Perspectivas das montadoras

Automóveis – 1

Vice-presidente da General Motors, Pinheiro Neto não está entusiasmado, mas não chega a ficar pessimista com o quadro do setor. Pelas projeções da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Autoveículos) até setembro, o mercado interno consumiria 3,2 milhões de veículos em 2008. Em outubro ocorreu o que ele chama de “desastre ecológico”. Houve suspensão total dos financiamentos pelo setor bancário. 70% das vendas eram financiadas.

Automóveis – 2

A partir de novembro os financiamentos começaram a voltar, com critérios de seletividade mais rigorosos. Hoje em dia a situação está normalizada, mas mantido rigor na análise dos clientes. Há financiamento disponível com prazos de até 60 meses, o que é suficiente. Com isso, espera-se para 2009 vendas de 2,5 milhões – mesmo nível de 2007. Ruim? Longe disso, diz Pinheiro Neto. O setor é que estava mal acostumado com crescimento de 20% ao mês.

Automóveis 3

Hoje em dia, os estoques estão em 211 mil veículos – somando fábricas e concessionárias. Dá para 36 dias. Até setembro do ano passado eram 21 dias. Nada desesperador, diz ele. Já o mercado externo está totalmente parado. Alguns anos atrás o setor fez uma enorme ofensiva, chegando a conquistar mercados em 40 países. Com a política cambial do Banco Central, passou a vender para apenas meia dúzia de países.

Automóveis 4

Com o câmbio apertando, as montadoras eram obrigadas a aumentar preço. A cada aumento, perdiam mercados para concorrentes de outros países. As exportações se mantiveram em US$ 1,5 bi, mas com volume de produtos menor. Os principais compradores – Argentina, África do Sul, México, Venezuela – enfrentam problemas de monta. Vai se ter que correr atás de outros mercados, em um quadro de crise mundial do setor.

Automóveis 5

Não será fácil a reconquista do mercado externo. Para exportar para a África do Sul, por exemplo, Pinheiro Neto precisou falar duas vezes com Mandela. Agora, além das dificuldades internacionais, não se sabe onde ficará o câmbio. Quando procura o governo, para ter uma idéia sobre o nível do câmbio, a resposta que o setor recebe é que o câmbio é flutuante. Como não existe exportação flutuante, a volatilidade emperra qualquer ofensiva exportadora.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

33 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Otto Lima

- 2009-01-15 09:37:41

Nos início dos anos 90, havia
Nos início dos anos 90, havia apenas três grandes montadoras no Brasil: a Autolatina (joint venture VW-Ford, hoje extinta), GM e Fiat. Durante aquela década, os Estados reduziram o ICMS sobre automóveis de 17% para 12%, o que contribuiu para expandir o mercado brasileiro e abri-lo para outras montadoras (Honda, Toyota, Renault, Peugeot-Citroën, etc). Isso ajudou também a expandir a indústria automobilística nacional para fora de São Paulo, onde as montadoras se concentravam (com exceção da Fiat, sediada em Betim, na Região Metropolitana de BH). No fim do ano passado, para reaquecer as vendas do setor, que haviam despencado com o agravamento da crise financeira global, o Governo Federal reduziu o IPI, mas os Estados não fizeram o mesmo com o ICMS, como haviam feito na década passada. Por que isso? Será que não há margem para os Estados reduzirem o ICMS?

Júlio Reis

- 2009-01-15 09:02:19

Sem a valorização do veículo
Sem a valorização do veículo usado para entrar como parte do pagamento, diminui muito a possibilidade de efetuar a contra. Acho que no monento cabe ao governo ajudar a economia como um todo diminuindi a taxa de juros, o que já deveria estar fazendo a meses.

Waldyr Kopezky

- 2009-01-14 23:56:45

Caro Nassif, e aquela
Caro Nassif, e aquela história da "ajuda sem contrapartidas"? Ele chegou a dar alguma informação? Onde foram aplicados os milhões de reais dados pelo governo, visto que não houve contratações, redução de preços de veículos e serviços ou ampliação de plantas no País? Chorar o leite derramado parece-me, hoje, irreal: os dados da OCDE dizem que o País não terá forte desaceleração, sendo - ao lados dos outros BRICs - os mercados que terão, efetivamente, um saldo positivo em 2009. Não adianta dizer que não há mais mercado externo para exportações: esta contabilidade da Multinacional esconde a realidade de que o dinheiro da exportações QUASE NUNCA volta para a filial daqui, indo parar diretamente na matriz, no estrangeiro. Há farta documentação a respeito, que dá conta do recebimento de dinheiro de importações apenas para a cobertura dos custos de produção (mão-de-obra, insumos, custo de fábrica, etc.). E fica por isso.

Mario Cesar

- 2009-01-14 21:57:08

Prezado Nassif, Outro dia fiz
Prezado Nassif, Outro dia fiz um comentário em seu blog a respeito de controles de câmbio e externei minha opinião de que o câmbio é um assunto sério demais para ser tratado da forma irresponsável como é tratado neste país. Os seus comentários sobre a indústria automobilística podem ser estendidos a todos os demais setores produtivos. Não há planejamento que aguente tanta imprevisibilidade. Não sei se controle de câmbio é solução mas deixar que capitais entrem e saiam do país sem qualquer tipo de regulação que proteja a taxa de câmbio de oscilações bruscas me parece ótimo para quem vive a vida de especulação mas lastimável para quem tem que trabalhar para viver.

Marcos Melhado

- 2009-01-14 20:39:10

A crise financeira que
A crise financeira que começou nos USA chegou aqui arrebentando na praia, não eh uma simples marolinha como nosso ilustre Presidente afirmou algum tempo atras. Era inevitavel que o mercado sofra com a falta de credito. Por exemplo, eu sou um que sofreu com a crise, estou sem emprego, com uma divida de um automovel financiado e aguardando os valores da rescisão para eventual pagamento. Acho que vou entregar o carro junto com o restante da divida! Mas minha esperança eh receber o seguro desemprego, (800 reais/mes). Puts! Pra quem ganhava R$ 5,500 adquiridos a duras custas! Vai ser mole sobreviver assim! Em ultimo caso vou tentar um emprestimo com o BNDES, pois, ali tem dinheiro ate pra financiar nossos paises vizinhos ! Ops! Sera que eu consigo? Esquece!!! A burro-cracia eh tanta que já desiste! E olha que eu precisava apenas uns R$ 200 mil para abrir um pequeno negocio e gerar emprego etc.etc. Que Deus me ajude!

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 19:15:22

Do Valor Online divulgado
Do Valor Online divulgado pelo Último Segundo do IG http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/14/fiesp+defende+corte+rapido+de+cinco+pontos+na+taxa+selic+3367948.html Fiesp defende corte rápido de cinco pontos na taxa Selic 14/01 - 17:46 - Valor Online SÃO PAULO - Um corte na taxa Selic na próxima semana é crucial para evitar maiores danos á atividade econômica e, segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) poderia gerar economia para investimentos. "Com cinco pontos percentuais a menos, algo como R$ 70 bilhões deixariam de ser pagos em juros (da dívida) e (o dinheiro) poderia ser usado em investimentos", disse Skaf. O dirigente evitou indicar um nível de redução para o juro básico na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira que vem, mas avalia que uma taxa anual de 8% a 8,75% ao ano "não seria um problema". "Quanto maior e mais rápida a redução, mais saudável para o Brasil. A taxa de 13,75% (ao ano) é absurda", afirmou. Ele chegou a defender, inclusive, que o colegiado deveria cortar na quarta-feira, adotar um viés de baixa e reduzir novamente a Selic antes da reunião de março. Assim como a necessidade de redução da carga tributária e da flexibilização das leis trabalhistas, o corte do custo do dinheiro também conta com apoio unânime do grupo de cerca de 30 grandes empresários que compõem o Conselho Estratégico da Fiesp.................

O andarilho

- 2009-01-14 18:52:24

Os juros não caem,
Os juros não caem, simplesmente porque bancam as campanhas. É por isso que a reforma política não sai. É por isso que que os corruptos continuam impunes. Vejam o Delúbio...Conseguiiu a regalia de pagar pena alternativa. Chegou lá e disse o quê? Não vou ficar aqui não! Pegou a chave do carro, bateu a porta e foi embora...Alguém reclamou? Determinou que então seria cumprida pena reclusa?Não! Ele tem miutas informações, estão no poder e assim um vai chatageando o outro, é o efeito cascata...Um cascateia o outro e o Brasil Ô!

Patrick

- 2009-01-14 18:38:44

Euvaldo, por que os
Euvaldo, por que os americanos pagam US$ 400 mil por um apartamento pelo qual nós oferecemos R$ 200 mil?

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 18:32:14

Do Estadão quarta-feira, 14
Do Estadão quarta-feira, 14 de janeiro de 2009, 17:06 http://www.estadao.com.br/noticias/economia,bc-projeta-pib-acima-do-consenso-em-2009-diz-meirelles,307230,0.htm BC projeta PIB acima do consenso em 2009, diz Meirelles Segundo presidente da instituição, todas as indicações são de desaceleração no Brasil; BC prevê alta de 3,2% Nalu Fernandes, da Agência Estado NOVA YORK - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fez em uma palestra muito cuidadosa para investidores, em Nova York, para não dar pistas sobre o rumo da política monetária a poucos dias do encontro do Copom. Ele reconhece, no entanto, que o Banco Central tem uma projeção de crescimento para 2009 acima do consenso. "Todas as indicações são de desaceleração no Brasil", afirmou em palestra para investidores, em evento organizado pela Câmara Brasileiro-Americana de Comércio. .......... .........No dia 18 de setembro de 2008, um dia depois dos problemas com o Lehman Brothers, Meirelles esteve em Nova York e havia tido uma reunião com o Federal Reserve Bank regional. Aproximadamente um mês depois da visita, no dia 29 de outubro, o Fed anunciou a linha de troca de moedas com o Brasil, entre outros BCs mundiais. Meirelles lembrou que o acordo de swap de moedas do Fed com o Brasil é de US$ 30 bilhões e que, no caso de o País fazer uso do dinheiro, a troca ocorreria em porções de US$ 5 bilhões. O BC colocaria um montante em reais equivalente a US$ 5 bilhões na conta do Fed, e o BC dos EUA colocaria US$ 5 bilhões na conta do BC do Brasil. "É bom ter (a linha de swap), mas não pensamos que foi necessário usar até agora", disse.

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 18:04:25

Só para lembra que Relatório
Só para lembra que Relatório Trimestral de Inflação do BACEM não nem um mês. http://www.bcb.gov.br/noticias/Noticias.asp?noticia=1&idioma=P BC divulga Relatório Trimestral de Inflação 22/12/2008 08:30:00 Brasília - O Banco Central do Brasil divulgou o Relatório Trimestral de Inflação do quarto trimestre de 2008. Clique para ler o relatório ou assistir o vídeo da entrevista coletiva. 22 de dezembro de 2008 Banco Central do Brasil Assessoria de Imprensa [email protected] (61) 3414-3462

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 17:36:00

Do Banco
Do Banco Central http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2008/12/ri200812c6p.pdf Relatório de Inflação - Dezembro/2008 Perspectivas para a inflação .........................O Comitê avalia que os sólidos fundamentos da economia brasileira permitem um enfrentamento da crise global sem rupturas. Na verdade, esse enfrentamento não exige mudança de regime de política econômica do País,diferentemente do que ocorreu no início de 1999. O tripé metas para a inflação, ajuste fiscal e taxa de câmbio flutuante está consolidado e combina resistência e flexibilidade. Além disso, a sólida posição financeira externa, com o expressivo volume de reservas internacionais, os superávits comerciais e o financiamento externo baseado principalmente em investimento direto reforçam a avaliação de que as turbulências atuais poderão ser vencidas sem rupturas............

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 17:34:39

Do Banco
Do Banco Central http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2008/12/ri200812c6p.pdf Relatório de Inflação - Dezembro/2008 Perspectivas para a inflação .............Cabe ressaltar que, em última instância, a severidade e persistência da desaceleração dependerão, de forma importante, do comportamento e resiliência do mercado de trabalho............ .............Outro risco está relacionado às perspectivas de crescimento da economia brasileira.................. ....De fato, alguns indicadores antecedentes e efetivos de atividade, como vendas e produção industrial, índices de confiança, grau de utilização da capacidade instalada e férias coletivas em algumas empresas, já sinalizam algum arrefecimento. A avaliação, porém, da magnitude da desaceleração ainda está envolta em elevado grau de incerteza. Como resultado, as projeções futuras sobre a taxa de inflação também acabam sendo feitas com acentuada incerteza............ ........A dificuldade de avaliação é agravada, ainda, pelo fato de a economia estar vindo de forte expansão, com elevado nível de utilização dos fatores. Assim, a formação de preços, com base na demanda recente e, em alguns casos, na própria demanda corrente ainda poderia apontar pressões de alta................. ...........Por outro lado, os níveis ainda elevados de emprego e as perspectivas quanto ao salário mínimo devem funcionar como amortecedores do impacto das turbulências externas sobre o nível de atividade no curto prazo. No médio prazo, porém, pode-se ter um mecanismo de retroalimentação, com as condições restritivas de crédito e a maior incerteza gerando adiamento de decisões de consumo e investimento, que se traduzem em efetivo desaquecimento econômico, de modo que a redução da renda real e o emprego reforçam os impulsos iniciais. Por outro lado, na medida em que o ponto mais delicado da crise financeira internacional comece a ser superado e os agentes domésticos percebam que não se justificam comportamentos defensivos, tendo como pano de fundo os sólidos fundamentos da economia brasileira, a economia pode paulatinamente retomar sua expansão...............

Pedro

- 2009-01-14 17:34:00

No ano de 2008 os carros
No ano de 2008 os carros tiveram seus preços majporados em 30%. Que tal reduzi-los agora, já que nenhuma montadora está vendendo nada?

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 17:33:03

Do Banco
Do Banco Central http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2008/12/ri200812c6p.pdf Relatório de Inflação - Dezembro/2008 Perspectivas para a inflação ..........6.2 Cenário principal: riscos associados e implementação da política monetária As projeções com as quais o Copom trabalha baseiam-se em um conjunto de hipóteses sobre o comportamento das principais variáveis macroeconômicas. Esse conjunto de pressupostos, bem como os riscos a eles associados, compõem o cenário principal com base no qual o Comitê toma decisões. Em linhas gerais, esse cenário prospectivo, consubstanciado nas projeções que serão apresentadas na seção seguinte, contempla aprofundamento da crise global em comparação com o cenário do último Relatório,............. .................São três os principais riscos associados ao cenário principal: os relacionados à duração e magnitude da crise mundial; os riscos associados ao repasse cambial advindo da forte depreciação da moeda nacional; e os relacionados à trajetória da atividade econômica doméstica.............. ...........Já nas economias emergentes, onde os efeitos secundários da elevação dos preços de matériasprimas sobre os preços ao consumidor e as pressões da demanda aquecida sobre a capacidade de expansão da oferta vinham sendo mais intensos, as pressões inflacionárias têm mostrado maior persistência. Nesse contexto, ao mesmo tempo em que as políticas monetárias adquiriram caráter fortemente expansionista nas economias maduras, nas economias emergentes, que, além dos fatores citados acima, têm sido influenciadas pela tendência de depreciação cambial, a reação tem sido heterogênea................

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 17:05:10

Do Banco Central
Do Banco Central http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2008/12/ri200812c6p.pdf Relatório de Inflação - Dezembro/2008 Perspectivas para a inflação .........A persistirem desenvolvimentos recentes, notadamente no que se refere à piora do mercado de crédito, o Comitê avalia que o comércio varejista deverá sofrer algum ajuste, ao menos neste e no próximo trimestre..... ......Embora outubro seja sazonalmente desfavorável (em função da entressafra agrícola), a desaceleração foi mais intensa do que se antecipava e talvez reflita efeitos iniciais da crise financeira mundial................ ................A despeito da incerteza sobre a magnitude dos efeitos da crise financeira internacional sobre a geração de empregos e as negociações salariais, o Copom avalia que a expansão do mercado de trabalho, e por conseguinte, da massa salarial, continuarão sendo elementos de sustentação da demanda agregada............... ..........Números agregados, aparentemente, repercutem esse fenômeno por exemplo, o recuo de 1,7% na produção industrial em outubro, na comparação mês a mês, que em novembro pode ser seguido por número semelhante ou possivelmente mais adverso. A propósito, o maior recuo em outubro adveio da indústria de transformação (-2,0%), enquanto na indústria extrativa mineral o movimento foi mais suave (-0,3%), ainda assim isso implicou a interrupção de um ciclo de seis meses consecutivos de alta, nessa base de comparação. No momento, existe grande incerteza sobre a magnitude e persistência dos efeitos da crise sobre a indústria como um todo. O Copom, contudo, avalia que a produção industrial continuará a crescer em 2009, embora a taxas notadamente inferiores às que vinham sendo observadas até o terceiro trimestre deste ano.

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 17:04:10

Do Banco Central
Do Banco Central http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2008/12/ri200812c6p.pdf Relatório de Inflação - Dezembro/2008 Perspectivas para a inflação Este capítulo do “Relatório de Inflação” apresenta a avaliação feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o comportamento da economia brasileira e do cenário internacional desde a divulgação do último Relatório, em setembro de 2008, assim como a análise das perspectivas para a inflação até o quarto trimestre de 2010 e para o crescimento do PIB até o final de 2009. As projeções para a inflação são apresentadas em dois cenários principais. O primeiro, denominado cenário de referência, supõe que a taxa Selic será mantida inalterada durante o horizonte de previsão, em 13,75% a.a., valor decidido pelo Copom em sua última reunião, em 9 e 10 de dezembro, e que a taxa de câmbio permanecerá em R$2,40/US$. O segundo cenário, denominado cenário de mercado, utiliza as trajetórias para a taxa Selic e para a taxa de câmbio que constam da pesquisa realizada pela Gerin do Banco Central do Brasil junto a analistas do setor privado..................... ........De fato, neste ano, até o terceiro trimestre, a demanda doméstica contribuiu com 8,9 p.p. para a expansão de 6,4% do PIB, enquanto o setor externo contribuiu com -2,5 p.p. O Copom considera que, mesmo com a deterioração substancial das perspectivas de crescimento da economia global desde a publicação do último Relatório, a demanda doméstica continuará a sustentar a atividade econômica em 2009, ainda que se espere arrefecimento no seu ritmo de crescimento, particularmente no curto prazo. Em momento no qual a atividade econômica global arrefece em intensidade maior do que a esperada até poucos meses atrás – assim como pioram as perspectivas de crescimento para o próximo ano – o dinamismo da demanda doméstica, em especial do consumo privado, deverá ser fator chave para mitigar os efeitos da crise mundial sobre o ritmo de atividade no país ao longo dos próximos trimestres.................

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 16:23:31

ultimosegundo.ig.com http://
ultimosegundo.ig.com http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/14/empresarios+defendem+corte+na+jornada+e+salario+e+selic+menores+3360945.html Empresários defendem cortes na jornada de trabalho, salários e na Selic 14/01 - 14:56 , atualizada às 15:18 14/01 - Reuters SÃO PAULO - Cerca de 30 empresários que pertencem ao Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram unânimes em exigir o recuo da taxa básica de juros da economia (Selic) e a redução da jornada de trabalho com redução de salário como alternativas ao desemprego. Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, "se a taxa de juros não baixar, parte da culpa do desemprego será do governo", disse ele, em encontro com a imprensa após a reunião do conselho nesta quarta-feira. Ele citou que em muitos países a taxa foi reduzida e em parte deles está negativa. "Não haveria nenhum problema se a taxa estivesse em 8, 9%", afirmou, referindo-se à taxa que hoje é de 13,75 por cento. Segundo Skaf, com uma taxa de 8,75%, o Brasil deixaria de pagar algo como "70 bilhões de reais em juros da dívida"...........................

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 16:03:48

Ainda precisamos esperar para
Ainda precisamos esperar para confirmar os dados do emprego no Brasil. Mas tudo indica que no momento em que o COPOM estava escrevendo a ata da reunião ordinária de dezembro de 2008 e o relatório de inflação também de dezembro de 2008 em quais afirmava em alto e bom som que havia forte potencial de pressão de demanda sobre os preços no Brasil, estava ocorrendo um grade número de demissóes que podem ser contads aos milhares, justamente por falta de demanda interna e externa, Demonstrando mais uma vez, que o erro do COPOM tem origens nas avaliaçõs equivocadas da economia Brasuleira e Mundial.

Ruy Acquaviva

- 2009-01-14 14:32:09

Opa! Eu também quero essa
Opa! Eu também quero essa boiada de saber o nível do câmbio... Não existe exportação flutuante, assim como não existe aluguel flutuante, salários flutuantes, insumos flutuantes... O mercado é incerto, todos os empresários correm riscos, todos tem custos fixos e receitas flutuantes... Não entendí por que as montadoras deveriam ter garantia de taxa de câmbio ou informações privilegiadas do governo e outros setores não. Se eu quiser planejar uma viajem de turismo, um curso de pós-graduaçãono exterior ou coisa que o valha, não terei nenhuma garantia sobre o nível do câmbio no futuro, porque o câmbio é flutuante... Então por que as montadoras merecem e eu não?

Ilário Ferreira

- 2009-01-14 14:27:50

No Brasil os juros não caem
No Brasil os juros não caem por culpa do connsumidor que não administra suas compras com o olho no mercado ecônomico. Este é o momento de esperar para forçar as taxas de juros para baixo, mas não, qualquer brecha no orçamento o faminto consumidor brasileiro não espera nada, vai e compra. Então paga o preço.

Raquel Gouvêa

- 2009-01-14 14:21:26

Prezado Nassif, o que me
Prezado Nassif, o que me deixou indignada foi a manutenção das demissões após a injeção de capital por parte do governo. O vice-presidente da GM disse ontem que a indústria automobilística obedece apenas o mercado.... quem é esse cara? Se o povo brasileiro emprestou dinheiro público (que poderia ser usado em outras demandas igualmente urgentes e importantes) para que estas empresas não ficassem em situação limite, temos sim o direito de exigir contrapartidas e claro: é do maior interesse da população a manutenção dos funcionários. O pronunciamento do vice da GM foi arrogante e intolerável. Qualquer um que empreste dinheiro tem que cumprir exigências, neste caso, somos nós os credores! A questão é de interesse público e não privado como ele parece entender.

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 14:07:52

Creio que não tem jeito, em
Creio que não tem jeito, em função das caracteríticas desta crise, e o fato de o Brasil ter reservas cambiais que no momento são equivalentes a quase 20% do PIB e ter reduzido significativamente a dívida pública em relação ao PIB, mesmo diante de uma recessão, O Brasil saíra em melhores condições que em crise econômicas anteriores. Apenas considero que não há mínima necessidade de passar pelo caminho doloroso e perveso do desempredo e da recessão. Reduzindo bruscamente os juros da Selic aparecerão o equivalente a quase 5% do PIB para aumentar os investimentos públicos, hoje qualquer eventual execesso de demanda seria facilmente contido, com aperto de liquidez, em função de haver pressão de demanda externa. Ou se vende aqui no mercado interno ou não se vende, isto é fato. Não á mínima necessidade de utilizar os juros da Selic para controlar a demanda interna, basta que ele seja positivo, ainda. Caso o COPOM demore mais um pouco nem isto será preciso. Uma eventual recessão obrigará a praticar juros da Selic negativos.

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 13:54:43

Ainda tem o atual tamanho da
Ainda tem o atual tamanho da dívida pública de 35% em relação ao PIB, que em tese permite ao Governo aumentar os gastos públicos em até 10% do PIB e ainda ficar com um situação confortável na contas de públicas, ou seja uma dívida pública de 45% do PIB, dentro das atuais circustâncias. Isto sem considerar uma forte queda dos juros da Selic.

antonio francisco

- 2009-01-14 13:45:00

A indústria de automóveis,
A indústria de automóveis, como qualquer indústria baseada em linha de produção precisa ser focada minimamente em 3 alternativas: - fazer produtos que atendam (e possam ser comprados) pelo maior número de consumidores, e que mais e mais consumidores continuem entrando nesse mercado ; - fazer produtos que tenham de ser substituidos de tempos em tempos; - parar a produção, de vez em quando. Com erros e acertos o velho Ford mostrou como a linha de produção pode levar ao sucesso. Para a indústria produzir indefinidamente, a maioria dos carros teria de ser bem barata, (caso do recente Nano, da indiana Tata), terem tamanho menor, para caber mais carros nas ruas (caso do Smart, para 2 pessoas), consumir menos combustível (barateando o custo mensal de uso) e, principalmente, terem algum tipo de prazo de validade. "Operadores" não levam tais coisas em consideração e se lascam. Hoje, "montam" nas montadoras brasileiras: suas matrizes que querem resultados a qualquer custo, os executivos ganhando milhões, a carga tributária exorbitante, a inflexibilidade do quadro de empregados, ("vantajosa" para inúmeros aproveitadores), o marketing caríssimo, (certamente concebido por algum morador da lua), modelos de carros que só levam em conta supostos "desejos e sonhos" de consumidores alienígenas (os carros fabricados aqui, porém, são devidamente "simplificados") e por aí vai. Ah, se a população escrava dos automóveis tivesse alternativas civilizadas, como bons metrôs, trens e ônibus confortáveis...

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 13:44:45

Haverá grande perda de
Haverá grande perda de arrecadação de impostos e taxas, mas os custos da rolagem da dívida pública cairá significativamente, talvez os juros da Selic fiquem até negativos por um bom tempo.

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 13:43:06

E tem mais no caso de a
E tem mais no caso de a recessão se instalar de fato no Brasil, aí não tem jeito o COPOM qualquer que sejam os seus membros terá que colocoar os juros da selic no chão.

antonio carlos

- 2009-01-14 13:36:43

Claro! Tínhamos o nosso
Claro! Tínhamos o nosso "sub-primezinho" na venda de automóveis. Não havia qualquer crescimento sustentado: nem nos EEUU, nem aqui e nem em qualquer lugar do mundo. Tudo falso, tudo picaretagem, tudo papelório. Assumimos, através do BB, as irresponsabilidades do Banco Votorantim (dos amiguinhos do Lula) e muitos outros (que a Mídia nem dá importância). Voltamos pro mundinho de sempre: crescimento nulo, desemprego, inflação. O Brasil é o único País que os preços não caem, são administrados (Por quem?). Os juros também não. Os patrões do Lula (nossos queridos banqueiros credores) não deixam. Nossos Economistas-jornalistas (muito bem pagos) se calam. Ou mentem, pois precisamos de otimismo. O Brasil é isso aí.,

Roberto São Paulo/SP

- 2009-01-14 13:35:11

Creio que ainda é cedo para
Creio que ainda é cedo para avaliar as consequência da crise econômica, mas é preciso lembrar que está crises tem componetes inéditos. Já existe um boa rede de proteção social pelo menos em relação as crises anteriores,no caso o Bolsa Família, este é um ponto. O outro ponto é que caso ocorra o pior, ou seja uma queda do PIB e perda de milhões de emprego, o Brasil não escapará de uma deflação, ou seja valorização do poder real da moeda. Neste caso aqueles que conseguirem manterem o emprego e a renda, irão aumentar o poder de compra, no caso os empregados que não forem demitidos, os funcionários públicos e aqueles que já recebem o Bolsa Família. Está é uma situação a considerar, além de não piorar, pode até melhorar pelo menos para esta camada da população.

André

- 2009-01-14 13:22:16

Mesmo com a redução do IPI,
Mesmo com a redução do IPI, medida adotada para dar mais fôlego à montadoras, a GM demite mais de 700 funcionários da fábrica de S. José dos Campos. Matéria do Jornal da Globo de ontem: http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL954618-16021,00-DEMISSOES+EM+MASSA+NO+SETOR+AUTOMOTIVO+PREOCUPAM+GOVERNO.html Aspas de Pinheiro Neto: "...E apesar de as montadoras terem recebido benefícios como redução do IPI e acesso a crédito em bancos públicos, o mercado é que vai determinar o ritmo de contratações e demissões..." Só não entendi uma coisa: se "o mercado" é quem determina quem as contratações e demissões, por que as montadoras precisam de ajuda feita às custas de dinheiro público? E pensar em se ajustar à nova realidade do "mercado" com produtos adaptados à esta realidade, redução temporária de lucros e demais medidas "de mercado", às suas próprias custas?

Euvaldo Silva

- 2009-01-14 12:34:25

Caro Nassif, dá para indagar
Caro Nassif, dá para indagar do Pinheiro Neto por que os americanos adquirem um Corola por 15000 dólares e os brasileiros têm que pagar uma fábula por veículo semelhante? É possível saber a taxa de juros imposta ao consumidor americano? Como seria o sistema de financiamento utilizado nos EE.UU.?

Luiz Henrique Lusvarghi

- 2009-01-14 12:33:01

Número um: O Banco Votorantim
Número um: O Banco Votorantim ía ter que "engolir" sozinho os carros que os "embriagados pelo excesso" consumidores brasileiros compraram e que agora não vão ter como pagar, agora vai engolir com ajuda do BB. Vai ter oferta de carros de todas as maneiras possíveis e imaginárias. Já está tendo, mas vai aumentar, óbvio! Pimba!! Ponto a menos para as montadoras! Número dois: Baixar IPI, sería até u'a boa idéia, mas como a oferta é bem maior que a procura, ou seja, nessa altura do campeonato...Pimba 02!!! Ponto a menos para as montadoras! Número três: O mundo está empanturrado! Não adianta sonhar com exportaçôes nesse momento! O governo terá que parar com a gastança, não vai ter outro jeito! Se as indústrias, de todos os segmentos, não forçarem o governo a diminuir a carga tributária, não conter a mamata dos cargos públicos eletivos se estendendo até para alguns setores incógnitos como alguns do judiciário e não baixarem juros......Vai acontecer o seguinte: O PT, some do mapa....Os Tucanos pegam de volta porque não se tem outros para concorrer...E depois da crise....sei lá, porque não sou vidente.....mas o óbvio é óbvio.

Luciano Dias

- 2009-01-14 11:24:31

É gratificante uma posição
É gratificante uma posição real sobre a situação das montadoras. Entendo que a mídia vende o que é "berrante", porém deve agir com responsabilidade, uma vez que dentro do terremoto em que vivemos, tem muitas coisas que estão simplesmente voltando para um mundo real. O que não era real, eram os recordes de vendas sucessivas a cada fechamento de mês, motivado pela expansão de crédito, assim como dos prazos que chegaram a 8 anos no caso da Ford. Acredito que esse movimento foi muito arriscado pois daqui a uns 2 anos, os carros já começam a ter problemas porém em alguns casos, ainda restarão 5 anos de dívida. Logo, será que teremos a crise de inadimplência destes agora velhos carros!!!

Marco

- 2009-01-14 10:04:01

"A partir de novembro os
"A partir de novembro os financiamentos começaram a voltar, com critérios de seletividade mais rigorosos." NOVEMBRO?! Não um pouco antes não, Nassif? Antes estávamos no epicentro da crise.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador