Produção industrial avança em sete de 15 regiões em janeiro

Indústria automotiva em São Paulo exerceu principal influência positiva no período de análise, segundo IBGE; na outra ponta, Amazonas tem maior perda no período

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A produção da indústria brasileira avançou em sete dos 15 locais pesquisados durante o mês de janeiro na comparação com dezembro de 2020, segundo a pesquisa industrial mensal regional elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado foi diretamente afetado pelo desempenho do setor de veículos automotores de São Paulo. Segundo o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida, São Paulo representa aproximadamente 34% da produção industrial brasileira.

“Em janeiro, a indústria no estado subiu 1,1%, principalmente, pela influência positiva do setor de veículos automotores, garantindo a terceira taxa positiva consecutiva e acumulando, neste período, alta de 3,5%”, diz Almeida. “No índice mensal, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor de veículos também lidera o crescimento de 5,6% da indústria paulista, com destaque para o aumento na produção de caminhão-trator para reboques e semirreboques, seguido pelo setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de elevadores para transporte de pessoas”.

Pará (4,4%), Pernambuco (3,6%) e Rio de Janeiro (2,9%) tiveram os avanços mais acentuados na passagem de dezembro de 2020 para janeiro de 2021. No caso da indústria paraense, o ganho foi influenciado pelo setor de minerais não metálicos e do setor extrativo. Pernambuco eliminou parte das perdas registradas em dezembro (-3,0%) e novembro de 2020 (-0,6%) e tem a metalurgia como influência positiva.

No Rio de Janeiro, o destaque é o setor extrativo, de forma específica a extração de petróleo, o que ajudou o estado a contabilizar seu terceiro resultado positivo, com acúmulo de 3,2%.

As maiores quedas atingem Espírito Santo (-13,4%) e Amazonas (-11,8%), sendo que o Amazonas é a maior influência negativa sobre o índice nacional – segundo o IBGE, esta é a segunda taxa negativa consecutiva para o estado com uma queda acumulada de 16,3%. Em janeiro, a queda deve-se ao desempenho negativo dos setores de derivados do petróleo e de outros equipamentos de transporte.

Já o Espírito Santo foi afetado pela influência negativa dos setores de metalurgia e extrativo e eliminou o ganho do mês anterior, quando cresceu 7,3%. As demais quedas foram na Bahia (-3,2%), Mato Grosso (-3,2%), Região Nordeste (-2,1%), Ceará (-1,1%), Minas Gerais (-0,5%) e Goiás (-0,5%).

Em relação a janeiro de 2020, a indústria como um todo cresceu 2% e oito dos 15 locais pesquisados apontam resultados positivos. Alguns resultados são expressivos como Pará (13,3%), Paraná (11,5%) e Santa Catarina (10,1%), que mostraram expansões de dois dígitos. Bahia (-13,9%), Mato Grosso (-13,9%) e Espírito Santo (-11,5%) apontaram os recuos mais intensos em janeiro de 2021 em relação a janeiro de 2020.

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