

  27. brasileiros tem tradição de ignorantes

    O que vou falar pode ofender e certamente não me agrada, mas analisando tanto nossa história, quanto as pessoas do nosso dia a dia, assim como estes exemplos de pessoas da classe média e elite nacional, fica claro como brasileiro é ignorante e despreza, ou mesmo detesta educação e cultura.

    podemos facilmente achar mil demonstrações disto, mas fixem como desprezamos a educação, e mesmo que nossa melhroa educação, nossa faculdades mais caras, tendem a estar fcadas em decorebas e  conhecimentos voltados pra parte exclusivamente profissional, e não para o dessenvolvimento humano, de caráter e de raciocínio.

    Um país ignorante e de burros. Não tem como dar certo.

  28. Meu lance nesse xadrez,

    Meu lance nesse xadrez, Nassif, é duplo, movo uma peça em direção ao “novo” e outra ao tal semiparlamentarismo. O “novo” por enquanto é o Dória, claro, e o previsível FHC está indo para lá. No entanto não estão sentindo muita firmeza. O sujeito é só marketing e cola sua imagem ao Temer, como pode? Estão pensando agora no Huk, o marido da Angélica.

    Está diciil o tal novo, por isso o parlamentarismo é a jogada da vêz. Gilmar como o maior articulador tucano disparado sabe disso e quando não está soltando seus amigos bandidos está tramando atrás da moita com o MT mais esse golpe parlamentar.

    O fator é a economia estúpido está contra eles. Portanto no voto perdem. Qualquer poste do Lula tem mais chance que qualquer um que tiver sua imagem associada ao pior govermo da história, que é o que todo mundo acha, dos coxinhas aos petralhas.

     

  29. O problema de Lula como alternativa é o seu histórico
    Foi um presidente conservador que não promoveu nenhuma reforma, deixando para a direita legislar depois. Devido ao caráter não-reformista, ele é um mantenedor do status-quo. Só há mais do mesmo a se esperar daí. 

  30. Mais um xadrez sensato: mas

    Mais um xadrez sensato: mas que ninguém pense que a iniciativa privada vai interromper seus ataques e tentativas de rapina e saqueamento, invasões à coisa pública. Olha só o que, segundo o sindicato dos bancários do Rio, os Moreira Salles estão urdindo:

    Empresa ligada ao Itaú prepara a privatização do Banco do Brasil
     

    Se alguém pensa em marco civilizatório, apoiar essas “coisas” é o mesmo que apoiar a Inglaterra invadindo a Índia ou ameaçando canhões contra a China caso seja impedida de vender ópio aos chineses: sempre com elegância e fleuma britânica, fotos em que parecem bravos heróis e não os covardes bárbaros que realmente são. Nem sempre a barbárie se veste com peles de animais, nem sempre são barbudos com cara de malvados. Aliás os mais perigosos sorriem, usam ternos e taiêres finos, (suspensórios italianos no caso dos Economistas) são simpáticos até. Mas deixam a terra arrasada, sempre. Roberto “Petrossauro” Campos é apenas um exemplo.

    As aparências podem enganar…

    • Em tempo, no Valor Econômico

      Em tempo, no Valor Econômico de hoje – em matéria de capa sobre o “sistema S” – lá dentro diz: “auditoria feita em 2014 encontrou irregularidades na aplicação de recursos”.

      Vejam bem o ano da auditoria: feita no governo Dilma.

      É de se pensar porque pessoas como Paulo Skaf se coçaram para botar patos infláveis e servir churrasquinho aos “manifestantes”.

      • Espero realmente as apurações.

        Ainda mais lembrando que o Jair Meneguelli presidiu o Conselho Nacional do SESI e foi substituido pelo Gilberto Carvalho.

  31. Mas nunca houve nenhum demiurgo além das conjunturas…

    Correta análise, mas sem perceber que a história nunca será a ideal que se pensa. Só nos livros de Thomas Morus. Em qualquer parte, mesmo no centro do capitalismo hegemônico, a história sempre é contraditória mesmo. Idas e vindas fazem parte do processo histórico que nunca é linear como na prancheta de planejadores, quaisquer que sejam. A economia viva de um país, ainda mais do porte do nosso, nunca foi e nunca será fácil de desenhar, de administrar e de planejar. Haverá sempre uma defasagem entre a vanguarda de intelectuais que pensam princípios a serem construídos, a partir de realidades dadas, complexas realidades e a massa que levará um tempo para entender.

    Não se pode idealizar em demasia economistas do passado, nem empresários que nunca existiram. Por mais avançados e por maior que tenha sido o tino e a visão empresarial, por exemplo, de um Barão de Mauá, até ele cometia erros de avaliação, de planejamento e de administração. Inevitáveis erros. A realidade sempre foi, é e sempre será mais complexa e mais ampla do do que qualquer pensamento humano pode apreender. Nenhum pensador clássico, neo clássio, heterodoxo ou ortodoxo poderá, jamais, controlar todos os elementos da equação concreta da vida real que está para além de nossos meros desejos.

    O que não quer dizer que se deve desculpar erros crassos e imprevidências catastróficas. Algum grau de erro sempre ocorrerá. O que não se perdoa é o erro deliberado, por arrogância e presunção de saber o que não se sabe (ou se sabe, mas finge-se que não sabe). Novos personagens históricos, surgidos de novas realidades, sempre entrarão em choque com antigos modos de ver a realidade e é do confronto de pontos de vistas, com acertos e erros, que se vai reconstruindo ou construindo novos horizontes. Se tudo fosse apenas o resultado do planejado de ontem ou de décadas ou séculos passados, não seríamos o que somos hoje. 

    Muito difícil imaginar a sociedade brasileira daqui a cem anos. Pior ainda, daqui a duzentos anos. Mas podemos ter alguma visão de tendências que estão em andamento no curto, no médio e no longo prazo. Papel dos estrategistas, em quaisquer áreas que sejam (seja na política, seja na economia, seja nas forças armadas, seja na sociedade etc.).

    Fazer o quê? O desastre já foi feito e o entendimento sobre o que aconteceu virá aos poucos e levará outros quinze ou vinte anos alimentando o debate político, social e econômico. Pior para quem levou o país ao buraco, na proporção em que levaram. O ônus histórico que irão pagar é muito alto e todos estes que estiveram envolvidos com o golpe, de modo ativo e passivo, serão cobrados pelas forças históricas momentaneamente derrotadas. Entretanto, a desgraça traz o fenômeno didático do entendimento doloroso de que o que se alertava não era só palavrório e discurso e quem se iludiu se iludiu porque se deixou iludir. 

    Muitos jovens preparados irão assumir o lugar dos velhos que nos levaram a este desastre, porque, bem ou mal que tenha sido, o Brasil abriu as porteiras para os que estavam excluídos entrarem em nichos de educação que antes eram reservados apenas para poucos. O que se investiu em educação, dentro dos cérebros de quem recebeu tal educação, nunca desaparece. Fica lá dentro. As cidades podem ser bombardeadas, mas ressurgem, melhores, porque os que sobreviveram as sabem reconstruir.

    A perspectiva dos golpistas é a pior possível, venderam ilusões, semearam vento e agora estão colhendo desastres e tempestades. Pior ainda, o que tem a oferecer é o abismo. A desilusão e a desesperança. Isto não mobiliza ninguém a viver, mas a cometer suicídio. Portanto, as forças da resistência tem a oferecer, com ou sem Lula (porque não se trata da pessoa do Lula, mas da base social que lhe dá sustentação, ampla base social e intelectual), a reconstrução e a restauração da esperança. Um povo pode aguentar o aperto, desde que saiba para onde está indo e veja o que está sendo feito de positivo. 

    Os golpistas só nos mostram mais quimeras e mais desgraças, ladeira a abaixo, mas ainda nos lembramos dos sonhos concretos em nossas histórias de vidas que estávamos construindo até três ou quatro anos atrás. Não há império midiático capaz de erradicar memórias arraigadas em gerações diversas (tanto velhos, quanto jovens e adolescentes que ainda se lembram) na escala em que foi feita, de norte a sul e de leste a oeste deste país. Esta é a força histórica construtiva que dá impulso ao político Lula. Ele elegerá até mesmo um poste, se for impedido, como elegeu, em 2010, Dilma, o poste da época; que cometeu muitos acertos, mas também erros, como qualquer ser humano e só cresceu politicamente na medida em que o golpe avançava, porque, até então, era apenas mais uma tecnocrata como outra qualquer. Portanto, não é a pessoa do Lula, mas um projeto de nação que está por trás da caravana Lula (o revival da caravana Farkas de um Brasil que se reencontra com o futuro que se quer).

  32. NÃO HÁ DEMOCRACIA QUANDO UM
    NÃO HÁ DEMOCRACIA QUANDO UM JUDICIÁRIO/MPF SE SENTE LIVRE PARA PRATICAR PARCIALIDADES E ARBITRARIEDADES,NÃO RESPEITANDO AS LEIS Q DEVERIAM SER PARA TODOS DE VERDADE!!

  33. Menino de Poços de Caldas

    Foi lá que Nassif teve a formação de um idealista, quase um Hegeliano: são as idéais que condicionam o mundo, ou a pura consciência que faz o homem.
    Mas a realidade é o oposto, Nassif: é a linguagem da vida que formam o homem e sua consciência.

    Lula é menor do que se imagina. Ele sozinho não muda nada.

     

    • Lula é e sempre foi o símbolo de um movimento

      Claro que não é o Lula que irá mudar nada sozinho. Como não foi ele quem mudou o Brasil, para melhor, a partir de 2003, mas toda uma equipe vasta e multipartidária coligada em torno de um programa político e econômico comum. Óbvio.

      Só que por trás do nome Lula vem uma multidão de eleitores e uma bancada de políticos eleitos em aliança com ele. Não por causa dos belos olhos do Lula, mas por causa do que o nome dele representa em termos de programa político e realizações já alcançadas. 

      Enganaram-se que o Dória, sozinho, mudaria alguma coisa e seria um ridículo “novo”? Novo o quê? Novo marketing? A equipe do eu sozinho? Bom gestor, como? Se nunca governou nenhuma cidade e o pouco tempo em que está governando, sozinho, com a equipe do eu sozinho e todo o marketing possível nada fez de concreto para a cidade de São Paulo?

      O nome, na política, não pode ser vendido como propaganda de sabonete… Desde Collor aprendemos esta lição. Novo mesmo começou a acontecer a partir de 2003, com multidões tendo acesso a consumo, educação etc. Mais de cinquenta milhões de pessoas melhorando de vida, no nível material (pouco importa aqui se são classificadas como nova “classe média”, faixa C de consumo e renda ou qualquer nome que seja, como nova classe trabalhadora…), não é pouca coisa. Isto não foi feito individualmente pelo indivíduo Lula, mas por todo um movimento social, político e econômico em que o Lula era o símbolo apenas, o presidente nominal de um processo muito mais complexo e amplo do que a vontade e a competência pessoal dele.

      Faz parte da mediocridade de pensamento ainda vigente no Brasil reduzir os fenômenos políticos apenas a pessoas ou candidatos. Mesmo o tal novo gestor de São Paulo, na verdade, não passa de uma fachada de gente que está por trás dele atuando (o fantoche, por enquanto, de alguns individualistas que acreditam que somente com o marketing podem governar uma cidade do porte de São Paulo). Na verdade, o interesse do capital imobiliário e midiático está por trás do fantoche de plantão na prefeitura de São Paulo, querendo usar este trampolim como alavanca para ser o próximo presidente do Brasil sem ter feito nenhuma transformação profunda do porte da que foi realizada coletivamente, por trás do nome Lula, a partir de 2003.

      Portanto, não é o Lula sozinho, mas um partido que não tinha origens históricas anteriores e 1964: PT (não o PTB, nem o PDT, nem o PDS, muito menos o PMDB) que chegou ao poder federal, na presidência, para começar a implantar um programa político e econômico gestado por vinte e três anos de vida e de experiências localizadas em nível municipal e estadual. Lula é só a cereja do bolo. Vermelha.

       

  34. “Politica é esperar o cavalo passar”

    A ficha não caiu do jeito que pensamos. Claro que a maioria daqueles que apoiaram o “impeachment” da Dilma ja se deu conta de que a terra prometida pela Globo-Temer-Meirelles não existe e o que vira sera terra arrasada. Mas mesmo assim, essa turma ainda acha que foi ‘culpa’ da Dilma do estado em que se encontra a economia e não quer mais o PT… Pelo menos é esse o discurso em publico. 

    Tenho um bom amigo que apesar de tentar esclarecê-lo com muitos artigos postados aqui, ele jura que Lula se deixou corromper e diz não mais votar no PT. Essa parecela que acredita ainda na Lava Jato é a mesma que segue vendo Globo News e acredita em tudo ou pelo menos quase tudo que é veiculado nesse meio. 

    Espero que Haddad seja candidato pelo PT, Ciro também candidato ou em chapa com o PT, pois quem somar dois mais dois no atual quadro tem: ou Doria e Bolsonaro ou Marina e Bolsonaro ou ainda Doria e Marina. A população brasileira em todos as classes sociais esta mais conservadora hoje do que em 2002. Ha ainda a incognita Renata Campos e o PSB.

    A esperança é a caravana de Lula reverter um pouco esse quadro politico. Porém, ha poucas chances do mesmo vir a ser candidato pelos motivos que sabemos. 

  35. Por caminhos tortos , a
    Por caminhos tortos , a deposição de Dilma foi um facilitador para o retorno de Lula.Se a presidente continuasse no governo , mesmo sem opositores à altura , mas com a economia baqueada(“o xadrez do fator”) o grande líder teria muitas dificuldades para se explicar ao eleitorado.

  36. “A Lei é Para Todos os Outros”
    Nassif, aproveitando fato de que deputado André Fufuca preside a Câmara dos Deputados, do alto de seus 56 mil votos, enquanto o presidente Michel Temer – não eleito para tal cargo – passeia pela China, não há como deixar de comentar que o filme “A Lei é para Todos os Outros” deve ganhar algum troféu cinematográfico. Concebido para lastrear o golpe e deificar os golpistas, é uma peça de marketing digna de algum “Globo de Ouro” ou de indicação aos melhores filmes estrangeiros da Academia de Hollywood, uma vez que implementa a história que os golpistas intentam vender à Nação. Como não temos de há muito historiadores empenhados em retratar nossa História recente ou contemporânea, corre o risco de emplacar e transformar bandidos em heróis, a não ser que se confirme sua expectativa de que, com a piora dessa economia de estúpidos que se pratica entre nós, o empresariado remanescente (sem condições de comprar na bacia das almas tudo o que o presidente privatista rouba da Nação) promova uma debandada em direção a Lula, sob pena de, caso contrário, perderem todos seus ativos econômicos nessa haitização do país em curso. Da mesma forma, os políticos em busca de votos e da tão sonhada aposentadoria ao fim do terceiro mandato, igualmente podem escolher entre os Fufucas oligarcas de sempre e o ex-metalurgico culpado por tentar reduzir as desigualdades sociais, bem como os psolistas que apoiaram o golpe ao perceber que não receberiam de mão beijada o poder tão sonhado das lideranças petistas, sem terem de fazer força alguma. Creio que a OMC acaba de optar pela tal debandada, ao impor ao Brasil a maior condenação contra os subsídios internos de nossa história. Muito embora a CNI e as Fiespes tenham convertido tais subsídios em aplicações financeiras ou rentistas, não podemos esquecer que a OMC investe também contra os subsídios aos exportadores – aí incluído o agronegócio responsável pela maior parte do dinheiro em circulação. Resta saber se todos entenderão que ficção de má qualidade é ficção e que presidente capaz de provar que a OMC busca implementar apenas a desigualdade social é Lula, por já haver transformado subsídio aos mais carentes em alavanca propulsora da economia capitalista. Nesse caso, os camisa-pretas da República de Curitiba só terão o reconhecimento que almejam no QG do golpe, caso consigam, como Joaquim Barbosa, o negro por fora e ruivo como Trump por dentro, comprar suas casas por dez dólares nos condomínios de Orlando e outras adjacências da Disneylândia e Hollywood…

  37. Andando pelo centro de sp
    Andando pelo centro de sp percebi a mudança do perfil de pessoas q passam por lá,vi muitas mas muitas pessoas cabisbaixas, como se andassem sem rumo,nada apressadas, fora q diminuiu muito os engravatados,bem arrumados, o meu prazo para todos terem a certeza do caos é até dezembro no máximo,não vão “levantar”a economia nem a pau, confirmando o q o meu guru André Araújo vem dizendo aqui já faz tempo!

    • Se seu guru é André

      Se seu guru é André Araújo,acho bom você colocar suas barbas de molho.Se não as tiver,qualquer outra coisa serve.É porque até hoje ele não apresentou as causas do acidente aereo que levou dessa para uma melhor,o Ministro Teori Zavaski,mesmo tendo voado no King Air do sogro.  

  38. Com o contrato social

    Com o contrato social violado, esfarelam-se todos abaixo dele.  Nada como a História pra nos orientar nesses tempos bicudos. Cesar atravessou o rio Rubicão com seu exército, depois que os conservadores moralistas do Senado temendo-o, numa sessão espúria (como aquela que cassou Dilma)violou seu mandato de Governador da Gália ignorando o veto tribunício de Marco Antônio. Como a autoridade de todas as instituições foram para o vinagre, quem chegar pela força das urnas poderá anular tudo o que foi feito.  Criar uma nova órdem jurídica. Pelo andar da carruagem, talvez nem precise das urnas.  Quando perguntado se Dr. Sérgio Moro e o trf 4 deixarão Lula disputar as eleições, fico imaginando um burocrata engravatado tentando parar com o a mão e em cima da linha, um trem em alta velocidade. Nesse cenário, pergunto aos economistas “de mercado”: quanto valeria um título público brasileiro. 200%, 100% ou 10% de seu valor de face?

  39. É a Economia na terra do

    É a Economia na terra do Trump, hegemônicos no assunto. Em Londres é a Majestade.

    O Brasil não tem algo que seja Interesse Nacional. Aí ficamos igual mulato. Metade dizendo que queremos preservar a Economia, a outra metade querendo a Autoridade. Do Estado, da Lei.

    Aí você pensa na autoridade da Lei. Um inglês sabe que a lei é a vontade da rainha, e manda o pobre para o xilindró porque Vossa Majestade não aceita furto do alto de toda sua moralidade, e o processo se dá em seu nome. E na trumpilândia vai preso porque perturba a ordem econômica e prejudica a Economia dos empresários e da classe média. Aí o mulato vai dar sua piruleta, mas não tem nem rei nem ordem econômica, então manda ver uma prisão para preservação da ordem pública. Que é metade ordem econômica, metade autoridade pública.

    Aqui no picadeiro não temos uma referência a seguir. A rainha é uma figura moral completa. A Economia é a verdadeira estátua da liberdade americana. A gente que acorda e vai trabalhar aqui na feitoria vai defender o quê se espelhando onde? No Temer? No Gilmar? No pensamento filosófico que não temos oportunidade de conhecer do prof. Lewandowski? No conjunto da obra do presidente Itamar? Quem é o nosso Obama da vez?

    Tenho curiosidade de saber quando falam em “O Judiciário”. Estão falando dos 10 mil juízes, dos 200 mil trabalhadores, ou dos tantos terceirizados? É um todo caminhando para algum sentido? É assim que as pessoas vêem?

    “O Judiciário” foi consolidado quando D. Pedro estava por aqui fazendo o papel da Elisabeth. O sujeito acordava, subia no seu cavalo, e quando apeava ia lá aplicar as Ordenações Afonsinas pensando no que o Rei decidiria pelo bem da corte. Hoje o sujeito acorda e vai trabalhar focado no Interesse Nacional de quê? Da plantação de cana? Da Economia do bóia-fria? O gabinete virou um fim em si mesmo?

     

  40. “os dilemas do antilulismo”
    Nassif, no item 4 você fala sobre a possibilidade do parlamentarismo, alertando: “mas só passaria caso a economia permitisase um mínimo de fôlego para a aliança golpista”. Esse pensamento seria válido, acho eu, em condições normais, onde a sociedade agisse e reagisse como é esperado do povo de uma nação. Mas é como uma das principais premissas do artigo: O Brasil não sabe do Brasil! O mundo-matrix criado pela grande mídia, Globo principalmente, jogou o país num obscurantismo quase que tão perverso como nos tempos da Idade Média, da inquisição de hereges e bruxas.
    Se pensarmos em Joaquim Barbosa num primeiro momento, e em “São Moro” na atualidade, e mesmo em Lula, Dilma, os “petralhas” todos, como os “novos hereges”, faz sentido essa metáfora, essa comparação.
    .
    Eis então a GRANDE questão: Como despertar de seu estado de “COMA INDUZIDO” essa sociedade que tem VOZ, FORÇA, MAS NÃO TEM CONHECIMENTO, nem aptidão, a princípio, para a cognição da realidade?
    .
    Então, se por acaso for conveniente à Globo e ao “mercado”, com ou sem piora na crise econômica, pode vir com muita força esse parlamentarismo fajuto, vou além, SERÁ QUE NÃO VEM ANTECIPADO, já no início de 2018, justamente como “fórmula para consertar as coisas”? – Seria um modo de tirar Temer e colocarem alguém mais do agrado geral – talvez mesmo, o que você disse uma vez, um “nome palatável a todos”, um Nelson Jobim, por exemplo.
    .
    Acho complicado, por conta dos preconceitos e até do ódio por parte de segmentos sociais, que Lula se torne “esse nome de consenso”, mesmo entre os industriais – tolos, é inacreditável! – que ganharam rios de dinheiro com os milhões de consumidores que p governo Lula inseriu no mercado de consumo de bens e serviços.
    .
    Na verdade, se começarem convulsões sociais sérias por conta dessa entrega da Amazônia, o desastre da Eletrobras, podemos ter uma surpresa antes do fim do ano, com mídia e setores da classe média exigindo a saída de Temer, mas sem a antecipação das eleições, restando como solução o parlamentarismo.
    .
    De qualquer modo, tudo leva a crer que até outubro de 2018, mês da eleição, o país não aguenta! Cresce um NOJO, uma REPULSA a Temer, que me parece até maior do que de nossa elite em relação à Dilma, até por esta estar algo REDIMIDA aos olhos de parte dessa população que apoiou o golpe, por toda a dignidade que ela agiu esse tempo todo.
    .
    Se for para Temer cair, essa é a questão: Como sairia? O que viria para substituí-lo? Quais os nomes palatáveis?
    A depender da fervura da indignação popular…..

  41. Destaco:
    “Com a

    Destaco:

    “Com a redemocratização, grupos de mídia se viram dotados de um poder político inédito na história do país. E acabaram assumindo uma linha sensacionalista que começou com campanha do impeachment de Collor e nunca mais se desgrudou dos jornais. “

  42. Por sugestão do comentarista

    Por sugestão do comentarista Clever Mendes de Oliveira,qui,31/08/2017- 00:43,solicito da Editoria do Blog que permita-me a reedição do comentario que vai a seguir:

    Quando se erra,pede-se desculpas e dá o caso como encerrado.É o que estou fazendo.Estendo a mão a palmatoria e encareço das desculpas de Luis Nassif,quando começou a mostrar,e a principio não acreditei,atribuindo até alguma quizumba de ordem pessoal,o imbroglio envolvendo a figura assustadora do Ministro Luis Roberto Barroso.Carmen Lucia é uma tola deslumbrada.Celso de Melo um Juiz de merda.Ricardo Lewandowski um melífluo.Marco Auerelio Mello um aculturado exótico.Dias Tofolli um incapaz.Alexandre de Moraes transita na maior desenvoltura no sub mundo do crime.Gilmar Mendes dispensa maiores apresentações.Luiz Edson Fachin a face mais latente da covardia.Rosa Weber nunca soube extamente o que faz ali.Luiz Fux fica melhor na foto imitando Elvis Presley.Luis Roberto Barroso,é desse que eu quero falar.Pernóstico,verboso e traiçoeiro.Nenhum deles,falos dos indicados da era petista para o STF,agiu com uma molecagem tão bem planejada como Luis Roberto Barroso.Sedimentou e vendeu a imagem de reformista,esquerdista e acima de qualquer suspeita,para apresentar-se como conservador,direitista,elitista,quiçá golpista.Como disse,duvidei e demorei para acreditar quando Nassif o desnudou completamente.Leitor do Blog,não tenho dúvidas,quanto mais Nassif o deixava nú com a mão no bolso,mais ele apertava o torniquete.Luis Roberto Barroso é o maior mequetrefe com assento no STF,e conduziu junto com Gilmar Mendes,em bailado de cena,a mais alta corte de justiça do País para o esgoto da historia.

    • Seu Ptolomeu me socorra.Pois
      Seu Ptolomeu me socorra.Pois não mestre.Classe,mequetrefe é tão somente um indivíduo de caráter duvidoso.Eita cabra bom.

    • Penso que o tempo dará razão aos membros do STF

       

      Junior 5 Estrelas (quinta-feira, 31/08/2017 às 10:29),

      Fiz a crítica ao seu bom comentário acima lá no post “Solução é Gilmar se declarar impedido de julgar empresário, por Helena Chagas” de quarta-feira, 30/08/2017 às 13:50, publicado aqui no blog de Luis Nassif e contendo o texto de Helena Chagas que fora publicado originalmente no site “Os Divergentes”. O endereço do post “Solução é Gilmar se declarar impedido de julgar empresário, por Helena Chagas” é:

      http://jornalggn.com.br/noticia/solucao-e-gilmar-se-declarar-impedido-de-julgar-empresario-por-helena-chagas

      Em meu comentário, enviado quinta-feira, 31/08/2017 às 00:43, junto ao seu, enviado quarta-feira, 30/08/2017 às 16:33, eu considerava seu comentário bom, mas discordava dele. A minha discordância era de duas ordens. Primeiro eu criticava a você porque seu comentário fora colocado junto a um post ruim e, além disso, eu considerava que você estava sendo extremamente rigoroso com o STF composto por pessoas que eu considero medianos ou na outra forma de dizer medíocres como nós.

      Você gentilmente me encaminhara uma resposta enviada quinta-feira, 31/08/2017 às 10:17, em que polidamente justificava seu comentário com quatro argumentos. A bem da verdade três, pois o quarto não era um argumento que justificasse o que você dissera no seu comentário, mas um posicionamento em expressa concordância comigo. Pelo seu primeiro argumento, não haveria alternativa senão levar os ministros do STF para o rez-de-chaussée, uma vez eles referendaram o impeachment. É um bom e forte argumento, mas entendo que é preciso relativizar a ideia de que os ministros do STF referendaram o impeachment.

      E salto para o seu terceiro argumento onde você deixou implícito que os fatos que eu informara no meu longo comentário não foram capazes de alterar o seu entendimento sobre a mediocridade dos membros do STF, até porque os fatos que eu trouxera já eram do seu conhecimento.

      O seu segundo argumento, você o dissera educadamente ao afirmar que você não considerava que eu fosse medíocre e evidentemente nem você, como eu avaliava que seríamos todos nós da espécie humana. E por fim você concordava que o seu comentário fora colocado em um post ruim, tanto que houve por bem em o trazer para junto deste post “Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif” de quarta-feira, 30/08/2017 às 00:32, e que, embora relacionado, não se trata de post da série de Luis Nassif sobre o Xadrez do Golpe.

      Antes de mais nada, observo que, coincidentemente, Luis Nassif de certo modo já incorporou o sentido mediano do termo medíocre, como se infere da seguinte frase deste post dele:

      “O próprio modelo de mídia, concentrado em poucas famílias de baixo nível intelectual, acentuou ainda mais a mediocrização – isto é, a identificação do jornalismo com o cidadão médio.”

      Você como Luis Nassif hão por bem não aceitar a qualificação de medíocre que eu creio seja ínsito à espécie humana e utilizem o termo com um sentido crítico. No futuro se verá que é discussão despicienda. Essa é a natureza humana e contra a qual não cabe lutar.

      Aqui não é o lugar para se discutir a natureza humana, mas não posso deixar de apontar que não enxergar tal realidade acaba levando a se cometer aqueles deslizes tão próprios do tucanato e que poderiam ser expressos na seguinte longa substantiva adjetivação: a vaidade pretensiosa de arrogante dogmática do autoritarismo prepotente do orgulho presunçoso da soberba empáfia de petulante sapiência.

      Enfim, não vale discutir, mas vale a pena compreender essa nossa realidade humana, pois quando chegar a hora marcada, não haverá tempo para entender que do pó viemos e a ele retornamos.

      Assim, ver os ministros do STF lá em baixo, pode-nos fazer sentir superiores, mas não nos permite vê-los como eles são. Se você entrar com os termos “Luis Nassif, Clever Teatro STF” vai encontrar vários posts em que ou algum comentarista fala a respeito do teatro no STF ou eu proponho entender o comportamento dos ministros do Supremo como sendo de quem interpreta um papel em uma peça de teatro.

      Quantos de nós saberíamos representar um papel para todo a população brasileira como alguém que realmente não somos. Como doutos conhecedores do Direito e muito bem assessorados quando expressam algo neste campo mesmo que desafinam, o que dizem tem por amparo constitucional força de lei. Quando saem da área jurídica estão no mesmo nível que nós e deles pode-se esperar qualquer estultice. Evidentemente no papel de atores, eles não se é de estranhar que eles não consigam ir além de meros canastrões.

      Para ilustrar esse papel a ser desempenhado por quem não tem preparo para atuar eu dou um exemplo. Ao critica o texto de Helena Chagas lá no post “Solução é Gilmar se declarar impedido de julgar empresário, por Helena Chagas”, eu me referia a todo o texto, mas para simplificar eu pincei a frase dela em que ela dizia que STF tinha que encontrar uma solução que atenda à opinião pública.

      Essa é uma frase ultrajante para a respeitabilidade de um órgão supremo de justiça de um país. Deixei isso bem claro em minha crítica, mas omiti que tal frase já fora dita pelo ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, quando do julgamento dos Embargos Infringentes na Ação Penal 470 no STF.

      Só que o ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello fizera ali uma atuação teatral, pois dissera exatamente o contrário do que pensava como várias intervenções dele como ministro deixavam explicito o pensamento dele. E ele comportara assim para abrir espaço para que o ministro José Celso de Mello Filho pudesse refutar uma tese que tinha campo fértil no imaginário popular.

      A posicionamento de Marco Aurélio Mendes de Farias Mello e de outros ministros contra os Embargos Infringentes criava a oportunidade para o ministro José Celso de Mello Filho ter o seu momento de gloria validando os Embargos Infringentes na Ação Penal 470, atacando as teses de cada um dos ministros que ficaram contra os Embargos Infringentes. Ainda mais que o ministro José Celso de Mello Filho, conforme então se pensava, iria se aposentar em 2015 quando completasse 70 anos.

      Veja a respeito do comportamento teatral dos ministros do STF, meu comentário enviado quinta-feira, 19/09/2013 às 20:43, para Luis Nassif junto ao post “Os juízes playboys do Supremo” de quinta-feira, 19/09/2013 às 15:55, aqui no blog dele e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/os-juizes-playboys-do-supremo

      E há também outros comentários meus sejam aqueles em que eu faço menção ao post “Os juízes playboys do Supremo” sejam outros em que eu meramente abordo a questão de os ministros do STF terem adotado comportamento de atores exatamente para poder julgar com mais liberdade do que se ficassem submetidos a pressão dos grandes meios de comunicação em sintonia com a opinião pública.

      Sobre o entendimento do papel do Supremo na nossa atual crise tanto política como econômica eu lembraria aqui de dois posts no blog de Romulus. Primeiro para o post “”Com Supremo com tudo”: Globo e MPF chantageiam Ministros do STF à luz do dia!” de sexta-feira, 23/06/2017, e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://www.romulusbr.com/2017/06/com-supremo-com-tudo-globo-e-mpf.html

      É bem verdade que lá no post no blog de Romulus, eu trato o que eu considero como ação teatral dos membros com STF como teoria conspiratória. Chamo de teoria conspiratória aquilo que eu não tenho prova de que aconteceu ou mesmo sei que não aconteceu, pois se trata de invenção minha, mas que não se consegue provar que não aconteceu. De todo modo entro em muitos detalhes e deixo se não o link pelo menos a indicação de posts onde tenha tratado da necessidade de buscar entender a atuação dos ministros do STF com olhos mais atentos e mais abertos.

      Um dos posts no blog de Luis Nassif, indicados em um dos meus comentários para Romulus e a mencionar aqui é “Xadrez de quem é valente apenas contra os fracos” de sexta-feira, 09/12/2016 às 05:17, de autoria de Luis Nassif na série “Xadrez do Golpe”. É pertinente mencionar aqui o post “Xadrez de quem é valente apenas contra os fracos” porque ele diz respeito ao ministro Luis Roberto Barroso. O endereço do post “Xadrez de quem é valente apenas contra os fracos” é:

      http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-de-quem-e-valente-apenas-contra-os-fracos

      E o segundo post no blog de Romulus é “Quando o juiz é o bandido: o sequestro dos cofres públicos pelo Sistema de Justiça” de segunda-feira, 07/08/2017, e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://www.romulusbr.com/2017/08/quando-o-juiz-e-o-bandido-o-sequestro.html

      Menciono o post tanto pelos meus comentários como pelo conteúdo apresentado por Romulus em que há uma série de dados comparativos da nossa justiça com a justiça de outros países, como pelos meus comentários. Em meus comentários eu procuro realçar que os países escolhidos para a comparação não são os mais indicados para o tipo de comparação que se pretende fazer.

      Deveria ter sido menos crítico em relação ao post de Romulus não só pela série de dados que ele traz como também porque o post serve para mostrar o quanto é difícil a atuação do STF com uma composição em muito formada pela esquerda em um ambiente de uma justiça em que juízes na sua maioria tem origem na classe média mais abastarda e conservadora.

      É sopesando tantos fatores que se entende que às vezes os membros do STF precisam desempenhar um papel que não era a intenção dele efetivamente cumprir. E não é só na representação que há um objetivo maior que o STF cumpre com até certo perfeccionismo. O próprio sorteio motivo de tantas polêmicas mais parece algo já definido internamente de modo a produzir com mais vigor os efeitos desejados.

      Então, mesmo que você desumanizasse a espécie humana e retirasse dela sua natureza indelével: a mediocridade, você não sentiria muito à vontade de se por superior aos ministros se levasse em conta todos os instantes em que o STF e seus ministros esforçaram para que um diminuto número de 11 ministros, quase todos frutos de indicação de um só partido que tem hoje a maioria do país como antagonista, pudesse tomar decisões que muitas vezes vão contra o interesse dos poderosos ou dessa maioria.

      Deixando de lado, entretanto, essa discussão sobre a natureza humana impregnada de mediocridade, até porque não somos nós aqui na planície que conseguiremos retirar o humano que há em nós, e entendido que, embora seja humano querermos tratar alguns da nossa espécie com menoscabo, é vanglória olharmos de cima para baixo para os membros do STF, eu o parabenizo por reconhecer quão deslocado estava seu comentário lá no post “Solução é Gilmar se declarar impedido de julgar empresário, por Helena Chagas”.

      Como eu disse em minha referência a minha crítica a Andre Araujo no post “Cármen Lúcia tem força para peitar Gilmar Mendes? Por Gabriel Alvarenga” de terça-feira, 22/08/2017 às 13:05, aqui no blog de Luis Nassif e com texto de Gabriel Alvarenga lá no site Os Divergentes, os textos naquele site são muito ruins. O endereço do post “Cármen Lúcia tem força para peitar Gilmar Mendes? Por Gabriel Alvarenga” é:

      http://jornalggn.com.br/noticia/carmen-lucia-tem-forca-para-peitar-gilmar-mendes-por-gabriel-alvarenga

      Em meu comentário enviado terça-feira, 22/08/2017 às 19:38 para Andre Araujo junto ao comentário dele de terça-feira, 22/08/2017 às 13:55, eu menciono outro texto lá no site Os Divergentes que me pareceu de má qualidade. Trata-se do artigo “Lula e Meirelles, versão alucinada para uma chapa impossível” de autoria de José Antônio Severo, publicado sexta-feira, 18/08/2017 às 17:30, e que pode ser visto no seguinte endereço:

      https://osdivergentes.com.br/outras-palavras/lula-e-meireles-versao-alucinada-para-uma-chapa-impossivel/

      Então, fez muito bem você procurar outro lugar para seu comentário. Embora eu tivesse alguma discordância com seu comentário, pelo menos em minha avaliação ele parecia de boa qualidade. E aqui junto a esse bom e denso post de Luis Nassif “Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif” de quarta-feira, 30/08/2017 às 00:32, eu tenho por mim que seu comentário fica bem adequado. E serve até como um alerta, pois é como se o seu comentário dissesse: “será que não foi o STF o culpado por esse descalabro?”.

      Bem, não quer isso dizer que eu me deixei convencer pelos seus quatro, na verdade três, argumentos e neles tenha encontrado motivos para mudar de opinião. Foi isso que eu procurei dizer logo no início deste meu comentário. Aliás, diga-se de passagem, nem os elogios ao seu comentário significam que eu concorde com ele, nem os elogios ao bom post de Luis Nassif “Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif” e meu entendimento de que seu comentário aqui ficou apropriado são sinais de minha concordância com o que diz Luis Nassif.

      Em geral quando há esses posts mais extensos de Luis Nassif eu aguardo a manifestação de Diogo Costa que de modo conciso e de forma mais assertiva expressa as mesmas discordâncias que eu tenho com o texto de Luis Nassif. Desta vez não vi no comentário que Diogo Costa enviou quarta-feira, 30/08/2017 às 01:40, para este post “Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif” e que está na segunda página um rebate mais incisivo do que diz Luis Nassif.

      Quem mais bem expressou a minha discordância com o texto de Luis Nassif foi João de Paiva, em comentário que ele enviou quarta-feira, 30/08/2017 às 09:01, e que se encontra também na segunda página. Vale trazer aqui para a primeira página o comentário de João de Paiva em que ele já de início apesar dos elogios ao texto de Luis Nassif não deixa de fazer o reparo por ver no texto repetição de erro, clichês e alta dose de ressentimento. O comentário de João de Paiva na íntegra é o seguinte:

      – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

      “Neste xadrez, apesar da boa análise que Luís Nassif faz acerca de setores estratégicos e de infraestrutura (com destaque para o Elétrico e Petrolífero), além do olhar sistêmico que o analista mostra ser necessário aos economistas – que precisam entender de políticas públicas e propostas de desenvolvimento mais do que de planilhas – deparamos com repetição de erro, clichês e alta dose de ressentimento.

      O ressentimento pode ser visto no 2º parágrafo da Peça 2, reproduzido a seguir.

      “Getúlio Vargas foi eleito depois do desastre liberal do governo Dutra. Fernando Collor foi eleito depois da centralização do regime Militar. Fernando Henrique Cardoso, após o desastre liberal de Fernando Collor. Lula, após o desastre liberal de FHC. O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.”

      Pode-se, e deve-se criticar Dilma e seu governo por muitas coisas. Mas apelar para esse simplismo, com essa dose de recalque e ressentimento não é o que se espera de um Jornalista e Analista experiente. Nassif pisou na bola, evidentemente.

      A insistência e persistência no erro está registrada no 7º parágrafo da Peça 2, como se vê abaixo.

      “Roberto Campos foi um dos pais do BNDES, apesar de ferozmente privativista. Atuou para a estatização da Light, quando percebeu que a Brascan não pensava em investir na manutenção e ampliação da rede.”

      Com base em que Luís Nassif elogia a reestatização da Light em 1978? Quando venceria a concessão e as instalações retornariam ao Estado Brasileiro? Quanto o governo brasileiro pagou por essa reestatização? Quem avaliou os ativos da empresa e com que critérios?

      Os clichês são a tônica da Peça 3, em que se destaca:

      “O primeiro efeito desse desencanto geral provavelmente será a fritura do chefe do “dream team”, Henrique Meirelles, a pior herança que Lula legou ao país. Não resolverá. Não existe dimensão política do governo Temer, nem quadros de fôlego e respeitabilidade na área econômica capazes de inverter a lógica da política econômica. Ela é do tamanho de Temer.”

      Nassif quer agradar e servir a dois senhores com essa postura de ‘advogado do diabo’? Em que contribui para a resolução dos problemas do País sentenciar Henrique Meirelles como a pior herança deixada por Lula? Meirelles fazia o que está fazendo quando era Ministro da Fazenda no governo de Lula? A política econômica dos governos de Lula, mesmo com Meirelles no MF, tem alguma semelhança com a atual?

      É preciso coerência e bom senso nas análises, sobretudo quando se quer criticar sem dar munição ao campo inimigo.”

      – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

      Um comentário muito bom. A corrigir a referência a Henrique Meirelles como ministro da Fazenda de Lula, erro que foi prontamente apontado no comentário de Ana S. enviado quarta-feira, 30/08/2017 às 22:06, junto ao comentário de João de Paiva, salientando que nos oitos anos do governo de Lula, Henrique Meirelles fora presidente do Banco Central e não ministro da Fazenda. Erro apenas na forma, pois no conteúdo a crítica de João de Paiva se mantem.

      E reforço a referência que João de Paiva fez à estatização da Light, lembrando apenas que ela foi concluída em janeiro de 1979, no final do governo Geisel. E não se pode esquecer que no período do governo Geisel tanto Roberto Campos como Antonio Delfim Netto, o primeiro como embaixador em Londres e o segundo como embaixador em Paris, foram colocados de escanteio sem influência que pudesse ser mencionada, ainda mais lá no final do governo e portanto, quase cinco anos após o ostracismo deles.

      E se eu tivesse que fazer uma análise mais ligeira deste post de Luis Nassif, a minha crítica focaria de modo mais exaustivo no seguinte parágrafo do texto de Luis Nassif:

      “Getúlio Vargas foi eleito depois do desastre liberal do governo Dutra. Fernando Collor foi eleito depois da centralização do regime Militar. Fernando Henrique Cardoso, após o desastre liberal de Fernando Collor. Lula, após o desastre liberal de FHC. O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma.”

      É bom que se diga que Getúlio Vargas ajudou na eleição de Dutra e foi eleito depois às custas do próprio carisma e da história. E embora no governo Dutra a valorização cambial tenha levado o Brasil para um mau caminho, houve forte crescimento do PIB no período e não houve destruição da política social de Getúlio Vargas.

      Fernando Collor de Mello foi eleito em razão do fracasso do Plano Cruzado do qual Luis Nassif foi admirador. O fracasso do Plano Cruzado foi fruto do governo de José Sarney que estava bem subjugado pelo PMDB e pelo centrão.

      Além disso, a centralização da ditadura militar não foi de todo ruim para o Brasil. Houve muitos planos arrojados no período que relançaram a economia brasileira para um patamar bem mais alto. Houve a crise do período de 80 a 83, mas no final com a desvalorização de 30% em fevereiro de 1983 a economia brasileira se recuperou e já em 1984 crescia a taxa de mais de 4%.

      E mesmo saltando o governo de José Sarney, Fernando Collor de Mello não pode ser visto como alguém que veio para se opor a centralização da ditadura militar. Há entrevista de Fernando Collor de Mello na Gazeta Mercantil prometendo um Estado forte.

      E se não se saltar o governo de José Sarney que foi um governo solto sem muita centralização, pode-se até ver em Fernando Collor de Mello uma tentativa de se ter um governo com mais centralização. Afinal, a centralização significa governo central forte e um governo central forte requer carga tributária elevada e não se pode esquecer que a carga tributária que chegara a 22% com José Sarney, depois de ter ido a 27% no final do governo de Geisel, voltou a subir com o governo de Fernando Collor de Mello onde alcançou 25%.

      Na semana passada, Antonio Delfim Netto, com o conhecimento de Estatística que ele tem, faz, nas páginas do jornal Valor Econômico, um comparativo entre a crise da economia brasileira no período de 80 a 83 e a atual de 2014 a 2017. É o que se vê no artigo “Uma boa ideia: a privatização” de terça-feira, 09/08/2017 que pode ser encontrado no seguinte endereço, embora ele só seja disponível na íntegra para cadastrados:

      http://www.valor.com.br/brasil/5098372/uma-boa-ideia-privatizacao

      No gráfico que ele elaborou fica visível a maior dificuldade que se tem hoje para que o país possa sair da crise. A grande diferença foi que a desvalorização na crise do início dos anos 80 ocorreu de uma vez em 15 de fevereiro de 1983, E já na crise atual houve três desvalorizações. Além disso, a desvalorização de 1983 foi mantida via câmbio arrastado pela inflação brasileira até o Plano Cruzado. Enquanto as três desvalorizações depois de 2014 vêm sendo paulatinamente reduzidas.

      Apenas para rememorar a partir de 2014 nós tivemos a primeira desvalorização decorrente da primeira queda dos preços das commodities em especial do preço de petróleo no meado do segundo semestre de 2014, a segunda no meado de 2015, também em decorrência de uma segunda queda dos preços das commodities e a terceira após o primeiro aumento do juro americano em dezembro de 2015 com a promessa de quatro aumentos no ano seguinte. Então está sendo mais difícil a economia brasileira se relançar, mas não só pelas exportações como também pela substituição das importações, não se pode de antemão achar que isso não possa acontecer.

      E Fernando Henrique Cardoso não veio após o desastre liberal de Fernando Collor de Mello. Ele veio após o Plano Real que ele coordenou e que foi o trunfo para uma candidatura que sozinha não iria a lugar nenhum.

      E o efeito eleitoral do Plano Real foi em muito alimentado pela alta da inflação que crescera paulatinamente após o impeachment de Fenando Collor de Mello e a assunção da presidência da República por Itamar Franco.

      E que se lembre que após a substituição de Zélia Cardoso por Marcílio Marques Moreira houve queda na taxa de inflação já no final do governo do governo de Fernando Collor de Mello. Não se sabe até que ponto o crescimento dos índices de inflação no governo de Itamar Franco tenha sido induzido pelo próprio governo para que o efeito do Plano Real, com o corte abrupto da inflação fosse mais contundente.

      No fundo, todo o parágrafo do post de Luis Nassif, recontando a história político-econômica após a Segunda Guerra Mundial, parece que foi bolado com o intuito de apenas dar espaço para colocar a frase “O golpe de Temer após o desastre intervencionista de Dilma”.

      A frase é de certa forma, de um lado, um pouco de “nihil obstat” para o golpe do presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe Michel Temer, e de outro, uma informação crítica ao governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Informação que consiste apenas de uma opinião pessoal sem preocupação em se fundamentar. Como se ataca todos ao mesmo tempo toma-se como uma informação isenta.

      E a própria visão sobre a economia brasileira atual pressupõe uma análise perfunctória da nossa realidade. A realidade da economia brasileira não parece estar bem compreendida. Não só não se sabe quais as forças nos levaram até aqui como também não se sabe muito sobre o futuro. Nós dependemos muito do que vai acontecer no mundo nos próximos quatro anos. Se houver uma crise em 2018, não haverá como o Brasil não ser afetado. Se a crise for apenas em 2020, talvez nós estejamos em uma retomada que poderá nos colocar a salvo da intempérie que lá acontecer.

      Essa incompreensão alcança até os que reclamam muito do teto dos gastos. De fato há muito de senões em relação ao teto, mas, ao mesmo tempo que se tem o teto, ele está sendo acompanhado de aumento do déficit público. Ora, não é o déficit que se usa para fazer a economia se recuperar? É claro mais bem teria sido se tivéssemos um aumento da carga tributária e ao mesmo tempo uma maior desvalorização do real. Ainda assim, ao lado do déficit público, estamos tendo saldos elevados na Balança Comercial uma das peças para relançar a economia.

      Por último eu gostaria de falar sobre o comportamento do STF no impeachment da ex-presidenta às custas do golpe, Dilma Rousseff. Para entender porque o STF agiu como agiu é preciso compreender dois aspectos importantes do perfil da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Primeiro à falta de habilidade política dela. E segundo o caráter técnico como ela se comportava e como esse caráter técnico conduziu a equipe econômica a se comportar de modo semelhante.

      Há dois textos básicos que tratam com perfeccionismo a ausência de habilidade política da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Menciono primeiro como texto a tratar com maestria o perfil técnico da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff o comentário de Marco Antonio Castello Branco enviado quinta-feira, 26/06/2014 às 01:45, para junto do post “Para entender o desgaste do governo Dilma” de segunda-feira, 16/06/2014 às 16:47, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/para-entender-o-desgaste-do-governo-dilma

      Luis Nassif escreveu vários posts para falar dessa falta de habilidade política da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, nenhum entretanto, foi mais preciso, mais contundente e mais certeiro do que o comentário de Marco Antonio Castello Branco, um engenheiro de família mineira com provavelmente muito vínculo com Tancredo Neves.

      E o segundo texto é o artigo de Luiz Felipe de Alencastro “Os riscos do vice-presidencialismo” e que foi publicado na Folha de S. Paulo de domingo, 25/10/2009, há, portanto, quase 8 anos. O artigo de Luiz Felipe de Alencastro é uma espécie de alerta ao PT a respeito do risco que representava à então candidata a existência de um vice com a experiência e habilidade política do hoje presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer. O endereço do artigo “Os riscos do vice-presidencialismo” é:

      http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2510200908.htm

      Há muito não leio a Folha de S. Paulo de domingo, mas há dois anos quando eu vi esse link para o artigo, pareceu-me que eu havia lido esse artigo à época em que ele foi publicado. De todo modo, há dois anos, eu pude constatar a atualidade do artigo ao seguir o link informado em comentário que Luiz Felipe de Alencastro enviou sexta-feira, 07/08/2015 às 23:56, sendo o oitavo na primeira página do post “O raio X da política e o fator Temer” de sexta-feira, 07/08/2015 às 19:45, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/o-raio-x-da-politica-e-o-fator-temer

      Há um comentário meu enviado segunda-feira, 31/08/2015 às 01:40, e que atualmente com 265 comentários é o primeiro do post “O raio X da política e o fator Temer” para Luis Nassif. Neste comentário eu deixo vários links para enfatizar que Luis Nassif não tratava de maneira acertada os procedimentos e declarações do, naquela época, vice-presidente e hoje presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer.

      E há ainda um comentário meu enviado sábado, 08/08/2015 às 11:39, para Luiz Felipe de Alencastro, em que eu comento o artigo dele, transcrevendo uma parte e ao mesmo tempo transcrevo o comentário de Marco Antonio Castello Branco a que eu fiz referência anteriormente e que fora enviado para o post “Para entender o desgaste do governo Dilma”.

      A observar que o comentário de Luiz Felipe de Alencastro é constituído apenas do link para o artigo dele “Os riscos do vice-presidencialismo”. Além disso ele dá ao comentário, isto é, ao link o seguinte título: “O desequilíbrio entre Dilma e Temer comentado há 5 anos”. Como se depreende do título trata-se de um artigo premonitório, mas a correção do vaticínio dele era mais decorrente da realidade da democracia representativa no Brasil em que a esquerda é extremamente frágil, por ser subrepresentada do que da fraqueza política da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

      Recomendaria que fossem lidos o comentário de Marco Antonio Castello Branco e o artigo de Luiz Felipe de Alencastro. Uma vez lidos, eu gostaria de falar sobre a condução econômica do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Talvez o Diogo Costa tenha sido um defensor mais renhido dela. Excetuando ele, no entanto, eu não vejo ninguém que tenha feito defesas mais contundentes, mais firmes, mais incisivas e mais fundamentadas do que eu, ainda que meus textos sejam confusos e prolixos.

      Para todas as críticas mais abrangentes ou com menos superficialidade que Luis Nassif fez ao governo da ex-presidenta às custas do golpe, Dilma Rousseff, e que eu lera com tempo para responder eu busquei mostrar as razões que moviam o governo. E ainda fazia levantamento de fatos e ações que eram omitidos pelos analistas mais apressados, mas que eram importantes para a compreensão da política econômica seja do primeiro como do segundo governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

      É dentro dessa perspectiva de um defensor incansável do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, em especial no que diz respeito à condução da política econômica que deve ser entendido o meu posicionamento em relação ao comportamento do STF à propósito do impeachment.

      Muitos sabem que houve uma bolha na construção civil, mas quantos sabem que essa bolha foi combatida já no governo de Lula e posteriormente no governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, até que a bolha fosse dissipada ali pelo ano de 2013. Uma das razões da queda do PIB em 2011 e em 2012 decorreu do combate à bolha que se estava formando na construção civil.

      Eu trato dessa questão da bolha da construção civil em comentários que enviei para vários posts. Menciono dois posts que tem entre eles um bom lapso de tempo. Um é o post “A crise no mercado imobiliário, por André Araújo” de terça-feira, 21/04/2015 às 09:34, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria de André Araujo e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/a-crise-no-mercado-imobiliario-por-andre-araujo

      Um segundo post mais recente é “Xadrez da reconstrução do Brasil” de domingo, 06/11/2016 às 05:11, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-reconstrucao-do-brasil

      No primeiro post “A crise no mercado imobiliário, por André Araújo”, em comentário que eu enviei terça-feira, 21/04/2015 às 19:23, eu detalho o combate que o Banco Central fez à bolha da construção civil. E do segundo post “Xadrez da reconstrução do Brasil”, eu transcrevo a seguinte frase de um comentário que enviei para Luis Nassif terça-feira, 08/11/2016 às 18:32:

      “Guido Mantega acabou com a bolha da construção civil em um processo lento que começou ainda no final do governo do presidente Lula e que foi até 2013.”

      O governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff iniciou em 2011 com três tarefas prementes: manter o processo de desinflar a bolha da construção civil, recuperar o preço dos combustíveis e dar uma desvalorização maior na nossa moeda. Tudo isso sem deixar a inflação fugir da meta, mantendo o orçamento equilibrado e assegurando que a economia não entrasse em recessão.

      Para o crescimento sustentável da economia era imperativo que houvesse retomada da Formação Bruta de Capital Fixo. E o governo trabalhou para isso, mas o esforço do governo nunca foi reconhecido. Nem crítico nem admiradores do governo fazem referência ao que ocorreu com os investimentos medido pela Formação Bruta de Capital Fixo.

      Assim, eu nunca vi referência ao fato de que a Formação Bruta de Capital Fixo experimentou crescimento exponencial no quarto trimestre de 2012 e no primeiro e segundo trimestre de 2013, e de repente, no terceiro trimestre de 2013, houve uma queda abrupta. Como ninguém se dispôs a estudar a causa do forte crescimento ou da queda abrupta a impressão que fica é que ninguém sabe disso.

      Observe que o crescimento dos investimentos era tudo que a economia brasileira precisava. O crescimento dos investimentos em si puxa o crescimento da economia e ele é ainda suporte para aumento da demanda no futuro. Sem ele não há crescimento que se sustente no longo prazo.

      Ao que me parece o planejamento econômico do primeiro governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff fora elaborado com essa perspectiva de crescimento dos investimentos e uma vez ele tivesse início o governo iria reduzindo os incentivos para o aumento da demanda das famílias e o próprio aumento do consumo do governo.

      Se tudo acontecesse como previsto, o crescimento da economia em 2013 seria maior do que ocorrera e um crescimento maior também se verificaria em 2014. Até pelo efeito estatístico do carregamento, um crescimento maior em 2013 acarretaria um crescimento bem maior da economia em 2014.

      No entanto, o revertério ocorrido com a Formação Bruta de Capital Fixo no terceiro trimestre de 2013 afetou o crescimento e por via de consequência afetou o recolhimento dos impostos e, assim, impediu que se tivesse uma política orçamentária mais consentânea com uma diretriz de maior racionalidade que é a marca superior do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

      E esse desarranjo econômico veio associado com uma queda brutal da popularidade da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff na sequência das manifestações de junho de 2013. Em um mês a popularidade caiu de quase 70% para menos de 40%. E ai pesou muito a dificuldade elocutiva da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff e a falta de carisma dela, que salvo pelo história, eu dizia que o carisma dela assemelhava-se ao do marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott. Sem esses atributos e sem o relançamento da economia era para ela ter perdido totalmente o controle do governo no tocante ao orçamento público.

      Ainda assim, tal não aconteceu. E muitas das políticas econômicas criticadas são apenas mal compreendidas. As políticas de desonerações fiscais, tão combatidas entre os analistas políticos brasileiros e mesmo entre economistas, eram fundamentadas em ideias defendidas em textos acadêmicos como políticas equivalentes à desvalorização cambial e por isso eram chamadas de desvalorização fiscal (Fiscal Devaluation).

      Esta ideia da desvalorização fiscal ou de modo mais específico desvalorização cambial estava associada ao que Guido Mantega chamou de guerra cambial e por isso ele é mencionado quando os acadêmicos escrevem sobre o que em inglês é chamado de Currency War.

      Vou deixar a seguir os dois links que tratam, um da questão da desvalorização fiscal e o outro da guerra cambial. O primeiro é um texto acadêmico de dezembro de 2011, já o texto sobre a guerra cambial é do Wikipedia. O link para o texto acadêmico “Fiscal Devaluation” de autoria de Emmanuel Farghi, Gita Gopinath e Oleg Itskhoki e que serviu de base para as políticas econômicas concernente a ganhos de competitividade da produção brasileira no cenário internacional durante o primeiro governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff é:

      http://www.nber.org/papers/w17662.pdf

      E o link da Wikipedia para Currency War em que se pode ver uma foto de Guido Mantega está mostrado no endereço a seguir:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Currency_war

      Acusam o governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff de segurar o preço da gasolina. Ora, no governo dela o preço da gasolina aumentou, mas como os produtores do pró-álcool queriam um aumento maior, o governo era atacado e Luis Nassif fazia coro aos produtores do pró-álcool.

      Não houve aumento foi no governo de Lula. Só que no governo de Lula, o dólar desvalorizou e o preço do petróleo aumentou. Então deu para manter o preço do álcool constante. E os produtores de pró-álcool podiam exportar. Como no governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff o preço do petróleo caiu lá fora, as exportações do álcool já não eram vantajosas e o setor reclamava do governo por causa do preço interno.

      Agora, primeiro o preço da gasolina tem muita influência direta na inflação e, portanto, o governo tem que agir com cuidado para evitar efeitos mais fortes na taxa de inflação. E há também os efeitos indiretos. Se o preço do álcool for muito convidativo, haverá aumento de terras sendo explorada para a produção de álcool e redução de terras sendo explorada para outros produtos alimentares.

      Já se tem uma situação em que as melhores terras de São Paulo são utilizadas para a produção de cana-de-açúcar. Um aumento muito forte no preço da gasolina tem esse efeito indireto nos índices de inflação. Então é um setor em que o governante precisa agir com muita cautela e parcimônia.

      Os críticos do governo não se preocupavam com esses efeitos colaterais do preço da gasolina e nem se preocupavam em divulgar o esforço do governo em tentar desvalorizar as moedas para tornar a nossa produção industrial mais competitiva no mercado internacional. Nessa total falta de informação sobre a nossa realidade econômica e sobre as ações do governo, não é estranho que o setor do pró-álcool, tendo seu maior centro em São Paulo, tenha feito coro contra o governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

      A política monetária também muito criticada apresentou, de 20121 a 2014, um período de maior estabilidade da taxa de inflação. A inflação ficou variando de 0,5 pontos percentuais entre 6,0%. E ao mesmo tempo o governo fazia uma política de desvalorização cambial. E talvez para a economia a taxa de 6% seja melhor do que a taxa de 3%. É quase como se o governo estivesse rodando no ponto ótimo da economia e durante quatro longos anos.

      Aliás, a questão sobre a inflação ainda está sujeita a reviravoltas e pode ser que no final se chegue à conclusão que uma inflação bem baixa em torno de 2 a 3% ao ano seja a melhor. Atualmente, entretanto, parece que ganha terreno os que defendem uma inflação maior. Nesse sentido eu recomendo a leitura do post “Por quê?” de quarta-feira, 29/02/2012, de autoria de Alexandre Schwartsman e publicado no blog dele A Mão Visível. O endereço do post “Por quê?” é:

      http://maovisivel.blogspot.com.br/2012/02/por-que.html

      Alexandre Schwartsman é um forte defensor de uma inflação baixa, algo em torno de 3%. Fiz vários comentários no post remetendo a economistas que preconizavam uma inflação maior. Há ainda dois artigos e dois posts e uma discussão que se iniciou nas páginas da revista The Economist e que se for possível e tiver tempo eu ainda pretendo levar para junto do post “Por quê?”.

      Os dois artigos e dois posts que eu gostaria de mencionar junto ao post “Por quê?” são:

      a) o artigo “The Case for a Long-Run Inflation Target of Four Percent” de Laurence Ball publicado pelo Fundo Monetário International em 2014, defendendo uma inflação de 4% e que pode ser visto no seguinte endereço:

      https://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2014/wp1492.pdf

      b) o artigo “Inflation Targeting Reconsidered” de autoria de Paul Krugman em que ele recomenda uma inflação ainda maior do que a preconizada por Laurence Ball, artigo que foi indicado no blog dele em post com o mesmo título “Inflation Targeting Reconsidered” de terça-feira, 13/05/2014 às 04:12 am e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://krugman.blogs.nytimes.com/2014/05/13/inflation-targets-reconsidered/

      c) o post “New Argument for a Higher Inflation Target” de segunda-feira, 21/08/2017, no blog Quantitative Ease de Carola Binder em que ela aborda a influência de uma inflação mais alta para que produtos menos eficiente possam sair mais rapidamente do mercado e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://carolabinder.blogspot.com.br/2017/08/new-argument-for-higher-inflation-target.html

      e d) o post “Derruba sim…” de terça-feira, 08/04/2014, no blog de Alexandre Schwartsman, A mão visível, consistindo do artigo “Derruba sim…” que ele publicara uma semana antes, na quarta-feira, 02/04/2014, na Folha de S. Paulo, e no qual se encontra a mais bem fundamentada explicação para a atuação do Banco Central nos quatro anos de governo de Dilma Rousseff qual seja assegurar a menor taxa de juros real para uma inflação dentro da meta como pode ser visto no seguinte endereço:

      http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/04/derruba-sim.html

      A discussão a que eu fiz referência e que pretendo levar para o post “Por quê?” surgiu a partir do post “Fact checking The Economist” de domingo, 27/10/2013 de autoria de Nicholas Gregory Mankiw e no blog dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://gregmankiw.blogspot.com.br/2013/10/fact-checking-economist.html

      No post “Fast checking The Economist” Nicholas Gregory Mankiw corrige os cálculos da revista The Economist que constatara uma perda de 2% ao ano que um investidor tivera se aplicara em títulos do governo no período de 1946 a 1980. Segundo Nicholas Gregory Mankiw, uma perda de 2% ao ano durante 35 anos não corresponderia a 91% como calculara a revista The Economist no artigo “Buttonwood – Where there’s money, there’s risk”, mas a 49%.

      O artigo “Buttonwood – Where there’s money, there’s risk” de terça-feira, 19/10/2013, publicado na revista The Economist e que, mesmo com a correção de Nicholas Gregory Mankiw, traz uma informação importante que é a perda em relação à inflação para quem investiu em títulos públicos do governo da Inglaterra pode ser visto no seguinte endereço:

      http://www.economist.com/news/finance-and-economics/21588124-events-america-show-no-asset-copper-bottomed-where-theres-money-theres/

      O relevante e que é o que interessa na discussão é que ela mostra que no período em que a inflação foi alta na Inglaterra, isto é, de 1946 a 1980, os juros dos títulos do tesouro renderam menos que a inflação. Esse é um ponto importante para se preconizar por uma inflação mais alta.

      Independentemente se o Banco Central do Brasil acertou ou errou ao adotar uma inflação média de 6% ao ano, poucos sabem que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini foi incluído em um site sobre os países emergentes como um banqueiro central líder, junto com o presidente do Banco Central da Índia e se me engano da Indonésia, enquanto os demais banqueiros ou eram apenas seguidores ou então banqueiros mavericks (Banqueiros que se comportam de modo imprevisto).

      No blog do Financial Times Beyond Brics a matéria sobre a classificação dos presidentes dos Bancos Centrais em três tipos pode ser vista no post “EM central bankers: guiders, reactors and Mavericks” de segunda-feira, 03/02/2014, de autoria de Jonathan Wheatley, no seguinte endereço:

      https://www.ft.com/content/c307888e-ce52-3e3c-9936-b0a7ae8e7b55

      A política orçamentária da ex-presidenta às custas do golpe apesar de todas as dificuldades ainda se mostra muito bem assentada até outubro de 2014, quando então, com a forte queda dos preços das commodities, principalmente do petróleo, o orçamento começa a ter déficit. O que justifica a mudança da política econômica, pois haveria uma desvalorização cambial e o país precisava conter gastos e aumentar impostos.

      Ia deixar esse quarto parágrafo como está. Então lembrei que em algum momento entre o final de 2016 e o início de 2017, eu vi um comentário no blog de Alexandre Schwartsman em que um comentarista fazia referência a análise que ele fizera em blog próprio sobre a execução orçamentária brasileira nos últimos anos. Comecei a pesquisar desde março de 2017. Lia em cada post cada comentário. Levei quase três horas de pesquisa.

      Ao fim e ao cabo cheguei ao post “Sem-teto ou sem-argumento?” de terça-feira, 25/10/2017, no blog de Alexandre Schwartsman e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://maovisivel.blogspot.com.br/2016/10/sem-teto-ou-sem-argumento.html

      Utilizande de nome que é paródia de Warren Buffett, um comentarista que se intitulava Uorrem Bife, em comentário de 25/10/2016 às 19:23 diz o seguinte:

      “Precisamos desmistificar esta questão do gasto público, é um terreno árido eu sei, mas nós brasileiros comuns, que não entendemos economia a fundo, precisamos ir ao encontro dos dados. Tenho tentado entender melhor esta questão, acompanhando blogs como este e também consultando outras fontes. Estou só no começo, mas enquanto cidadão brasileiro não me deixarei enganar. Segue uma pequena contribuição minha…

      http://abacusliquid.com/pec-241-gastos/

      Abraço!”

      Bem, fui ao blog ABACUSLIQUID.com e ao post “PEC 241: gastos do governo” de segunda-feira, 24/10/2017. O autor se intitula Abacusliquid. O importante é o gráfico que ele apresenta em trecho com subtítulo “Déficit Primário” em que há as Contas do Governo Central, apresentando como fonte dos dados o Tesouro Nacional. Pois bem, o gráfico mostra a Receita Líquida 12 meses (em azul) e Despesa Total 12 Meses (em vinho) com a informação no eixo dos x sendo dada mensalmente.

      Lembro que o link para o post no blog de Alexandre Schwartsman não permite o acesso direto como ficou na transcrição do comentário que eu reproduzi acima. O importante é que o gráfico mostra uma queda brusca da receita a partir de outubro de 2014. A situação vai deteriorando desde o início de 2014, mas há superávit ainda em outubro de 2014. Tudo isso serve para mostrar que na parte orçamentária houve um comprometimento integral do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff em executar um orçamento de modo equilibrado. Só que com 2014 não garantindo o que parecia que ele prometia, o governo foi perdendo o controle da situação.

      E em ano eleitoral, com o governo tendo perdido no ano anterior em um mês o grande cacife que ele conseguiu armazenar até maio de 2013 e que foi o índice de popularidade em torno de 70%, sem boa capacidade elocutiva e sem carisma, era de se esperar que o governo utilizasse os gastos públicos como instrumento para melhorar a popularidade e assim se observasse um maior aumento dos gastos públicos. Não foi isso, entretanto, que se viu. O déficit surgiu pela queda da receita.

      O controle orçamentário do governo ainda era mais surpreendente diante de um Congresso que, já dominado pelo PMDB, pressionava o governo nos calcanhares como foi com a aprovação na Câmara dos Deputados da Emenda de 10% do orçamento para o Congresso Nacional e que fora patrocinada por Henrique Alves. Além disso, o governo precisava enfrentar os respingos da Ação Penal 470 no STF na popularidade da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Respingos que foram robustecidos pelas delações premiadas da operação Lava-Jato.

      É bom que se ressalte que a Ação Penal 470 no STF não teve respingos diretos na popularidade da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, pois no final de 2012, ela tinha quase 70% de popularidade. Os respingos apenas ficaram grudados na imagem dela como alguém vinculada ao PT. E a popularidade dela permaneceu no patamar de próximo de 70% até maio de 2013. E caiu abrupta e assustadoramente com as manifestações de junho de 2013.

      Diante de tudo isso, como eu disse surpreendentemente, vê-se pelo gráfico no post “PEC 241: gastos do governo”, que o orçamento não sofreu nenhum incremento fora das previsões pelo lado da despesa. O que o afetou foi exatamente o lado da receita que tinha relação com o não crescimento esperado da economia e pela queda dos preços das commodities no meado do segundo semestre de 2014.

      Bem, essa é a história do primeiro governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. E uma avaliação favorável desse período pode ser vista aqui no blog de Luis Nassif, no post “Uma defesa da política econômica de Dilma”, de segunda-feira, 15/12/2014 às 13:06, e de autoria de Laurez Cerqueira, Gustavo Antônio Galvão dos Santos e Luis Carlos Garcia de Magalhães, no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/noticia/uma-defesa-da-politica-economica-de-dilma

      É uma avaliação que faz a análise mais pelos resultados gerais da política econômica. As minhas considerações levam em conta mais as razões, os efeitos e os resultados específicos da política econômica. No cômputo geral eu sou céptico por que não sei exatamente a que atribuir a queda abrupta dos investimentos no terceiro trimestre de 2013 quando se compara esse terceiro trimestre com o trimestre imediatamente anterior.

      Penso que a análise da queda do terceiro trimestre caberia à academia. O que eu tenho feito é tentar explicar cada item da política econômica que tem ficado sujeito às críticas. Um ponto a considerar foi a política para o setor elétrico. Em minha avaliação, o custo da energia elétrica pesa na competitividade internacional do Brasil. Assim a política energética de 2012 estava inserida na proposta da chamada “desvalorização fiscal”. Não era feita via tributos, mas via um preço que sempre teve muita intervenção estatal.

      Além disso, a proposta do governo visava construir um modelo mais livre das interferências não só do poder judiciário como também dos órgãos de proteção ao consumidor e dos órgãos de controle interno. Eram frequentes decisões da primeira instância ou dos órgãos de defesa do consumidor ou dos órgãos de controle interno e externo que eram contraditórias ou divergentes com a política para o preço da energia elétrica então existente.

      A questão que suscita mais polêmica é o segundo governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Para entender esse período deve-se levar em conta o fracasso do planejamento econômico do primeiro governo quando ocorreu o revertério na taxa de crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo que teve uma queda abrupta depois de três trimestre de altas taxas de crescimento.

      Não só o crescimento econômico de 2013 ficou prejudicado como também o de 2014. E há então a forte queda nos preços das commodities no meado do segundo semestre de 2014 que afetam a receita. Tanto o crescimento menor do PIB em 2013, como a quase estagnação de 2014, sendo que nesses anos a economia fora impulsionada pelo lado da demanda, e depois a queda dos preços do petróleo elevaram bastante o déficit das transações correntes.

      A solução do problema era a desvalorização cambial, um aumento da receita e uma redução dos gastos tanto do setor público como também dos gastos da família. Foi essa a intenção do governo quando trouxe Joaquim Levy para Ministro da Fazenda.

      Joaquim Levy não só trabalhou no governo de Lula no Ministério da Fazenda no período de 2003 a 2006 exercendo a função de Secretário de Tesouro de Antonio Palocci Filho, como tivera experiência na Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro ele conviveu com o mais antigo grupo e mais forte grupo do PMDB estadual e que deveria ser muito útil na relação do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff com a bancada do PMDB.

      Conhecido pela experiência no Rio de Janeiro como Joaquim Mãos de Tesoura, Joaquim Levy parecia a pessoa indicada para ter um papel no governo da presidenta Dilma Rousseff comprometido com o corte dos gastos e até mesmo com o aumento de receita. Essas eram medidas complementares à desvalorização cambial para corrigir o déficit de transações correntes.

      Não é por outra que o economista da Unicamp Fernando Nogueira da Costa defendia a nova direção da política econômica da presidenta Dilma Rousseff como se pode ver no post “Tática fiscalista e estratégia social-desenvolvimentista, por Fernando N. da Costa” de quarta-feira, 03/12/2014 às 16:04, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria de Fernando Nogueira da Costa e está disponível no seguinte endereço:

      http://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/tatica-fiscalista-e-estrategia-social-desenvolvimentista-por-fernando-n-da-costa

      Além de não conseguir o aumento de receita, a política de Joaquim Levy ainda sofreu as consequências de mais duas desvalorizações cambiais que retardaram a retomada da economia. A retomada era esperada quando mais à frente o governo começasse a baixar os juros.

      No entanto, houve uma nova queda do preço das commodities na passagem do primeiro para o segundo semestre de 2015 que causa nova desvalorização do real e inviabiliza a recuperação econômica. E tudo piorou com a primeira elevação do juro americano em dezembro de 2015 que levou a nova desvalorização que perdurou até fevereiro de 2016. Tudo isso aconteceu no mundo todo afetando mais os países muito dependentes das commodities.

      Isso e muito mais eu sei sobre o primeiro e o segundo governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. E tudo isso para mostrar que tenho sido um dos maiores defensores da política econômica posta em prática pela ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

      O que eu sei sobre o governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff e o que eu defendo no governo dela não me impedem de perceber que a presidenta Dilma Rousseff teve apenas 20 votos favoráveis no Senado Federal. Numericamente foram 22, mas dois eram votos da direita, pois foram os votos de Kátia Regina de Abreu e de Armando de Queiroz Monteiro Neto.

      O que eu chamo atenção aqui é que dois terços dos senadores foram eleitos na eleição de 2010, quando Lula estava no máximo do prestígio. Ainda assim no total dos 81 votos, a esquerda só teve 20 votos. É extravagante a força da direita no Brasil. E é contra essa força que a ex-presidenta às custas do golpe teria que lutar. Será que valia a pena, o Supremo impedir o impeachment?

      Será que sob a supervisão do presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, o Congresso Nacional não fique mais maleável a se prestar a cumprir um papel que com a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff eles não desempenhariam? Então um Supremo que sacrifica seu próprio nome para que a governabilidade possa existir ainda assim deve ser visto como um STF de inferiores?

      Assim não é tanto pela vanglória que eu sinto exalar de uma postura superior diante dos membros do Supremo que eu faço críticas a você. Ao tratar os membros do STF como inferiores você não dá relevância a questões transcendentais que levaram o STF, para ter poder de mando, recusar o exercício do poder.

      O STF deveria, a meu juízo, considerar o impeachment da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff inconstitucional tendo em vista a ausência do crime contra a Lei Orçamentária. O problema é com o apoio de apenas 22 senadores, a presidenta Dilma Rousseff não teria como governar e a decisão do STF seria inócua e desabonadora do próprio STF. É preciso muita sabedoria para agir em condições assim tão conflitantes. E a meu juízo a decisão do STF foi sábia.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 06/09/2017

  43. Feudos informativos

    Infelizmente o Brasil sempre foi dividido em feudos informativos. O estado de São Paulo sempre teve lógica própria devido a sua imprensa conservadora. O paulista médio segue não fazendo a menor ideia do que está acontecendo… Acabo de “escutar” (na realidade ejacularam na minha orelha e o tal juiz vai ficar contra mim), a frase: – será que vai ser permitido o filme sobre a Lava Jato? Ou seja, o engano, o primarismo, a falta de noção seguem impávidos nesta merda chamada Brasil…

     

  44. A virada do jogo

    Quando o povão começar a sentir os efeitos do teto dos gastos, das novas leis trabalhistas e da aposentadoria, teremos uma virada do jogo, mas é duvidoso que seja em direção ao Lula e ao PT.

    O ódio contra o Lula, Dilma e PT ainda continua alto. Firmou-se a ideia de que a crise toda é culpa da corrupção do PT e de Lula, e da incompetência da Dilma.

     Esse ódio não é explicado inteiramente, ou principalmente, pela situação econômica. Tem um componente sociológico: a classe média não aceita a ascensão das classes mais baixas. 

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