Painel internacional

A vitória de Merkel, segundo os jornais

SPIEGEL ONLINE

Em suas edições de segunda-feira, jornais de todo o mundo reagiram com cautela à vitória de Ângela Merkel, reeleita chefe de governo (chanceler) da Alemanha. O New York Times alertou que o resultado de domingo não foi motivo de comemoração. “A vitória de Merkel poderia, no entanto, deixar sua posição política fraca no longo prazo, porque seu partido – CDU (União Democrata Cristã) -… teve o pior resultado em 60 anos”, escreveu o jornal, acrescentando que Merkel terá que se defender contra os poderosos governadores da CDU, que agora podem começar a questionar suas credenciais como líder do partido. Ainda assim, o jornal adianta que a possibilidade de formar uma coalizão com o seu parceiro preferencial, o FDP (Partido Liberal), “poderia dar a ela a oportunidade de introduzir algumas medidas econômicas mais ousadas”. O Washington Post escreveu que a vitória “decisiva” de Merkel deve lhe dar “uma mão livre para governar e fornecer suporte para estreitar os laços com Washington”. O britânico The Guardian também alertou que Merkel terá que ficar de olho aberto. “Apesar de sua enorme popularidade, ela levou a centro-direitista CDU ao seu segundo pior resultado“, escreveu. “É a deixa vulnerável para uma traição dentro de seu partido.

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E mais:

O auto-elogio do FMI no combate à crise

Reino Unido adverte bancos

Estímulos fiscais superaquecem economia chinesa

Honduras ameaça fechar embaixada brasileira

O auto-elogio do FMI no combate à crise

The Wall Street Journal

Em uma ampla auto-avaliação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que agiu de forma eficaz na luta contra a recessão global especialmente na Europa Oriental, em uma conclusão de que é obrigatório aprofundar o debate sobre o poder de fogo do FMI na crise. “Os programas apoiados pelo Fundo estão ajudando os países a enfrentar o pior da crise”, concluiu o relatório, dizendo ser “notável” como os países com empréstimos do FMI evitaram crises bancárias até agora. O relatório abrange 15 programas de empréstimo aprovados desde setembro de 2008. Nesse espaço de tempo, disse o FMI, foram disponibilizados US$ 163 bilhões em financiamentos. O FMI sempre foi criticado pelas duras exigências que fazia para conceder empréstimos de emergência, exigindo dos países  a privatização das indústrias, liberalização dos mercados e imensos apertos nos déficits orçamentais – que, por vezes, agravavam a situação econômica (dos países devedores).

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Reino Unido adverte bancos

BBC NEWS

O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, pediu aos banqueiros para reprimir imediatamente a distribuição de bônus, durante discurso na conferência do Partido Trabalhista. O chanceler (ministro) disse que iria propor novas leis dentro de algumas semanas, para garantir que os prêmios não sejam pagos automaticamente, mas sim baseados no desempenho de longo prazo. Ele também disse que a liderança de Gordon Brown evitou que a recessão global se transformasse em depressão. O Partido do Trabalho está aproveitando a semana em Brighton para lançar a estratégia contra os conservadores, alegando que agora é o momento da virada. “Deixe-me garantir ao país – e advertir aos bancos – que não haverá retorno aos negócios como se costumava fazer. Assim, nas próximas semanas, iremos introduzir uma legislação para acabar com a cultura irresponsável que coloca os lucros em curto prazo acima do sucesso em longo prazo“, disse.

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Estímulos fiscais superaquecem economia chinesa

Os estímulos do governo chinês podem por em risco de superaquecimento algumas partes da economia, com as autoridades locais se apressando para ampliar investimentos em ativos fixos, disse o economista-chefe da China HSBC Holdings em Hong Kong, Qu Hongbin. “Os governadores locais na China determinaram planos maciços de investimento neste ano, e com a explosão dos empréstimos bancários para a construção, o superaquecimento em algumas áreas e aumentos de preços de matérias-primas podem estar no horizonte”, disse Qu em uma entrevista por telefone. “A forma de gerenciar a recuperação desequilibrada será um teste para o governo”, diz Qu. O pacote de estímulo de 4 trilhões de iuanes (US$ 586 bilhões) do premiê Wen Jiabao, para a construção de aeroportos, redes de energia, estradas e casas de baixo custo, está tirando a terceira maior economia do mundo para fora da mais íngreme queda em mais de uma década. Ainda assim, Wen disse neste mês que o seu governo “não pode e não vai” parar os estímulos, porque a recuperação econômica do país ainda não é sólida.

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Honduras ameaça fechar embaixada brasileira

Financial Times

O governo de fato de Honduras ameaçou no domingo fechar a embaixada do Brasil, por abrigar o presidente deposto Manuel Zelaya, e avançar para suprimir a dissidência, desafiando a pressão internacional para abandonar o poder. O governo, que assumiu o poder após um golpe em 28 de junho, também proibiu a entrada de uma delegação da Organização dos Estados Americanos, que tinha a esperança de ajudar a intermediar uma solução para a crise.

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