Descobri a porra do kit gay: nosso filho é homem e ponto final, diz Bolsonaro

O presidenciável ainda relacionou a homossexualidade à pedofilia e disse que kit gay ensinava “Pedrinho a namorar o Joãozinho”
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – “Ninguém quer chegar e encontrar o filho Joãozinho de sete anos de idade brincando de boneca por influência da escola”, disse o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL), ao tentar se defender das acusações de homofobia, misoginia e xenofobia.
 
Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter criticado o material didático preparado pelo Ministério da Educação, durante o governo de Dilma Rousseff, para conscientização à tolerância sexual e contra a homofobia nas escolas públicas.
 
Na manhã desta terça-feira (28), o candidato participou de agenda de campanha na Central de Abastecimento do Rio de Janeiro, e foi perguntado por jornalistas e pela plateia, formada em grande parte por seus apoiadores e simpatizantes.
 
E hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) julga se decide aceitar esta denúncia contra o candidato, tornando-o réu em mais um processo na Suprema Corte.
 
Ao ser perguntado, disse que “a senhora Raquel Dodge, lamentavelmente, fez uma juntada disso [declarações dele] e mandou para o STF” e ironizou, tentando humor, que “descobriram que eu sou gay, é aquela palhaçada de sempre”.
 
E decidiu responder: “Descobri a porra do kit gay, desculpa o linguajar aqui, e resolvi mostrar. Era inclusive para filho de pobre porque era pra escola pública depois iria pra privada. No intervalo, vai o Pedrinho namorar o Joãozinho, a Mariazinha namorar a Joaninha”.
 
Sem se preocupar pelo teor das declarações, que novamente podem ser consideradas homofóbicas, bradou em tom mais forte: “Porra, nosso filho é homem e ponto final, porra!”, batendo com a mão na mesa.
 
Ainda, não se contentando com as novas declarações, Bolsonaro relacionou a homossexualidade com a pedofilia, este último crime. “Estão escancarando as portas para a pedofilia”, disse. “Ele [seu filho, sofresse violação “por um cara barbado”] não vai ter tesão por mais ninguém na vida, pode ter certeza disso, tá ok?”, continuou.
 
“Se vocês encontrarem alguém, um marmanjo aí fora, enfiando um pênis no anus de um menino de três anos de idade, você não pode chamar a polícia não, você tem que levar aquele cara pro hospital, submetê-lo a um laudo psiquiátrico. Se ele estiver sofrendo de transtorninho, ele tem que ser internado”, criticou Bolsonaro, sem pudor com as palavras.
 
“Queremos que o nosso filho em sala de aula seja respeitado e não que fique inventado coisinha pra botar na orelha dele com seis anos de idade. Ele tem um piu-piu debaixo da perna, mas quando tiver 12 anos de idade, vai decidir se vai ser menino ou não”, acrescentou.
 
 

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