Artista africano impedido de entrar – 2

Por Benita Prieto

Gostaria de transmitir a todos nossa felicidade de saber que os erros muitas vezes acabam sendo reparados com elegância e bom senso. Te agradeço Nassif pelo respeito e apoio e anexo o email de Boniface que voltará para Minas Gerais, na próxima segunda-feira, para compartilhar sua sabedoria ancestral com o povo brasileiro que é tão caloroso e cordial, participando do Simpósio em Ouro Preto. 

HOLA BENITA:

Las cosas han cambiado como de la noche al día. Esta mañana, me llamaron por teléfono del Consulado de Brasil en Madrid. Me dijeron que me estaban esperando urgentemente para darme el visado. El motivo es que les había llegado el e-mail del Gobierno Federal, donde les pedían que me dieran el visado urgentemente.

Yo me presenté al Consulado a las 12:00, y a las 12:05, me habían dado un visado de 3 meses.

La mujer que me atendió me pidió disculpas en nombre del Consulado. Me regaló unos libros de poesía brasileña. Yo también regalé el Embajador un ejemplar de mi libro “O Leao Kandinga”. Como dedicatoria, le escribí: “Al Excmo Señor Embajador de la República Federativa do Brasil en España, Don Eduardo Seixes, en nombre de la gran amistad entre el pueblo de Brasil y los pueblos africanos”

Yo le expliqué a la mujer del Consulado lo mal que me había tratado la Policía Federal. Ella me dijo “La policía es la Policía. Hace su trabajo”.

Yo le pregunté: “¿Ser policía significa que uno no es capaz de pensar? Los policías son los que más deben pensar y reflexionr, porque nuestra seguridad está en sus manos”.

Ella me dijo que también la policía española suele tratar así a los brasileiros, y yo le dije que me parece mal si la policía española trata así a los brasileiros. 

Nuestra conversación filosófica se terminó cuando entraron dos estudiantes españoles, que piden un visado para estudiar en Ouro Preto. Ellos están encontrando muchas dificultades en el Consulado. Vienen desde Cádiz (700 kms al sur de Madrid). Les deseé suerte, y aproveché para invitarles al Simposio de Ouro Preto.

Salí del Consulado a las 12:20 minutos, con una autoestima muy alta, y la sensación de victoria sobre la maquinaria burocrática.

Por FERNANDA STEFANI

Se ele de fato não tinha visto para entrar no país, mais acertada não poderia ser a atitude da Polícia Federal, que diga-se de passagem deve ser uma conduta NORMAL , não INACEITÁVEL, visto que apenas foi cumprido o poder-dever da polícia em uma situação, que aplica-se a qualquer pessoa que dê entrada no país. Absurdo é dizer que houve discriminação em razão da etnia do convidado, essa afirmativa sim, não pode passar impune, quando o que ao meu sentir ocorreu foi apenas a conduta que deveria ser adotada por todo e qualquer policial, para toda e qualquer pessoa, independentemente de raça, cor, etnia, opção sexual, religião, é um dispaltério suscitar a lisura da atividade policial mineira, bem como imputar a prática de tratamento discriminatório.

Me envergonho sim, de encaminhar esta mensagem para meus amigos, apoiando este manifesto vazio e inócuo, que somente possuí o condão de causar alvoroço em torno de um procedimento padrão e corriqueiro, e que sequer possui argumentos para sustentar, deveríamos agradecer sim a atitude pois, certamente o procedimento de entrada no país vem sendo averiguado, acautelando assim a sociedade brasileira, a mais interessada na segurança nacional.Sou a favor da arte, da cultura, da convivência pacífica entre os povos, do multiculturalismo, mas não posso comungar das suas palavras pois, ferem de maneira, crassa, densa a sociedade brasileira, pois nos calamos quando um nacional é extraditado, ainda que em conformidade com os ditames locais, nos calamos quando um nacional é assassinado a sangue frio em uma estação de metrô, nos calamos quando centenas de milhares de nacionais são feridos em sua dignidade humana em travessias mirabolantes na busca da grande maçã, nos calamos com nossos homens, e mulheres também apodrecendo, definhando dia após dia em cadeias sem que o poder público deles se ocupe, embora, a concessão de uma permissão para a permanência no país é “conseguida” em menos de cinco horas, isto sim, me envergonha, pois, demonstra quão frágil é o nosso país, o quanto ainda estamos presos nas amarras da politicagem barata, quando na verdade, o que ocorria era o claro cumprimento da Lei.

Criticar é fácil, encontrar um culpado? pode-se perder dias e dias nessa labuta. Mas o que me deixa intrigada é crer que os meios de comunicação, que deveriam ser os precursores da cultura, da educação, da política, instrumentos necessários para criar o pensamento crítico dos cidadãos tem sido utilizado de uma maneia deturpada, satisfazendo interesses pessoais, imputando ainda, conduta criminosa da instituição da polícia federal no caso narrado.

Não sou policial, mas sou brasileira e não consigo conceber o aviltamento da polícia, mesmo que falha, eficaz naquilo a que pretende. 

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