Ministério da Saúde pretende abandonar uso da Coronavac

Pasta prevê retirada da vacina produzida pelo Instituto Butantan a partir de 2022, com as novas fases de vacinação contra covid-19

reprodução

Jornal GGN – O Ministério da Saúde não pretende comprar novos lotes de vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, após o término do contrato, previsto para este mês.

“A Coronavac ainda está com o registro emergencial pela Anvisa. Assim, compras futuras (dentro do planejamento do próximo ano) não mais se justificam legalmente por órgão público nessa situação”, alegou um integrante do órgão federal entrevistado pelo site Metropoles.

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Dentre outras justificativas, está a inexistência de autorização pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso do imunizante em adolescentes, a não recomendação da Coronavac como imunizante de reforço e a queda da proteção com o tempo nas faixas etárias mais elevadas.

O imunizante também é alvo constante de ataques do presidente Jair Bolsonaro, que não só mentiu sobre a eficácia da vacina como usou a infecção do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para criticar a eficácia do imunizante. Vale lembrar que o Instituto Butantan é ligado ao governo do Estado de São Paulo, e o governador paulista, João Doria (PSDB), é um dos nomes cotados para disputar a eleição presidencial em 2022.

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