O peixe e o jornal

Nestes tempos de jornais online, blogs, redes sociais, twitter, como fica o dito tão popular entre os profissionais de comunicação, aquele que se invocava para sossegar um colega mais criterioso : “-Não se preocupe tanto, não seja tão perfeccionista, amanhã isso vai servir pra embrulhar peixe”?

É certo que os jornais impressos seguirão cumprindo esse papel, ainda que não seja o melhor papel para o peixe, e muito menos para o jornal. Mas também é certo que já não se pode usar esse dito como antes. Muita coisa mudou, e em pouco tempo, na maneira de informar e informar-se.

Temos visto e discutido exaustivamente o papel da mídia e seus profissionais, e já é consenso que mentiras e distorção de fatos tem pernas ainda mais curtas hoje.

O papel continua indo para o peixe, mas o que foi escrito nele (e também diretamente nos prompts) está lá, guardado em servidores por anos a fio, esperando que alguém o recupere, para o bem ou para o mal.

Muito mais gente tem hoje a oportunidade não só de informar-se, mas também de vasculhar sobre qualquer assunto, trazer de novo à tona fatos de interesse, verificar ao longo do tempo o tratamento que determinado jornal deu a um tema, acompanhar a evolução das idéias de um determinado colunista,  comentar matérias em tempo real, enfim, exercer um tipo inédito de interação com os meios de comunicação.

Agora somos todos peixes, mas somos nós que escolhemos, e até fabricamos, dia após dia, o papel que vai nos embrulhar.

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