Trump pressiona saída de 46 procuradores nomeados por Obama

Troca de procuradores que representam cada distrito é comum com novo governo, porém Trump apresenta ansieda
 
Jornal GGN – Nos Estados Unidos os procuradores que representam cada um dos 94 distritos são nomeados pelo presidente, por recomendação de um senador. Logo, é normal que a cada troca de governo os promotores ponham seu posto à disposição do novo presidente, muitos deles, deixam o cargo logo após a nomeação do novo líder do Executivo.
 
Foi assim na transição entre do governo Bush (2001-2009) para de Barack Obama, que permitiu que os procuradores se mantivessem no cargo até designar um novo indicado. Trump porém está acelerando o processo. Na última sexta (10), seu secretário de Justiça, Jeff Sessions, pediu para 46 procuradores que se mantiveram no cargo, desde que Trump assumiu o poder, para renunciarem.
 
O objetivo alegado é para assegurar uma transferência uniforme de poderes. Os cargos que ficarem desocupados enquanto Trump não indica alguém deverão ser ocupados temporariamente por promotores de carreira. 
 
O comentarista do Jornal GGN, Edivaldo Dias Oliveira, que sugeriu essa notícia, chama atenção para a falta de repercussão da atitude de Trump: “Fico pensando em Lula, Dilma e por que não, Maduro e sua ditadura, demitido e nomeando seus procuradores quando bem quiser e repercussão disso nos meios de comunicação”. 
 
 
 
O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, pediu nesta sexta-feira (10) a renúncia de 46 procuradores nomeados pelo presidente anterior, Barack Obama, com o objetivo de assegurar uma transferência de poderes “uniforme”, segundo informou o Departamento de Justiça.
 
“O secretário pediu aos 46 procuradores dos Estados Unidos, cuja nomeação depende do presidente, que apresentem suas demissões para assegurar uma transição uniforme”, indicou um breve comunicado a porta-voz do Departamento de Justiça, Sarah Isgur Flores.
 
Em termos judiciais, os Estados Unidos se dividem territorialmente em 94 distritos, que contam com um procurador nomeado pelo presidente por recomendação de um senador.
 
É tradição que os procuradores ponham seu posto à disposição do novo presidente e, por isso, muitos dos nomeados por Obama deixaram seu cargo após a posse de Donald Trump no dia 20 de janeiro, mas 46 deles se mantiveram na ativa até agora. 
 
Até que os novos procuradores sejam confirmados, os procuradores de carreira ocuparão seu lugar e se dedicarão a investigar e processar os criminosos acusados de crimes violentos, detalhou Flores em seu comunicado.
 
O governo de Obama, ao contrário, permitiu que os procuradores nomeados pelo presidente George W. Bush (2001-2009) se mantivessem em seu posto até que se designasse uma pessoa para substituí-los. 
 
Comentário de Edivaldo Dias Oliveira
 
O fato foi noticiado ontem (11) no UOL, Globo, Estadão, e Folha como um fato corriqueiro, normal, típico de uma democracia moderna. Não ouve nenhuma consulta por parte desses veículos a PGR, CNMP e Associações de procuradores, para tomar-lhes o pulso sobre a atitude do presidente americano, mesmo sabendo que lá o presidente tem sim o poder de nomear e tirar quando quiser os seus procuradores, isso já nos foi dito várias vezes pelo André Araújo.
 
O que se esperava era que a “grande imprensa” saísse a campo para colher as opiniões de especialistas no assunto e também das partes para saber o que acham desse poder do presidente americano, se é nesse sentido que deve evoluir o governo brasileiro e outros mais atrasados.
 
Fico pensando em Lula, Dilma e por que não, Maduro e sua ditadura, demitido e nomeando seus procuradores quando bem quiser e repercussão disso nos meios de comunicação. Aliás, 24 horas depois de sair, a notícia desapareceu de todos os sites noticiosos, como se todos tivessem publicado por engano ou o fato fosse totalmente irrelevante. Tive que perguntar ao Google para resgatar.
 
O curioso em tudo isso é que também os sites e blogues sujos não se interessaram se quer pela reprodução da matéria, quanto mais em pautá-la, em fazer uma reportagem sobre o tema. Ainda tá em tempo, embora a notícia tenha saído ontem.
 
Até porque, uma curiosidade me assola: Como fica a colaboração premiadíssima, para os de lá, dos nossos procuradores e juízes com os novos procuradores de lá? 
 

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8 comentários

  1. Pelo que me consta o Brasil é

    Pelo que me consta o Brasil é a Espanha são os unicos paises do mundo onde o Ministerio Publico é um poder autonomo,na Esaanha menos autonomo que no Brasil.

    Nos demais paises o Ministerio Publico é parte do Governo que sobre esse departamento mantem estrito controle.

    Quando há um caso em que alguem do proprio governo deve ser investigado nomeia-se um Promotor independente, fora da hierarquia, geralmente já aposentado, para fazer a investigação. Foi assim no caso Watergate e no caso Monica Lewinski.

    Uma “força tarefa” emparedar o Governo por anos  e com isso manter o ambiente politico em continua instabilidade é invenção brasileira, ninguem nos tira essa patente.

    • De fato o nosso MP não

      De fato o nosso MP não responde a nenhum dos três poderes, de forma que se constitui como um poder marginal, ou seja, à margem de qualquer controle, Janot decide quem pode e quem náo pode ser investigado, só para citar uma das aberrações.

  2. A expressão PRESSIONAR me

    A expressão PRESSIONAR me parece fora do contexto. O Presidente pode simplesmente demitir, sem dar explicações.

    George Bush Jr. demitiu oito em um só dia e quando a imprensa perguntou porque ele diss que não precisava explicar.

  3. Criando um caso

           Trump, como qualquer PR pode a qualquer momento sem justificativa demitir um Procurador, assim como historicamente os nomeados por um governo que saiu, colocam seus cargos a disposição ou demitem-se,é a praxe normal desde que existe o Attorney General of US.

            Mas o Sr. Preet Brahara ( Distrito Sul de Nova York ), resolveu criar um caso, não colocando seu cargo a disposição, sabendo que com esta atitude seria demitido, e a midia novaiorquina ( NY Times chefiando a “banda” ), resolveu explorar o caso, dar midia a Brahara, visando um ataque a Trump, pois neste distrito onde Brahara “mandava”, as Organizações Trump tem varios processos em andamento, incluindo suspeitas de atos de corrupção das OTrump associados tanto a prefeitura como ao governo do Estado de Nova York , e alguns “rolos” de Trump e do Deutsche Bank , e sem Brahara estes processos podem vir a “estacionar”.

  4. O Presidente Trump está

    O Presidente Trump está errado.

    Certo estavam Lula e Dilma com seu “republicanismo”, na escolha de procuradores. São verdadeiros jenios.

    Por isso que o Brasil republicano está “bombando” em desenvolvimento.

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