Crônica de uma Mariana Ilheira, por Rui Daher

Daí que odos os personagens que criei nesses últimos anos blogueiros, vieram juntar-se a mim na comemoração pela Mariana.

Crônica de uma Mariana Ilheira, por Rui Daher

Mariana, minha primeira filha, hoje está de aniversário. Estaria aqui conosco, não tivesse sido transferida pela empresa em que trabalha para os EUA, onde passou a morar. Mas a tecnologia de comunicação nos aproxima. Eu e Cléo, sua mãe, hoje conversamos muito com ela, para saber como está o novo pertencimento, já que a vida é a mesma, e só muda em detalhes.

Ilheira, por quê? Porque foi concebida em Ilhabela, SP, e a ela dediquei uma poesia, que somente a ela pertence. Se pública, será por sua vontade herdeira.

Na família e entre amigos sou conhecido por festeiro. Se entre os mais próximos, não na nossa casa, ou ao menos em bares e restaurantes, de minha juventude ou, hoje, em minha finitude.

Sei que num caso ou outro sempre adorarei receber ou estar presente entre aqueles a quem amo. E me pergunto: não fosse assim, de que valeria a vida?

Apenas orações nunca me confortarão na mesma medida que um bom ragu caseiro ou uma bebedeira num boteco.

Daí que, sabedores disso, todos os personagens que criei nesses últimos anos blogueiros, vieram juntar-se a mim na comemoração pela Mariana.

– Todos, Rui, me perguntam sobre Nestor e Pestana (N&P), funcionários de Mark Zuckerberg, no momento, indignados por terem sido trocados pela urgente hashtag “Fora Medo e Bolsonaro”.

– Sim, os reais, que já se foram, mas constituem o Conselho Consultivo Celestial do Dominó de Botequim’, Darcy, Ariano, Melodia, Dr. Walther, Alfredinho e Beth, reclamem-me.

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– Os fictícios, também?

– Eles são eu, clar0. Sim, como vocês e o segurança Everaldo, de nossa Redação, ainda sem cortinas. Ô editora, Lourdes, vê isso aí.

– Os do ‘Dominó’ vieram?

– Claro, todos. Serafim, Netinho ajudante, padre Luís, Buqué, milico Prudêncio, Zilá, o seu filho skatista, o cão vadio Benê, vixe (!nem me lembro mais de todos. Olham-me eles com cara de pergunta: quantos foram os engradados de cerveja encomendados?

– Dezenas. Pensei em centenas, mas o COAF, sei lá, saberá de mim, anarquista?

O que vale e a mim importa, minha filha, Mariana, Nana, Nanica, como a sua família e todos que sabem.

Muita felicidade, parabéns e sorte

De seu pai.

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