Com “abandono” de Eunício e Meirelles, Temer faz auto-propaganda

O mandatário reproduziu o evento feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fez um café conversa com jornalistas, aonde disse que será em 2018 “um grande cabo eleitoral”
 
 

Foto: Alan Santos/PR
 
Jornal GGN – Com o afastamento de aliados às vésperas do início do ano eleitoral, a exemplo do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), que usou pleito para elogiar Lula e excluiu Temer, e mais recentemente com a divulgação do discurso eleitoral de seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o mandatário peemedebista assumiu o microfone para tentar a auto-publicidade.
 
Nesta sexta-feira (22), Michel Temer tentou reproduzir o que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez no início da semana, e agendou um café com jornalistas no Palácio da Alvorada. Reuniu a imprensa para elogiar a sua gestão e criticou os dados da popularidade, que disse ser “uma jaula”, da qual ele não está preocupado.
 
Mais, disse ser necessário usar os baixos índices de aprovação para ele faça “o que o Brasil precisa”, e disse estar confiante da melhora dos índices de aprovação popular até o fim de seu mandato, no próximo ano, acreditando, inclusive, que isso servirá de munição para “um grande cabo eleitoral”. 
 
“O que as pessoas querem é uma política de resultados. O que as pessoas querem é alguém moderado, que saiba se opor às várias correntes políticas do país, alguém que não seja guiado pelo ódio. Os que se extremarem, eu tenho impressão de que terão dificuldade”, afirmou, se auto-elogiando.
 
Mas um dos momentos altos da conversa de Temer com jornalistas foi quando questionado sobre a eventual candidatura de seu ministro da Fazenda iria prejudicar a votação da reforma da Previdência, que está agendada para fevereiro. Virou a Meirelles, que estava ao seu lado, e questionou: “Você é candidato?”. Meirelles riu e disse que a resposta será dada em 2018.
 
Mas nos bastidores, o discurso eleitoral de Henrique Meirelles no programa do PSD incomodou, pelo menos, a bancada de deputados aliados, porque o ministro não citou, assim como Eunício há uma semana, o atual presidente Miche Temer, nem direta ou indiretamente, e tampouco pediu apoio à aprovação da reforma da Previdência, conforme esperavam os aliados.
 
 
 

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