Painel internacional

Chávez comemora aniversário da independência

O presidente Hugo Chávez marcou o 200º aniversário do movimento de independência da Venezuela com festa e um encontro com seus aliados latino-americanos mais próximos. Chávez cumprimentou Raul Castro de Cuba, Evo Morales da Bolívia e outros líderes na segunda-feira, enquanto presidia um desfile que incluía soldados, índios da Amazônia carregando arcos e flechas, apoiadores empunhando bandeiras e civis que se juntaram as milícias do governo. Vestindo a boina vermelha que foi marca registrada de seus anos como pára-quedista do Exército, Chávez reiterou suas acusações de intromissão do governo dos EUA na América Latina, e elogiava a mudança da Venezuela em direção ao “socialismo democrático”. “Chegou o momento de alcançarmos a verdadeira soberania e independência” da região, disse Chávez. Jatos de fabricação russa rugiam por cima, e tropas das forças especiais gritaram em uníssono: “Eu sou um socialista anti-imperialista!” Chávez organizou uma reunião na segunda-feira da Alternativa Bolivariana para as nações da Nossa América, ou ALBA – um bloco de esquerda que visa reforçar a integração latino-americana e a luta contra a influência dos EUA. Ladeado por seus aliados, Chávez advertiu a Colômbia de que iria tornar-se uma séria ameaça para seus vizinhos se Juan Manuel Santos, o favorito nas pesquisas para suceder o presidente Álvaro Uribe, vencer a eleição presidencial.
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E mais:
Governo brasileiro tenta realizar leilão de Belo Monte
Inflação alta sim, hiperinflação não – Brian S. Wesbury and Robert Stein
Goldman Sachs tem resultado recorde
Telefónica busca maior integração com a Vivo

Governo brasileiro tenta realizar leilão de Belo Monte

O governo do Brasil buscará obter uma liminar de última hora para permitir a continuidade do leilão do projeto hidrelétrico de Belo Monte, de US$ 11 bilhões e que foi criticado pelo diretor de “Avatar”, James Cameron, e dos índios da Amazônia. A justiça federal do Brasil no Estado do Pará ordenou ontem a suspensão do leilão, que estava previsto para hoje, de acordo com um comunicado no site do tribunal na internet. A assessoria de imprensa do gabinete do procurador-geral disse que a agência de energia (Aneel) vai recorrer da decisão, na tentativa de fazer o leilão prosseguir. Belo Monte é o maior projeto de infra-estrutura em que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja impulsionar o crescimento e fornecimento de energia, ao passo que a maior economia da América Latina tem a expectativa de crescer em média 5,5% ao ano até 2014. O projeto nas profundezas da Amazônia, maior floresta tropical do mundo, atraiu a atenção de Cameron e da atriz Sigourney Weaver, que visitaram o Brasil na semana passada para protestar contra os danos ambientais em potencial.
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Inflação alta sim, hiperinflação não

Brian S. Wesbury and Robert Stein
No ano passado, o déficit do orçamento federal nos EUA foi de US$ 1,4 trilhão, ou 10% do PIB, o maior déficit registrado em tempos de paz. Este ano vai mostrar alguma melhora, mas não muito, com um déficit nos arredores de 8% do PIB. Entretanto, a administração Obama projeta que, sob suas próprias políticas – incluindo o aumento dos impostos para os “ricos” e o fim das hostilidades no Iraque – o déficit nunca descerá para os 3% do PIB que se acredita ser sustentável em longo prazo, muito menos que o 1,2% que prevaleceu recentemente, em 2007. Alguns analistas propuseram inflar/ desvalorizar nosso caminho para sair desta crise da dívida. Esses argumentos têm aumentado o medo da hiperinflação. A teoria é que, com os déficits já tão grandes e sem perspectivas imediatas para controlar os gastos, o governo dos EUA pode ter que recorrer a uma política monetária ao estilo da Argentina para pagar por essa generosidade. À primeira vista, isso não é tão inverossímil. Gastos excessivos na Grécia criaram uma crise fiscal por lá, e alguns analistas acreditam que seria melhor para a Grécia deixar o euro, assim ela poderia desvalorizar a sua dívida. Enquanto estamos preocupados com a inflação crescente, pensamos que as chances de hiperinflação nos EUA são perto de zero.
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Goldman Sachs tem resultado recorde

Acossado por acusações de fraude em valores mobiliários o banco Goldman Sachs, todavia, revelou na terça-feira que ainda é muito bom no que faz melhor: ganhar dinheiro. Os ganhos do gigante de Wall Street subiram 91% no trimestre, para US$ 3,46 bilhões ou US$ 5,59 por ação no primeiro trimestre de 2010, acima do US$ 1,81 bilhão ou US$ 3,39 dólares por ação no mesmo período do ano passado, enquanto as receitas aumentaram 36%, para US$ 12,78 bilhões, acima dos US$ 9,42 bilhões no mesmo trimestre há um ano. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam uma receita de US$ 11,05 bilhões e lucro de US$ 4,14 por ação. Mais uma vez, as negociações com títulos do banco, commodities e moeda reforçaram os resultados. Referindo-se à ação recente da SEC (a comissão de valores mobiliários dos EUA), o executivo-chefe, Lloyd C. Blankfein disse: “à luz dos recentes acontecimentos envolvendo a empresa, agradecemos o apoio dos nossos clientes e acionistas, e a dedicação e empenho de nossa gente”. Mas os bons resultados são suscetíveis de serem ofuscados pela SEC, na ação civil contra a empresa, que acusa o Goldman de criar um investimento de hipotecas destinado ao fracasso, mas nunca ter alertado os investidores para os perigos potenciais.
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Telefónica busca maior integração com a Vivo

A Telefónica está buscando uma maior integração entre o seu negócio de telefonia fixa e a operadora móvel de São Paulo que controla em conjunto com a Portugal Telecom – a Vivo –, ao mesmo tempo em que o grupo espanhol de telecomunicações tenta consolidar a sua deteriorada posição no país. O Brasil tem sido o maior gerador de lucro entre as empresas latino-americanas de telecomunicações da Telefónica, mas os ativos de telefonia fixa do grupo espanhol no país estão com baixo desempenho no cenário de maior concorrência. A Telefónica pretende melhorar a sua posição através da economia de custos, através de um relacionamento mais profundo de trabalho entre a Telesp, sua operação brasileira de telefonia fixa, e a Vivo, maior operadora móvel do país, controlada em conjunto pelo grupo espanhol e a Portugal Telecom. Nas próximas semanas, a Telefónica deverá manter conversações com a Portugal Telecom sobre o caso de maior integração entre a Telesp e Vivo. A Telefónica e a Portugal Telecom preferiram não comentar. O desempenho da Telesp, que tem uma capitalização de mercado de R$ 16,7 bilhões (US$ 9,4 bilhões) foi marcado pelo mau serviço ao cliente no ano passado, e relatou uma queda de 16% das receitas nos últimos três meses de 2009. A Telefónica também está enfrentando maior concorrência no Brasil. O Vivendi, conglomerado francês de mídia e telecomunicações, frustrou o interesse do grupo espanhol ao comprar a GVT no ano passado, uma empresa de rápido crescimento em telefonia fixa e banda larga.
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