A Divisão do Exército do general Mourão, por Sergio Saraiva

O Exército parece estar dividido. Isso não é exatamente novidade, para quem conhece a história da nossa República.

generais

A Divisão do Exército do general Mourão

por Sergio Saraiva

A posição do general Antonio Hamilton Mourão defendendo a possibilidade de uma intervenção militar no cenário político brasileiro causa espanto não somente relação ao aparente pouco cuidado para com óbvio efeito perturbador que teria no quadro de desgoverno nacional. Causa espanto principalmente por ser diametralmente oposta a posição expressa por seu superior hierárquico – o general Villas Bôas – comandante do exército.

Em 29 de julho de 2017, o Comandante do Exército – general Eduardo Villas Bôas – deu uma entrevista à Folha onde estabelece uma linha de conduta muito clara para a atuação do Exército, e por conseguinte, das Forças Armadas, em relação a atual crise.

A síntese dessa linha de conduta pode ser resumida na seguinte declaração:

“Neste momento, o que deve prevalecer é a Constituição Federal e todos, repito, todos devem tê-la como farol a ser seguido”.

Quando perguntado especificamente sobre intervenção militar, dadas as manifestações de alguns grupo favoráveis a essa ação, o general Villas Bôas não deixou dúvidas:

“Como tenho dito, vemos tudo isso com tranquilidade, pois o Exército brasileiro atua no estrito cumprimento das leis vigentes e sempre com base na legalidade, estabilidade e legitimidade”.

“O Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas”.

Em relação às cobranças feitas às Foças Armadas quanto a sua participação na Ditadura de 64, o general Villas Bôas não se constrangeu nem quando confrontado com o termos “os erros e atrocidades que cometidas” e respondeu:

“A lei da anistia, compreendida como um pacto social, proporcionou as condições políticas para que as divergências ideológicas pudessem ser pacificadas. Ela colocou um ponto final naquela fase da história. Precisamos olhar para o futuro, atendendo ao espírito de conciliação”.

“É chegada a hora de consentir que o período que engloba 1964 é história e assim deve ser percebido”.

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E quando questionado sobre quadro eleitoral concluiu:

“Está nas mãos dos cidadãos brasileiros a oportunidade de, nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido”.

Que dúvidas poderiam haver de que o Exército se portaria pela legalidade e, portanto, como fiador das eleições de 2018? Que dúvidas poderiam haver de que as forças militares consideravam que a crise política deveria ser resolvida pela sociedade civil?

Eis o porquê do espanto em relação às declarações do general Hamilton Mourão. Não que ele desconhecesse a posição do seu comandante – o general Villas Bôas. Suas palavras deixam claro que sabia:

“Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país”.

Então, como alguém que “estava falando da forma como o Exército pensa” faz a seguinte declaração:

“Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos …ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. E essa imposição não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí”.

Em uma organização regida pela hierarquia e pela disciplina, tal qual as Forças Armadas, não existe espaço para tamanha diferença de posicionamento sobre um mesmo assunto.

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Além disso, o general Mourão é um oficial em vias de passar para a reserva, está no topo e no final da carreira – deverá ser reformado em março de 2018. É, portanto, um oficial experimentado. Tampouco, foi surpreendido por uma pergunta impertinente e acabou por ser mal interpretado na resposta. Estava à vontade e seguro durante a palestra na maçonaria – onde deu as declarações que tratavam da intervenção da Forças Armadas.

Sobre o tamanho desse calculado ato de indisciplina já tratamos anteriormente – existe método nisso.

O Exército parece estar dividido. Isso não é exatamente novidade para quem conhece a história da nossa República. Se é assim, então, há o grupo do general Villas Bôas – legalista – e o grupo do general Hamilton Mourão – intervencionista. Para ficar no uso de um eufemismo.

Que o grupo do general Mourão é poderoso dentro da arma, demonstra-o o fato de Mourão não ter sido punido após suas declarações.

Mas o que quer o grupo do general Mourão?

No dia seguinte, comentando a repercussão de sua palavras disse ao jornal Estadão: “não é uma tomada de poder. Não existe nada disso. É simplesmente alguém que coloque as coisas em ordem…”

O que fez com suas declarações foi dar um ultimato aos poderes constitucionais. Moveu uma peça. Espera agora um movimento correspondente do outro lado.

O que ocorrerá caso o movimento não ocorra na direção esperada? Que atitude tomará o grupo do general Villas Bôas?

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Os bastidores do poder em Brasília devem estar agitados.

 

PS: Oficina de Concertos Gerais e Poesia na arquibancada para, a qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa.

https://www.youtube.com/watch?v=p54iVJoKUVs

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40 comentários

  1. Caro Nassif
    Não há lugar que

    Caro Nassif

    Não há lugar que não haja uma insatisfação generalizada, até emsmo entre os golpistas. Não poderia ser diferente no exército.

    Nem todos são entreguistas. Nem todos são canalhas.

    Para mim, o General Villa Boas, fez uma pesquisa interna de opinião. A punição do Mourão, alguns se manifestam, a não punição, outros se manifestam. Mesmo em 64, quantos militares que não concordaram, foram presos, afastados?? O setor hegemônico foi o dos golistas.

    Saudações

  2. Morinhos e Mourões: Bosta e merda

    Alvorada Voraz

    (RPM)

     

    Na virada do século
    Alvorada Voraz
    Nos aguardam exércitos
    Que nos guardam da paz
    Que Paz?…

    A face do mal
    Um grito de horror
    Um fato normal
    Um êxtase de dor
    E medo de tudo
    MEDO DO NADA
    Medo da vida
    Assim engatilhada…

    Fardas e forças
    Forjam as armações
    Farsas e jogos
    Armas de fogo
    Um corte exposto
    Em seu rosto amor…

    E Eu!
    Nesse mundo assim
    Vendo esse filme passar
    Assistindo ao fim
    Vendo o meu tempo passar
    Hey!…

    Apocalípticamente
    Como num clip de ação
    Um clic seco, um revólver
    Aponta em meu coração…

    O caso Morel
    O crime da mala
    Coroa-Brastel
    O escândalo das jóias
    E o contrabando
    E um bando de gente
    Importante envolvida…

    Juram que não
    Torturam ninguém
    Agem assim
    Pro seu próprio bem
    Oh!…

    São tão legais
    Foras da lei
    Sabem de tudo
    O que eu não sei
    Não!…

    Nesse mundo assim
    Vendo esse filme passar
    Assistindo ao fim
    Vendo o meu tempo passar
    Hey!…

  3. Alguma crítica à prisão arbitraria do Al Othon???

    Você viu algum militar criticar a venda da Amazônia? Ou a condenação virtualmente à prisão perpétua, pela Lava Jato, do almirante que idealizou o programa nuclear brasileiro? Ou a assinatura, ontem, na calada da noite, pelo usurpador, do tratado que coloca nas mãos das grandes potências esse mesmo programa nuclear? Ou, ainda, as manobras conjuntas na Amazônia com o exército americano, algo inédito na nossa história, prévia a uma possível intervenção na Venezuela?

    Nada, nem mesmo de um reles sargento, quanto mais de um general.

    Do que reclamam é da “corrupção” e do “caos”, dois tópicos favoritos do discurso reacionário.

    Portanto, até prova em contrário, não temos nada a esperar dos militares na luta pela democracia e contra o desmonte e precisamos nos livrar das ilusões nesse sentido.

    Por Renato Lins

     

  4. “ou as instituições

    “ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.”

     

    Em que mundo vive o Gal Mourão? 

    Será que ele não percebe que judiciário que aí está não é parte da solução, mas do problema.

    Aliás, é uma das pricipais peças do problema.

    Não se deve esperar do judiciário uma solução, especialmente do STF, a menos que ele dê um cavalo de pau, fazendo uma autocrpitica.

     

     

  5. A momentaneidade do exército

    “NESTE MOMENTO, o que deve prevalecer é a Constituição Federal e todos, repito, todos devem tê-la como farol a ser seguido”. – General Villas Boas

    O momento a que o General Villas Boas se referia era 29 de julho de 2017. De lá prá cá, já rolou muita água debaixo da ponte. No momento atual, 22 de setembro de 2017, é a Constituição ou a força bruta que deve prevalecer?

    Se é a Constituição, porque prendem pessoas antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória?

    Porque não se taxam as grandes fortunas?

    Porque o poder militar se insubordina ao poder civil?

    É a prevalência ou a pré-falência da Constituição?

    Militar tem bosta de galinha na cabeça.

  6. Legalistas até quando?
    Se um dos fatores fundamentais para o deflagrar dessa crise foi a política adentrando o judiciário, da forma como estamos vendo, o que podemos imaginar da política se deslocando para o centro das FA um ano antes de (possíveis) eleições diretas?
    Se o General Vilas Boas é o legalista que é, ou se de fato existe essa ala legalista nas FA, não poderiam se furtar de uma ação mais firme em futuro próximo, seja um golpe preventivo, que assegure a posse do novo presidente, seja o impedimento de de manobras efetuadas por determinado grupo que que quer se perpetuar no poder (desnecessário dar nome aos bois).
    A questão é: até quando irá durar a legalidade da ala legalista em defeza da legalidade?
    Digo isso porque, por mais que o general legalista quis apenas evitar tensões que seriam desencadeadas pela punição do general intervencionista, ele não foi tão enfático na defeza da legalidade no seu pronunciamento após o incidente.

  7. Ingênuo e desinformado o

    Ingênuo e desinformado o General Hamilton Mourão em confiar na Justiça.

    Aí estão “sérgio moro”, Gilmar Mendes, Barroso e os “juizes justiceiros” federais. Impulsionados judicialmente por uma força tarefa do MPF e uma Polícia Federal de Curitiba partidárias. E tudo a fazer escola pais afora. 

    Aí estão a aquisição de editoras de coletas, de seleção e de divulgação de jurispudências (decisões) dos Tribunais do país  à comunidade jurídica brasileira; a aquisção de escolas e cursinhos de ingresso à magistratura, MP, Polícia, Defensorias Públicas etc; a oferta de cursos direcionados nos EUA…. para importação de uma justiça de comercio, atuarial, simbólica, do autor, estigmatizande… 

    O grande mal do país – ao meu ver – é a falta de patriotismo dos agentes do Estado e – em geral – de uma parcela influente do povo brasileiro conduzido e dirigido por uma grande mídia comercial, mercenária, criminosa e entreguista. 

    Vemos um entreguismo grassante, um afastamento, abandono e retrocesso – do atual governo federal – das políticas de combate às desigualdades, à justiça social, ao atendimento (ainda que mínimo) às necessidades básicas da gente brasileira,  arduamente incrementadas nos três últimos governos desenvolvimentistas e de defesa dos interesses nacionai.

    Vemos o domínio absoluto do capital especulativo improdutivo e argentário, em detrimento do capital produtivo criador de riquesas, empregos, segurança e bem estar social.

    Vemos, por isso (pelos vazios – criados – do Estado), uma parcela enorme de nosso povo descrente e em retrocesso sobre todos os aspectos.

     

  8. Não há divisão alguma.

    Caro articulista, você ainda não entendeu. Não há dois grupos coisa nenhuma no Exército. Mourão falou o que o alto comando pensa e sempre pensou, só que não dizia. E aí inclui-se o gen. Villas Bôas, que não vai punir o subordinado, o elogiou em rede nacional e disse que sim, os militares podem intervir segundo sua “interpretação” da Constituição. Precisa desenhar?

    Quanto às declarações anteriores do comandante do Exército, tratam-se do cinismo típico dos militares ao falar com a imprensa – é, é isso mesmo, militar também mente. Mourão fez a máscara do alto comando cair, expôs os pensamentos e planos que correm solto na “confraria dos eleitos” fardados. O incômodo que foi gerado internamente não foi de divisão no Exército, foi de ter exposto ao público externo o que sempre se pensou internamente.

    1964 continua sendo cultuado pelos militares, seus erros nunca foram assumidos de fato. Continuam achando que o golpe era necessário e que era sua função fazê-lo. O Brasil só vai poder dar um salto de qualidade quando se libertar dessa chefia militar que se percebe como demirgo do País. Isso passa necessariamente por uma transformação de nossas FA, especialmente pela reformulação do processo de formação de nossos militares e dos processos de escolha dos generais.

    Transformação de nossas FA já!

  9. ALERTA: a (muito!) perigosa “Fake News” de “golpe militar” (sic)

    ALERTA: a (muito!) perigosa “Fake News” de “golpe militar” (sic)

    Por Romulus & Núcleo Duro

    – A provocação do General Mourão: “se não forem capazes, através do Poder Judiciário, de barrar Lula, as Forças Armadas o farão”.

    – A sinuca de bico do General Villas Boas, Comandante do Exército: como manter a “legalidade constitucional” tendo de bater continência para um…

    (UNIVERSALMENTE reconhecido…)

             – … chefe de quadrilha??

    – Mourão – a “síndrome do vice” (golpista!) ataca de novo: General Mourão tenta a última cartada para cacifar-se. Ao produzir a “fake news”, avaliou, corretamente, que o “seu” (?) momento era agora…

             – … ou nunca!

    – Decifrando o “mistério” (?) narrativo: quando o (civil…) Ministro da Defesa, Raul Jungmann, para (de maneira estabanada…) mostrar serviço, cobra a punição de Mourão, Villas Boas recusa-se.

    Ora, o Comandante, corretamente, não quis promover o espetáculo reclamado pela mídia – inclusive a “de esquerda”!

    Espetáculo esse…

             – … ANSIADO pelo próprio Mourão (!)

             – Dããããã!

    – Cumpre registrar: o Brasil do(s) Golpe(s) – e do caos “institucional” (sic) dele(s) resultante – deve MUITO ao bravo General Villas Boas. Bem como à sua resiliência cívica e altruísta – inclusive em nível pessoal e, até mesmo, físico.

    – Desastre na “blogosfera progressista”: o único a sacar o “jogo” – e a sinuca de bico – foi Fernando Brito, do Tijolaço. Evidente: ter andado tantos anos ao lado de Leonel Brizola fez toda a diferença.

    – Lamentavelmente, todos os demais blogueiros derraparam feio na nova “batalha de narrativas”. Pior: foram PAUTADOS por interesses de direita (de novo, Senhor!). Desta feita, dos mais perigosos que há: nem mais, nem menos!

    – Destaque, em especial, para a inverossímil análise dessa “nova polêmica” feita por Luis Nassif, no GGN.
     

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          • 😉 até que enfim senso de humor!

            As coisas sérias são mais bem pensadas se sairmos de rigidez,que pode engessar o pensamento, sairmos de certezas q parecem beirar absolutas.Tem frequentador(dos pouquíssimos q li, chegou notificação por email)q foi tão sério,tão sério q leu uma postagem minha totalmente ao contrário,repetiu uma frase minha da postagem comose fosse dele me corrigindo.Quer dizer, é muito preconceito.Por isso,é salutar um instante de riso,de música(o blogueiro é tb músico e criou a seção Multimidia do Dia,até hj tô esperando “um por fora” por tempos atrás ter sido o maior divulgador e dos mais participantes,confesso q broxei, da última vez,só vi coisa estritamente política e nada mais nocivo à arte, ao vôo, do q a tal arte engajada.

  10. Estamos entre a cruz e a

    Estamos entre a cruz e a espada. Entre a ditadura jurídica-midiática ou militar-midiática. Em ambas as situações, quem brincou de republicanismo sofrerá(ão)  as consequências.

  11. A esquerda não entende as palavras do general

    A esquerda está sendo massacrada por sua extrema falta de inteligência. O general quis dizer claramente que espera que o judiciario CONDENE Lula e o coloque na CADEIA, caso contrário ele concorra e por um risco vença a eleição o exercito tomaria o poder para a direita e o mercado terminar o trabalho iniciado.

    Entendam não há mais volta e o Exército está fechado com o sistema atual.

    Ou esqueceram que o comandante disse ao Bial? “O populismo é a desgraça da AL” acha que ele estava falando de quem? De Temer?

    Esquerda acorda por favor!Militares brasileiros não tem amor a patria algum. Sao mercadistas tem pavor de populistas e estão fechados com o projeto da direita.

    Alem do mais são adoradores dos EUA.

    • Há sentidos diversos sobre Populismo

      O que é populismo? Falar direto ao povo? Tomar medidas que promovam o povo? Contriobuir pra traê-lo a protagonistas ?E nñao mero recptor de benesses (uma pequena melhora pra quem vive na miséria é um enorme presente, mas não deve ficar só nisso). Há analistas políticos (que só vi ser citado) que diz que na América Latina o populismo pode ter um significado positivo pra democratização de sociedades profndamente desiguais. Vi não sei onde que a desigualdade não diminuiu sob os recentes governos, houve melhora, mas não diminuiu desigualdades. Por isso, há que se inventar, há que se abrir pra novas lideranças e cabeças (tudo o q a DIreção Nacional não fez em todos esses anos,fez o contrário da renovação).

  12. Não há divisão!

    A visão de mundo do general Villas-Bôas, como a de todo o comando militar é bem simples e está explícita nas palavras do próprio Villas-Bôas:

    “O Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas”.

    Ou seja, o fundamento inarredável  de toda consideração sobre o mundo político e a regulação social é o princípio da tutela. Casualmente, ela pode ser dispensável, mas permanece lá, latente, operativa, outorgando sentido às coisas.

    Pode ser até, então, que, contingentemente, o “Brasil e as suas instituições” tenham “involuído”. Isso só depende do ponto de vista de quem julga (general Mourão, por exemplo), A PARTIR DO PRIMADO DA TUTELA.

    Essa é a base da cosmologia dos militares brasileiros. Ela foi sendo consolidada desde o final do Império. As instituições militares brasileiras jamais se afastaram disso. Não há, no fundo, divisão alguma entre as hostes do generalato. É tudo brigada!

    • Em outras palavras…

      Golpes Militares só acontecem em países atrasados. Como o Brasil evoluiu e se desenvolveu, os Milicos perderam suas utilidades.

      Um país tutelado pelas forças armadas é um sinal de que é uma Bananolândia.

  13. A melhor avaliação eu vi num blog de direita

    Nada,ou quase nada,é monolitico.É num site de notas curtas(certamente com alguém bem inteligente e com furos,gente q lhes dá vazamentos) onde vi a melhor avaliação sobre o tema acima.Uma vez numa entrevista fimada,o próprio Nasif disse preferir os comentários destoantes (mas elogia e mantém o público de mais de 300 q diz as mesmas coisas).Recentemente teve honestidade jornalistica-intelectual de citar aquele blgo de direita(aki dei parabéns,algo raro de minha parte pq tenho mil críticas ao GGN,mas não só críticas).Aquele blog retribuiu citando Nassif recentemente numa matéria (sempre curta, por vezes grosssa,mas,algumas, mais certeira, a meu ver).Quem tiver curiosidade e sem dogmas q encontre.

    • é que o público tem pouca memória

      Já dei via Contato (e publicamente faz anos) sugestoes q tempo depois vi serem adotadas (nada que a Equipe já não tivesse pensado, mas creio que se guia peloso retornos). Lastimo q não venham novos articulistas (ou não querem, não sei), enquanto isso há tempos vejo cultivada uma participação de uma parcela de politizados de boa fé (não vou usar adjetivos jocosos que parte da galera não curte, não dá risadas e veste a carapuça de modo ou sisudo ou agressivo, crentes). Quando me chamam de troll, de coxinha, de tucano, deixam de perceber que se deve cultivar a crítica e a dúvida (se não me engano, é duvidar de tudo o que está na lápide dce Marx em Londres). Mas isso dói e é desconfortável.

  14. Achei essa análise d´O

    Achei essa análise d´O Antagonista pais plausível.

    “Quem viu nas declarações do general Hamilton Mourão a ameaça de um golpe militar contra o governo de Michel Temer não entendeu nada.

    Mourão falava à turba do PT liderada por Lula, que vez ou outra ameaça incendiar o país caso seja preso.

    Mourão falava a integrantes do Judiciário que tentam evitar a prisão de Lula, para permitir que ele concorra à Presidência em 2018.

    Mourão também falava aos agentes políticos que tentam fazer um acordão, com ajuda desse mesmo Judiciário, para livrar Lula e demais lideranças políticas da cadeia e enterrar a Lava Jato.

    Mourão serviu como uma espécie de porta-voz de Sérgio Etchegoyen, hoje o general mais poderoso do País e que tem ocupado cada vez mais espaço no governo Temer – num movimento avaliado por alguns observadores como uma espécie de ‘intervenção branca’, com o objetivo de garantir uma transição pacífica no ano que vem.

    Meses atrás, Etchegoyen enviou recado semelhante ao Congresso Nacional – de forma bem menos ostensiva -, quando Lula, integrantes do PT e de outros partidos de esquerda passaram a disseminar a ideia de convocar de novas eleições gerais.

    Lula entendeu o recado antes e agora.

  15. A se

    A se ler:

    http://www.tijolaco.com.br/blog/o-masoquismo-renitente-de-parte-dos-militares/
     

    O masoquismo renitente de (só uma) parte dos militares

     

    As Forças Armadas – e suas escolas – produziram algumas das melhores inteligências deste país.

    O Exército, desde cedo, solidificou a ideia da unidade nacional, mesmo num tempo em que o país, politicamente, era pouco mais que um amontoado de oligarquias provincianas e  um banco de inutilidades cortesãs. Agora, vê-se reduzido a um secretário de Segurança dizer onde deve colocar seus soldados como guarda da esquina.

    A Marinha, nos últimos 40 ou 50 anos, foi o núcleo de nossa ciência nuclear, com um contingente de militares-cientistas dos quais o Almirante Othon da Silva, 77 anos, agora encarcerado por 43 anos (!), era um símbolo. Agora, vai ter os laboratórios de Aramar “invadido” por inspetores tradicionais, colocando plásticos pretos sobre os equipamentos que desenvolveu, enquanto junta moedas num esforço desesperado de manter o Pro-Sub, ainda na esperança de ter um submarino de propulsão nuclear, que pode ficar sem vir à tona por longos períodos, sem o que de nada serve num planeta coberto de satélites.

    A Aeronáutica, a quem se deve o sucesso mundial da empresa de mais avançada tecnologia Aeronáutica, vai assistir a entrega da “golden share” que ainda lhe dá poder de veto em aventuras desnacionalizantes e é humilhada por acusações sem pé nem cabeça nos contratos dos caças Grippen.

    Não obstante, em todas as nossas Armas subsiste uma atroz incapacidade de ver que as elites políticas e econômica as querem apenas como fator mobilizável para reprimir a população, seja ela “os esquerdistas” ou os “marginais” das imensidões da pobreza, que é o lugar de onde sai o ser humano que compõe suas tropas.

    Num dos episódios descritos no seu livro JK, o artista do impossível, Claudio Bojunga narra  o momento em que José maria Alckmin e o almirante Heleno Nunes, tentando resolver a crise gerada pela insubordinação do coronel Bizarria Mamede contra o Marechal Henrique Lott, um legalista, olha o carro passar pelas fachadas dos bancos na Av. Presidente Vargas diz que estão ali, esfalfados, que “estamos acordados até essa hora para assegurar a estes senhores o direito de continuarem a ganhar dinheiro”.

    Vejo debates na esquerda muito próprios dos liberais, discutindo se militares são “de direita” ou se deveriam “ser de esquerda”.

    Bobagem.

    Militares têm compromisso com duas coisas, basicamente.

     

     

    Primeiro, com suas corporações, que estão humilhadas, enforcadas financeiramente , desviadas de suas funções – fazendo papel de polícia urbana, enquanto o controle de fronteiras é esvaziado dramaticamente – e seus planos de modernização tecnológica mortalmente atingidos, pela aniquilação  das empresas com que tinha parcerias – além dos submarinos,a produção de mísseis de combate foi entregue a estrangeiros.

     

    Segundo, com a defesa (militar e econômica) de nossas riquezas, arruinada com a entrega do pré-sal, da liberação de compra de terras a estrangeiros, a abertura da Amazônia à mineração estrangeira e muito mais.

    Infelizmente, os militares não são imunes à sua “porção Brucutu”, incensada pela extrema-direita, que quer vê-los prender “esquerdistas”, sindicalistas, políticos…não, juízes e banqueiros, não…

    Brizola, mesmo depois de todas as perseguições que sofreu, nunca embarcou nessa história de ser contra militares por serem militares. E dizia que muitos deles tinham percebido que, ao tomarem o poder, “amarraram a vaquinha Brasil para os outros mamarem”.

    Espera-se que sejam muitos os que considerem que a “aproximação sucessiva”  que pode nos tirar  – a nós, civis, e a ele – deste desastre sejam eleições livres em 2018, sem discriminação de qualquer força política e sem a exclusão de brasileiro algum, o que a torna ilegítima.

    Nada diferente do que disse o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, apenas dois meses atrás: “Saída da crise deve vir da eleição de 2018“. Acredita-se que, em tão pouco tempo, não tenha mudado de opinião.

    Nem general nem juiz tem poder de veto sobre a escolha dos brasileiros.

     

     

     

  16. Míriam Leitão

    Com todas as ressalvas à raínha das adversativas em questões econômicas, é preciso dar o crédito de que talvez o único artigo corajoso (ao menos entre os que eu li) em relação às ameaças do General Mourão, foi o publicado por Míriam Leitão.

    Não consigo reproduzir aqui, pois o blog não deixa. Talvez nem mesmo o link possa incluir neste comentário.

    Busquem no site do Globo, no blog da Míriam Leitão: “A questão militar: Exército reforça ameaça ao país com fala do alto comando”.

    Como dizem os franceses: “chapeaux”.

     

     

  17. Alguém da minha família tinha algum acesso durante a ditadura…

    Alguém da minha família tinha algum acesso durante a ditadura militar ao comando do terceiro exército, e numa destas conversas de generalidades esta pessoa perguntou como foi determinado em 1964 se haveria o golpe ou não, o general comandante explicou na maior naturalidade possível. Antes do golpe foi feito uma espécie de pesquisa entre comandantes de tropas, e a cada pesquisa se verificava a capacidade militar de cada comandante (número de soldados, treinamento e armamento), quando foi constatado que os golpistas eram mais poderosos do que os legalistas passaram para a etapa da finalização e do golpe propriamente dito.

    Provavelmente o método está sendo o mesmo, quando o comandante do exército deu a entrevista ao jornal a maioria era legalista, no momento que isto se inverteu começam as declarações públicas com o objetivo de mobilização dos civis que o apoiam.

    Agora o que tem de diferente para 1964? Muita coisa, em 1964 estava no poder um presidente apoiado por forças progressistas, hoje se tem um presidente de direita. Em 64 a corrupção não era o principal mote, mas sim a possibilidade de um plaisível governo de esquerda se Brizola ganhasse as próximas eleições hoje o fantasma é Lula. Por outro lado o apoio civil de camadas de classe média não é tão evidente, pois simplesmente ninguém sabe qual é o programa! As palavras dos generais são completamente desconexas, como a possibilidade do Caos e a punição dos corruptos, que estariam mais nos partidos como o PMDB e PSDB.

    Outro problema sério que enfrentam os golpistas militares é o apoio externo. Os U.S.A. nem estão aí para o problema da corrupção e tem medo da incerteza gerada por um golpe militar, enquanto não houver um apoio claro a este movimento não haverá golpe!

    Uma questão vital é a censura aos que são contra um golpe militar, em 1964 havia somente um jornal claramente identificado como pró-governo legal e com a perseguição deste e com a cooptação dos outros ficou simples. Numa era de Internet terão que fechar ou prender os proprietários de todos os blogs, canais do Youtube, comunidades do Facebook e mais outros canais de infomação, por isto é que precisam do apoio externo. Mas mesmo assim é possível criar redes externas a estes principais meios.

    Mas o principal impecilho a manutenção do golpe militar está na economia, certamente com o golpe as pautas neo-liberais entrarão com força, e estas criarão a médio prazo uma revolta muito grande em setores populares, que deverá ser imediatamente reprimidos por meios violentos que levarão a maior revolta.

    Em resumo, o golpe está preparado, se o comportamento dos civis não seguir as pretenções da caserna ele será dado, mas…

  18. Solucionar o “problema político”

    “ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.”

     

    Quem poderia ser o problema político?

     

    Luis Inácio “Problema político” Lula da Silva?

    Que solução o Gal propõe para o Problema Político?

    Uma “solução final”?

    Quem quebrou o Brasil e entregou todas as suas riquesas na bacia das almas foi o “Problema Político” e seus seguidores? 

    O Gal ainda tem pesadelos com o fatasma do comunismo? Dê uma olhada para a China que passa.

  19. Até quando quando vamos ter que sustentar essa safadeza ??
    Bom dia senhores!
    Até quando vamos sutentar mentiras e mais mentiras ? Pq é tão difícil cumprir o exercícios dos senhores com caráter e honestidade ? Fico imaginando: sabe o que estou esperando dos senhores ?que os senhores resgatasse a ética de conduta, a honra e a dignidade para cada família brasileira. pois São os senhores que tem o privilégio de mostrar em primeira mão para todo o Brasil . A única esperança para nosso povo seria uma intervenção militar sabe pq ??? Porque os nossos militares tem disciplina e transparência. Vejam como é simples. assim : um recruta se não tiver dentro da diciplina do exército ele paga o que deve naquele momento ou é aflexcao ou é preso . Diciplina é dever de todo cidadão brasileiro e é passado de geração a gerações . Diciplina encaixa no perfil do rico e do pobre. Por isso cada um tem o dever de honrar seu caráter é fundamental.

  20. Em momento posterior, o que deve prevalecer é a força

    Se os Brasileiros fossem Argentisno, esses Vermes não estariam botando suas unhinhas de fora. Mas como ficaram impunes, vem novamente meter o bico onde não são chamados.

  21. De um lado, alguns são
    De um lado, alguns são denominados de “palacianos”(=almofadinhas, “políticos”), do outro os “troupier”(=guerreiros, “faca na boca”)?

    Já deu para perceber o lado da truculência, né?

  22. SERIA POSSÍVEL UM PAÍS SE

    SERIA POSSÍVEL UM PAÍS SE DESENVOLVER ALTIVO COM ELITE TÃO ORDINÁRIA? 

    PqP. Ultrapassadas não sei quantas Luas da fatídica noite do primeiro de abril de 64. Puta merda! Mesmo tendo se esgotado o século XX e gasto quase duas décadas do século XXI. Ainda assim, nos encontramos às voltas com conspiratas dessa elite de trapeceiros, e golpistas estúpidos. Sejam eles, civis ou  militares e suas vacas-fardadas…o comando, sabemos todos de onde vem.

    Eh…dessa forma tá difícil o povo brasileiro levar essa merda adiante. A banda sadia da população por mais que trabalhe e produza, carregando nas costas toda essa elite miserável, ganaciosa, e estúpida. Ai não é possível. O pior, é que o povo ainda recebe impropérios, como se fosse o responsável por tanta incompetência, má fé e sabujisse. Ah! …Assim é de lascar.

    Orlando

     

  23. Sim, queremos o soldado sim.
    Não há dúvida que parte da esquerda progressista pensa, tanto quanto a direita, numa possibilidade de intervenção militar. Queremos o soldado sim, mas o queremos democrático e ético.

    Uma intervenção que garanta a restituição do VOTO, base fundamental à participação e avanço da democracia continuadamente construída em qualquer país, desde Clístenes em Atenas.

    Uma intervenção que garanta a liberdade e os direitos políticos de todos e que garanta as eleições, afinal, é o povo quem tem que escolher e o voto vencedor respeitado.

    Sim, o legal, o Constitucional. O que estou dizendo aqui? Uma intervenção militar constitucional? Que imbecil … pois é, esse é o atual nível da nossa loucura nos dias de golpe e desordem democrática. Pareço o coxinha: “Intervenção Militar Constitucional.” A inexistência legal como caminho à reparação do voto.

    Sim, nosso VOTO, e que venham todos em seus direitos políticos básicos. Disputem todos que quiserem, quantos candidatos forem.

    Sobre o Lula? Ora, basta um simples acompanhamento de todo o processo para ver bem claro a perseguição jurídica-midiatica da Globo e famílias aliadas canalhamente. Não dão à defesa de Lula nem acesso às supostas provas, e que hoje são suspeitíssimas de serem forjadas. Canalhice assim até militares fizeram na Ditadura contra oponentes politicos e Lula é o oponente político contra o desmonte do projeto nacional, demonstrou isso em seus dois mandatos, por isso é considerado o melhor presidente do Brasil. Lula é contra esse esse entreguismo que, aliás, incomoda a todos desde os militares nacionalistas até os progressistas e verdadeiramente republicanos. Enfim, não há um mínimo de demonstração dos crimes ao qual Lula é acusado, já sobre os outros abundam provas como deve ser naturalmente com quem de fato comete crimes, mas o judiciário nada faz comprometido politicamente, uma vergonha. Então, é o povo quem deve julgar.

    É isso, que o povo escolha. Se Lula, se Bolsonaro, Se Marina, se outro ou outra qualquer, mas o soldado tem que ser o democrático, o soldado tem que ser o ético. É esse soldado que queremos.

    Fora isso, seja Mourão ou Villas Boas, de qualquer jeito seria apenas mais outra canalhada tupiniquim a se alinhar com o sujo golpe. Mais teatro imundo e vergonhoso o Brasil mostraria à comunidade internacional. Já não basta a vergonha que o presidente ladrão nos fez passar na ONU? Sujando a imagem do país com mentiras deslavadas em seu discurso descarado? Basta.

    Os militares querem intervir? Querem resolver o problema político? Então ajudem a sociedade civil em novamente garantir o retorno do poder e do valor do voto. Isso importa.

  24. Era só o que faltava: Chicago

    Era só o que faltava: Chicago Boys verde-oliva.

    Temo que a  situação seja  bem mais grave. Parece que a nossa inteligência militar foi tomada pela “prostração neoliberal”, doença psiquiátrica já identificada pelo FMI e a caminho de reconhecimento pela Org. Mundial da Saúde. Agora, a independência econômica do Brasil não é mais um objetivo  a ser perseguido pela atual geração que dirige as nossas forças armadas. O que é curioso, pois a própria China, no começo de sua industrialização, mandou, nos meados da década de 70, uma delegação ao Brasil para estudar o sucesso do nosso crescimento industrial, boa parte, obra dos militares da época.  

    Lógico que as forças armadas tem, por obrigação, seguir as orientações políticas do Governo. Mas, assistindo ao vídeo( a partir do momento 37:03) no que tange à agenda econômica, pode se observar claramente um indiscreto apoio ao desmonte do estado brasileiro, indo de encontro, inclusive, ao instinto de sobrevivência do próprio Exército Brasileiro. Onde, “num mundo perigoso”, vem tendo suas verbas criminosamente contigenciadas pelo “drean team” Meireles / Goldfajn.

    O Gen. Mourão começa invocando a controvertida tese da irresistibilidade do Brasil aos interesses da “única superpotência” do mundo: os EUA(?). Depois, segue apoiando a mesma cantilena Neoliberal do finado Consenso de Washington: privatizações, venda de terras aos estrangeiros (“não podemos ter medo do capital estrangeiro”), diminuição do tamanho do estado, reforma da previdência etc. Onde foi que ele viu essa receita dar certo? deveria contar, não?

    O mais grave, no entanto, é a recauchutagem da retórica da Guerra Fria. Aqui, ele vê como uma doença os governos nacionalistas que assumiram o poder na América Latina. Seria uma conspiração comunista internacional acertada no Foro de São Paulo. No entanto, não falou(ou não percebI) da Plano Nacional de Defesa, do Pré-Sal, da Petrobrás, do controle do ciberespaço brasileiro na mão de estrangeiros, da perigosíssima presença da 4a. Frota Norte-Americana no Atlântico Sul. 

    Pessoal, desculpe a sinceridade. Mas senti muitas saudades dos militares nacional-desenvolvimentistas como Geisel, Juracy Magalhães, Mário Andreazza, Jarbas passarinho etc. 

       

  25. Igual a 1964!

    Absolutamente igual, a fala do general relembrou-me do pré golpe de 64, com os mesmos tipos de figuras toscas e burras sendo aplaudidos por platéias fechadas, com a mesma fala ameaçadora a nação, ameaças ao povo (que para eles é estúpido e não sabe votar  e nem escolher),  mesma raiva contra os “comunistas ” (que nunca existiram no Brasil), mesmo puxa saquismo com relaçaçao ao Império; mesma ignorância política, econômica e social e de vida fora do quartel onde residiram durante grande parte de suas vidas; mesmas palavras – imposição, dever, vamos deter, comando, grupo de colegas para dar o golpe, enfim tudo igual somente que estamos em 2017 e tivemos neste intervalo governos chamados de “esquerda”  honestos, cumpridores da constituição e com excelentes resultados sociais e econômicos, e sobretudo  amados pelo povo.

    Como os de 1964 não saberão o que fazer no dia seguinte ao golpe, pois são ignorantes sobre o governar, tem formação de quarteis totalmente obtusa para atividades civis, como são  tacanhos, adoram a bajulação e onde o que vale mais é uma estrela a mais.

    Lembro-me dos governos patéticos de Costa e Silva, Figueiredo, Medici como os piores da história e deixo de incluir o Geisel por que era um pouco mais lúcido do que o povo brasileiro achava e acha de ser governado por militares. O Castelo Branco que para mim não chegou nem a governar e foi assassinado num acidente.

    ELES ESTÃO AÍ PARA BATER CONTINÊNCIAS PARA OS USA e já estão batendo. Quando o ministro da Informação brasileira, que deveria estar no posto para defender nossa nação,  pactua com um Diretor da Cia, por ele mesmo identificado como tal, quando seu cartão dizia-se funcionário de uma firma civil americana qualquer, o que mais podemos esperar. Será a entrega total, de quatro, lambendo botas, bostas e sacos!

    E, não se iludam eles não gostam do povo brasileiro!

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