Matias Spektor: O Brasil que tinha peso na América do Sul acabou

Jornal GGN – Em julho de 2010, em encontro com Daniel Ortega, então presidente da Nicarágua, Lula estava no auge de sua “influência pessoal” e o Brasil estava no auge de sua “capacidade para moldar seu ambiente externo”. O petista até ironizou o que a imprensa mundial diria daquela reunião.
 
Essa influência na América do Sul não tinha a ver com recursos militares para “impor sua vontade” sobre os vizinhos, como faz a Rússia, ou com custeio de “institutições regionais densas”, como faz a Alemanha na Europa.
 
Tinha a ver com a estratégia política do governo Lula e o desempenho do Brasil na economia desde FHC, avalia Matias Spektor em artigo na Folha desta quinta (19).
 
Na parte econômica, o colunista destacou que “o ABC paulista virara o centro de gravidade da atividade industrial na América do Sul, e o país gozava da posição de principal comprador, vendedor e investidor em seus principais seus vizinhos.”
 
Além disso, o Brasil estava com as contas razoavelmente arrumadas, gerando capacidade de alinhar as moedas dos vizinhos com o real, abrindo portas para uma “interdependência econômica que é sempre benefícia aos interesses brasileiros.”
 
Na parte política, era objetivo do governo Lula montar uma parceria com os vizinhos. Essa integração regional “ocorria por meio de grandes obras de infraestrutura com capital e tecnologia do país”, permitindo ao Brasil “jogar seu peso em favor das regras do jogo que mais lhe convinham”.
 
Mas esse mundo acabou e o hoje o Brasil não é mais um influenciador na região.
 
“A norma democrática está rachada e novos conflitos pipocam por toda a vizinhança, mas o Brasil não mais funciona como âncora da estabilidade regional.”
 
Leia a coluna completa aqui.

 

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