Cláudio Humberto: “O Patrulheiro Linguístico”

Por DiAfonso [editor-geral do Terra Brasilis]

O jornalista Cláudio Humberto ataca de purista e patrulheiro da Língua Portuguesa por um viés que não encontra guarida na reflexão que fazem Irandé Antunes, Marcos Bagno, Sírio Possenti [só para citar alguns linguistas brasileiros].

Para abater um oponente [como se poderá ler abaixo], o nobre jornalista  vale-se de uma observação mesquinha e sem a mínima importância nos atuais estudos linguísticos.  

“Fuzilamento” por “fusilamento” ou a construção “que lhes gera” [referendada por um “sic” galhofeiro] em nada atinge o pensamento ou a manifestação discursiva de quem quer que “sêje”. Muito menos, de Emir Sader.

Não há “mácula” no que digitara o sociólogo, pois a busca da interação verbal em um ambiente virtual [como é o espaço “twuitteiro] foi alcançada, a menos que o jornalista e “patrulheiro linguístico” esteja defendendo um purismo da língua ancrônico e desmascarado diuturnamente por quem, de fato, estuda a língua em movimento. Eu falei “a menos”? Desculpem-me, mas o que eu queria dizer era que ele está defendendo, de fato, uma postura de quem vê a língua, dita “padrão”, como apanágio daqueles que “tudos” podem em uma sociedade.

Pode-se ler a falta de trato com os estudos linguísticos – mesmo considerando uma gramática normativa [a do “certo” e do “errado”] – na análise que o “douto” jornalista faz de um tal de “plural” e “concordância” na fala de Lula [aqui]. 
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Após escrever “fusilamento” no Twitter, Emir Sader, sociólogo brasileiro da ditadura cubana, tascou “o ódio da direita não é contra mim, mas pelo pânico que lhes gera (sic) um projeto amplo, crítico e pluralista”.

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