PSDB quer que Cunha renuncie para Dilma voltar a ser “vilã”

Jornal GGN – Após o anúncio de rompimento com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), o PSDB ocupa espaço no Painel da Folha desta quinta (12) como a liderança de oposição que já considera que o peemedebista perdeu a moral para fazer o processo de impeachment de Dilma Rousseff sair do papel.

Segundo informações da coluna, lideranças do PMDB também estão torcendo para que Cunha se afaste da presidência da Câmara e não mais “desmoralize” o impeachment. Por parte dos tucanos, o líder na Câmara, Carlos Sampaio, teria dito a Cunha, segundo “relatos”, que a “vilã” deveria ser Dilma e enquanto Cunha estiver no centro das atenção, impedirá que a presidente volte a exercer esse papel.

A questão é que PSDB e PMDB ainda não têm clareza de quem assumiria o lugar de Cunha em caso de renúncia do presidente da Câmara e convocação de novas eleições. Há o “receio de dirigentes tucanos de que o sucessor do peemedebista seja alguém mais alinhado ao Planalto, que não dê andamento ao pedido na Casa.”

Enquanto isso, Cunha avalia que “será sacrificado pelos tucanos no minuto seguinte à deflagração do impeachment” e  tem dito, nos bastidores, que não vai pagar com a própria cabeça para “servir à estratégia política deles”.

Do outro lado, o comando do PT na Câmara ainda mantém-se neutro em relação à permanência de Eduardo Cunha na presidência da Casa, mesmo após as revelações da Lava Jato envolvendo contas na Suíça. Lideranças até adotaram o discurso de que Cunha tem direito à ampla defesa e ao benefício da dúvida até que seja julgado e possivelmente condenado. Até lá, a renúncia seria questão de “foro íntimo” e o PT não pressionará por ela.

Segundo informações do colunista Ilimar Franco desta quinta, essa postura do PT se sustenta graças ao fim das reuniões de bancada, que deram lugar aos encontros de coordenação. Dessa maneira, os mais de 30 deputados petistas que assinaram um requerimento pedindo a saída de Cunha seguem subordinado à cúpula do partido, que prefere não confrontar o peemedebista agora e dar fôlego à Dilma.

De acordo com a Folha, o ex-presidente Lula até desembarcou na tarde de quarta-feira (11) em Brasília para discutir, entre outros assuntos, a situação do pesidente da Câmara. “Segundo aliados, Lula tem repetido que ‘não importa se é Cunha ou Silva [o presidente da Câmara]’ desde que se garanta estabilidade ao governo da presidente Dilma”, publicou o jornal.
 

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