A aposta de Haddad em São Paulo

Alvo de uma campanha de mídia implacável, até algum tempo atrás as apostas maiores eram de que os projetos do prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, não amadureceriam antes do término do mandato.

A persistência fez com que nas últimas semanas Haddad emplacasse os três pilares de uma provável revolução no futuro de São Paulo: a aprovação do Plano Diretor; a renegociação da dívida de São Paulo, prestes a ser aprovada no Senado; e o deslanche das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na cidade.

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Hoje em dia, os marcos da cidade são ainda dos anos 50: Praça da Sé, Faria Lima, Copan, MASP, Ibirapuera. De lá para cá, a cidade ficou presa a um padrão conduzido pelo setor imobiliário. Ia se esticando de bairro em bairro obedecendo à lógica imobiliária.

O Plano Diretor é um divisor de águas, um marco na história das cidades.

A partir do plano, especialmente nos chamados eixos de mobilidade, haverá abertura dos tetos com fachada ativa – em urbanês, térreos interagindo com as ruas. Hoje em dia, o andar térreo dos prédios é inteiramente fechado. No mundo civilizado é aberto, dialogando com as calçadas, com espaços.

Se o mercado imobiliário quiser adensar, somente poderá fazê-lo onde haja transporte público de massa e pouca garagem. No miolo dos bairros, o gabarito será de oito andares.

Com isso, acaba-se com a história do bairro da vez. O setor imobiliário terá que distribuir seus empreendimentos linearmente pelos eixos de mobilidade.

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Os eixos de mobilidade, por sua vez, mudam a lógica das vias que, hoje em dia, limitam-se a trazer as pessoas para o mesmo lugar. E quebra a dicotomia centro-periferia. Hoje em dia, 5 das 31 subprefeituras têm 75% dos empregos da cidade.

A mudança de lógica está sendo feita com o Plano Diretor e com incentivos fiscais. Obras na Zona Leste terão isenção de ISS e IPTU por vinte anos, por exemplo.

As linhas exclusivas de ônibus, além disso, mudaram o tempo de acesso. Do terminal Itaquera ao Parque Dom Pedro, as viagens caíram de 1h50 para 46 minutos.

A partir do mês que vem, Haddad prevê uma revoada de empresas para a Zona Leste.

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Importante foi a maneira como se fechou o pacto em torno do Plano Diretor.

Através de seu presidente, Cláudio Bernardes, o Secovi (Sindicato da Construção Civil de São Paulo) manteve um relacionamento construtivo e transparente, com as divergências sendo explicitadas e superadas.

Junto com a prefeitura, o Ministério Público Estadual (MPE) desenhou procedimentos garantindo a mobilização da população e a transparência. Todas as emendas tiveram impressões digitais: a assinatura de quem estava propondo e a garantia de que tivesse, no mínimo, roupagem republicana.

Todas as emendas foram publicadas no Diário Oficial do Município e discutidas com antecedência. Não passou nenhum submarino – apelido das emendas que surgem do nada, sem pai nem mãe.

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As negociações permearam todas as fases do Plano.

No caso de Nova Palestina, por exemplo, houve um conflito entre o MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), querendo casas; e os ambientalistas, querendo um parque.

Em conjunto, conseguiram desenhar um projeto juntando as casas e o parque.

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Acusa-se Haddad de não ter jogo de cintura. Estaria queimado não apenas com políticos de outros partidos, mas também com os seus.

A aprovação do Plano Diretor mostra que há espaço para a boa política no país.

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80 comentários

  1. Domingo de sol e calor!

    Nesse domingo lindo, de muito sol iluminando a cidade, como é bom abrir o Blog e encontrar como primeiro post, um elogio a esse homem iluminado, que o destino está nos apresentando!  O nome dele é HADDAD!!!!!  

  2. O Haddad é um grande prefeito

    O Haddad é um grande prefeito e tem jogo de cintura sim. O que lhe falta é jogo de cena, capacidade de articulação midiatica, não consegue mostrar o que faz nem para nossos blogueiros. Não é mídia velha nem mídia nova. Não sabe a importancia de sociabililzar-se. É pena, o melhor prefeito de São Paulo, sem nenhuma capacidade de se reeleger. Oxalaá eu esteja errado. O meu voto e meu apoio terá, mas sei que é insuficiente.

  3. ” No miolo dos bairros, o

    ” No miolo dos bairros, o gabarito será de oito andares.”

    Enquanto isso em Santos, a cidade construida em cima da areia, capital brasileira das Torres de Pisa, o gabarito bem “negociado” entre a prefeitura (PSDB) vereança e “donos da cidade”  se constroi 40 ! andares, começando abaixo do nivel do mar.

    Com o adensamento da cidade e o indice de um carro para cada duas pessoas o melhor meio de transporte é o “a pé”. Aqui impera a “farra do boi” e a “bolha imobiliária”.

    Agora que o STF dá sinais de se transformar em repúblicano e parar de travar todas as iniciativas do prefeito Haddad, São Paulo progredirá. Urge vencer a batalha da informação.

     

    • Pois é, Carla…

      A mídia em conluio com os poderosos, está levando o país a um estado de insatisfação, desconhecimento, dúvidas e, por que não dizer, uma convulsão social que foi iniciada por manifestações que hoje, percebemos que foram orquestradas por grupos que querem a retomada do poder. E o pior é que muitos inocentes úteis compactuaram com esse desatino. Pergunto: O que reivindicavam? QUEM tinha condições de arcar com as despesas oriundas de pagamentos à manifestantes?. E tem mais: Aqui no Rio, grupos políticos aproveitaram as manifestaçãos para atingir oponentes. Foi uma festa para muitos. E hoje, quem sabe, já estão se beneficiando…  O que dizer da badalada palavra MUDANÇA, nas manifestações, no ” Change Brazil” e nas propagandas do ITAÚ, no ano passado?

  4. De poste em poste ilumina-se
    De poste em poste ilumina-se nem sempre muito bem 10% do espaço e o restante permanece no escuro ou na penumbra. O tamanho do país não agüenta o messianismo.

    Ele parece bom… Não sei se devido a criatividade e poder de inovar ou na comparação com predecessores fraquíssimos.

    Uma coisa deve ser dita: a midia não divulgar o que faz um governante faz dela culpada apenas parcialmente. Na maioria dos casos é porque não há mesmo o que mostrar.

    E até o momento o que vejo do farto material de divulgação das realizações paulistas seu governo é síntese do que já fazem aqui e alí que por méritos sintetiza; a cópia de programas já velhos e uma inovação apenas: o caso da cracolandia.

    • “a midia não divulgar o que

      “a midia não divulgar o que faz um governante faz dela culpada apenas parcialmente”

      Sabe qual o probleminha nessa sua afirmação?

      A grande mídia brasileira, além de não divulgar o que governos (municipais, estaduais, federais) progressistas fazem, ou tenta fazer, só noticiam esses governantes quando algum “indício” do “corrupção” (a palavra mágica de 2014) é denunciado por alguém… pode até ser o primo em 3° grau do colega de trabalho do irmão de alguém que conhece o sub secretário da merenda escolar de umas das sub-prefeituras paulistas, por ex.

      Sabia que milhares de pessoas, mesmo no Nordeste Brasileiro, não sabiam nadica de nada sobre a Transposição do Velho Chico, e só vieram a conhecer o projeto e seu andamento essa semana, com o horário eleitoral gratuito? Outros tantos milhares nem devem saber que a BR-101 está sendo duplicada desde a cidade Propiá (SE) até Natal (RN).

      Culpa do Governo Dilma, que não divulga suas obras na “grande rede”, ou de uma mídia sacaninha que esconde a todo custo, do povo brasileiro, obras como essas (e outras tantas) mas divulga, com entusiástico destaque e cotidianamente, que vivemos um risco “real” de apagão elétrico por falta de “visão do futuro” do governo… escondendo do público obras como Belo Monte e Jirau.

      Agora eu te pergunto: O Velho Chico, a BR 101 e uma usina hidrelétrica são ou não são temas de interesse popular?

      • Não é a obra de
        Não é a obra de infraestrutura – a transposiçao – o mais importante do projeto, mas a intenção de irrigar milhares de pequenas propriedades e levar água potável para milhões de pessoas.

        Coloque a imagem de um canal de concreto e ao lado deste um copo dágua e alface bem verdinha e me diga qual é mais forte e transmite melhor uma idéia.

        E daí não é dizer que se faz uma obra, mas os resultados que virão dela. Aproveite a oportunidade e inicie logo o plano de divisão das aguas transpostas o quanto antes…

        E para tanto não há necessidade de tevê, há de panfletos, audiencias, tete a tete…

        Entendeu agora.? Não é a BR 101, é o comércio, os preços mais baixos, a ambulância mais rápida.

        Não há mídia mal intencionada que segure uma boa idéia, parceiro, até quando não sabem vender o próprio peixe.

        • Você não conhece as rádios daqui…

          Não há mídia mal intencionada que segure uma boa idéia, parceiro, até quando não sabem vender o próprio peixe.

          Você não conhece as rádios aqui de SP… Principalmente a Jovem Pan, CBN e rádio Bandeirantes.

          • Então paciência… Continuem
            Então paciência… Continuem colocando a culpa no zagueiro quando o atacante não sabe marcar gols.

          • Já que é pra falar de

            Já que é pra falar de futebol, você deve saber que muitos zagueiros viveram de quebrar atacantes. Literalmente.

          • Isso, mestre…. Aí vc chegou
            Isso, mestre…. Aí vc chegou no ponto: se o presidente do clube não grita e peita quem tem os direitos de transmissão dos jogos os zagueiros quebrarão mesmo. Entendeu?

            As regras do jogo não mudam porque se acomodam…

            O que a platéia faz é reclamar dos zagueiros sem entender o funcionamento do sistema

  5. Como se faz política no País

    A renegociação da dívida da Prefeitura com a União é importante, mas só está indo adiante porque desde a eleição de Haddad em 2012 a presidente Dilma tomou a frente. Era importante reduzir a dívida da Prefeitura para que ela pudesse contrair novos empréstimos e mostrar resultados.

    A dívida dos estados e prefeituras à União foi negociada em 1997, quando o país lutava para se livrar da inflação e elevou os juros a níveis estratosféricos. Os juros, contratuais por 30 anos, foram fixados em valores devastadores: IGP-DI + juros de 6% a 9%, dependenendo de quanto se juntava com a venda das estatais para pagar parte do estoque da dívida. A cidade de SP, que tinha poucas estatais para vender, vem pagando juros de  9%. O Estado de MG saldou parte da dívida e tem pago 7,5%. O Estado do RJ vendeu tudo que tinha, saldou parte maior da dívida e tem pago 6%.

    Cada Estado ou Prefeitura tem destinado, por força contratual, 13% da sua receita para pagamento de juros e amortizações da dívida, mas mesmo assim ela tem crescido exponencialmente e é impagável para quase todos os devedores.

    Com a renegociação, que o Senado deverá aprovar, os juros cairão para IPCA +4%, ou Selic + 4% ( o que for mais barato), de forma retroativa. Com isso, a dívida da prefeitura de SP será reduzida em 40%. Continuará sendo impagável,  exceto de a selic cair para valores civilizados, mas abrirá espaço para novos endividamentos, o que me parece um passo adiante e outro atrás.

    A dívida da Pref. SP corresponde aproximadamente ao dobro da sua receita. A do Estado de MG, a cerca de 100% da receita.

    Se MG não fosse governado pela oposição, os royalties do minério seriam equivalentes aos do petróleo. Mas em 2013, MG recebeu R$186 milhões de royalties e o RJ recebeu R$ 7 bilhões. É assim que se faz política no Brasil.

    • Não bastam os números…

      Daniel, a sua exposição e comparação dos números entre os índices aplicados nas dívidas da cidade de São Paulo, os de M.G, e Rio de Janeiro, são apenas “números”e se efetivamente, não houver vontade política dos administradores destas cidades,  ou de alguns Estados, e se não houver parcerias políticas entre estes atores e a União, e tambem do Congresso, estas dívidas continuarão crescendo e transformar-se-ão numa bola de neve descomunal.

      Quando o Prefeito paulistano, reformou a maneira de tributar o IPTU de São Paulo, com justiça social, aumentando os valores dos imóveis de alto luxo, das regiões nobres, das construções inabitadas, e dos grandes centros comerciais,  o STF, desautorizou-o, abrindo um perigoso precedente jurídico, numa ação do prefeito, que visava exatamente, aumentar a arrecadação municipal, sem endividar ainda mais a Prefeitura, que hoje equilibra-se, para empatar a receita com a despesa, e não consegue pagar o principal da dívida herdada, e só “rola” esta dívida, o que é um risco de explosão lá na frente.

    • Canso de falar isso e tao
      Canso de falar isso e tao evidente mas ignorado as vezes acho que devo estar louco.

      E os políticos mineiros por piores que sejam também falam constantemente.

      A má vontade é gritante e boa parte da logica voltada para atendimento prioritário de interesses paulistas.

      Com os tucanos era assim e continua exatamente da mesma forma com os petistas, talvez até pior porque vêem – e viram lá atrás – o risco da candidatura do Aécio.

      Tem trilhões de exemplos a respeito que vão desde a celeridade da renegociação da divida agora que um potencial quadro petista se torna prefeito até estradas sem qualquer manutenção.

      Mas talvez seja “bairrismo” simplesmente…

      • Isto não é o mais importante

        Falar em redução da dívida é bom para a cidade, é óbvio, mas na minha opinião não é o mais importante no governo Haddad até agora.

        O mais importante é a coragem de dar prioridade ao replanejamento da cidade, como mostra o Plano Diretor aprovado.

        Todos os últimos governos municipais fizeram algumas ações cosméticas, para dar a impressão de realização prática, mas não encararam a difícil tarefa de identificar e agir sobre as causas primárias dos problemas. Replanejar a cidade é uma necessidade há tempos, que nenhum dos últimos governantes assumiram como prioridade.

        Haddad teve essa coragem, mesmo sabendo que isto poderia postergar a percepção de coisas concretas acontecendo na cidade. Nessa priorização do replanejamento, ele está envolvendo diversas entidades, associações e instituições sociais que ficaram à margem das decisões políticas na cidade nos últimos anos. Este é, na minha opinião, o grande mérito do seu governo até agora.

  6. Esta é a São Paulo, que queremos !

    Já fazia um bom tempo, que as administrações municipais paulistanas, não focavam a humanização da cidade com seus habitantes, nem o crescimento organizado, porque quem comandava efetivamente a administração, eram as grandes incorporadoras imobiliárias e uma equipe de fiscais corrúptos e comprometidos até a espinha dorsal, com os grandes capitalistas da cidade.

    Esta inversão de valores, que desde o saudoso prefeito Faria Lima, estava sepultada, foi reiniciada e debatida à exaustão com a sociedade civil paulistana, pelo Prefeito Haddad, e gradativamente, sai do papel, e recomeça a ser colocada em prática.

    Os 3 marcos citados pelo Nassif, são o início do processo de reurbanização humanística e de integração da cidade com seus munícipes, e o desligamento da adm.pública, do “umbigo” dos empresários da construção civil, que não pensavam na cidade como um espaço comum a todos, e esqueciam que o adensamento urbano, iria prejudicar a maioria, que jamais era consultada(como é hoje) antes de qualquer iniciativa pública ser feita ou de iniciativas privadas, serem autorizadas, sem um consenço popular.

    Podemos até não fazer o sucessor do atual prefeito, porem deixaremos um legado, para as próximas administrações, que a história encarregar-se-a de registrar.

    • Prezado Raí
      As beiradas de

      Prezado Raí

      As beiradas de Sampa (onde o PT teve mais votos) tem um enorme buraco no que tange a saneamento basico; espero que o Haddad olhe com a devida atenção para esta carência da cidade; porque o ultimo prefeito que olhou foi a Erundina.É inadimissível que a maior cidade da america latina tenha os níveis de subdesenvolvimento  como SP tem. 

  7. Imagem do Prefeito.

    A imagem do Haddad junto aos paulistanos só melhora com macumba. Não tem como, ele é muito ruim, é ausente, ele conseguiu piorar a cidade a vida dos paulistanos com as faixas de ônibus e bicicletas, que é um exemplo de como uma boa ideia pode ser enterrada pela forma destrambelhada, mal planejada e mal gerida como implementada. Fora as iniciativas que afrontam a inteligência mínima, como o plano para os viciados da cracolândia, não teve resultado nenhum, só serviu para propaganda eleitoral. Eu não acredito que este plano diretor vai mudar alguma coisa, como acreditar em quem nunca faz nada certo?

      • Eu moro. Moro no bairro de

        Eu moro. Moro no bairro de Moema. Só aqui perto posso listar uma série de absurdos, vamos lá: Ficou quase impossível acessar ou sair do bairro pela  23 de Maio nos horários de pico. Os acessos só têm duas pistas cada, uma fica dedicada aos ônibus e está sempre livre, a outra fica congestionada totalmente e acaba travando tudo, inclusiva a 23. Na Rubem Berta, na região do aeroporto, foi criada faixa para  ônibus e mantida a mesma quantidade de faixas para carros, resultado, as faixas ficaram estreitas demais tanto para os carros como para os ônibus, aquilo virou um caos com hora marcada. Os taxi não podem mais andar na faixa de ônibus pela manhã e a tarde, em uma necessidade não se tem opção. Em Moema foram criadas faixas para bicicletas, resultado, não funcionou, os poucos lugares para estacionar acabaram, prejudicou o comércio e ninguém usa as tais faixas nunca, fica lá atoa, fora que foram feitas em ruas esburacadas, é gerdade, os buracos não foram tampados, foram pintados de amarelo. A Faixa para bicicletas na Domingos de morais também não serve para nada, ninguém usa e só piorou o que já era ruim. A cracolândia se espalhou pela cidade, aqui perto, na Av. Ver. José Diniz apareceu uma, na Av. dos Bandeirantes outra. Moema que sempre foi escura à noite, piorou muito, tem quarteirões inteiros as escuras há tempo, fora os semáforos que nunca mais ficaram sincronizados e agora ficam amarelo piscante por dias. Tudo isso num raio de 3 Km de casa, imaginem no resto. Isso tudo sem entrar na questão da limpeza pública, quem repara sabe que piorou, principalmente no centro, que voltou a ser um lixão vergonhoso. Tudo que o Haddad fez até agora foi na orelhada, por tentativa e erro, não existe planejamento e muito menos gestão, o nome disso tudo é incompetência. 

        • Minha experiência

          Prezado Lúcio,

          Outro dia precisei ir do trabalho, no Paraíso, até o Café Journal, na Av. Jandira. Fui de ônibus, às 19h00 da tarde. Cheguei em 20 minutos, indo da 23 de Maio.

          Você já tentou usar o transporte público e deixar o carro em casa? Às vezes vale a pena.

          Outra coisa: me lembro bem da época do Kassab: quando ele era prefeito, instruiu o secretário de Transportes Alexandre de Moraes a dar prioridade total ao fluxo de carros na cidade. Assim, proibiu a circulação de caminhões no centro expandido, multou ciclistas, instituiu o sistema de recapeamento e obras de madrugada, além da recolhida de caçambas às 2 da manhã, etc… Não precisa ser um gênio pra descobrir que não deu certo, tanto que ele foi demitido pouco tempo depois. Aliás, todas as polítcas de transporte em São Paulo nos últimos 100 anos foram privilegiando o transporte privado, e por isso a cidade tá nessa draga que você vive hoje. 

          O que é interessante no governo do Haddad é que pela primeira vez ele está fazendo uma política que tem êxito no mundo todo, de benficiar o transporte público e a organização do espaço urbano.

          Sugiro você tentar ver a gestão com outro viés, por exemplo: imaginando se essas medidas fossem tomadas por um político do seu agrado, como você veria elas? Igual, melhor ou pior do que vê hoje?

          A gestão do Haddad tem planejamento sim, muito mais do que parece, e mais do que outras gestões anteriores. 

          • Meu caro João Cunha,

            Meu caro João Cunha,

            Em nenhum momento eu disse que não ando ou sou contra andar de ônibus ou de bicicletas, na verdade considero ótimas iniciativas, o problema é que nada do que o Haddad fez me agradou, pintar faixas para mim é muito simplório.

            Para esclarecer. A minha opinião não tem cunho ideológico nenhum, eu conheço muitas cidades grandes no mundo, vi coisas que funcionariam bem aqui e coisas que não. Por exemplo: O Prefeito poderia tentar mudar a cultura do cidadão dando opções melhores e não por decreto ou piorando outras. Se ele investisse estacionamento com baixos preços nas pontas das linhas dos Metros e Trens muita gente deixaria de entrar na cidade com carro, Londres, NY, Paris, Tokio fizeram isso. Em todas as cidades do Japão as estações de trem e metrô têm estacionamentos de Bicicletas e armários para guardar mochilas, as pessoas pedalam até lá, trocam sapatos e roupas e pegam o trem… legal né? O Haddad fez alguma coisa parecida? Em Sidney a prefeitura criou algumas linhas circulares grátis, eles ligam pontos de grande movimento, vem um ônibus atrás do outro, já pensou uma linha destas ligando a USP à Paulista passando pela Faria Lima? O Haddad fez alguma coisa assim??? E as linhas de bonde como as de Milão ou Frankfurt,  e os ônibus duplos de Hong Kong. Que tal os pontos de ônibus de Washington, que a calçada é da mesma altura do piso do ônibus, cadeirante entra e sai no mesmo nível, alguma coisa assim foi feita aqui? Na Holanda todo mundo anda de bicicleta, mas lá é tudo plano, aqui as pessoas nunca vão aderir a isso, só um retardado enfrenta nosso transito e nossos motorista mal educados com bicicletas, só o Haddad acha isso.

            Manda um pião fumar uma pedra de crak numa rua da Shanghai que o Haddad gosta tanto mas não deve conhecer, o cara ta morto. Aqui o Haddad da dinheiro pro sujeito. Eu realmente não entendo o Prefeito.

            Me desculpe João Paulo, mas pra cima de mim não. Por sinal, o Café Journal é um restaurante caríssimo, que tem uma das melhores adegas de SP, um jantar a dois com um vinho mais ou menos não sai por menos de R$500,00, só para carrão importado lá na frente, e você foi lá de ônibus…estranhas as suas opções né?.

          • Qual o problema em ir de
            Qual o problema em ir de ônibus? Prefiro gastar dinheiro em um bom jantar que ficar preso em um carro durante 2 horas por dia. E nem foi o caso, fui encontrar uns amigos que decidiram tomar algo ali.
            Essa resposta só reforça o viés das suas idéias, por certo.
            Outra coisa: a maioria das soluções que você aponta são premissas do governo estadual, como a adoção de bicicletários em estações de metrô, implantação de VLT, e mesmo o circular da USP.
            E João Paulo é a mãe.

    • Realmente, essa história de

      Realmente, essa história de “ter que” implantar 480 km de ciclovia vai dar problemas. Serão 480 km a menos de estacionamentos ou de “zona azul” ou de “faixa de motos”, além do que estão sendo instalados em ruas totalmente íngremes (para atingir os 480km, algo igual foi feito com faixas de ônibus que somente existem em 1 quarteirão ex: Lins de Vasconcelos), que somente atletas conseguirão usar.

      Haddad pensa que o povo não vê essas coisas…

      • Ciclovias

        Realmente, concordo como a forma com que as ciclovias estão sendo implementadas trazem mais malefícios do que benefícios para a cidade. Parece algo feito as pressas com o objetivo de ser populista. Eu moro em guarulhos, as trabalho na zona sul de SP e como PJ pago impostos a cidade de São Paulo. Todos os dias percorro cerca de 80km entre ida e volta, e o que vejo é que um dia desses seria preso pelo simples fato de estar em um moto. Não sou contra o direito de um cidadão ir e vir do modo que ele preferir, seja de moto, carro bicicleta ou transporte público. O que não concordo é com a marginalização de um grupo em benefício de outro. Por que não ao invés de construir faixas segregadas a base do sacrifício dos outros não foi feito o planejamento correto para a forma mais eficiênte de  implementação de faixas de ônibus, ciclovias e motofaixas? Será que o nosso ilustre prefeito sabe quantas pessoas sofrem acidentes diariamente e quantas morrem a bordo de um motocicleta? Não seria melhor atuar onde existe uma necessidade maior, já que estamos falando de vidas? 

         

         

         

    • Haddad Prefeito

      Acredito nas boas intenções de Haddad, me parece uma pessoa séria, mas concordo com você que a cidade piorou e nossa qualidade de vida idem. Corredores de bicicletas sem planejamento, dá a impressão que foram criados apenas para cumprir as metas e pior , muito pouco utilizados. A cidade está mal conservada, buracos por toda parte. Espero que haja tempo para corrigir sua estratégia…

  8. Estamos tentando, seguir o exemplo federal.

    Pode até parecer utopia, mas o plano do Prefeito Haddad, em São Paulo, se os paulistanos aprovarem esta sua 1ª gestão, é num 2º mandato, alavancar de vez, o ímpeto paulista de desenvolver em rítmo acelerado, esta cidade, que já foi o termômetro brasileiro, e hoje paga os pecados de más administrações.

    Se no governo federal, bem mais complexo do que num governo municipal, em apenas 12 anos, foi possível fazer-se uma verdadeira revolução social, tirando da extrema pobreza, mais de 1/3 dos brasileiros, tirar o país deuma taxa de desemprego de 12% e deixar esta taxa, em 4,8% atualmente, sem milagres nem políticas heterodoxas, por que não tirar São Paulo, deste atual estágio de quase calamidade financeira, e leva-la ao seu lugar no tempo e no espaço ? mais duas gestões comprometidas com a maioria, e isso certamente ocorrerá.

  9. Graças a Haddad, arrecadação do ISS sobe 74 %

    APÓS ESCÂNDALO DOS FISCAIS, ARRECADAÇÃO DA PREFEITURA DE SP SOBRE 74 % 

    Graças à Controladoria Geral do Município – CGM, criada por Fernando HADDAD logo no início de sua gestão, que desvendou a Máfia do ISS :

    APÓS ESCÂNDALO DOS FISCAIS, ARRECADAÇÃO DA PREFEITURA DE SP SOBRE 74 % 

    Artur Rodrigues – Folha 

    Após as investigações que revelaram a quadrilha de fiscais que fraudavam tributos da Prefeitura de São Paulo, a arrecadação do município com o ISS (Imposto Sobre Serviços) de obras subiu 74%.

    Os fiscais cobravam propina para emitir o certificado de quitação do ISS/Habite-se das obras. Em troca, davam descontos ilegais no imposto.

    De acordo com balanço da Secretaria Municipal de Finanças, de janeiro a julho de 2012, enquanto os fiscais suspeitos atuavam na pasta, foram recolhidos R$ 36,1 milhões com o ISS/Habite-se.

    O valor saltou para R$ 55,2 milhões no mesmo período de 2013, variação de 53%. Nesse semestre, o homem apontado como cabeça da máfia do ISS, Ronilson Bezerra Rodrigues, já havia deixado o cargo de subsecretário da Receita, para assumir outra função de confiança fora da Secretaria de Finanças.

    Com a investigação da CGM (Controladoria Geral do Município) em curso, os outros ficais também foram sendo exonerados ao longo do semestre de funções de confiança na secretaria até serem presos em 30 de outubro, quando o escândalo estourou.

    Neste ano, a arrecadação chegou a R$ 63 milhões -14,1% a mais que 2013 e 74% a mais que do que em 2012.

    O patamar de crescimento é maior do que o dos tributos e do mercado. Por exemplo, se a previsão do total do ISS para 2014 se consolidar, atingirá R$ 10,7 bilhões, aumento de 6% em relação a 2013.

    Já o mercado da construção civil prevê crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do setor no país entre 1% e 2 %.

    INFORMATIZAÇÃO

    A Secretaria de Finanças afirma que o aumento também se deve a mudanças no método de recolhimento do tributo. Entre elas, a informatização do processo.

    De acordo com as investigações, os fiscais chegavam a usar a mesma nota fiscal em mais de um empreendimento para adulterar a cobrança do valor devido do imposto.

    A pasta criou uma força-tarefa para verificar a situação de 410 empreendimentos da lista da propina. Posteriormente, aumentou a relação de imóveis suspeitos para 689.

    O processo de checagem da lista foi finalizado quanto a 286 empreendimentos, dos quais 260 haviam pago menos do que deveriam. Chegou-se à conclusão que as empresas pagaram apenas 26% do valor que deveriam.

    Os responsáveis pelos imóveis terão de pagar R$ 33 milhões à prefeitura, incluindo o que deviam e multas. Já foram pagos R$ 3,1 milhões e foi iniciado o parcelamento de outros R$ 2,8 milhões.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1503598-apos-escandalo-dos-fiscais-arrecadacao-de-iss-sobe-74.shtml

     

    • Isso merece um post próprio

      É uma das melhores notícias da cidade e de Haddad. Vi primeiro na Band, mas sem nenhuma referência ao Haddad, sequer à prefeitura e à corregedoria criada pelo melhor prefeito que vi até agora.

    • Fique sonhando

      Com a vitória da marina verde o PT vai virar mais um partido nanico. É bom lembrar que hoje o PT não elege nem 20% do Congresso e a direita não vai tão cedo do poder.

      • Tá Louco! A cortina de fumaça

        Tá Louco! A cortina de fumaça verde para a banqueira mandar? Já começou mandando e anunciando a independencia do Banco central, oq ue significa ARROCHO JUROS ALTOS , DESEMPREGO E LUCRO PARA BANCOS> o que estamos vendo na Europa. Não, Não e Não.

  10. Haddadeando

    Foram “só” 20 anos de espera

     

    Hospital de Parelheiros beneficiará mais de 200 mil pessoas na zona sul

    O equipamento terá pronto-socorro, maternidade e centro de especialidades. Edital já foi lançado, terreno foi adquirido e obras devem começar ainda neste ano

     

    O prefeito Fernando Haddad esteve neste sábado (23) na zona sul para lançamento da licitação que vai contratar empresa para construir o Hospital de Parelheiros. O processo é o último passo necessário para o início das obras, que deverá ocorrer ainda em 2014. O equipamento, aguardado há décadas pela população, terá 255 leitos, dos quais 41 são para obstetrícia e 30 de UTI. Unidade beneficiará 205 mil pessoas com pronto-socorro, maternidade e centro de especialidades.

     

    “Tem pelo menos 20 anos que as pessoas daqui esperam este hospital. Os últimos hospitais licitados na cidade foram Cidade Tiradentes e M’Boi Mirim, há muitos anos. Agora são dois hospitais que se tornaram realidade aqui na zona sul: o Hospital Santa Marina, no Jabaquara, e o Hospital de Parelheiros”, afirmou Haddad, no lançamento realizado nesta tarde no Centro Educacional Unificado de Parelheiros, zona sul.

     

    Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a zona sul é a mais carente em atendimento hospitalar, possuindo 0,7 leito público para cada mil habitantes, quando a proporção ideal, segundo o Ministério da Saúde, é de dois a três leitos para mil pessoas.

     

    Desde 1990, Toninho Colônia, 56 anos, participa do movimento de saúde de Parelheiros, cuja reivindicação principal é a construção do hospital. “Parelheiros hoje tem 205 mil habitantes e não tem ambulatório de especialidades. O hospital do Grajaú também não tem condições de dar suporte”, conta o líder comunitário.

     

    Segundo Toninho, para realizar um exame ou uma consulta com especialista, muitas pessoas da região chegam a gastar uma hora e meia para ir até uma unidade de saúde em outro bairro. “O hospital é a nossa bandeira. Quando o movimento começou, só tinha três unidades de saúde aqui. Hoje temos 27 unidades e vamos ter o hospital”, disse Toninho.

     

    Atendimento

    O novo hospital terá 31 mil metros quadrados, 10 salas cirúrgicas, heliponto, brinquedoteca e bicicletário. A população terá acesso pelo Sistema Único de Saúde a atendimentos com uma equipe de saúde completa, com clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ortopedia, anestesia, ginecologia, radiologia, intensivista e neonatal. Em uma mesma estrutura haverá um hospital dia, um hospital escola e um centro de apoio diagnóstico, que oferecerá exames como mamografia, endoscopia, raio-x tomografia, ultrassom e ressonância magnética.

     

    O hospital será construído com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) por meio do PAC Mananciais do governo federal, com custo estimado de R$ 190 milhões. O terreno de 70 mil metros quadrados em que será instalado o equipamento está localizado entre as ruas Euzébio Cogho e Cacual, no centro de Parelheiros.

     

    “Este é o resultado de um ano e meio de muito trabalho. Nós escolhemos um terreno, compramos a área, desenvolvemos um projeto base e um projeto executivo. Os recursos nós conquistamos através de uma parceria com o governo federal e temos a previsão de 20 meses de obras”, explicou o secretário José de Filippi (Saúde). Em julho, a CEF aprovou o projeto executivo do hospital.

     

    Informações sobre o projeto estão disponíveis na página da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras

     

    Uma preocupação do projeto foi reduzir o impacto ambiental do hospital. O edifício irá utilizar sistema de reuso de água, vinculado a um sistema de automação predial, que possibilita a monitoramento e o controle dos vários subsistemas visando uso racional da energia, água e climatização.

     

    Outro benefício do equipamento é a criação de dois mil empregos. O financiamento junto ao governo federal foi obtido dentro de um programa de reurbanização da região, que inclui a construção de novos equipamentos públicos, como escolas, creches, postos de saúde e hospital. Todo o conjunto de obras está avaliado em R$ 4 bilhões.

     

    Participaram da cerimônia de lançamento, entre outras autoridades, a vice-prefeita Nádia Campeão, o secretário Jilmar Tatto (Transportes) e o subprefeito de Parelheiros Nilton Aparecido de Oliveira.

     

  11. Esse poste ainda vai iluminar

    Esse poste ainda vai iluminar o Brasil. Nem moro em SP, mas sou fã do Haddad, principalmente por conta do “Braços Abertos”.

  12. “A aposta de Haddad em São

    A aposta de Haddad em São Paulo

    A aposta do post no poste que faz a coisa certa faz o que tem que ser feito faz valer meu voto no prefeito, doa a quem doer… e que ainda irá fazer o aterramento sanitário-urbano de todos os postes e “gatos” e fios desencapados da cidade  do futuro wi-fi no modo fibra óptica com pedaladas quânticas paratodos…

  13. Extremamente relevante, no

    Extremamente relevante, no caso do plano diretor, a atuação da Prefeitura e do MPE no sentido de não permitir a passagem de submarinos. Se o plano é bom ou não, é outro departamento. Mas esse cuidado em não deixar passar artigos Ëduardo Cunha” é muito saudável.

  14. Renegociação é o novo nome
    Renegociação é o novo nome para calote.
    O que SP está aprontando?

    Vão empurrar novamente singelos 10% de PIB de dívida para o Brasil pagar?

    • Informe-se melhor

      Prezado,

      a renegociação da dívida nada mais é do que deixar que estados e municípios continuem subsdiando a União. Quando a Lei 9.496 foi feita, dizia-se que os custos de captação da União (Selic) eram mais altos que as condições pactuadas no momento, as quais foram IGP-DI mais taxas de juros de 6%, 7,5% e 9% (conforme abatimento realizado)… Acontece que além dos juros baixarem muito nos útlimos 12 anos, o índice de correção monetária escolhido é muito sensível ao câmbio, e com as desvlorizações cambiais o valor pago por estados e municípios acabou superando a Selic acumulada. Como nunca foi o propóstio da Lei 9.496 que estados e municípios subsidiassem a União, e além do que, a dívida tem se mostrado impagável no prazo pactuado de 30 anos. Por isso nada mais justo do que repactuar as condições contratuais sob as novas condições econômico-financeiras.

      Depois escrevo outro texto para te explicar melhor!

      Abraço!

      • Não é exatamente isso que diz

        Não é exatamente isso que diz a Argentina?

        Porque não podemos pagar, vamos pagar menos?

         

        O fato é que esta sendo renegociada a dívida PORQUE SP quebrou….novamente.

        Lembra da última vez? Foram 10% do PIB pagos pelo Brasil….

  15. Prêmio pelo retrocesso nas universidades

    Comentei um aspecto da adminitração Haddad (sucesso em obter redução da dívida da prefeitura) na esperança de que alguém lembrasse sua passagem pelo MEC, mistificada pelo PT.

    Haddad teve uma gestão desastrada no MEC. Cheia das fantasias sem conteúdo que têm sido há muito o mote do PT. O REUNI seria um programa de reeestruturação da educação superior no Brasil. Em 2004, a Academia Brasileira de Ciências produziu o dcumento Subsídios para a Reforma do Ensino Superior. Tarso Genro, então resonsável pela pasta do MEC, foi à ABC e falou enfaticamente: “Este é o projeto dos meus sonhos, mas é politicamente inviável”. Inviável porque contrário a quase tudo o que propunham os sindicatos, que se opõem a qualquer conceito de meritocracia e sempre lutam pelo nivelamento por baixo. Propostas como as apresentadas pela ABC, tais como reitores escolhidos por um conselho externo às universidades, que ditariam o norte das universidades com poder acima dos Conselhos Universitários (que no fundo funcionam como sindicatos), recursos financeiros estatais baseados em desempenho aferido segundo cumprimento de planos de metas etc. são a antítese das propostas e da militância dos sindicatos. A nível nacional esses sindicaros são comandados pela Andes, composta pela sucata intelectual dos docentes universitários, que por não terem competência para nada de mérito acadêmico, dedicam o seu tempo à militânca política.

    Haddad subemteu-se inteiramente à Andes. O REUNI gerou uma expansão das universidades com uma piora desastrosa na sua qualidade. Um punhado de cursos novos foram criados, um para cada profissão nova do mercado. Isso em uma época em que, no mundo inteiro, se reconhece que o recorte das profissões é excessivamente dinâmico para que as universdades o acompanhe (caso contrário o profissional torna-se obsoleto em poucos anos). A tendência atual é a de formação flexível de graduados, com formação básica polivalente o bastante para que eles possam acompanhar a evolução do conhecimento e do mercado, o que significa formação mais conceitual e focada em fundamentos do que em tecnicidades. O Haddad provocou um retrocesso de décadas no projeto acadêmico das nossas universidades.

    Na sequência, Mercadante aprovou um novo plano de carreira universitária defendido pela Andes, com promoções por tempo de serviço, não por avaliações por bancas examinadoras em concursos públicos transparentes.

    Essa é a turma que se louva nas milícias petistas.

    • kkkkkkkkk

      Como diz o ditado: É cobra comendo cobra!

      A direita diz que pobre está na merda por falta de estudo!

      A esquerda abre milhares de universidade para os pobres!

      Quanto a conteudo sem querer ser hipócrita, a maioria dos professores não sabem do que estão falando! São fraquinhos e grande parte puro enganadores!

      Não dá para generalizar a todos os professores! Como é só a maioria não é todos!

      • Então…

        “Como é só a maioria não é todos!”

        Você tem razão num ponto: não são todos os que tiveram a sorte de ter um bom professor de Língua Pátria na sala de aula.

    • Quero que você me mostre um

      Quero que você me mostre um só indicador que prove o que você chama de “piora da qualidade”. Não mais do que um!! Falar é fácil, quero ver você provar. Sou professor de uma Universidade Federal e posso te garantir que hoje, temos condições muito melhores de trabalho (salário, infraestrutura, autonomia, etc.) do que tínhamos quando Lula chegou à presidência. Quanto ao Reuni, por favor, se informe antes de comentar. No início éramos refretários às condições impostas pelo MEC, que basicamente estavam centradas no aumento das vagas. Hoje, é praticamente uma unanimidade dentro da Universidade que isto foi um fator positivo, pois trouxe a reboque a possibilidade de contratação de novos docentes, a inclusão de estudantes de pós-graduação dentro do sistema (para treinamento e absorção, via concursos), a expansão do número de bolsas de mestrado e doutorado, que realimentaram de modo espetacular o sistema de pós graduação Stricto Sensu no país. Se quiser falar em infraestrutira então, chega a ser uma piada. Somente na universidade em que dou aulas, existem mais de 100 obras de infraestrutura em andamento, com ampliação e modernização (o prédio em que eu dou aulas atualmente, e do qual vamos nos mudar no ano que vem, é da década de 60, apresentando os mais variados problemas) dos campi, com recursos do Reuni e aporte de empresas públicas, como a Petrobras.

      • Sou professora contratada por

        Sou professora contratada por universidade federal  atraves de concurso pelo REUNI.No Nordeste.O Reuni trouxe muitos recursos para a universidade . Reformou muitos predios, criou cursos novos, trouxe muitos professores. Mas nem tudo são flores no Reuni, aponto a relação turmas professor, 25 por turma em casos de cursos praticos ou em alguns cursos em exatas mais de 100. Tem professor que vira máquina de dar aula. Sei que antes , principalmete por aqui, em muitos cursos que havia uma certa acomodação em “não dar aula. Aliás ainda tem entre certos”antigos”, ou  digamos ..vamos dizer “coroneis academicos” do pedaço. Isso eles continuam fazendo do mesmo jeito e jogam para nós, claro!O Reuni só sacramenta o índice. Fora isso, Foi fundamental para melhorar a universidade.

  16. “As linhas exclusivas de

    “As linhas exclusivas de ônibus, além disso, mudaram o tempo de acesso. Do terminal Itaquera ao Parque Dom Pedro, as viagens caíram de 1p0 para 46 minutos.”

    O exemplo entre Itaquera e o Parque Dom Pedro é muito feliz. Principalmente que o trajeto dessa linha percorre paralelamente à Linha 3 – Vermelha do Metrô – trecho Sé-Corinthians Itaquera. Comenta-se que de ônibus, o tempo é mais curto que no Metrô (não duvido disso). Haddad é um político promissor, apesar da comunicação da Prefeitura ser o ponto fraco. Não arrependo de meu voto.

     

  17. Auditoria da dívida

    Sr Haddad, que a cidade de SP não apenas negocie a dívida pública e sim que se faça uma auditoria da mesma. Já que a Dona Dilma e o Lula não tiveram (e não tem) coragem de fazer, faça vc que está demonstrando ser mais corajoso.

  18. METRO na Freguesia e Brasilandia – intervenção do Haddad

    Aqui nos bairros Brasilândia, Freguesia do Ó e adjacentes, o candidato Celino do psdb, tem o seguinte mote de campanha: “Realizando o sonho do Metro”. Após 20 anos prometendo metro para a região e nada aconteceu, a não ser suas reeleições.
    Precisou graças a Deus, vir o Haddad e a Dilma e por o dinheiro. Deus queira que não seja surrupiado pelos trensalões desses larápios até que comece efetivamente as obras.
    Até o mérito dos outros eles roubam. Onde está o sistema de comunicação do PT?

  19. Que sirva de exemplo para

    Que sirva de exemplo para todo o país! Se queremos melhorar o nível civilizatório de nossa sociedade, o caminho passada pelo urbanismo. Nao podemos estar somente submetidos à lógica das construtoras ou deixar que o crescimento seja “expontâneo” e caótico. Espaços públicos de lazer e convivência perderam espaço, o adensamento imobiliário  seminfraestrutura criou o caos e a falta de mobiidade que tanto nos incomoda.

     

     

  20. Matéria do Sr. Luiz Nassif

    Prezados,

    Existe politico que atua há mais de 30 anos, na politica, e não foram tão cobrados, com tanta rapidez, pela mídia como vem sendo cobrado o Prefeito Fernando Haddad.

    Sem se aprofundar na questões estratégicas, da cidade de São Paulo, e tampouco em aspectos partidários, que não é o caso, entendo que essa cobrançao (menos de 2 anos de mandato), é no mínimo dirigida e inaceitável.

    Trata-se de uma jovem liderança, empreendedora, com idéias inovadoras, que merece todo o nosso apoio, independente, de que partido politico seja.

    José Carlos

    …………………

     

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