Grupo se une para desapropriar Casa da Morte, em Petrópolis

Apenas uma pessoa escapou viva do imóvel símbolo da ditadura militar; objetivo é transformar sobrado em Centro de Memória

Casa da Morte, em Petrópolis (RJ). Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Um imóvel de dois andares na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, foi o local onde pelo menos 22 pessoas foram torturadas, estupradas e mortas pelos agentes do Estado por serem contra a ditadura militar vigente no Brasil. Tanto que sua alcunha era de Casa de Morte.

Apenas uma pessoa escapou com vida das mãos dos torturadores: Inês Etienne Romeu, falecida em 2015. Foram os seus relatos que levaram os crimes da Casa da Morte ao conhecimento público, e também à responsabilização de diversos agentes públicos pela Comissão da Verdade.

Agora, o Grupo Inês Etienne Romeu busca recolher a quantidade de dinheiro necessária para efetivar a desapropriação da Casa da Morte. Em entrevista ao jornalista Chico Lopes, do UOL, a coordenadora do grupo, a jornalista Márcia de Almeida, afirma que o objetivo é não ter ‘nenhuma cumplicidade com a amnésia histórica’, e que essa é uma forma de a sociedade lembrar que a ditadura militar patrocinava práticas covardes e criminosas.

O decreto que desapropria a Casa da Morte foi assinado pelo prefeito de Petrópolis em 2019, mas sem que os donos do imóvel sejam ressarcidos – e é esse dinheiro que o grupo pretende arrecadar por meio de uma campanha de doações que teria início no ano passado, mas adiada devido à pandemia.

Além das doações de brasileiros interessados pela causa, o grupo irá pedir ajuda financeira à ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, atual responsável pela Comissão de Direitos Humanos da ONU.

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