Agravamento de crise piora cenário para Bolsonaro

Arthur Lira e Rodrigo Pacheco alinham discurso com empresários; demissões de Salles e de Araújo estão entre as prioridades

Sergio Lira - Poder360

Jornal GGN – As sucessivas reuniões entre a cúpula do Congresso Nacional com representantes do setor produtivo e do mercado levou a um movimento que busca intervir nos rumos tomados pelo governo Jair Bolsonaro.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, as mais de 300 mil vidas perdidas para a covid-19 e a situação econômica do país levaram os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a alinhar seus discursos com o mercado, inclusive colocando o impeachment em pauta caso as conversas com o governo fracassem.

Dentre as cobranças mais urgentes, estão a demissão dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O chanceler é apontado como entrave às conversas com China e Índia, enquanto Salles compromete as relações do país com os Estados Unidos por conta da política ambiental.

Os empresários também mostram preocupação com a imagem do país no exterior, uma vez que a crise sanitária acaba por comprometer a entrada de investimentos externos e afeta a abertura de capital de empresas. Entre os empresários que atuam no setor da saúde, o foco é a falta de sedativos e analgésicos para intubação de pacientes graves de covid-19 tanto na rede privada como no SUS.

Contudo, existe um receio claro com a demissão de ministros por parte de Bolsonaro. A saída de Salles representa uma ruptura com os ruralistas, que tem apoiado o presidente desde a campanha presidencial, em 2018, enquanto os líderes do Centrão deixam claro que a sobrevivência do governo depende de tais mudanças.

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