Em 2016, franceses bateram recorde de compras de empresas brasileiras

Jornal GGN –  Em 2016, a França saiu da quinta para a segunda posição no volume de negócios no Brasil, ficando atrás somente dos Estados Unidos, de acordo com estudo da auditoria e consultoria PwC.

Os dados revelam que foram realizadas 597 operações de fusão e aquisição de empresas no Brasil, ante 742 no anterior. A redução é explicada pelo cenário econômico e político, incluindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a Operação Lava Jato. 
 
No caso dos investidores franceses, a quantidade de negócios visando empresas brasileiras chegou a um recorde de 29 operações de fusão ou aquisição no ano passado, um número bem acima do total de transações de 2015.

 
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Do rfi

Franceses bateram recorde de compras de empresas brasileiras em 2016

por Elcio Ramalho

As crises econômicas e política no Brasil frearam o número de fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras e estrangeiras em 2016. No entanto, um país se destacou e mostrou interesse crescente em investir no território brasileiro: a França, que passou da quinta para a segunda posição em relação a volume de negócios no Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os dados foram revelados pela empresa de consultoria e auditoria PwC no estudo anual intitulado “Brasil, Tendências de Fusões § Aquisições”. Segundo o documento, foram realizadas em 2016 um total de 597 operações de fusão e aquisição de empresas no Brasil contra 742 em 2015.

“Essa queda foi provocada pelo cenário político e econômico. Em 2016, teve o impeachment da presidente (Dilma Rousseff), a operação Lava Jato, e o PIB encolheu cerca de 3,5%. As empresas brasileiras estavam com menos ‘boa saúde’, menos confiança no futuro e menos possibilidades de adquirirem outras empresas brasileiras”, explicou Manoel De Goeij, responsável pelas transações do Grupo Brazilian Business da PwC.

No entanto, o valor total envolvendo as transações no período atingiu US$ 37,6 bilhões, ou seja, um valor em alta de US$2,8 bilhões em relação ao ano anterior. A diferença, segundo a PwC, diz respeito a alguns meganegócios, como a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste pela Brookfield Infrastructure Consortium (US$5,6 bilhões).

Na contramão do cenário, investidores franceses aumentaram a quantidade de negócios visando empresas brasileiras, com um recorde de 29 operações de fusão ou aquisição em 2016, bem acima do total de transações de 2015 (17) e as maiores desde o início dos anos 2000.

Com esse aumento, que representa um total de 11% das transações, os franceses passaram de quinto investidor em 2015 para segundo no ano passado, atrás apenas dos Estados Unidos (93) e à frente do Reino Unido (17), Canadá (17) e China (12).

O consultor Manoel De Goeij listou três motivos principais pelo “apetite” dos franceses por empresas verde-amarelas. “Primeiramente, as empresas francesas que fizeram aquisições têm uma estratégia de longo prazo. O Brasil ainda está passando por um período difícil, mas ainda há muitas oportunidades a médio e longo prazo. O Brasil é uma das maiores economias do mundo, tem mais de 200 milhões de consumidores e estruturas democráticas e jurídicas muito interessantes quando comparadas com outros países emergentes”, afirma.

De acordo com o especialista, o segundo fator favorável para os negócios no Brasil foi a situação de muitas gigantes de vários setores. “Em 2016, havia muitas empresas brasileiras à venda e com dificuldades. Petrobras e Odebrecht tiveram que vender partes da empresa para pagar dívidas”, exemplificou.

A cotação da moeda brasileira foi o terceiro motivo apontado pelo consultor como atraente para os investidores franceses “No ano passado, o real esteve muito baixo. Um euro valia quase quatro reais. Isso significou que para os franceses, comprar empresas brasileiras era muito barato”.

Varejo enfrenta problemas

Diversos setores atraíram investimentos da França como o de agrobusiness, petróleo e de infraestruturas. Uma das aquisições mais notáveis foi a compra pelo grupo francês Tereos de 45,97% da participação da Petrobras na Guarani e a aquisição pela gigante Total de diversas participações em campos no pré-sal por €2,2 bilhões. “Outro setor bastante forte atualmente é o de seguros. A CNP Seguros comprou a brasileira Pan Seguros, aproveitando o momento favorável do setor”, destacou.

No entanto, Manoel De Goeij salientou que o setor de varejo enfrenta dificuldades no Brasil, citando a decisão das empresas francesas FNAC e Casino de se retirarem do país para se dedicarem a outros mercados. “O varejo está passando por um momento muito difícil. FNAC e Casino estimaram que não dava mais, perderam demais no Brasil e preferem concentrar suas atividades em outros países”, afirmou.

Segundo o especialistas, para o setor de varejo voltar a ser interessante para investidores externos será preciso observar o desempenho da economia brasileira e seus efeitos nos consumo interno. “Vai depender do crescimento das despesas dos consumidores brasileiros. Atualmente, eles estão sem dinheiro. Vai depender do crescimento do mercado de trabalho e do poder aquisitivo. As oportunidades (para o setor de varejo) podem voltar a aparecer em 2018”, estima.

Apesar de uma situação econômica ainda morosa no país, a perspectiva de fusões e aquisições de empresas brasileiras para este ano é positiva, segundo o consultor da PwC. “Acreditamos que o número de operações vai aumentar na medida em que a insegurança política e econômica vai diminuindo. O governo está colocando as bases e promovendo reformas para uma recuperação econômica progressiva”, defendeu.

A projeção de um crescimento de 0,5% do PIB e a adoção de várias reformas, como a da Previdência, trariam um cenário mais favorável para investimentos externos no Brasil. “O número de aquisições no Brasil por empresas francesas deve aumentar em 2017, mas não dá para saber quanto, mas o fluxo deverá ser bastante alto”, concluiu. 

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7 Comentários

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andre rs t

- 2017-03-03 12:34:20

viva a blck friday dos

viva a blck friday dos golpistas

ATavares

- 2017-03-03 02:50:54

Crítico o título da
Crítico o título da matéria. Não se trata de compra. É uma negociata sem licitação, ilegal e entreguista. Mas não tem nada não. Vamos retomar as rédeas do país e os oportunistas franceses terão o desfecho que merecem. Ficarão sem o dinheiro e sem o petróleo, que pertence ao povo brasileiro. De Gaulle disse que não somos sérios. Realmente sofremos golpes, mas a força do nosso povo demonstrará que não somos bestas. Aguardem. Au revoi.

Lima Gb

- 2017-03-03 01:04:06

Máquina do tempo

Em menos de 01 ano saímos do século XXI, passamos pelo XX e já chegamos ao XIX, nos tornando colônia europeia e estadunidense. Continuando assim, em mais alguns meses chegaremos à idade média, rumo à idade da pedra. Obrigado Cunha, Temer, Aécio, Serra, Parente, Meirelles. Revelaram-se GRANDES estadistas.

 

(Seria "empresário" o antônimo de "estadista"?)

Joaquim Aigusto Nogueira Filho

- 2017-03-02 23:10:23

Uma noticia boa, o país está
Uma noticia boa, o país está mostrando recuperação com o neoliberalismo afinal, quem se ferra é o.pobre

Ugo

- 2017-03-02 22:10:31

piratas cínicos

Os receptadores de biquinho.

mls

- 2017-03-02 22:05:24

Em Macaé RJ  as Empresas

Em Macaé RJ  as Empresas Francesas e Norueguesas estão  passando o rodo nas empresas de Engenharia Nacional compram 70 % com direito a comprar os restantes 30 %  rebaixando salarios e demitindo muita gente  .. Esse é o preço do Golpe ... Com a palavra  seu SeRRRa  que  mentiu aos empresarios que cairam como PATOS  sobre o conteudo nacional  

ze sergio

- 2017-03-02 21:33:28

em....

Não existe Risco Brasil, nem instabilidade política, nem falta de garantias juridicas ou institucionais, nem mercado fechado, nem qualquer outra porcaria qualquer usada pada dar desculpas. Quando o negócio é extremamente vantajoso, uma mina de ganhar dinheiro sem igual, num toma lá da cá, sem transferência de ações, sem transferência de tecnologias, usando seus próprios funcionários, tecnologia e maquinários do seu próprio país,, não precisando dar ao país-otário nada mais que uma pequena parcela dinate de vultosa lucratividade, as negociações são feitas desta forma sem o menor embaraço. Em poucos meses de governo já se transfere grande parte da soberania nacional a outro país. Sem a menor burocracia por ambas as partes. Quer saber quem leva toda a vantagem? É só ver a extrema dificuldade de como outras empresas francesas ou de países industrializados fazem para transferir produtos e produção de alta tecnologia. Mas na hora de levar toda vantagem, quanta diferença?     

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