Secretário de SP admite que uma só vacina não será suficiente para o país

"Precisamos de vacinas para vacinar em massa. Se não vacinarmos, ainda teremos o caos no nosso sistema de saúde", disse Jean Gorinchteyn

Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Jornal GGN – O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reconheceu que o início da vacinação foi baixo, mas que está dentro do esperado. Por outro lado, também admitiu que uma só vacina não é suficiente.

Logo após a Anvisa autorizar o uso emergencial da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac, o estado iniciou a vacinação contra o coronavírus, neste domingo (17). Em São Paulo, estão reservadas 1,4 milhão de doses da Coronavac. Para todo o país, 6 milhões.

O secretário reconhece que as doses são insuficientes para vacinar o grupo prioritário. Mas há previsão de disponibilizar novos lotes ainda nos próximos dias.

“Temos cerca de 1,4 milhão de doses em São Paulo. Elas conseguem proceder a vacinação de 700 mil pessoas (são necessárias duas doses). Só nos profissionais de saúde, são 1,5 milhão no estado, ou seja, precisamos de 3 milhões (de doses)”, calculou, em entrevista à Globonews.

Mas Gorinchteyn reconheceu que só a Coronavac não seria suficiente para a imunidade do país. “Precisamos de vacinas para vacinar em massa. Se não vacinarmos, ainda teremos o caos no nosso sistema de saúde. Isso só resolve com o impacto da vacinação — especialmente nos grupos prioritários”, disse, à Jovem Pan.

“Precisamos ter mais vacinas disponíveis, temos mais 4,8 milhões prontas (para serem distribuídas em todo o Brasil) esperando a documentação da Anvisa. Precisamos ter de forma gradual e progressiva, vacinando primeiro os profissionais e depois os outros grupos, para que a vacinação possa ganhar uma celeridade maior”, continuou.

O estado de São Paulo irá enviar 1,357 milhões de doses para o restante do Brasil. De acordo com o secretário de Saúde, há insumos para mais de 10 milhões de doses que devem chegar até o final deste mês e 4,8 milhões estão prontas para serem aprovadas pela Anvisa. Segundo ele, não faltará vacina: “Existe uma tratativa comercial bem embasada, com proteção. Não teremos falta de vacina, pelo menos as 46 milhões tratadas no acordo com a Sinovac.”

 

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