PF suspeita que auditor de Perrela lavou R$ 500 mil da JBS a Aécio

Foto: George Gianni/PSDB
 
Jornal GGN – A Lava Jato suspeita que a empresa de auditoria de Euler Nogueira Mendes, empresário próximo de Zezé Perrela, ajudou a lavar uma das parcelas de R$ 500 mil que a JBS destinou ao senador Aécio Neves (PSDB).
 
Segundo informações do Fantástico, a Polícia Federal conseguiu localizar, até agora, R$ 980 mil do total de R$ 2 milhões que a JBS entregou a Aécio em quatro parcelas. Foram quatro malas de R$ 500 mil retiradas na empresa pelo primo do senador mineiro, Frederico Pacheco, preso desde o último dia 18, na operação Patmos.
 
Do total de R$ 980 mil, uma parcela de R$ 480 mil estava em posse da sogra do assessor parlamentar de Perrela, Mendherson Souza Lima, que revelou a localização do dinheiro. Outros R$ 500 mil entraram na empresa ENM Auditoria, de Euler.
 
Euler trabalhava para o Cruzeiro e Perrela ao mesmo tempo. Em 2004, o Ministério Público de Minas Gerais tentou investigar a relação de ambos e o suposto enriquecimento ilícito de Perrela, porém o inquérito foi arquivado em 2014 e o promotor Eduardo Nepomuceno acabou afastado da Defensoria do Patrimônio Púliboc.
 
Depois de passar pela ENM, o meio milhão de reais da JBS a Aécio foi depositado em conta da Tapera Participações, empresa de Gustavo Perrela, filho de Zezé. Uma parte do montante foi sacada por Fred e outra, provisionada para Mendherson, fechando o possível ciclo de lavagem de dinheiro.
 
O interrogatório de Fred, o primo de Aécio, mostra que Polícia Federal também suspeita que o doleiro Gabi Taufic, preso por tráfico internacional de diamantes em 2016, foi acionado pela assessoria de Perrela no mesmo dia em que uma das malas de dinheiro da JBS foi entregue a Fred. Ainda falta localizar cerca de R$ 1,020 milhão.
 
Em vídeo distribuído na internet, Aécio alega que os R$ 2 milhões que pediu a Joesley Batista, da JBS, diziam respeito a um empréstimo pessoal. O senador não explicou porque os recursos recolhidos pelo seu primo passaram por empresas ligadas a Perrela.
 
Joesley Batista, por sua vez, afirmou em delação premiada que pagou Aécio não por favor pessoal, mas por medo do senado agir para prejudicar os negócios da JBS no Congresso e no governo Temer.
 
Assine

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora