Paulinho da Força recebeu R$ 1,6 milhão para evitar greves, diz delator da Lava Jato

Jornal GGN – O presidente do Solidariedade e deputado federal Paulinho da Força recebeu R$ 1,6 milhão da UTC, companhia investigada na Lava Jato, a título de sabotar greves que pudessem prejudicar os negócios do empresário, réu e delator na Operação, Ricardo Pessoa.

Segundo informações de O Globo, Pessoa afirmou às autoridades que fez os repasses a Paulinho em forma de doações eleitorais, nos anos de 2010 (R$ 100 mil), 2012 (R$ 500 mil) e 2014 (R$ 1 milhão). Em troca, o empresário sentia-se confortável para pedir a intervenção de Paulinho em greves de trabalhadores contratados para a construção da hidrelétrica São Manoel, no Rio Teles Pires, entre Mato Grosso e Pará. A obra está sob a responsabilidade da Constran, uma das empresas ligadas à UTC.

Em delação premiada, Pessoa explica por que decidiu financiar o parlamentar: “Que, em razão dessas doações a Paulinho, o declarante tinha a liberdade para poder pedir a ele, a qualquer momento, que intercedesse em movimentos sindicais liderados por ele que estivessem ou pudessem vir a causar problemas em seus negócios”, disse.

Paulinho é um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e opositor declarado da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele já foi indicado como titular da comissão especial que julgará o parecer do impeachment acatado por Cunha, que será formada nesta segunda (7). O deputado também conseguiu uma vaga no Conselho de Ética da Câmara, onde Cunha será julgado por quebra de decoro parlamentar em função das denúncias da Lava Jato.
 

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