As incertezas da CTEEP

A venda da CTEEP (Transmissão Paulista) tinha mais incertezas do que se pensava inicialmente. Primeiro, o caso dos passivos junto à Eletrobrás. A conta tinha sido debitada à Eletropaulo. Ela recorreu à Justiça atribuindo a responsabilidade à CTEEP. Conseguiram uma sentença inicial favorável. Depois, uma sentença do STJ (Superior Tribunal de Justiça) contrária, mas em uma questão de forma. Advogados que participaram da modelagem da privatização não tem nenhuma dúvida de que a conta será debitada à CTEEP.

Outro esqueleto é o passivo atuarial dos aposentados. O governo de São Paulo fala em R$ 300 milhões, mas há quem calcule em mais de R$ 1 bilhão.

O terceiro fator é o prazo de concessão, que vence em 2015 -e tornaria financeiramente impossível recuperar o dinheiro investido.

O grupo colombiano que adquiriu a empresa decidiu correr os riscos, apostando em uma renovação automática da concessão por mais vinte anos, e desconsiderando os demais fatores de risco. Resolveu pagar para poder entrar no mercado brasileiro.

Grupos com um pouco mais de governança, não ousaram sequer entrar no leilão.

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