Meu encontro com Scliar

A Gisele, na Flip de Poços, me manda uma foto minha aguardando o autógrafo do Moacyr Scliar na última feira do livro da cidade.

Qual a razão de estar de terno na cidade? Acho que tinha acabado de chegar de São Paulo.

No dia seguinte palestrei na Flip e, mais tarde, fomos jantar no Araújo. Sentamos lado a lado.

Conhecia Scliar de emails que me mandava a respeito das crônicas que escrevia na Folha aos domingos. Me enviou dois ou três elogios que guardo com muito carinho.

Quando escrevi a série sobre a Veja, ele acabou entrando meio sem querer, por conta da resenha do livro de Mário Sabino – editor da revista. Como se recorda, no capítulo “Os mais vendidos” (clique no título) relato a maneira digamos pouco ortodoxa de Sabino se auto-promover – inclusive alterando os critérios dos mais vendidos para poder incluir seu livro, ou (em outro lançamento) incumbindo um subordinado de elogiá-lo.

A resenha de Scliar é um primor de nada-dizer-dizendo. É a típica orelha de livro que se escreve a pedidos, mas sem vontade. Ironizei no capítulo.

No jantar, sem eu eu perguntasse, ele mencionou por cima que o livro do Sabino era bom, mas ficou nisso. O restante do jantar foi uma conversa agradável sobre o Rio Grande, sobre a literatura brasileira, ele com aquele ar gaúcho seco, sem muitos sorrisos, passando carinho no olhar.

PS – Cada vez que entro no Facebook me deparo com propagandas pessoais de Mário Sabino – não de um livro, uma obra, mas dele mesmo, tentando furiosamente se convencer de que é um grande autor. Curioso! O sujeito que tendo a Veja nas mãos fuzilava adversários e enaltecia aliados semanalmente, com gana e fúria, até hoje não se refez de um singelo capítulo sobre a revista, publicado na blogosfera.

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