IPCA fecha 2015 com alta acumulada de 10,67%

Jornal GGN – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano de 2015 com uma taxa acumulada de 10,67%, distanciando-se dos 6,41% de 2014 e chegando à taxa mais elevada desde 2002 (12,53%), segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2015, o consumidor passou a pagar mais caro por todos os grupos de produtos e serviços que compõem o custo de vida, especialmente pelas despesas relativas à Habitação, que subiram 18,31%. Em relação ao ano anterior, apenas nos Artigos de Residência (5,36%) a variação foi menos intensa.

De acordo com os dados divulgados, o maior resultado foi registrado no primeiro trimestre (3,83%), porque o início do ano concentrou reajustes nas tarifas de ônibus urbano e intermunicipal, de energia elétrica e de água e esgoto. Nestes dois últimos itens, houve tanto reajustes ordinários quanto extraordinários. Ademais, o primeiro trimestre refletiu o efeito de acréscimo nas tarifas de energia elétrica por instituição do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança dos gastos com usinas térmicas.

O maior impacto do ano (1,50 ponto percentual – p.p.) ficou com a energia elétrica que, juntamente com os combustíveis (1,04 p.p.), representa 24% do índice do ano. As contas de energia elétrica aumentaram, em média, 51%, cabendo a São Paulo (70,97%) e a Curitiba (69,22%) as maiores variações. Nos combustíveis (21,43%), o litro da gasolina subiu 20,10% em média, chegando a 27,13% na região metropolitana de Recife. O etanol teve um aumento médio de 29,63%, atingindo 33,75% na região metropolitana de Curitiba, próximo dos 33,65% de São Paulo.

Outras despesas com Habitação pesaram no orçamento, além da energia elétrica: o botijão de gás se destaca com aumento médio de 22,55%, superado por Goiânia, com 35,86%. As contas de água e esgoto subiram 14,75%, chegando a 23,10% também em Goiânia. Enquanto o aluguel aumentou 7,83%, o condomínio foi a 9,72% e os artigos de limpeza para 9,56%.

No grupo Alimentação e Bebidas, o de maior peso no IPCA (25,10%), a alta foi de 12,03%. Considerando os alimentos adquiridos para consumo em casa, observa-se que a alta foi generalizada. Vários produtos ficaram bem mais caros de 2014 para 2015, destacando-se a cebola (60,61%), o tomate (47,45%), a batata-inglesa (34,18%) e o feijão-carioca (30,38%).

Em cinco das 13 regiões pesquisadas, o aumento de preços dos produtos do grupo ultrapassou os 13%, ficando com Curitiba a alta mais forte, 13,87%. Os preços dos alimentos para preparo em casa, cujo peso é 16,32%, subiram 12,92%, mais do que a alimentação fora, que pesa 8,79% no índice e teve alta de 10,38%

Nos Transportes (10,16%), grupo que detém 18,37% de peso no IPCA, superado apenas pelos alimentos, houve pressão dos meios de transporte público, além dos combustíveis: Ônibus urbanos (15,09%), Trem (12,39%), Ônibus intermunicipal (11,95%), Ônibus interestadual (11,42%) e Táxi (7,24%).

Quanto aos grupos Despesas Pessoais (9,50%), Educação (9,25%) e Saúde e Cuidados Pessoais (9,23%), os resultados ficaram próximos. Nas Despesas Pessoais, (9,50%), pelos serviços dos empregados domésticos as famílias passaram a pagar rendimentos mais elevados em 8,35%. Outros itens ficaram mais caros, com destaque para: jogos lotéricos (47,50%), serviço bancário (11,40%), excursão (9,69%), cabeleireiro (9,20%), cigarro (8,20%) e manicure (7,82%).

As despesas com Educação (9,25%) aumentaram, pois as mensalidades das escolas subiram 9,17% e os cursos diversos como idioma, informática, etc., subiram 10,32%. A respeito das despesas com Saúde e Cuidados Pessoais (9,23%), foi o item Plano de Saúde que exerceu a principal pressão já que as mensalidades subiram 12,15%. Foram registrados aumentos significativos, também, nos preços dos serviços médicos e dentários (9,04%), dos serviços laboratoriais e hospitalares (8,43%), dos artigos de higiene pessoal (9,13%) e dos remédios (6,89%).

Os Artigos de Residência (5,36%), de Vestuário (4,46%) e Comunicação (2,11%) foram os grupos com as menores taxas no IPCA do ano.

Dentre os índices regionais, Curitiba foi a região metropolitana com a maior variação (12,58%) tendo em vista o impacto do reajuste de 50% nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre uma quantidade expressiva de itens, com vigência desde o dia 01 de abril. Destaca-se a alta dos alimentos consumidos em casa (16,36%), além da energia elétrica, cujas tarifas aumentaram 69,22%. Já o índice mais baixo foi o de Belo Horizonte (9,22%), onde os alimentos subiram 9,69%, menos do que o resultado nacional (12,03%).

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